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Saturday, January 16, 2016

Brilhante conclusão do dia: um elogio pesca o outro



Almoço com amigas, desaguando naquilo que Eça de Queiroz chamava "conversa de mulheres, miudinha e divagada, semelhante ao ramalhar das folhas" - também, não se pode falar sempre de coisas sérias...

E eis que alguém comenta que nunca se viu, como nas redes sociais, tanta mulher que vai do banal até ao feiote receber rasgados elogios: qualquer careta publicada num exercício de vaidade fátua - e ultimamente, coberta de tantos filtros que nem se reconhece a alminha retratada-  merece incensos de "lindíssima" para cima...

Ora, que homens desesperados em busca de diversão o façam nas páginas das desmioladas que tudo deixam público e que aceitam a amizade virtual a toda a gente, vá: o grau de exigência não é grande, tudo o que vem à rede é peixe, há que semear alguns louvores em quantas páginas há a ver se alguma lhe cai em graça, beggars can´t be choosers.

Mas as mulheres umas às outras? Não atinávamos com essa. É certo que quem feio ama bonito lhe parece e que às vezes o elogio é de rigueur, quanto mais não seja a massagenzita ao ego para levantar a moral da amiga; tudo muito justo. 


Mas há maneiras que soam mais plausíveis de elogiar (ou, pois o objectivo em perfis do estilo costuma ser esse) de chamar a atenção do sujeito em que a amiga está interessada para a "boniteza" (ou disponibilidade?) dela; mas ora abóbora, há ser agradável e há mentir. Pode sempre dizer-se que bem que ficou, minha querida; gosto muito de a ver; bonito retrato; estás tão gira; gosto muito da nova cor de cabelo...eu sei lá! Agora coisas como que beleza arrasadora, ou lindíssima...bem, isso é reservado a quem realmente impressiona, eu acho.

Foi então que uma das intervenientes lembrou o óbvio: mas vocês não percebem que elas fazem isso para pescar elogios umas das outras? Uma diz "és lindíssima" e a outra "não, tu é que és" ou "não chego aos teus calcanhares" e andam nisto pelos comentários abaixo, a trocar em crescendo vocábulos duvidosos do tipo "que gata"...uma alegria. Quem lesse sem ver as figuras, julgaria que era Nefertiti a trocar galhardetes com Helena de Tróia, tal é a devoção demonstrada à beleza extraordinária umas das outras. 

Depois, já se sabe: se uma amiga, ou melhor, uma "miga" comenta a tua página, é imperativo comentar a dela de volta, garantindo um fornecimento permanente de likes, reacções, coraçõezinhos e louvores. Isto das redes sociais é como os enterros, se não se vai ao dos amigos não se pode esperar que eles retribuam a gentileza. Conclui-se daqui que algumas pessoas têm razão quando dizem das mulheres - ou antes, das serigaitas e flausinas que dão mau nome a todas as outras - que são falsas, manhosas e interesseiras... 

Se é assim nas pequenas coisas, livra!

Friday, January 15, 2016

23 pinderiquices de marca maior (Parte II)

E continuamos a nossa lista. Segurem-se que vai custar um bocadinho:

15- O guarda roupa do mau-mau, e o look "afavelado"


Tudo o que tem sido dito ad nauseam: cultivar o tipo físico "mulher melancia" ou o look "bombado" do Carlão vulgo bimbo de ginásio com direito a esteróides (ou papas que fazem músculo, vá). Depois, o mau ar obrigatóriotoneladas de gel a espetar o cabelo para eles, cabelo esticadinho preto-graxa ou louro-queimado-com-chama para elas, garras multicoloridas, grandes brincos, ceroulas do demo, tigresse barata, tramp stamps, mini vestidos de lycra, calções-cueca,  sapatões sintéticos com aplicações douradas, já sabemos de cor a lista.

16- "Sobrepartilhar" as intimidades nas redes sociais



Mais uma que goes without saying, mas pronto. Uma coisa é não esconder aos amigos que se está numa relação ou que se foi mãe ou pai e partilhar alguns momentos chave ou retratos que ficaram mesmo engraçados.
 Outra é escarrapachar online cada beijinho, selfizinha, comidinha, fraldinha, comprinha, ceninha de ciúmes, probleminha...seja por auto-afirmação ("tenho o melhor namorado do mundo!") para "esfregar na cara de alguém" isto ou aquilo (que coisa feia!) ou por simples inconsciência, nunca é boa ideia. Para não falar nas frases de engate que além de ordinárias, gritam ao mundo "estou em desespero" e que deixam de aparecer misteriosamente quando a alminha encontra, por milagre, companhia. E no caso de namoros, nem falemos no aborrecimento que é, caso dêem para o torto, limpar toda a tralha da página e justificar a toda a gente o que é que correu mal, quando ainda há dias andavam em cenas melosas para todo o mundo ver. A moderação cabe em todo o lado, até nos facebooks da vida, e o que é demais é moléstia. Ou pinderiquice.

