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Tuesday, May 10, 2016

Maluqueira do dia: isto só em 2016. Mesmo.


Uma vez, comentei convosco que até a mulher mais discreta no que diz respeito às unhas (eu) mais avessa às macacadas nas ditas, a quem uma cor só um bocadinho mais vistosa já parece errada (eu!eu!), que se cinge religiosamente à tríade dos porcelanas/nudes e encarnados/burgundy (eu! eu!eu....e se calhar muitas de vós, queridas amigas) ....terá DEMASIADOS vernizes em casa. É um facto da vida.

No caso, o desagradável fenómeno do cesto cheio de vernizes que acabam por não ter uso, ou quase (cesto ou cestos; tenho um para transparentes e beges e outro para os encarnados) não se dá pela equação da variedade tão do agrado de certas almas, vulgo "olha, um novo rosa com brilhinhos" ou  "que lindo verniz laranja fluorescente" (blhec e blhec)... mas na tentativa de encontrar o tom perfeito.

Ou seja, em modo "este porcelana é que tem boa cobertura" (mas vai-se a ver e fica esquisito na nossa pele) ou "este rouge noir tem o equilíbrio exacto entre encarnado e preto, sem nenhum reflexo roxo" (blhec para os reflexos roxos). Nessa ilusão, lá se vai comprando um aqui, outro ali. Isto para não falar nos conjuntos de maquilhagem que nos ofereceram e que incluíam vernizes de que não gostávamos mesmo. Ou seja, quando damos por nós precisamos de fazer uma triagem. Triagem essa que, como é óbvio, obriga a experimentar para saber o que fica e o que vai, pois já se sabe: o que resulta mortiço, berrante ou -(vade retro, lagarto lagarto, abrenúncio) quase asserigaitado na nossa mão, pode funcionar lindamente e parecer sóbrio na amiga que é mais morena, por exemplo.

Tipo, assim *benze-se*

Estava nisto e acabei com as unhas da mão esquerda cada uma pintada no seu tom de nude: uma bege claro, outra porcelana clarinho, outra café au lait, e assim por diante, numa curiosa gradação. E
deu-me vontade de rir pensar que o que para mim é experiência para deitar vernizes fora, para outras pessoas seria um trabalho de manicura todo original que pediriam no salão. Era só passar um top coat e pronto, podia arrasar por aí como elas dizem. Mesmo assim seria uma coisa discreta, mas passo.

Que tempos estes, em que borrar as unhas é um "efeito"...


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