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Thursday, April 28, 2016

E paciência para chicas espertas?


Há dias, um amigo publicou um interessante e criativo post sobre filosofia - um diálogo imaginário com alguns grandes pensadores. Achei muita graça à ideia, pese embora a minha relação on e off com a temática. Mas uma amiga dele enfim, não concordou e disse da sua justiça, que achava o texto parcial, etc. Foi-lhe respondido, muito educadamente, que a menina tinha direito lá à sua opinião...pois eis que a "senhora" se enche de brios e puxa logo dos galões, toda serigaita, avisando-a, com muita peçonha e mel: "não subestimes a tua amiga socióloga e advogada". TAU! 


É possível ser-se mais parola e pueril do que isto? Eu acho que não


Em todo o caso,  o que mais conheço é mulheres pouco brilhantes mas ambiciosas, marronas e armadas em cultas que se comportam assim - ora textualmente ora de modo implícito, mas pouco  (homens também, mas as mulheres, por algum complexozinho de inferioridade, são muitíssimo dadas a este tipo de discurso). Já falei delas aqui, aqui e aqui por isso não vou detalhar mais que nem vale a pena. 



Possuir temperança é tão importante como trabalhar o intelecto. O mal é que muitas são educadas para achar que uma mulher precisa de ser refilona, esganiçada, argumentativa, peixeirinha, espertinha, atrevida e tagarela para provar "ei, TENHO OPINIÃO e a minha opinião importa muito". Umas fazem-no porque sim, outras para compensar a falta de outros atributos mais mensuráveis do que a inteligência. Tenho visto isto na política, no meio académico, entre jornalistas e nos grandes salões, etc, etc, etc. É um comportamento feminino que está para as células cinzentas como os vestidos minúsculos estão para as discotecas de rebolation: a ver quem tem o vestido ou as perspectivas mais curtas e a ousadia mais comprida.

E como sou mulher, posso publicar o vídeo abaixo (que traduz na perfeição o que tais palavreados me dão vontadinha de fazer a esses calhaus de saias armados em espertos. Ressalvo que o fenómeno trascende ideologias políticas, embora seja inegavelmente mais comum entre as espertalhonas que sofrem de cassetis esquerditis incurabilis):




Ah, que bem que me sabia às vezes.

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