17- Pôr "nomes da moda" aos filhos

Tudo bem que mal por mal, antes Pombal: mais vale Martins, Constanças e Tomases em barda do que os nomes estrangeirados em moda há vinte anos atrás postos por quem nem tinha costela estrangeira, invariavelmente seguidos de um segundo nome em português mais ou menos normal mas que não batia certo, vulgo Priscila Patrícia ou coisa que o valha. 

Mas se querem um nome tradicional, neutro, pronunciável, basta fazer uma coisa simplicíssima que é dar ao pequeno ou à pequena o nome do avô/bisavó/tia. Ou fazer como os romanos e se o pai for António, chamar Antónia à rapariga, por exemplo. 


Existe uma engenhoca chamada árvore genealógica que é uma excelente fonte de inspiração e não faz sentido desprezar os antepassados, chamando Afonso ao crianço quando nunca ninguém na família foi Afonso, ou Beatriz à pequenota quando o pai é Pedro/Eduardo/Luís, a mãe Filipa, o avô Francisco e a bisavó até era Maria dos Anjos, da Graça, da Conceição, das Dores ou do Amparo, que é igualmente giro e não dá a ideia de ter vindo ao mundo em fornada com uma data de crianças de nome igual. Pior um pouco, a mania de pôr um segundo nome que não combina não se perdeu, por isso vêem-se híbridos estilo Martim Gabriel ou Constança Rafaela.

 E sabem o que é mais irritante? É que as pessoas cujos avoengos realmente eram Salvadores, Santiagos ou Leonores e os querem homenagear dando esse nome à descendência passam por parolas que aderiram aos nomes da modinha. Conheço uns quantos casos bem de perto, ó injustiça. Se os nomes de família forem todos péssimos ou muito complicados, pode sempre recorrer-se a outra tradição: dar o nome do santo do dia ou, se por acaso calha ser dia de Santo Eleutério ou Santa Prisciliana, escolher o nome de um Santo de devoção da família ou do orago da paróquia, e.g Sebastião, Bárbara e por aí fora.


18- Maluquices de casório


Fazer de bridezilla, querer emagrecer por força para o grande dia quando sempre se foi rechonchudinha (má ideia, mais vale escolher um vestido que favoreça porque assim como assim o noivo sabe o que está a comprar, salvo seja), mudar radicalmente de visual (e.g, fazer um penteado que deixe a noiva irreconhecível) levar vestidos cai cai para a igreja, encomendar sessões fotográficas encenadas pós casório (juro! como se não bastassem as sessões medonhas durante a cerimónia e copo de água) incluindo retratos dos noivos a fingir que voam, do noivo de calças arregaçadas e em mangas de camisa no lago dos patos, da noiva a abrir a camisa ao noivo em plena praia, do noivo a subir a saia à noiva (não sei para quê: alguns vestidos são tão reveladores que até os santinhos do altar já viram tudo); casamentos temáticos com direito a bolos igualmente temáticos (em forma de mota ou de saquinhos de compras, garanto que é verídico); exigir que os convidados usem todos certa cor (ouvi falar de uma noiva que exigiu que TODOS, homens e mulheres, levassem determinado tom de rosa) ou impor um dress code ridículo e inadequado, cansar os convidados de morte com mil actividades que mais parece uma festa cultural do município ou um circo, and so on.

19- Maluquices maternais


Além da overdose de partilhas nas redes sociais acima citada, a falar de cocó verde e assim- e de fazerem questão de dizer que os filhos são índigo, sobredotados ou os mais lindos do mundo a cada ocasião- há quem caia no extremo de culpar "a sua princesa" ou o "seu príncipe" pelo próprio desleixo. 
E pior, publicar frases motivacionais a dizer que as estrias/celulite/banhas são lindas e o maior dom da maternidade, que as mães que cuidam da forma são umas fúteis e umas tristes,etc. Isso e adoptar sem necessidade um corte de cabelo horrível, porque é tradição perder a feminilidade quando se põe um ser no mundo. Tudo com o apoio tácito do companheiro deprimente, se ele existe. Pinderiquicis deprimentis maximus é o nome que devia dar-se a isso.


20- Correr para as promoções/saldos/lançamentos/filas de autógrafos


Virar o Pingo Doce de patas ao ar e andar à pancada por um pack de detergente, ficar à porta da H&M à espera de uma fatiota assinada por um designer mas que não é luxo nem é fast fashion ao preço de um anel de brilhantes (não muito impressionante, mas já se compra alguma coisa por esse preço) trocar puxões de cabelo e rasteiras por qualquer bugiganga nos saldos, fazer fila no shopping para comprar um livro/disco autógrafo do cantor ou figurão de TV do momento mas achar que tudo o resto está muito caro, dormir à porta do estádio com um frio de rachar para ver uma banda que dali a meses desaparece do mapa, etc. Mas onde está a individualidade/sentido prático e do decoro/espírito crítico destas pessoas?


