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Monday, May 16, 2016

Duas portuguesas, dois vestidos.


Foi-me sugerido (e eu gosto muito de receber dicas; keep them coming!) que apreciasse a toilette de Rita Pereira para uma festa privada (de um lançamento dos gelados Magnum) em Cannes. Fora as postagens no Facebook sobre Blake Lively e Julia Roberts, ainda me debrucei muito pouco sobre a edição deste ano daquele que é um dos derradeiros eventos do género a merecer verdadeira atenção como montra de modas & elegâncias, mas aqui vai.

Primeiro, acho que temos ido tão bem representados por beldades nacionais como outro país qualquer, mas no quesito das vestimentas andamos a desperdiçar oportunidades de causar impacto (até porque eu embirro com a moda portuguesa em muita coisa, mas no que toca a vestidos de gala temos pessoas bastante competentes).

Segundo, creio que as minhas queridas amigas contem que eu diga algo contra o facto de Rita Pereira ter escolhido um naked dress (ou quase) no *eventual* propósito de captar atenções ( que outro motivo há para alguém de optar por um vestido transparente?). 




  Fair enough, mas não vou por aí porque 1) os naked dresses são mais que as mães ultimamente e mais um menos um é como  outro, 2) as portuguesas têm tanto "direito" a destaparem-se como outras quaisquer com mais poder de escolha e maior impacto à escala mundial, 3) que me recorde apesar de eu não acompanhar muito as idas e vindas das celebridades lusas não é a primeira vez que Rita Pereira se descobre além da conta num evento internacional e 4) assim como assim Cannes tanto dá para a extrema sofisticação como para um exibicionismo danado desde os primórdios.

O que me faz espécie, portanto, não é tanto o naked dress com um body por baixo, que peca sobretudo por não ser novidade: a estrela de novelas está em óptima forma e quanto ao resto, tudo dito. O que tenho a comentar é outra coisa: o modelo e fitting do vestido, que não estando mal, não faz maravilhas por ela. Em trabalho tive ocasião de privar mais do que uma vez com Rita Pereira e aprecie-se ou não o seu tipo de beleza (há quem adore, há quem embirre com ela) há duas coisas que são inegáveis: Rita é cuidadosíssima com a silhueta, mas se não fosse não vinha daí mal ao mundo porque é uma daquelas mulheres realmente bem feitas, que mais quilo menos quilo, mais gordurinha menos gordurinha, têm sempre uma bella figura.  Facto, e olhem que eu sou coca-bichinhos nestas coisas. Segundo, com o seu tom dourado natural (goste-se ou não de um look bronzeado) suporta bem algumas aberturas.



 Mas por isso mesmo, um slip dress com pouco pano e nada estruturado, caindo simplesmente ao longo do corpo, é um desperdício nela. Ou antes, ela está desperdiçada no vestido. Uma pena, já que o tom metalizado lhe vai muito bem. 

Não que o tecido a "engorde" ou coisa assim, pelo contrário- mas Rita Pereira tem uma figura de ampulheta com cintura vincada, rins bonitos, ombros bem modelados e uma bela estrutura óssea, que pede outra coisa. Um vestido fluido e coleante, com halter neck a estreitar-lhe o peito de mais a mais, não lhe dá a espectacularidade que se conseguiria facilmente com um modelo mais estruturado, elaborado sartorialmente falando, com maior apoio aos seus pontos fortes - que podia ser igualmente revelador, se a intenção é essa. A História está cheia de exemplos de vestidos bem escandalosos que eram prodígios de alta costura.



Depois, nos Globos de Ouro portugueses tivemos, como sempre, uma Raquel Prates elegantíssima num Carolina Herrera que não só eleva as aberturas estratégicas a outro nível, como prova que com bom fitting e optando por uma base distinta, um pouco de ousadia cai bem. As frestas em direcção às ancas sugerem sem mostrar nada e o mistério é sempre mais interessante. Foi considerado o vestido da noite, mas vindo de quem vem não se esperaria outra coisa, nem é novidade. Mais do que procurar criatividade ou chamar a si os olhares, não ceder um palmo naquilo que resulta, fazendo pequenos upgrades, é receita certa para não falhar. E Raquel knows.



2 comments:

beautyshineswoman said...

foi uma óptima aposta da parte dela.

https://beautyshineswoman.blogspot.pt/

Géraldine said...

Gostei do vestido da Raquel Prates, mas não gostei nada do da Rita Pereira. Não por ser a Rita (é lindíssima e parece-me uma jovem simpática) mas porque embirro com roupa dentro do género do vestido que levou. Mesmo assim, entre este vestido da Rita e um qualquer see trough do clan Kartrashian, venha este da Rita!

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