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Saturday, May 14, 2016

12 maneiras de usar cor-de-rosa...sem parecer uma flausina


Ultimamente, temos brincado bastante por aqui com o uso e abuso do cor-de-rosa-serigaita (uma cor obrigatória para qualquer serigaita que se preze) e seus derivados em bâtons, roupas, adereços, caderninhos, logótipos, etc. Demasiado cor de rosa (e o cor de rosa errado) numa mulher adulta pode passar uma imagem infantil e menos séria, além de que poucas mulheres saem favorecidas com um bâton "rosa clarinho a parecer doente".


Pesadelo cor-de-rosa.

Ora, há dias tive ocasião de adquirir por muito bom preço uma clutch Daniel Swarovski toda em cristais que, só por acaso, era cor de rosa. Ia prescindir dela por causa da cor (e vá, por ser cor de rosa *e* ter brilhinhos que por acaso eram Swarovski)?
Não, era só o que faltava. Lá porque há quem difame a cor com o seu mau gosto, não quer dizer que as pessoas de bem deixem de poder usar a versão boa e sensata das coisas.
Vejamos algumas situações em que o cor-de-rosa vai bem e até se recomenda. Ou seja, cor de rosa livre de pinderiquice:


1- Numa Oxford Shirt



As camisas informais de algodão ou cambraia resultam bem não só em branco, cru ou no tradicional azul, mas em rosa - até para homem. Dão invariavelmente bom ar, têm um aspecto fresco, honesto, clean e ficam amorosas sem cair no pueril ou no piroso. Basta usá-las com uns jeans claros de bom corte para ficar imediatamente elegante. Ralph Lauren e Tommy Hilfiger, entre outras marcas, fazem modelos lindos que apetece coleccionar.

2- Num sundress estilo Lilly Pulitzer




Os shift dresses leves de algodão em cores alegres, popularizados a partir da década de 1960 pela  socialite-tornada-designer Lilly Pulitzer, alcunhada "Rainha do Preppy", (e que tanto ficam bem numa ida à praia como num piquenique um bocadinho mais formal) são uma forma elegante de usar - ou incluir - o cor de rosa. Claro que um Lilly Pulitzer original é o máximo, mas muitas outras marcas fazem este tipo de vestido com estampado bonitinho. Até já os tenho visto nas colecções de Verão da H&M. Como são soltos, despretensiosos e não revelam demasiado, suportam bem o rosa (e outros tons mais "ameninados") sem deitarem a sofisticação a perder. Ideais mesmo para um almoço casual da empresa ou para conhecer os pais "dele".

3- Num belo serviço de chá



Ou de mesa. Pessoalmente sou uma grande fã da porcelana tradicional inglesa e fico feliz quando acrescento peças vintage em rosa à minha colecção, mas há diferentes serviços florais igualmente lindos, como Limoges. E claro,  não faltam variedades de chá de rosas (com violetas ou rooibos + rosa e especiarias, por exemplo) que são uma delícia!

4- Nos tons e materiais certos



Em nome do bom gosto há que fugir de nuances arroxeadas, ácidas ou infantis como rosa-Barbie, rosa-bebé berrante, rosa pastilha elástica, rosa-fluorescente e outras variantes do rosa-serigaitafuchsia-serigaita, flamingo shocking pink (salvo numa peça Elsa Schiaparelli autêntica ou coisa que o valha, embora o "rosa choque" de Schiaparelli, descrito pela própria como "brilhante, impossível, impudente, apropriado, vivificante"...fosse muito menos vivo que o "rosa choque" hoje usado pela maioria). 

Principalmente se falarmos de tecidos ou acessórios de qualidade e precedência duvidosa. Como qualquer cor chamativa, o rosa exige materiais bons para funcionar. 
Mas há muitos tons  de rosa bonitos, adultos e apropriados, que iluminam a pele: basta inspirar-se nos tecidos e padrões dessa cor utilizados por marcas como Burberry, Ralph Lauren e Vivienne Westwood.  Ou seja, rosas passíveis de usar quer em peças simples de algodão, pele ou malha, quer em vestuário e acessórios festivos ou mesmo num statement coat: regra geral, são apropriados tons claros estilo ballet, mortos ou de jóia e por outro lado, mais quentes e abertos como variantes de nude, alperce, pêssego e salmão, rosa-quartzo, rosé ou champagne, rosa-velho, rosa-chá, mármorecamélia, rosa-escuro...