21- Mulheres a esgatanharem-se 


Seja a bulha pública, que é pior, ou em privado, que é quase tão mau. Virtualmente ou à estalada. Por causa de um homem ou por causa de outra coisa qualquer. E ainda dizerem que essa é a única forma válida de partir uma unha, lá vem a nail art à baila de novo. E pratos para lavar, não?

22- Usar a frase "o que é bom/bonito" é para se ver


Não é só indecente, nojentinho e inconsciente: é parolérrimo. É uma excelente desculpa para a falta de recato e para as figuras tristes. É um atestado imediato de boçalidade. É...you get the point.

23 - Dizer "fostes", "o comer"...




...usar o verbo "meter" para substituir dezenas de outros e escrever "ligas-te?" em vez de "ligaste?"...e demais sopapos no idioma, gírias adolescentes fora de época e relaxarias com o vocabulário. Volta palmatória, estás perdoada.



E haverá mais, mas 23 já é muita desgraça junta....







23 pinderiquices de marca maior (Parte I)

Isoladamente, *algumas* destas coisas até podem não emparolizar ninguém. Mas mais do que duas ou três juntas são sinal de parolice desbragada e genética - ou, se são manias recentes numa pessoa que tinha gosto até então, de que se anda em más companhias, com o pé a escorregar muito, muito para o chinelo. Urge ligar o botão do bom senso no máximo ou tomar uma overdose de snobismo positivo quanto antes, até que tudo volte ao normal e o risco de suicídio social tenha passado.

1- Seguir pseudo celebridades nos social media



A suposta actriz de novelas, a participante da Casa dos Segredos ou coisa que o valha, a irmã/tia/periquito do jogador da bola, este ou aquele membro de um clã pimba que tentam a todo o custo tornar mainstream...e comentar as suas publicações. Fazer isso com ar muito sério é o cúmulo, mas é sempre questionável nem que seja para dizer mal: partilhar algo que venha directamente de tal fonte é admitir que se sonham as idas e vindas de tais personagens. E isso é um atestado de demasiado tempo livre em mãos, no mínimo.

2- Achar-se muito moderno por debitar 10 palavrões a cada frase

Asneiras são um recurso expressivo como qualquer outro (disse e repito) mas há ocasiões para tudo e nem toda a gente possui a leveza necessária para as dizer como quem diz "pão", ou tem tanta graça como julga. Sim, mesmo gente "do Norte" que acredita que só por isso tem free pass para não ser bem educada.  Da malta rude do campo (ou da oficina/bar/fábrica/you name it) que deixou de moderar o palavreado quando uma senhora passa às marias rapazes que se acham muito prá-frentex por escreverem brejeirices, desculpem desiludir mas isso não é giro, não é ser durão: é mesmo grosseria. E parolice.


3- Usar brejeirices que são piores que palavrões



De trocadilhos maliciosos a despropósito (mas esta gente não cresceu?) a expressões boçais, babosas e abrasileiradas como "gostosa (o)", "gostosão","sabor de pecado" e outras que me falham agora, mas que soam inevitavelmente a anúncio de casa de alterne. Mal por mal, antes dizer a asneirola toda. É mais honesto.

4- Tatuagens pouco rebeldes...e pseudo fofas ou sexy




As tatuagens perderam de todo a graça, como a Casa da Mariquinhas, quando deixaram de ser transgressoras - ou seja, apanágio de estrelas de rock, motards, tribos verdadeiras e tribos urbanas, militares, marinheiros e piratas - para passarem a ser feitas por qualquer dona de casa em desespero pós divórcio no salão de estética da esquina. Isto já diz tudo, mas elaboremos: uma tatuagem bonita, bem feita e discreta, com verdadeiro significado, vá que passa: principalmente se o look da pessoa for enfim,  para o alternativo ou não sendo, se dá para esconder o desenho a maior parte do tempo. Mas encher-se de estrelinhas, golfinhos, nomes de fulano e beltrano, caras de sicrano ou pior, frases motivacionais e "kiduchas"em inglês macarrónico, símbolos ou caracteres de uma cultura que nada tem a ver consigo, manchas de tigresse ou qualquer outro padrão de bicharoco e o cúmulo dos cúmulos, colocar um "selo de galdéria" ao fundo das costas é o fim. Pelo ruído visual, pelo conjunto que faz com as roupas e acessórios quase sempre indiscretos e vulgares, por não bater a bota com a perdigota. Não.

5- Fazer questão de ser tratado por "doutor"...




...fora do meio académico, principalmente se não se é doutorado. E usar um grande anel de curso. Ou qualquer cachucho desse estilo, de resto. Numa época e num país em que qualquer primata tira um curso e em que ser licenciado equivale a trabalhar numa caixa (sem desprimor para as caixas) não sei de que vale tal vaidade, mas enfim. Esta é tão velha e estafada que se torna quase desnecessário apontá-la, mas como ainda não desapareceu, seja.


