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Saturday, May 20, 2017

Os Brians da vida




Sabem o cachorro Brian da série non sense "Family Guy"?

  A personagem é criada para ser irritante e está muito bem pensada.

Apesar de ser um cão com hábitos de gente, representa lindamente o típico hipster liberaloide esquerdoide pseudo intelectual e pretensioso de serviço. 

Sempre pronto a aderir a todos os modismos, a defender o politicamente correcto, a dar-se ares de grande autor incompreendido, a fumar cigarros que fazem rir, a gastar o tempo na Starbucks a fingir que escreve em vez de trabalhar, a ir com as modas e as conveniências (é assim uma espécie de Dantas dos nossos dias) e a fazer-se de feminista, mas só porque isso lhe dá jeito para somar engates com fêmeas (passe o trocadilho) fáceis e tolas. É um Pedro Chagas Freitas em potência, mortinho por arranjar um best seller baratuxo que simultaneamente seja básico e romântico que chegue para vender junto das solteiras desesperadas, mas elitista que baste para lhe render uns prémios literários.


É o suposto "feministo": defensor efeminado das mulheres que vai às manifestações feminazis para fingir que simpatiza com a causa, que os homens são todos uns badalhocos e que se penitencia muito por isso, que até berra "tenho vergonha de ser homem - cambada de suínos chauvinistas" . E depois vai-se a ver (como se não fosse mau que chegue alinhar nbesses extremismos malucos) só lá está armado em queriduxo e sensível para arranjar conquistas descartáveis, isto quando até já não tem umas queixas na polícia por espancar a ex namorada a quem gastava o dinheiro todo (vejam aqui a notícia, eu não invento nadinha). É mais parvalhão que os típicos parvalhões todos juntos - e ainda por cima, fingido.


É um misógino de primeira a quem falta a coragem de ser abertamente machista. Afinal ser muito moderninho é o refúgio do macho beta, já que não se consegue sair bem de outra maneira.

Ora, a personagem lá vai fazendo das suas passando por ser "um tipo porreiro" que não traz mal ao mundo. Mas houve um episódio a que achei mesmo piada. O cão, que supostamente se dá bem com todos e até passa por ser o menos doido daquela casa de doidos, não conseguia que o depravado Quagmire simpatizasse com ele. E em boa verdade, à primeira vista Quagmire não é pessoa de quem se queira ser amigo. É um Charlie Harper da vida, um engatatão, um libertino, um desmiolado que usa as mulheres como quem gasta kleenexes, embora no fundo suspire por encontrar o amor da sua vida.

Ora, depois de fazer um enorme esforço para ganhar a amizade do vizinho e de ver que não tinha sorte nenhuma, Brian confronta-o: afinal, porque é que me detestas?


E o outro responde muito bem (mais coisa menos coisa, não decorei as deixas): "porque tu és um maçador, um hipócrita, um "social justice warrior", um poeta da treta que finge amar as mulheres pela sua alma, quando na realidade só quer dar umas voltas e sumir na manhã seguinte. Eu faço muita asneira, não sou exemplo para ninguém mas só cai quem quer... ao menos sou honesto!!!".

E tem carradas de razão. Um homem que erra, mas assume os seus erros, as suas rapaziadas pequenas ou grandes, que não tem grande respeito pelas mulheres (ou por certas mulheres) mas não engana ninguém e na hora H até faz por emendar-se, vá que não vá. Até Santo Agostinho foi um doidivanas mas teve remédio e lá está nos altares. Mas um que vive no país das maravilhas, um biltre que faz outro tanto e até pior mas é cobarde e anda por aí a passar por santo de pau carunchoso? Desse ninguém faz nada, e ainda por cima é um maçador de primeira água. 

O pior pit bull é o que morde pela calada, todo o mundo sabe disso. Os que fazem muito barulho é só uma pessoa passar de largo e pronto. Tenham juízo e evitem os Quagmires como a peste, mas fujam dos Brians com o triplo da velocidade. Mal por mal...

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