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Friday, April 22, 2016

Boys will be boys; girls are made of sugar and spice and all things nice.

É só o que falta. Ou não.


Se me querem arreliar, é mandarem-me artigos como este e este. Ou seja, a advogar que é errado dizer aos meninos "faça-se um homem", "um homem tem de ter palavra", "não seja choramingas", "um menino crescido tem de ser o homem da casa" ou "endireita as costas e faz o que tens a fazer"... e às meninas, "sente-se como uma senhora", "isso não são formas de uma menina se comportar" ou "uma menina não diz palavrões" .

Como se já não houvesse para aí má criação suficiente sem irem buscar desculpas de "género" para que se criem ainda mais pessoas sem palavra ou a precisar de lavar a boca com sabão. Cruzes!




É claro que não ser piegas, ser discreto (a) quanto a coisas íntimas como a choradeira, ter palavra e evitar palavrões não são recomendações exclusivas para nenhum dos sexos. Mas já se sabe que os rapazes (e isto não vai mudar) são incentivados pelos seus pares à gabarolice e à competição, o que pode
 torná-los mais propensos a fazer batota ou dar o dito por não dito.

 Incentivar o bom e velho conceito da palavra de honra só lhes faz é bem, nunca é demais.



 E não é que um homem não possa chorar, mas se numa rapariga já cai mal ser melindrosa, num marmanjo cheio de força pior um pouco- especialmente se for por tudo e por nada, e em público. Acreditem. 




Dou-vos dois exemplos:  um rapagão que conheci, que era todo não me toques, que me desafinas; qualquer beliscão era "aiiiiiiii, que me aleijaste"...com aquele tamanhão, fazia cá uma figura de urso!  Depois, um pintas todo Carlão de que me falaram há dias: ao ter sido trocado por outro pintas qualquer, tanta lamuria contou a toda a gente, tanta alfinetada mandou, tanta lamechice publicou nas redes sociais, tanta roupa suja lavou em modo Felisberto Desgraçado que a ex, que coitada também não era pessoa que se recomendasse, teve de o chamar em público à discrição e ao bom senso. Quando até uma doidivanas precisa de corrigir um homem, mal vai o mundo.



E depois, já nem se estranha que nem todas as meninas hoje aprendam em casa a boa e velha máxima "uma Senhora educa um homem só com a sua presença". Primeiro porque a educação à moda antiga rareia cada vez mais, depois porque mesmo que exista poucos dão por ela: as coisas andam de tal modo que já não basta estar vestida com elegância e ter propósitos para que automaticamente qualquer rapaz pense "ui, calma- ao pé desta preciso de ter modos". Mas se a presença de uma rapariga bem educada pode não fazer efeito em alguns brutamontes, a de uma rapariga mal criada tem consequências terríveis. 



Recentemente caí na asneira de me sentar num desses restaurantes típicos da minha cidade junto de uma festa de *creio eu* estudantes na casa dos 19/vinte e poucos anos. E digo-vos que NUNCA em toda a minha vida (e acreditem, quem trabalha em comunicação conhece muita sorte de gente e escuta de tudo um pouco) ouvi impropérios tão chocantes. Esta experiência deu outra profundidade à expressão "asneiredo de fazer corar um carroceiro".



 Uma varina do Mercado do Bolhão não se conteria que não lhes desse com um carapau em cheio nas... *inserir palavra a gosto*. Nem eram os palavrões em si - palavras leva-as o vento e ao fim de algum tempo, os ouvidos já estão dormentes e insensíveis às palavras m*, f* e c* repetidas ad nauseam ao início, a meio e na conclusão de cada frase. 

Era a brejeirice, a baixeza e a boçalidade em detalhe sórdido; o assunto a que os palavrões constantes davam forma. Uma autêntica competição a ver quem era mais nojento no discurso e quem urrava mais alto ou mais animalescamente. Juro-vos que chimpanzés em época de acasalamento não se portariam pior. Era como e não sobrasse um único pensamento elevado, limpo ou vá, humano naqueles cérebros. E isto com gente que ainda não tinha tido tempo de se embebedar, numa mesa composta de 50% de raparigas...que adivinhem, faziam tão mal ou pior. Elas diziam do piorio e eles, feridos nos brios, tentavam superá-las; pois claro...



Se num homem dizer grosserias cai mal, numa mulher pior ainda quanto mais não seja pelo exemplo. Até pode não se crer nisso de as mulheres serem a "espinha moral da sociedade".  Mas se eles dizem "mata" e elas respondem "esfola", se por causa de elas serem "mil vezes piores que nós" eles perdem o decoro de guardar as barbaridades e rapaziadas para quando estão "entre rapazes" então é exacto que a principal conquista da "igualdade" foi (como diz este artigo que é a melhor coisa lida esta semana) as mulheres superarem os homens em imoralidade e depravação. 

Se a educação moderna ensina os rapazes a serem tão piegas como uma rapariga nunca devia ser e as raparigas a tornarem-se tão rudes que até a rapaziada fica com vergonha, passo.




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