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Thursday, July 21, 2016

De volta (I think a change would do you good).





Antes de mais, e directa ao assunto porque vos escrevo de uma terra de gente sem rodeios (lá iremos noutro post...) gostaria de principiar por agradecer sensibilizada o vosso cuidado e carinho durante esta ausência que nunca imaginei tão longa - de novo, já la chegamos...


Segundo, desculpem qualquer coisinha mas terei de arranjar um teclado português por estas bandas onde a Rainha Boadicea se fartou de dar tareia nos romanos, ou não vão faltar gralhas nestes textos, ai não.
 Mas vamos a uma explicação breve, que como sabem não aprecio aqueles textos do tipo "eu, eu , eu" estilo frases inspiradoras, egocêntricas e facebookianas da Clarice Lispector: eu sou uma daquelas pessoas relativamente previsíveis. Talvez não o suficiente para me tornar horrivelmente maçadora (espero...) mas não sou grande fã de surpresas: gosto da minha rotina e de tudo direitinho,planeadinho, sem aventuras de maior. Chego a ter pesadelos em que viajo e me falta o passaporte e os cartões de multibanco, imaginem. Mas não se enganem: quando o jogo vira, vira mesmo, se o saco rebenta, vai tudo raso e nem eu sei bem de onde me saiu ímpeto para virar tudo do avesso, correr mundo e viver extraordinárias aventuras. Já não e a primeira vez.
é como se tivesse um Indiana Jones de saias cá dentro que só salta lá para fora em caso de forca maior, ou coisa que se pareça. Mas quando ele salta, esperem o inesperado, o impossível, o "nem parecem coisas tuas", etc. 


De modo que, cansada de algumas portuguesices e mesmices a vários níveis, precisada de arejar ideias e sem vontade alguma de tolerar o tórrido Verão português (que só e maravilhoso para estar num dolce far niente, mas não tão fantástico quando se tem outras coisas para fazer: lá dizia o Visconde Reinaldo "não há nada mais reles do que um bom clima!") eu andava cá a cozinhar passar uma temporada fora mais dia, menos dia. E vai não vai, vou não vou, e hoje e amanha, eis que decido ir passar dez dias a Londres (a par com Roma, uma das poucas grandes cidades onde acho tolerável viver) a ver *literalmente* em que param as modas, a beber inspiração numa cidade que, com os seus defeitos por certo, da para uma pessoa se afogar em beleza, a tirar ideias, a gozar o fresco, as lojas e os museus, a ver de perto a emoção do Brexit, dos 400 anos da morte do Bardo (vale a pena vir a Londres só para ver as montras do Selfridges inspiradas nas pecas de Shakespeare) e dos 90 anos de Sua Majestade (vim mesmo a tempo- só a mim sucedem tais coisas). E os dias foram-se estendendo, transformando-se em semanas a fio sem que eu (preparada que ia para voltar a correr para solo pátrio) tivesse levado uma engenhoca decente para escrever. O tablet da Apple e mesmo isso, uma engenhoca pretensiosa...




Mas dessas peripécias - sem querer transformar agora o Imperatrix numas "cartas de Inglaterra" - trataremos mais tarde, pois como imaginam tenho observado, admirado e embirrado bastante por aqui...

Um beijinho a todos, e considerem o  Salão reaberto com uma valente dose extra de chá, sandwiches e torradinhas. Jolly well!




3 comments:

Géraldine said...

Yeiiii! Welcome back! :-D

Padrinhos civis said...

Que falta nos fez!!! Sei que nos vai brindar com muitos posts sobre as damas de poliéster que abundam em particular nas noites de fim de semana e jazem em ressaca nas manhãs pelos cantos da cidade, mas o que eu queria mesmo era coisas positivas e bonitas! Venham de lá os seus pensamentos sobre coisas belas para vestir e refletir!

Mafalda said...

Minha querida, que bom que voltou. A blogosfera portuguesa sem si não é nada.

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