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Friday, July 22, 2016

Vem uma pessoa a Londres para levar com esta malcriadona!





Só a mim, só a mim, só a mim. Mal pus aqui os pés, eis que o metro estava pejado destes cartazes (acima) a anunciar a vinda de Amy Schumer a Londres. Sabem, Amy Schumer- uma daquelas comediantes armada em feminazi que acha que uma mulher, para ter graça, precisa de ser grosseira, promíscua, maria-rapaz, falar como um carroceiro, contar em sórdido detalhe os seus engates desesperados e auto proclamar-se galdéria de marca maior mas ofender-se toda se a chamam galdéria, tirar a roupa sempre que há a mais leve ocasião a ver se a elogiam, beber e praguejar como um marujo, e - last but not the least - defender que gordura é formosura mas ficar arreliadíssima se a emparelham, na capa de uma revista, com modelos plus size, fazendo o choradinho "eu não sou assim tão gorda" . Foi o que aconteceu, mais coisa menos coisa.

As outras convidadas (algumas das quais a metem num chinelo, diga-se) não gostaram, claro. Não se pode num dia advogar a "beleza real", ganhar popularidade às custas disso mas ficar danada se depois, tendo um rosto e um corpo banais, para dizer o mínimo, fazem de si porta estandarte da tal "beleza" real e da "body positivity". Hipocrisia ou falta de auto análise? Que isso de ser gorda é relativo. Amy não será gorda no verdadeiro sentido do termo, nada disso: é  uma rapariga "grande", rubicunda, rechonchuda e bochechuda (nada contra, vá) a vender saúde (fora o fígado, coitado, que não há-de estar la muito ortodoxo com tanto copofone). O seu problema nem estará no corpo, ou nas bochechas, mas na língua de trapos a precisar de sabão e na cabecinha armada em poderosa...


Mas o pior foi a forma boçal como a boa da Amy, sentindo-se lesada na sua formosura, se defendeu: atirou logo, de uma maneira que não me atrevo a reproduzir nem a traduzir aqui, com um palavrão bem directo e categórico, que arranja quantos homens quiser. Não no sentido "olhem que não me faltam pretendentes" mas no de " suas invejosas, basta-me por um pé na rua que já não passo a noite sozinha". See for yourselves aqui.

Se calhar não devia esconder-me de Ms. Schumer quando ela passar por cá. Devia encher-me de evangélica paciência e ter a caridade de ir ao espectáculo, sofrer aquilo tudo, bater-lhe a porta do camarim com um six pack de Guiness geladinha (suponho que ela deve gostar disso) sentá-la bem sentadinha e ter com ela a conversa que a mãe ou a avó dela não tiveram, ou até tiveram mas a menina estava demasiado entornada para perceber.




É que primeiro Amy, filha, essas coisas não se dizem, pelo menos nesses termos tão feios, ainda que sejam verdade. Segundo, minha rica, lamento o injusto e sexista double standard, mas há verdades sociais e biológicas que o feminismo não conseguirá mudar por mais soutiens que se queimem: e que, tenho pena de dizer isto, os homens, ou muitos deles, quando se trata de mulheres para a farra, não são exigentes por ai além. É triste, é repugnante, e horrível de reconhecer até porque a promiscuidade também cai mal ao sexo masculino (embora seja talvez menos socialmente condenável aos olhos do vulgo) mas é a verdade. Até entre os que são bonitos, a quem não falta por onde escolher, muitos, se tiverem pouco juízo, não se ralam de juntar ao seu carnet de conquistas umas quantas mulheres menos atraentes. Para diversão importa-lhes mais a quantidade e a facilidade, menos a qualidade. Depois, para relacionamento sério, já elevam mais a fasquia e sonham com uma beldade bem comportadinha que possam apresentar aos pais (que muitas vezes não arranjam o que é muito bem feito, já agora!).


 As excepções a isto são raras e esta é a razão de tantas mulheres que se comportam como a Amy terem dificuldade em estabilizar e andarem a choramingar que os homens são uns cobardes e uns aproveitadores  porque nunca mais lhes telefonaram - mas isso é assunto para outros carnavais.

O que importa, menina Amy, é que não há mérito algum para uma mulher em ter muitas one night stands, nem que seja com umas estampas de rapazes, porque para isso basta somente  não ser hedionda de todo, percebe? Ter muita procura nesse "mercado" (Credo!) não é um atestado de beleza, é um atestado de doidice e de uma má fama danada. De disponibilidade e muitas vezes, de carência. E em muitos casos, de incapacidade para "segurar" (salvo seja) um diabo que a carregue.  Mas era eu a dizer isto e a Amy a acusar-me de machista e opressora, porque a realidade dói sempre um bocadinho. Prefiro deixar-lhe as suas ilusões. Ela tem uma carreira de sucesso e é crescidinha, que se desembrulhe que eu não sou paga para substituir a palmatória que faltou às filhas dos outros, quanto mais ainda pagar bilhete para dar sermões a alguém. Passo.

1 comment:

Paula said...

Se calhar bastava enviar ao seu agente o link deste blog, para a menina o ler em inglês.

Perderia-se uma carreira de piadola fácil mas poderia-se ganhar uma senhora.

Paula

Vida de Mulher aos 40

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