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Wednesday, September 20, 2017

30% da beleza vem do interior




30% é assim um valor atirado ao calhas; mas acredito que quando se calcula o todo para classificar alguém, o carisma, o sex appeal, o espírito (sentido de humor, conteúdo, etc) e acima de tudo, a elegância do espírito contam muitíssimo.

 Digo muitas vezes que embora a beleza possa ter certos padrões universais (traços correctos, cabelo bonito, pele luminosa, corpo proporcionado)  também vem em diversos tamanhos, tipos e feitios. E que aquilo que uma pessoa acha deslumbrante, outra pode concordar que é bonito mas não tanto que assombre, ou não ver mesmo onde está o apelo.

 Basta pensar nas celebridades: a maioria considera Angelina Jolie uma mulher lindíssima, mas há quem a ache estranha. Uns gostam de morenas, outros de louras ou de ruivas; certas pessoas acham piada a uma rapariga alta e esguia, tipo Nicole Kidman, ou miudinha como Winona Ryder; outros preferem  formas sinuosas estilo Marilyn Monroe, ou têm um fraco por mulheres mais imponentes. Há muitas formas de beleza e tantos gostos como pessoas...dentro do "bonito" não falta variedade!




Depois nem falemos no padrão vigente no momento, nem no papel que a roupa/maquilhagem/cabelo/situação têm na equação toda, e no "boneco" que cada uma apresenta ao mundo: sofisticada e senhoril, ingénua, femme fatale...

Isto falando nas belezas reconhecidas como tal: as belezas clássicas, as belezas "perfeitas" (sendo que podemos não as considerar uma e a mesma coisa) e as belezas exóticas.

Entendamos as três como qualquer mulher que fizesse bem o papel de Vénus de Botticelli, mais coisa menos coisa.




 Elizabeth Taylor era o epíteto de beleza clássica: no entanto, as opiniões dividem-se. Uns defendem que um rosto tão lindo nem de encomenda, outros (tanto os seus contemporâneos como alguns cirurgiões plásticos peritos em medir traços) afirmam que não era uma beleza perfeita: o seu queixo era um pouco fraco e as pernas algo curtas proporcionalmente ao tronco (não que alguém ligasse a isso; eram detalhes que se perdiam no conjunto).



 Já Grace Kelly poderia caber no título da "beleza perfeita": sem falar na sua elegância etérea, tinha um rosto absolutamente simétrico e segundo as modistas, tudo lhe assentava imaculadamente, de tão proporcionada que era. No entanto, foi Taylor que passou à história como a mulher mais linda do mundo, mercê do sex appeal e do contraste invulgar entre a cor da pele, do cabelo e dos incríveis olhos azul-violeta. 

Podemos ainda falar de Brigitte Bardot, outra beleza clássica, que andaria entre a perfeição e o exótico, com os seus lábios cheios e olhos rasgados. E Audrey Hepburn? Definitivamente uma beleza clássica, mas discreta.




Sophia Loren, por seu turno, conquistou espaço como uma beleza exótica. Quando ficou famosa estavam na berra traços mais delicados, nórdicos e anglo saxónicos...e Sophia apresentou ao mundo uma formosura intoxicante que hoje em dia  sabemos apreciar melhor: olhos rasgados e felinos, boca grande, nariz e maçãs do rosto proeminentes



 Muitas décadas antes, também Lina Cavalieri, vedeta de bel canto da Belle Époque, mereceu o título da mais bela do mundo; e os seus retratos permitem-nos ainda hoje reconhecê-la como uma beldade clássica, senão uma beldade perfeita. Não que haja nada de extraordinário ou invulgar na sua cara: mas as suas feições são tão correctas (face oval, maçãs do rosto altas, nariz romano, olhos grandes e lânguidos) e a sua silhueta tão feminina que é impossível pensar o contrário. Rosto de anjo com um corpo de Salomé!

Todas elas (como muitas outras actrizes e modelos) são no entanto belezas testadas e aprovadas, exemplos, padrões, ícones. E todas têm algo em comum além da beleza: eram mulheres glamourosas e no geral, pessoas de bons sentimentos, com grande beleza interior também.

Mas passemos à vida real:  como elas, há imensas mulheres anónimas a que se pode, com justiça, chamar belas dentro dos tipos atrás citados. Umas com mais "imperfeições" outras com menos.



