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Tuesday, May 17, 2016

Jennifer Lopez tem uma certa razão!




Ando um bocadinho viciada no novo single de Jennifer Lopez, Ain´t your Mama.



É que, fora a mensagem feminista mais fanada que os as barbas de D. Fuas Roupinho no início do videoclip ( estou cheia de pena da J-Lo magnata e cheia de sucesso a exigir "equal pay"; olhem para mim comiseradíssima) e pondo que uma mulher não morre por mimar um pouco os homens lá de casa (fazer uma sanduíche ao pai, irmão ou marido é uma gentileza, não um gesto de criada para todo o serviço) a menina tem um bocadinho de razão.




Afinal, quase todas já se cruzaram com/ têm uma amiga que apanhou, um bebezão imaturo deste género, um preguiçoso que não é homem que sirva para coisa nenhuma e ainda toma a cara-metade por garantida. Isto para não falar de casos piores, dos  marmanjos para quem a "igualdade" veio dar muito jeito porque a dignidade masculina não lhes assiste; são daqueles que deixam a mulher carregar os sacos e se lhes derem asas, nem se ralam nada de serem sustentados por ela, e ainda muito obrigada por cima! *arrepio de repugnância*. E de resto, a cantiguinha cai como uma luva a qualquer homem que se acomoda com a mulher de quem gosta a sério e que acaba em modo Lambada (com ou sem estalo) "chorando se foi/ao lembrar de um amor/quem um dia não soube cuidaaaaaaaaaaaar".



Then again, estará Ms. Lopez a falar por experiência própria, já que arranjou um boy toy namorado muitíssimo mais novo que ela, aproveitador e malcriado como tudo, sem fortuna nem predicados que o recomendem (e que aqui entre nós que ninguém nos ouve, ainda por cima não deve nada à beleza) e que tem mesmo cara de fazer o que ela canta, ou seja, de passar o dia sentado no dito cujo a jogar videogames?

Oh Jennifer, a menina é too good for that, too good for that!


Não quero soar preconceituosa: Jennifer Lopez fez-se uma mulher lindíssima (aquela cinturinha! Aquelas maçãs do rosto! Tudo cinzeladinho e modeladinho, a provar que no pain, no gain). Não envelhece nem por nada. 





Quando começou a aparecer eu achava-a uma morenita igual a tantas latinas cheiinhas mas desabrochou, sofisticou e mais retoque menos retoque, está uma beldade. Se não fosse o penúltimo hit escabroso em que tentou competir com as novas "rainhas do derrièrre" teria a maior admiração por ela. Quanto mais não fosse por gratidão pelas vezes em que dancei ao som disto e pasmava para o vídeo, que era um encanto:




Voltemos a 2016 (fico sempre tonta com estes flashbacks) e à Jennifer: qualquer homem seria um sortudo por estar ao seu lado, mais velho ou mais novo. Mas a estatística não recomenda tais namoros porque "eles" já são, por natureza, mais imaturos e ainda por cima acham (repito: acham) que têm a natureza do lado deles, como se não existissem calvície, andropausa e essas maleitas masculinas todas. Ainda há dias tivemos um caso por cá, e caso bem disparatado...cada uma sabe de si, cada situação é uma situação, há pessoas decentes e há crápulas em todas as idades, mas é de desconfiar.



 E quando uma mulher é bonita e rica e o namorado-fedelho nem por isso, há que desconfiar o triplo das suas boas intenções. Jennifer tem um filho para criar, não precisa de outro. Esperta era se arranjasse um homem à séria que tomasse conta dela, não que Lopez precise mas sabe sempre bem. Simbólica e emocionalmente, pelo menos. Lá diz o ditado "uma mulher a sério basta-se a si mesma, mas um homem a sério não a deixa fazer tudo sozinha".  Não vejo onde está o charme dos imberbes... to each their own, fazer o quê.



Em todo o caso, a canção é bem orelhuda e o vídeo cheio de referências vintage é muito engraçado (e bom para ouvir enquanto se faz exercício, fica a dica). Já me pôs a cantar e a dançar I ain´t your mamma cá por casa, que pelo andar da carruagem ainda pensam que me passei para o lado negro da força e internam-me porque no dia em que desatar a queimar soutiens, é sinal que pirei de vez. Mas nunca fiando: como diz a Jenny from the block, nunca convém deixar que o "inimigo" fique demasiado confortável. Uma coisa é ser tradicional e feminina, outra é ser tapete. Não se confundam.

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