6- Ter muita estimação na Bimby e nas Tupperwares



A Bimby (ou qualquer outro robot de cozinha) não traz mal ao mundo em si, antes pelo contrário, tal como as simples caixas de guardar comida ou qualquer outra utilidade doméstica. Mas ter manias com isso, troçar de quem não usa tupperwares "de marca" (como se o plástico usado anos a fio não fizesse mal à saúde nem nada) passar-se se não sabe da tampa de um raio de uma tupperware, ligar aos seus amigos a reclamar porque não as devolveram como se fosse um prato Wedgwood que se perdeu ou pior, organizar em sua casa reuniões para aquisição de uma coisa ou outra (sendo que o cúmulo são os casalinhos deprimentes que fazem "swing de bimbies") isso é uma doença pequeno-burguesa a tratar quanto antes. A não ser que se seja chef de cozinha profissional ou ganhe a vida com um estupendaço serviço de catering onde põe a render as receitas da sua bisavó e da governanta dela vindas da quinta de família em Azeitão ou no Douro. Ou enfim, se tiver um negócio paralelo de venda de rissóis. Aí desculpa-se porque sempre são instrumentos de trabalho, mas só um bocadinho.

7- Aderir a todos os modismos bacocos



"Degustar"as coisas em vez de as provar/comer/enfardar (juro que ouvi "vamos degustar um leitão"), beber gin só porque é moda, engolir sumos verdes/tomar pequenos almoços de linhaça só para Instagram ver, ir a festivais de sushi ou jurar a pés juntos que ali é o verdadeiro sushi (ou, mais parolo ainda, "só vou a restaurantes onde o sushi seja feito por japoneses, como este"- e só por acaso, o sushi man ser brasileiro, não que isso afectasse a receita. Juro que me disseram esta), fingir que se gosta de vinho, jurar amor eterno aos cupcakes/macarons/whatever para dali a nada já não saber o que isso é, e outras parolices trendy ou pseudo cosmopolitas.


8- Partilhar posts fofinhos e lamechas nas redes sociais




E juntar-se a toda e qualquer causa em modo je suis Charlie, mudando a imagem de perfil para não ficar atrás. I rest my case- over, and over, and over....

9-Nail art




Já tanto foi dito por aqui que nem vale a pena elaborar: unhacas com qualquer tipo de bonequinhos são coisa capaz de pôr em causa a maior Senhora, mesmo que esteja vestida dos pés à cabeça como uma senhora, fale e aja como uma senhora. Quanto mais as outras...depois, só resta escolher o que é pior; se as serigaitas que usam tudo a fazer pendant com as unhas (roupa sintética e provocante, argolas, montes de maquilhagem, cabelo esticadinho, saltos de stripper) se as que vestem como senhoras da limpeza em hora de expediente, não se maquilham, não cuidam da silhueta, não se penteiam, só calçam ténis MAS não dispensam algo tão amaricado como unhas enfeitadas. Se calhar é por dar menos trabalho estar sentada uma hora e tal a fazer unhas e trocar mexericos do que sofrer uma hora de ginástica ou passar um bâton nos lábios todas as manhãs, mas nem tentemos entender.

10- Ver, seguir e comentar reality shows



Se for um qualquer do canal E! é mau, mas pronto. Sempre pode jurar que só vê porque gosta do trabalho da Rachel Zoe, para espreitar os trapinhos Givenchy da Kim Kardashian ou para perceber como é que, afinal, a Kardashian mais piquena usa o famoso delineador de lábios. Mas tomar as dores de sub-celebridades esfomeadas ou de acompanhantes e Carlões da Casa dos Segredos e pior, votar neles, é o fim do mundo e a barraca armada.

11- Ler as Cinquenta Sombras




Ou qualquer escritor lamechas e pseudo erótico que produza a pensar no público-alvo das mulheres românticas-frustradas-desesperadas (se for um homem a fazer isso porque viu a mulher ler, pior: é sinal de que algo vai muito mal governado nessa casa). Ou levar a sério os livros tirados a papel químico de best sellers internacionais escritos por jornalistas e apresentadores, chamando-lhes "literatura", ou comprar o último "testemunho corajoso" da amante de um figurão que foi alvo de bordoada e agora se vinga, ou de uma ex celebridade local que venceu um drama qualquer, ou...you know what I mean.

12- Dançar despudoradamente afro-latinas 




Já se sabe que a "kizomba" que por cá se ouve agora (e que é apenas uma desculpa esfarrapada para a sem vergonhice) nada tem a ver com a verdadeira dança  angolana - diz quem sabe, não sou eu que afirmo. Logo, ser condescendente com isso ou gostar disso é muito mau sinal. E vendo o ambiente que vai pela maioria dos "estúdios de dança" que povoam cada esquina, esqueçam. Palavra de honra que no outro dia me enviaram imagens de uma "escola de dança" cá do burgo onde mães de família aprendem pole dance e no fim do ano fazem um recital vestidas à Pussycat dolls com crianças a assistir e tudo. Há danças que pessoas honestas não consentem nunca em dançar, por mais que lhes salte o pé. Já as danças de salão convidam a uma certa elegância e podem sempre ser úteis, por muito que tenham ganho uma aura mais popularucha nas últimas décadas. Por isso you can dance if you want to, mas prepare-se para esclarecer constantemente que traça uma linha clara entre o certo e o errado.