5- Num belo vestido formal



Dolce & Gabbana, Lanvin e Vivienne Westwood, entre outras Casas de Moda, têm mostrado que o rosa (como outras cores de jóia: amarelo, verde...) é uma boa alternativa ao preto e encarnado quando o assunto é traje social.

 Infelizmente, os horrores de musselina e tafetá sintético, estilo rebuçado ou suspiro, que para aí vemos em casórios e bailes de finalistas dão-lhe má reputação. 

Mas um vestido simples e bem cortado de cocktail/gala/noite/baile num padrão bonito (floral, tartan...) ou liso, de tecido rico num dos tons acima descritos pode ficar um espanto.
Ressalve-se para isso a necessidade de um corte fabuloso e modelo simples, bem como a vantagem (e a obrigatoriedade) de quase dispensar acessórios, pois a cor já dá nas vistas. Há tempos usei um vestido rosa-velho floral que foi bastante elogiado numa festa de alguma formalidade. Pensemos em eras como a Belle époque ou a Renascença, quando rosas pêssego ou velho eram moda.
Também um vestido de noite em seda indiana bordada a ouro num rosa-escuro-quente é o máximo, por exemplo. Se tiver uma costureira competente para transformar um sari num sheath dress, fica a dica.

6- Num bâton nude rosado ou rosa camélia



Ao contrário dos "rosas clarinhos" (os nacarados então são do piorio) ou dos "rosas choque" frios a tender para o roxo, que além de serem quase sempre de gosto questionável ficam mal à maioria, os rosados cálidos quer em nude (rosa velho) quer em tons vivos, dão luz ao rosto, boa cara e realçam os traços. Para encontrar o rosa vivo certo, procure entre os encarnados e não nos rosas, que quase sempre têm uma boa quantidade de pigmento azul, o que resulta naquele mau ar de Barbie de feira ou de "doente". 

7- Num twin set ou cardigan de algodão (ou melhor ainda, caxemira)



Inspirado no vestuário de ballet ou em Chanel e Jackie Kennedy, é um clássico do mais preppy que se pode.

8 - Em sombra rosa chá



Mais aberto que o bege ou taupe comum, é uma base perfeita para vários jogos com sombras ou - o meu preferido - para dar luz ao cat eye. Bastam umas camadas de máscara et voilà.

9- Num bouquet



A César o que é de César. Há rosas magníficas de todas as cores (as minhas preferidas são chá, brancas e encarnadas) mas o tom que deu o nome à flor nunca fica mal. São rosas, Senhor!

10- No nome

É um nome bonito, clássico e que foge às modinhas. Desde que usado a solo ou em combinações simples (e.g: com Maria) e não acompanhado de extravagâncias, estilo Marlene Rosinha (é esquisito, mas juro que tenho visto) ou empregue em noms de guerre serigaitos estilo Julyanna Rosy (igualmente verídico, mais coisa menos coisa). Variações medievais ou shakespearianas como Rosicler ou Rosalinda devem ser manuseadas com cuidado, não vá o diabo tecê-las, mas cada caso é um caso...

11- Em padrões e texturas intemporais



Dos quadradinhos vichy popularizados por Brigitte Bardot ao Chanel de bouclé de lã usado por Jackie Kennedy, passando por variantes do mesmo em tweed, sem esquecer o tartan (Burberry e Vivienne Westwood), o clássico desenho windowplane (ou de resto, qualquer padrão "pano de cozinha" para camisas ou vestidos),os  florais de bom gosto como os supracitados Lilly Pulitzer, um brocado sóbrio ou um bordado inglês, a receita para usar rosa em estampas/texturas é mesmo não inventar, cingir-se ao mais clássico e não fazer nada que Grace Kelly ou Audrey Hepburn não fizessem.

12- Em beachwear




 Seja num bikini padrão vichy estilo vintage, num luxuoso La Perla coral ou camélia ou num páreo de inspiração havaiana, se há lugar onde se pode brincar com cores alegres com menores chances de erro, é a praia (ou piscina, vá).


E claro, pode sempre ver-se La Vie en Rose com óculos dessa cor (metaforicamente falando; no sentido literal já não se recomenda...).

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