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Wednesday, April 27, 2016

Do Príncipe George de pijama, e das mães que vão jantar e deixam o bebé com a ama.




Conta a Activa que a mulher do cantor John Legend foi duramente criticada por, apenas uma semana após o parto, ter saído com o marido para um jantar romântico, deixando a bebé com a ama (é no que dá partilhar nas redes sociais o que se faz ou deixa de fazer, e ganhar fãs entre as ressabiadas ao publicar retratos com celulite ou estrias). As super mães de carteirinha reagiram logo, umas dizendo que uma boa mãe não tem de pôr um pé na rua tão cedo, outras que ela devia ter levado o bebé consigo.

Está bem que uma semana é pouco tempo e eu cá não percebo muito de crianças nem simpatizo particularmente com a senhora (por causa da sua opção de mostrar as imperfeições no Twitter);  mas depois de uma experiência stressante como o parto não me parece mal que uma mulher, se está bem de saúde o suficiente para sair e se PODE pagar a uma ama, saia com o marido para se distrair um pouco. São estas coisas que mantêm o romance vivo, que fazem com que uma mulher continue a ser uma mulher e não apenas "uma mãe". 

Não é que ela tenha ido para a pândega toda a noite, voltado perdida de bêbeda e deixado a pequena entregue aos irmãos mais novos como algumas que para aí andam. Quanto a levar recém nascidos para um restaurante, nem comento; só se de todo não se puder evitar. Essa mania de transportar os pobres bebés para todo o lado, sem cuidado com eles nem respeito por terceiros (mania muito popular entre os portugueses, aliás; remember Miguel Sousa Tavares a ser crucificado quando disse, e com certa razão, que nem todos os restaurantes deviam ser child friendly?) nunca deixa de me arrepiar. De bebés a levar com tinta às cores no nariz nas color runs da vida a bebés a serem submetidos a fumo e música altíssima em bares e concertos, já vi de tudo.





As crianças devem aprender a socializar desde cedo, certo - mas há limites. Aliás, vimos o Príncipe William a dar o exemplo de como isso se faz, ao fazer o Príncipe George vir cumprimentar o casal Obama de roupão e chinelos antes de marchar para a cama de acordo com a sua idade: assim mandam os compêndios de boas maneiras e educação.

O resto é inveja ou pouca noção do que ditam as regras de civilidade, creio eu...

Como nota adicional, reparem que o roupão do principezinho esgotou em horas. As pessoas que não têm noção de que é um simples robe-de-chambre igual a tantos outros, e que compram o robe só porque é o "do príncipe", são provavelmente as que levam a prole para TODA  a parte. Parolice much? É deixar qualquer pessoa sensata com um ataque de snobeira à moda antiga. Cruzes.

2 comments:

Carla Santos Alves said...

Parece-me mais sensato deixar a criança com a ama e ir jantar com o marido do que levar a criança no respectivo ovo!

Tenho 4 filhos, e sem grandes restrições sempre fui fazendo o que me parecia mais sensato e em prol da criança - o meu primeiro filho nasceu tinha eu 23 anos, uma miúda, portanto! Não sou apologista de levar as crianças pequenas para espaços fechados, inclusive centros comercias, por causa dos ares condicionados e afins...devem sim passear ao ar livre todos os dias...

E as crianças, como se sabe precisam de regras, são os alicerces deles.

Imperatriz Sissi said...

Nem mais. Os pais não deixavam de me levar quando era sensato, mas há lugares e ocasiões para tudo...

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