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Friday, May 19, 2017

As coisas que eu ouço: com esposas destas...





No ano passado uma colega de profissão, personal shopper numa elegante loja de departamento no centro de Londres, contou-me uma história que me ficou. 

Antes de mais deixem-me dizer-vos que mesmo no nicho de luxo um personal shopper e/ou stylist encontra vários tipos de clientes. Há o dinheiro velho, o dinheiro novo, os magnatas do petróleo, o cliente que vive dos rendimentos, a aristocracia, a princesa árabe, o multimilionário, a celebridade, o profissional liberal bem pago, a mulher de carreira que poupa o seu dinheirinho extra para comprar uma carteira extravagante...

Tudo perfis diferentes com prioridades, gostos e orçamentos distintos. A essa minha amiga calhou-lhe certo dia uma senhora muito expansiva que não se calava com a sua nova casa em Miami, que estava a redecorar enquanto o marido corria mundo a tratar dos seus negócios. Naturalmente, a minha colega assumiu que se tratava de algum milionário da banca ou das novas tecnologias, desses para quem fazer mais dinheiro é puro passatempo e não uma necessidade. E no decorrer da conversa habitual nestas situações, lá lhe perguntou, querendo ser amável:

- É uma pena o seu marido não a acompanhar à América...deve sentir imenso a falta dele, não?

Responde a senhora, com o maior à vontade:

- Oh! Ainda bem que ele se ausenta tanto! Se ele não trabalhasse tanto assim, não poderíamos ter todas estas lindas coisas...


Moral da história: o pobre homem não era assim tão abastado, e lá se andava a esfalfar para satisfazer os caprichos da tonta da esposa, que fazia lembrar aquela cantiga dos Mamonas Assassinas: mas a pior de todas é minha mulher/ tudo que ela olha a desgraçada quer. E o pior é que conheço outros casos, até da classe média baixa, da pequena burguesia remediada, em que a mulher se porta exactamente da mesma maneira: o desgraçado a estafar-se no supermercado ou na fábrica, e a vaidosa de uma figa ansiosa para o despachar para comprar o último grito em  tupperwares, ter um carro igual ao da amiga mesmo que não lhes convenha ou manter as unhacas de gel. 

E o inverso também sucede: mulheres que , sem que seja preciso, se focam apenas na carreira e dsleixam o resto, para ostentar isto ou aquilo.
Isto porque, trabalhe a mulher ou fique em casa, o orçamento familiar é o orçamento familiar. Não mudou com a alteração de papéis...
 

Este egoísmo faz-me muita impressão - cresci rodeada de exemplos de casais que não se podiam ver um sem o outro. E apesar de achar que marido e mulher devem apoiar-se mutuamente para alcançar objectivos, em modo "por trás de um grande homem há sempre uma grande mulher, e vice versa"; embora creia que é maravilhoso que um marido mime a cara metade dentro das possibilidades com as miudezas que o mulherio tanto aprecia... haja prioridades. A uma mulher apaixonada, até a mera separação pela manhã é suposto custar.
 É certo que há por aí casórios por toda a sorte de motivos -e casamentos "de razão" que até resultam - mas escapa-me como é que uma mulher põe coisas, tralhas, bugigangas,  à frente do bem estar e da saúde do marido, à frente da felicidade conjugal, da harmonia familiar e da paz doméstica. Já bastam os sacrifícios e as saudades que não se podem evitar, quanto mais!
 Se uma mulher não se casa com um homem para o adorar, para o fazer feliz, e receber outro tanto de volta, melhor faria se estivesse quietinha. Se não sente a falta dele dele, talvez não devesse ter casado. Bem diz a Bíblia e com razão, que a mulher virtuosa é difícil de achar, vale mais que rubis e edifica a casa, enquanto a mulher tola a destrói. Depois corre mal, e bem que choram e se queixam e vão à cartomante tentar resolver os problemas que elas próprias criaram. #ohmulhertenhajuizo


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