13- Orgulhar-se de só comprar roupa de "marca", mas não saber ao certo o que isso é


Não há maior burguesice emergente do que espatifar o orçamento exclusivamente em marcas de segmento médio, achando que é "chic" e sem ao menos dar uma olhadela às etiquetas para ver se se está a comprar acrílico ao preço de lã. Nada contra estas lojas per se (já se sabe que há "achados" de qualidade nas mais variadas fontes) mas confundir isso com "luxo" já é outra história. E claro, o cúmulo dos cúmulos é rematar o look com uma carteira Prada made in ciganininhos. De novo, nada contra as feiras desde que se saiba comprar nelas (são boas para encontrar, por exemplo,  restos de colecção multimarcas e  stocks de casas de peles ou lojas de sobretudos) mas tralha contrafeita e com logótipos visíveis ainda por cima, tudo dito.

14- Tratar a cara metade [ou pior,  o (a) amancebado (a)] por "môr", as amigas por "miga" ou "linda" e os filhos por "príncipes"




Não me querendo repetir, mas já repetindo e caindo em redundâncias...



To be continued daqui a pouco!

Thursday, January 14, 2016

21 sinais de que "ele" vale a pena




Nem tudo o que reluz é ouro. Rapazes simpáticos não faltam, mas como distinguir o Mr. Right? Aquele que não sendo perfeito, porque ninguém é, tem as qualidades de um cavalheiro, de um homem Alfa, em suma, do homem da sua vida? Aqui ficam 21 pistas para não se deixar iludir pelas juras, pela paixonite ou pelos lindos olhos.



1-É capaz de guiar uma data de quilómetros só para estar consigo ou para fazer algo que lhe dá alegria a si, como irem ver o mar, espreitar aquela loja ou voltarem a um local que lhe traz boas recordações de infância.


2- Sem perder a individualidade (nem fazê-la perder a sua) está disposto a adaptar-se aos seus hábitos  ou a limar eventuais arestas. Ter a flexibilidade de ceder e ajustar-se quando necessário é meio caminho andado para uma relação saudável. Depois, não esqueçamos que a mulher faz o homem e vice versa. Se - por exemplo - ele era desarrumado mas reconhece que com os truques que lhe ensinou a sua rotina fica muito mais facilitada e passa a adoptá-los, bom sinal.



3- Partilha os seus valores de base e teve uma educação/background semelhante aos seus: ainda que você tenha seguido advocacia e ele passasse os últimos anos a investir numa divertida carreira de estrela de rock, combinam no essencial (questões morais, familiares, religiosas, costumes sociais/domésticos...). Sabe que o pode levar a toda a parte e acima de tudo, é um homem disposto a evoluir e crescer consigo.


4- Nunca precisa de se preocupar com o seu paradeiro nem de se angustiar por o ver muito calado, pois ele - sem ser sufocante - tem sempre tempo para si. E se por acaso se preocupar por ele não atender o telefone, é REALMENTE porque é tarde ou chove a potes e está com medo que o coitado (lagarto, lagarto) tenha ido por uma ribanceira abaixo; não por desconfiar que esteja a armar alguma nas suas costas.



5- Tem pequenas atenções consigo, dentro das suas posses. Se ele memoriza os seus gostos ou necessidades e faz por ir ao encontro delas, significa que gosta MESMO de si e tem grandes probabilidades de ser bom rapaz. Os homens são muito distraídos e repararem em alguma coisa tem um grande significado...de igual modo, conta muito que ele lhe ofereça coisas que sabe que vai apreciar, em vez de gastar balúrdios a surpreendê-la com um presente (ou a impor-lhe um presente) que não tem nada a ver consigo.



6- Tem pelo menos um hobbie realmente varonil - rugby, caça, carros ou motos de corrida, construir coisas...(nada contra puxar ferros no ginásio per se, mas há muitos que o fazem por mera vaidade, em más companhias e a tomar porcarias sem que isso se traduza em ter realmente força, por isso não conta; mas se ele tiver um ginásio em casa para treinar em modo bicho do mato, atribua-lhe um ponto). É forte,desembaraçado, gosta de andar ao ar livre, não tem medo de sujar as mãos e sabe que em caso de emergência, pode contar com ele. Se ele tem o hábito de resolver problemas e é sempre o primeiro a voluntariar-se para fazer ou ir buscar o que for preciso, parabéns, encontrou um Homem Alfa!

7- Partilha as suas embirrações: é relativamente fácil lidar com um namorado ou marido que gosta de coisas que lhe são indiferentes (afinal, amigo não empata amigo) mas se ele for tolerante com o que lhe faz urticária (ou vice-versa) vão inevitavelmente entrar em choque. Se abominam os mesmos  hábitos, comportamentos ou hobbies... há grandes chances de serem realmente compatíveis.


