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Saturday, April 23, 2016

Quem te avisa, teu amado é.



Michelle Keegan e Mark Wright

Diz este artigo, de um site que até aprecio bastante,  que um homem NUNCA, jamais, em tempo algum, pode dizer à mulher/namorada  - caso ela se tenha desleixado com a boa forma-  "tinhas uma silhueta espectacular...sinto a falta disso!". Assim, tipo "elogio envenenado".

Ora bem, vejamos. Está certo que nunca é agradável ouvir coisas desse género e que eles às vezes não se sabem explicar lá muito bem. Não só uma mulher é por natureza vaidosa, como quer ser sempre bela aos olhos do "respectivo". Mas vamos por partes...

Quando um homem começa a pôr defeitos na cara metade isso pode ser muito mau sinal, a avó sempre mo disse. Se o fizer injustamente, a diminuir a parceira, como quem "arranja pés" para saltar fora; se isso vier associado a outros sinais de desinteresse; se for dito de forma rude ou insultuosa e sobretudo se a mulher não engordou, não se modificou, continua a cuidar-se como sempre fez ou passou por alguma alteração física temporária (em consequência de gravidez, problema de saúde...) da qual está a tratar vulgo work in process, então de facto esse homem é um estúpido. 


Merece uma guia de marcha e malinhas à porta no melhor espírito maquiavélico "faz aos outros o que eles gostariam de te fazer a ti, mas fá-lo primeiro" ou se preferirem, numa operação antecipar o par de patins. Ou no mínimo, que lhe ponham defeitos também a ver se aprende, tipo "e qual é a sua desculpa para ostentar esse barrigão de cerveja"? Touché.

Then again, eu fui educada no antigo espírito "que um homem nunca sonhe as tuas inseguranças" e "se tem alguma mazela, trate disso antes que ele note". Ou seja, há que ter constante cuidado com a boa forma e a beleza de modo a não precisar de ouvir reparos em vez de elogios. Claro que quando um homem ama realmente a sua mulher, vai achá-la sexy mesmo que ela não esteja a 100% e ser compreensivo da mesma forma que espera compreensão da parte dela para os seus eventuais pneuzinhos ou falhas de cabelo.



O "na saúde e na doença" também se aplica a estas coisas mais superficiais. Mas não se deve abusar disso: a atracção física é importante e ser preguiçosa é (salvo seja) vender gato por lebre. 

Se um homem escolheu uma mulher não só, mas também, pelo seu aspecto, espera continuar a ver isso no dia a dia. É apenas justo! O amor também vive do encanto, da sedução, da ilusão.

Depois, há mais dois factores: primeiro, uma relação vive da cumplicidade e do companheirismo. E isso passa também por cuidar um do outro, por se orgulharem um do outro- por querer ver quem se ama no seu melhor. Eventualmente, a cumplicidade inclui treinarem juntos, ajudarem-se mutuamente na escolha do guarda roupa, etc. 




Segundo, num relacionamento deve haver abertura e confiança: se um homem não está à vontade para dizer (com tacto, claro) à pessoa mais próxima dele que não está a fazer bem a si própria...então não tem uma mulher a seu lado, mas uma rapariguinha caprichosa e cheia de si. E se uma mulher tem uma crise de insegurança por duas palavras quanto a um problema de fácil solução, ou lhe falta fair play, ou tem uma auto estima abaixo de zero, ou a relação anda pelas ruas da amargura.

Quem preza a sua beleza, faz por isso; se engordar, até agradece que a avisem para atalhar o mal mais depressa; não deita as culpas à má raça ou à genética enquanto abanca no sofá e enche a cara de gulodices. Não vê um "ele já não me ama" numa sugestão bem intencionada que em muitos casos, não descuidasse ela as suas obrigações, nem teria lugar para começo de conversa. Não pesca elogios, em modo "estou tão gorda" se sabe que se desmazelou...e se ouvir um conselho da cara metade, faz por acatá-lo. Se o personal trainer dissesse o mesmo, estava tudo bem: mas caso o toque venha do homem de quem gosta, é o fim do mundo? 

No fitness e no amor não há lugar nem para melindres, nem para vidrinhos...

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