Recomenda-se:

Netscope

Wednesday, May 18, 2016

Jennifer Lawrence, cabecinha de alho chocho por excelência.


Eu não simpatizo com a persona de Jennifer Lawrence. Nada contra o seu trabalho como actriz, mas enquanto figura pública e role model deixa muito a desejar. Tudo nela me soa a tonteria desbragada, ou a falsidade para captar simpatias: das gaffes (propositadas?) às tiradas escatológicas do género Maria Rapaz armada em engraçadinha passando pelo excesso de partilha de intimidades no melhor espírito hipocritazito "eu não sou uma estrela, sou uma pessoa igual às outras!", e pela sua atitude politicamente correcta de santa padroeira da "beleza real", sem esquecer a lamuria e a histeria quando retratos privados seus vieram a público (por amor da Santa - ninguém merece uma vergonhaça assim, mas para que raio vai uma celebridade adorada por nerds e hackers arriscar retratar-se sem roupa e colocar as imagens na nuvem? É uma necessidade? What the hell were you thinking??? E ainda se vitimiza?).


Decididamente, não é o tipo de "famosa" que eu acho que mereça admiração, mas o público parece adorá-la porque afinal, é mais fácil identificar-se com comportamentos que nivelam por baixo do que inspirar-se em quem se rege pela elegância no discurso. Sinais dos tempos, mas eu continuo a preferir estrelas de classe como antigamente e daqui não me tiro.

E esta última peripécia veio confirmar a minha opinião: Jennifer é uma liberal de primeira como a maior parte dos artistas, alinhando por todas as modernices- e apoia os Democratas apesar de ter sido criada como Republicana (cá para mim, nem ela sabe de que lado há-de estar, mas adiante). De modo que embirrando com Donald Trump, como meio mundo embirra, e tendo-se cruzado com o homem numa festa, não foi de modas: corajosa como ninguém, tratou de pôr a sua equipa de seguranças à procura dele, com o firme propósito de lhe dizer "F**** you!" na cara.
Ficou-se pelas intenções pois Trump, por mero acaso, ou porque estava de saída, ou porque nem ele tem pachorra, escapou à justiceira de Hunger Games; mas ainda assim a menina tratou de contar a toda a gente. Boa. Que heroína, hein? Classy.

Que a mim a briga dá-me igual: tinha alguma admiração por Trump enquanto homem de negócios capaz de se reerguer depois de ter perdido tudo; fiquei surpreendida por o ver em tais aventuras mas de resto, em relação à política americana estou em modo God Bless America.

Porém, se o discurso Trump é às vezes adoidado e desagradável, mandá-lo a uma certa parte em público (e rodeada de seguranças) não me parece ser uma atitude muito melhor. Se a actriz não concorda com o senhor pode sempre dizer isso no Twitter para os seus milhões de seguidores, apoiar a campanha adversária, eu sei lá. Mas não. Reagir como uma fedelha desmiolada e malcriada é que é.

Poupe-me, Jennifer: a mim não me engana. Ainda há escolas de boas maneiras na Suiça para quem não levou a lição estudada de casa; talvez devesse passar por lá em vez de dizer asneiras. Que enjoo!





No comments:

Textos relacionados:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...