8- É um bom filho/neto/irmão mais velho. Se ele tiver irmãs,  a estatística está mesmo a favor dele. Ser um amigo bom e leal também conta, mas a forma como ele trata as pessoas de sangue, os mais fracos (animais, idosos, crianças) e os inferiores hierárquicos é mais importante. Afinal, não faltam para aí bon vivants que trazem os amigalhaços nas palminhas em detrimento da mulher e dos filhos, por isso desconfie dos que se gabam de ser "amigos do seu amigo" e dê preferência ao que são assumidos homens de família.



9- Sofre com paciência os momentos de prima-donna que até você (a pessoa mais doce e amorosa deste mundo, of course) tem uma vez por outra. Mas, mind you, ele não é um banana: tolera o episódio mas no fim avisa-a "foste um bocadinho diva, não?". O amor também corrige e educa!



10- Não hesita em pôr fim, rapidamente, a situações que a incomodam - dentro do razoável, claro. Isto traduz-se em fazer com que os amigos dele a respeitem (ou em tomar a sua defesa caso sejam inconvenientes consigo) ou mesmo em cortar relações com aquela serigaita que insistia em aproximações incómodas (seja uma ex, uma amiga da onça/admiradora, uma perfeita estranha nas redes sociais....). Ou seja, tem a mulher de quem gosta como prioridade e leva os seus sentimentos em consideração por muito que lhe pareçam exagerados. Isso significa que não receia dar o peito às balas, tomar partidos ou dar a sua palavra- o que faz dele um homem honrado e atencioso que vale a pena guardar.



11- É sincero consigo, não lhe escondendo o seu lado lunar ou os erros do passado - mas, sem fazer promessas vãs, tem o solene propósito de polir tudo isso, porque agora a tem a seu lado e quer ser o melhor homem possível.


12-Não se intromete em assuntos de mulheres- vulgo, reparar nas compras *sensatas* que faz. Gosta de mimar, de fazer vontades (ou pelo menos, não atrapalha...o que já é óptimo) adora vê-la feliz e sabe que uma mulher precisa de espaço para os seus alfinetes e alegrias. Claro que se espera outro tanto de si, vulgo respeitar os pequenos caprichos dele com desportos, engenhocas e motores.



13- É independente em todos os sentidos: quer sendo capaz de se bastar materialmente a si próprio, quer pensando pela própria cabeça. Tem uma ambição saudável, tem objectivos, é trabalhador mas não está disposto a vender a alma ao diabo ou a cometer actos desonrosos para "subir na vida". A combinação de honra + propósito é muito rara, logo alguém que age assim merece atenção.



14- Não é vaidoso, inseguro ou invejoso: tem os nervos de aço de um Clint Eastwood. Possui auto confiança suficiente para não se deixar intimidar, bajular ou impressionar, o que o torna imune ao ciúme exagerado, à graxa e à lisonja - logo, a influências prejudiciais. Muitos problemas de relacionamento advêm de dar ouvidos a maus conselhos e a maus amigos (ou amigas, o que ainda é pior) da comparação com fulano ou beltrano (o que leva a ter inveja do sucesso da cara metade, por exemplo) e da falta de espinha dorsal (fácil de detectar num homem que dá graxa aos seus superiores).



15- Ele transmite-lhe uma sensação de segurança, ou melhor, de protecção. Não como o "rapaz fofinho mas chato que não representa riscos" mas de modo varonil. Em suma, põe-lhe a cabeça a andar à roda mas também é a fortaleza onde pode respirar à vontade. Sabe que pode confiar nele, e isso não tem preço.


16- Tem um grupo pequeno e sólido de amigos, pois está consciente de quem é amigo de todos não é amigo de ninguém e que amizades com o sexo oposto raramente são desinteressadas. Homem com muitas "amigas" ou é gay ou não é gente séria -  logo, se ele não é assim, tem fortes possibilidades de ser fiel e honesto. Igualmente, lida com toda a gente de forma educada mas não trata nem valoriza por igual uma senhora e uma doidivanas, como tantos fazem hoje em dia. 


17- Age com decisão, hombridade e lisura em tudo: pão-pão-queijo-queijo, sim ou não. Não enrola/empata/cultiva áreas cinzentas nem na vossa relação, nem noutros aspectos da vida.


18- É cavalheiro nas grandes coisas e nas delicadezas que manda o figurino, mas sobretudo nos pequenos gestos do dia a dia (que custam mais a manter porque são muitos e constantes). Iman contou que se apercebeu que David Bowie seria um bom marido quando ele se baixou para lhe apertar os atacadores no início do namoro. Quem ama procura o bem estar do outro, até nas coisinhas mínimas.


19- Milagre dos milagres, ele é a antítese de todos os palermas que já conheceu, mais a antítese dos ex-que-vieram do inferno de todas as suas amigas. Não é que o rapaz seja perfeito (quando a esmola é muita, o pobre desconfia e convém que desconfie mesmo) mas a quantidade de vezes que ele simplifica onde outros complicavam, que lhe poupa aborrecimentos onde outros faziam questão de os causar, que a surpreende pela positiva em vez de a deixar em ânsias à espera do próximo susto é tal que você se sente a suspirar de alívio (ou a pensar "será possível?") a torto e a direito.



