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Tuesday, May 3, 2016

Dúvida existencial do dia: o vestido pirilampo de Claire Danes



Num baile MET sujeito ao ambíguo tema "Manus x Machina: Fashion in an Age of Technology" que abordava as técnicas de couture clássicas versus a tecnologia ou massificação da produção de moda, e cujo cumprimento do dress code me levanta uma série de questões (já lá iremos noutro post), povoada de mais criações exóticas (e francamente questionáveis) do que de vestidos deslumbrantes (também voltaremos a esses...) apareceu Claire Danes com este Zac Posen que me baralhou o sistema. E que pôs toda a gente a falar, incendiando (ou neste caso, iluminando) a internet. Fiquei tão confusa em relação a ele que tive de perguntar em casa o que achavam, sem chegar a grande conclusão.


Vós sabeis como esta mania serigaitesca de pôr tudo a tudo a brilhar, das corridas às unhas passando pelos piercings me arrelia sobremaneira. Depois, o vestido é um cai cai, o que além de se ter banalizado e de fazer as delícias das pessoas de gosto duvidoso em qualquer evento, não favorece toda a gente.

 Mas depois há o outro lado da questão: primeiro, o fitting do vestido é imaculado, ache-se ou não que resulta lisonjeiro na actriz. Zac Posen sabe o que faz, basta reparar nos outros vestidos da sua autoria usados nesta edição do MET.


Eu dava-lhe algo mais sobre o busto para o fazer parecer mais amplo, o que equilibraria em relação à amplitude da parte de baixo, mas isso é subjectivo. O corte, os drapeados, os volumes da saia, tudo encantador, nada a dizer. Segundo, a piscadela de olho a Grace Kelly, que cai sempre bem, e a simplicidade do styling. E terceiro, a ideia de usar fibra óptica é decididamente arrojada, mas o resultado é mais etéreo do que extravagante. O comentário geral foi que Claire parecia a Cinderela, e apesar de eu considerar muito perigoso o número "vestido de Princesa Disney" que quase sempre deixa a desejar, neste caso acho que o efeito romântico e sonhador foi bem conseguido.

Quanto mais não seja, Claire respeitou o dress code, usando um vestido de baile onde ele realmente pertence, e num modelo intemporal, mais brilho menos brilho. Só tremo é de ver as imitações baratas com LED que vão surgir quase de certeza, mas isso é outro conto.

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