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Wednesday, May 11, 2016

No visual perfeito não se mexe (tanto), Taylor!




A makeover repentina de Taylor Swift, que (com ajuda da Vogue e da designer Mary Alice Haney) passou de sofisticada fashionista a algo mais edgy com uns laivos de gótico, grunge, rock  e cabelo à Debbie Harry... surpreendeu não só os seus fãs, mas quem acompanha as novidades de modas & elegâncias.

 É certo que esta não é a sua primeira mudança de visual. De 2012 em diante, a cantora deixou definitivamente para trás as raízes country para se tornar numa estrela pop com direito a um esquadrão de supermodelos. E qualquer look precisa de pequenos ajustes, de actualizações, para se manter fresco.

No entanto, a opinião geral (que eu partilho) é que há algo neste novo look que parece forçado, pouco espontâneo,  trying too hard. Depois, ponho as minhas dúvidas se a favorece quer no aspecto de combinar com a sua personalidade (Taylor pode matar-se à vontade que nunca será uma Courtney Love; no fundo ainda é a menina campestre de boas famílias que canta desilusões de amor, embora as botas de cowgirl estejam escondidas...) quer em termos de silhueta (veja-se o jumpsuit preto acima) em comparação com o que usava antes, que invariavelmente a mostrava esbeltíssima e polidíssima. Aí está a minha grande questão: quando se atingiu uma certa maturidade de estilo, um visual perfeito (ou quase) será boa ideia mexer-lhe muito? E de facto, o visual de Taylor Swift beirava a perfeição. Este novo...gostos à parte, not so much.


Sou completamente a favor de uma mudança temporária para figurar na capa da Vogue e de explorar novas avenidas, mas vestir esse "boneco" numa base diária é outra história. Parece-me que seria perfeitamente possível incorporar alguns destes novos elementos no look a que nos habituou em vez de aparecer "de cara nova" como se isso não fosse estranho nem nada. Por exemplo, eu guardo algumas peças de inspiração gótica da minha fase mais dark, ou mais boémias de uma altura em que o vintage dos anos 60 /70 me encantava,  e consigo misturá-las com o resto do guarda roupa sem parecer mascarada. É um toque, um twist que dá "aquele quê" sem dar a impressão de que se sofre de dupla personalidade.

O efeito "banho de loja" só se recomenda mesmo a quem tem um visual tão mau que precisa de mudar radicalmente para ontem. E mesmo assim...

Calma, Taylor. Shake it off e calma.


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