20- Está sempre disponível para a consolar, nunca para se aproveitar ou fazer troça das suas fraquezas. Sabe que ao lado dele não tem de se fingir o supra-sumo - bem, não o tempo todo. Gosta de o impressionar bem, se lhe acontece algo de bom tem vontade de ir a correr contar-lhe, mas não sente acanhamento em desabafar sobre os seus aborrecimentos ou desaires - assim como ele gosta obviamente de a ter ao seu lado para barafustar sobre as parvoíces do chefe ou as maçadas de negócios. Um casal é acima de tudo uma equipa e um castelo. Confiarem um no outro e apoiarem-se é uma grande bandeira verde!



21- Agarra aquilo que deseja, antes que seja tarde. Sem hesitações, medos nem meias tintas.


Se encontrou alguém assim...guarde-o e comunique às suas amigas onde achou, pode ser que haja mais :) :) :)

Às vezes sabe mesmo bem ter razão - até em coisitas.



Lembram-se de termos falado no truque de usar blush para ajustar/realçar/fixar a cor do bâton e conseguir o mate perfeito? 

 Na altura tinha dito que não o inventei, li por aí e aperfeiçoei-o para as minhas necessidades depois de uma data de experiências. Pois bem, vi agora que é um truque careta, vintage (tinha de ser, não é? Nem de propósito...) muito usado pelos maquilhadores e estrelas de cinema durante a década de 1940.

Neste artigo engraçadíssimo da Marie Claire, Ida Gál-Csiszar, química lendária da indústria de cosmética (e responsável pelo formato, cores e fórmula de muita da maquilhagem que usamos actualmente - isso sim, é uma mulher poderosa e de sucesso, a juntar o espírito científico à feminilidade. Tomem, lá esta, feminazis de carteirinha) partilha algumas dicas que recebeu dos maquilhadores da era de ouro de Hollywood. Entre os quais esse, que aprendeu com Robert Salvatore, então maquilhador-chefe da Max Factor. "Continua a ser o melhor truque old-school do ofício: humedecer um pincel, molhá-lo em blush e aplicar nos lábios como se fosse uma base e para delinear os lábios por fora, antes do bâton. Assim o blush serve de "âncora" para a cor, permitindo-lhe durar o dia todo".


A dica é tão boa que Ida, a lançar a sua própria marca de cosmética, Gállany, criou um produto específico para conseguir esse efeito. Vale a pena ler o artigo, que recomenda outras ideias giras, como usar a máscara de pestanas para fazer de eyeliner (maçadora de tirar como é, deve durar de certeza). 

Em suma, está legitimado o truque, já vi que o meu raciocínio estava correcto e cada vez mais me convenço de que a avozinha não dizia nenhum disparate quando me recomendava que fosse para cientista ao ver-me misturar cosméticos...ela lá sabia. Só foi uma pena eu não gostar de matemática...às tantas passei ao lado de uma divertida carreira a criar cremes, bâtons e sombras. Paciência, vou partilhando por aqui as minhas "descobertas".

Wednesday, January 13, 2016

Ser feminina não é ser "flausina"


Por aqui temos analisado os comportamentos tradicionalmente femininos que - a despeito de todas as modernices em voga - não se devem perder, a bem do verdadeiro poder das mulheres.

Serenidade, sensibilidade, diligência, meiguice, tacto, delicadeza, versatilidade, discrição, agilidade, resiliência, a capacidade de dar atenção a várias coisas ao mesmo tempo, de sacrifício e de verbalizar, poder de análise, inteligência emocional, diplomacia, subtileza, intuição, astúcia, o impulso de cuidar, de protecção aos mais fracos, de fazer com que os outros se sintam bem e de criar um ambiente acolhedor à volta, de agir nos bastidores fazendo com que as coisas apareçam feitas sem alarde, a atenção ao detalhe...tudo isso são características tipicamente femininas muito positivas. Mesmo a vulnerabilidade -ainda que aparente - pode ser usada a favor da mulher em todos os campos da vida.

A atitude "empoderada" da mulher "generala" (tradução terrível de "empowered" que para aí anda, mas para todos os efeitos não estou a ver outra) que agora está na moda é um híbrido horroroso entre os modos supostamente masculinos e o piorio dos esterótipos femininos. Mas se existem "generalas" muitas agirão assim, principalmente no mundo do trabalho, para fugir à "atitude tipicamente feminina" tão maldosamente caricaturada por culpa de certas mulheres. Ou - desculpem mas foi Eça de Queirós que disse, não eu - de atitudes que não são de mulher, mas de "fêmea".

Concentremo-nos então nesse outro extremo, também bastante  ridículo: as que tentam a todo o custo passar por muito femininas e fofinhas, quando na realidade são apenas flausinas (ou mesmo serigaitas...).