Depois (e alguns homens têm para isto algumas tabelas de classificação bem patetas) há as raparigas bonitinhas e as "raparigas giras" ou seja, aquelas que seriam chamadas bonitas se não fosse um ou outro pormenor que estraga o conjunto. Jackie Kennedy é um exemplo do tipo: seria uma beldade se não tivesse o rosto um pouco largo e os olhos um tanto afastados, mas compensava com uma elegância e charme sem limites. Jennifer Anniston, a meu ver é outro caso: não a chamaria "bela", mas é giríssima.

Muitas vezes, o "pormenor" ou "pormenores" passam despercebidos. Mas quando o"senão" é acompanhado de um "senão interior"... aí é mais complicado.





E dou-vos um exemplo muito claro disso...

Conheço duas raparigas fisicamente muito semelhantes, embora uma seja portuguesa e outra italiana, e a primeira tenha cabelo claro e outra escuro. 

Podiam passar por irmãs e no conjunto, sem serem "bonitas" no verdadeiro sentido do termo, têm o que se chamaria "boa figura": estatura média, figura elegante, cintura fina, algumas curvas, decote bonito; longo cabelo sedoso e olhos grandes. Ambas gostam de se arranjar e de cuidar da aparência. À segunda tiro-lhe o chapéu, pois já foi mãe e mantém-se impecável...o único detalhe que não as classifica como bonitas é ambas terem o queixo estilo Rumer Willis,  bastante proeminente e largo, que não se harmoniza com o resto...e os dentes do maxilar inferior ligeiramente recuados.


 Não que uma mulher precise de ter traços imaculados para ser bela, como vimos (e um queixo acentuado não impediu "raparigas giras" como Drew Barrymore de ter êxito)
 mas nestes dois  casos, é uma característica que se sobrepõe a tudo o resto na cara e que
 faça-se o que se fizer, não dá para modificar muito...paciência. No entanto, apesar disso, 
 a morena é mil vezes mais "bonita" e faz muito mais sucesso do que a outra, tendo inclusive casado bastante bem.


 E porquê? Porque é LINDA por dentro! Um anjo de rapariga: trabalhadora, meiga, boa esposa, boa mãe, boa profissional e óptima chefe, que nunca tem uma palavra ríspida para ninguém. Todos os seus modos são suaves e está sempre serena. Além disso, veste com muita classe e tira partido do que Deus lhe deu sem precisar de andar por aí meio despida. É estimada por toda a gente e se não tivesse saído muito cedo do "mercado" dos namoros, acredito que não lhe faltariam pretendentes.


Imagem via 

Já a outra, Deus a valha, coitada: é uma destravada de primeira, apesar de já andar nos 30 e muitos anos. Acha que para repararem nela é preciso andar mais despida que vestida, em poses questionáveis e sempre em bares duvidosos com outras solteiras desesperadas, exercendo inclusive má influência em algumas, mais jovens, que ainda poderiam ter remédio. Todos os seus discursos são de serigaita: isto é "top", aquilo "arrasou" ; a sua vida é discoteca-praia-ginásio e dramas de alcova. Em vez de realçar aquilo que a natureza lhe deu de bom (grandes olhos verdes, longo cabelo louro) ele é decotes e mini saias e cai cais e duck faces que só chamam mais a atenção precisamente para o que tenta disfarçar.

 Uma verdadeira cabecinha de vento com quem não se pode ter qualquer conversa que jeito tenha e que não faz por si nem pelos outros. Até digo mais:  tenho para mim que podia ser uma Claudia Schiffer, e ainda assim não iria muito longe com tão pouco miolo e respeito por si própria.

Bem dizia já não sei quem que nem todas podem ser "belas", mas ser elegante está ao alcance de qualquer uma. E isso faz toda a diferença...














1 comment:

Susana said...

E quem fala (escreve) assim não é gago. Subscrevo em género número e grau. Lamentavelmente como estamos numa época do vale tudo (e em tudo: desde estilo de vestuário, posições políticas e sociais e até em relacionamentos) torna-se mais difícil as pessoas valorizarem os bons exemplos ou tirarem partido deles mesmo quando são naturalmente abençoadas com algumas características positivas.Beijinhos Susana

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