Eis um tipo que sempre me fez confusão, já que cresci a acreditar que, como digo tantas vezes,  uma mulher deve ser delicada mas forte como as cordas de um piano. Tradicional, mas nunca um tapete.  Deixar aos homens o seu orgulho masculino intacto
permitir-lhes ser os heróis do dia, mas saber desembaraçar-se sozinha quando necessário.

Ou seja, ter ânimo varonil - como tantas Rainhas, cientistas, intelectuais, Santas e artistas da História - mas ser uma Senhora e uma mulher séria, ou uma mulher a sério. 

No entanto, o que mais há é quem confunda ser "feminina" com ser uma histericazinha, uma tola, uma pindérica - ou como diriam os americanos, uma bimba. Lembram-se da miúda irritante que sabia a crónica toda, mas passava por santa porque corava, sorria com a ponta da língua de fora com ar mimado, saía dos testes a chorar, acompanhada de mais duas ou três tolas para a consolar (e tinha a lata de se desculpar à professora que estava muito perturbada porque o namorado tinha acabado com ela)?  Todos tivemos uma chata assim na turma. Pois bem, essa "colega" queixinhas e sonsa não cresceu. Está por aí e multiplicou-se.



São as patetas que dizem quantos palavrões há, mas acham fofo usar muito cor de rosa, muitos laçarotes, muita parafernália da Hello Kitty, em suma, fazer de Paris Hilton versão pelintra. 



A maioria das representantes da espécie teve o berço mais rude que se pode, mas acha que lhes caem os parentes na lama por lavar uns pratos, deixar a casa em ordem ou estudar para ter os neurónios no sítio e uma profissão vagamente séria - a rapariguinha do shopping, da canção de Rui Veloso, ilustra muito bem o género. 



Nos relacionamentos são capazes de todas as facilidades, casualidades e ardis para encontrarem quem as carregue, mas uma vez seguras mostram que nem para a diversão servem em primeiro lugar - são demasiado preguiçosas e egoístas para isso. Quanto ao resto, é igualmente um "venha a nós": bem se ralam se a cara metade não jantou, se precisa que lhe levem um casaco ou uma bebida quente porque está a fazer serão para sustentar a casa...



E se vai cada um para seu lado, depois de o coitado lhes sofrer os desvarios com paciência de chinês, é lamuria, vitimismo, lamentações para quem quer ouvir: ai que ele era muito mau por isso fugi com o Carlão do ginásio. E há quem acredite, porque bem dizia Napoleão que o mulherio tem duas armas: lágrimas e maquilhagem.



Loureiras, graxistas, bisbilhoteiras, letárgicas, entretêm-se com mexericos, novelas, reality shows e outros passatempos acéfalos. Gostam de animais - são capazes de se pôr aos berros, em lágrimas, se o cão aparece coxo ou o gato está constipado, em vez de lhe acudirem prontamente - mas só porque é giro comprar fatinhos e cestinhos ao bicho e tirar selfies com o desgraçado nos locais mais disparatados.



 Adoram crianças, ou fingem que adoram, mas de novo, só porque dá jeito para prender um palerma (e se ele lhes proporcionar um casório com vestidos de suspiro e outras folestrias, melhor)e porque é giro ter "o meu príncipe" ou " a minha princesa", um mini-me malcriado que no futuro vai atormentar a humanidade.



Deliram com vestidinhos, saltos altos, tatuagens (mas sempre sexy ou "fofas") brilhinhos, tigresse barata e todo o figurino do mau ar...e claro, não têm a menor noção do apropriado, aparecendo de mini saia de poliéster em casórios e enterros. Dependendo do grau de garridice, ou vão para o ginásio para se tornarem numas mulheres- melancia, ou preguiçam à espera de melhores dias (leia-se, para juntarem para a lipo-aspiração/ implantes) lamuriando-se da falta de firmeza ou dos quilinhos a mais. E se a ocasião se apresentar, não fogem a uma boa cat fight, com direito a insultos, "mimos" virtuais e puxões de cabelo.



Se vêem um insecto minúsculo, um rato, uma sombra, é gritaria de meia noite, a histeria completa, guinchos de quem está a ser estripada- acham que ficam "queridas" com isso, que parecem muito indefesas a fazer figura de desarranjadas. Um pneu que se fura, uma chave que fica dentro de casa, e eis as infelizes - varinas a posar de viscondessas - com um chilique, desorientadas de todo, a ligar a meio mundo com medo de estragar as feias garras às bolinhas ou de partir um salto de plástico.

E podia continuar, mas fica a ideia...

  Por isso há tantas mulheres que receiam ser femininas - é compreensível. Dá medo, muito medo, cair neste esterótipo. Porém, never fear. Ser feminina, doce, elegante, sedutora mesmo, nada tem a ver com ser uma flausina. Ou uma bimba. Ou uma pindérica. Nem uma serigaita. O que acontece é que há tantas que a ideia se disseminou por maioria...

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