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Wednesday, September 27, 2017

O karma usará saias?




Não que eu acredite por aí além no conceito de karma que ficou na moda invocar a propósito de qualquer desfeita, como se aqui no Ocidente fosse tudo budista. Acredito mais na justiça divina. Que às vezes é poética. 

E a figura da Justiça costuma ser pintada como feminina, o que me dá muito jeito para este post, ou seja: há dias dei comigo a pensar, muito divertida cá com os meus botões,  que a Justiça deve mesmo ser mulher.

 Já se sabe que os homens podem fazer muitas maldades e a sociedade, apoiada nas leis da natureza, dá-lhes um certo desconto, enquanto condena as mulheres se fizerem a mesmíssima coisa (simplesmente porque uma mulher, mesmo que seja assim para o feiota, não tem dificuldade em arranjar companhia de uma noite só; mas um homem, se quiser fazer outro tanto, já tens mais trabalho ainda que seja bonito. A natureza deu a homens e mulheres privilégios e dificuldades distintas: elas detêm as chaves da alcova, eles detêm as chaves do compromisso; cabe a cada um (a) saber usar as regras do jogo a seu favor, em vez de se amargurar com isso). 

De qualquer forma, deixem que vos diga: nenhum homem valdevinos fica sem troco. 




 Leis da Natureza ou da sociedade à parte,
 há homens que (ou de forma crónica, ou em certas fases da vida) se portam MESMO mal.




Com ajuda de mulheres desmioladas que estão pelos actos e depois choram e se arrepelam e dizem que eles as iludiram , é certo, mas essencialmente por culpa deles.

 No entanto, eles são tão malandros como azarados. E a Justiça Divina fá-los SEMPRE pagar as favas com juros. A sério. Nunca vi um homem deixar as suas velhacarias em dívida. Pode demorar, mas lá diz o poeta: não há fúria no Inferno como a de uma mulher despeitada. E se a Justiça é mulher, como julgo que é...bom, ela tem muito mau feitio e anda para aí danada.






Vejamos o destino trágico dos homens que fazem disparates atrás de disparates. Karma´s a bitch, meninos!

1- O baby daddy



Pecado: por baby daddy não se deve entender alguém que, enfim, casou mais do que uma vez e tem filhos dessas uniões ( a vida pode surpreender até quem leva o casamento muito a sério) mas uma figura típica dos bairros complicados que, com o relaxamento dos costumes, se tem banalizado até na aldeia. 

Ou seja, um mulherengo que anda com uma, anda com outra, vive com outra ainda em on e off e não contente com esse belo estilo de vida ainda arranja bebés fora do matrimónio aqui e ali. Juro pelas alminhas que há tempos conheci um rapaz, segurança numa boutique de luxo cá das redondezas, que tinha 12 filhos de 8 mães diferentes. Como é que ele sustentava aquilo tudo é coisa que me escapa...adiante!




O baby daddy é uma abelhinha que gosta de andar de flor em flor sem nunca assumir um compromisso honrado (nunca é demais frisar, acompanhado de mulheres da mesma estirpe que se sujeitam) e de espalhar florzinhas ilegítimas pelo jardim inteiro (por jardim, entenda-se bairro/ginásio/escola de dança/bar duvidoso que frequenta).




 E o pior do piorio? É que raramente os relacionamentos com as suas baby mommas são coisa encerrada no passado. Por norma, armado em sultão ou rei da savana, vai continuando a liaison com pelo menos uma ou duas odaliscas do seu harém, ou concubinas das suas cubatas, ou o que lhes queiram chamar -  que por sua vez se esgatanham entre si a ver se ele faz delas mulheres honestas. Jura a cada uma que as ex namoradas ou ex amigas coloridas promovidas a baby mommas são um pesadelo e que já não quer nada com elas, mas vai tendo cama, mesa e roupa lavada na casa de todas. E elas acreditam, fiadas em tão lindo príncipe...




Penitência: O resultado de tanta dança e falta de auto domínio é óbvio...vários pequenos fraldiqueiros com direito a tratá-lo por papá, com sérios daddy issues...e sem grande assistência (emocional, pelo menos) por parte do dito cujo. 




baby daddies minimamente conscientes das suas responsabilidades, há outros que não, mas em todo o caso é um fenómeno muito reles dos tempos modernos. E qual é o castigo do baby daddy (além de ter de lidar com pedidos de pensão de alimentos e processos de paternidade, claro)?

 É que está sempre metido em assados e confusões- ou como se vulgarizou dizer, baby mama drama. Volta não volta as baby mommas, depois de trocarem muitos insultos e muita bolachada lá entre elas, descobrem-lhe as carecas e viram-se a ele. O castigo de um baby daddy é ter de lidar constantemente com as suas várias baby mommas. Se uma mulher furiosa é o fim, imaginem várias...e umas quantas com mais um crianço a caminho, todas toldadas das hormonas! 




Isto para não falar que lhe é quase impossível arranjar um relacionamento estável com uma mulher séria, mesmo que arrepie caminho. Primeiro, porque ninguém está para aturar esse tipo de bagagem; segundo, porque com tanta pensão de alimentos, não lhe sobra dinheiro nem para mandar cantar um cego, quanto mais para saídas românticas como manda o figurino quando se quer conquistar uma rapariga decente e para planear uma vida a dois; e terceiro, porque as baby mommas fazem perseguição cerrada a cada nova "rival" que aparece. Uma vez baby daddy sempre baby daddy, não há volta. Bem feito.


2- O marialva que derrete tudo




Pecado: este marialva é um moço que (pelo menos quando está solteiro) é o terror das redondezas: ou porque sofreu uma tremenda desilusão com um grande amor e decidiu vingar-se conquistando impiedosamente uma correnteza de mulheres que despreza mal consegue o que quer, ou porque enfim, é bonito e rico e macho alfa e as serigaitas lá lhe facilitam a caça, ou simplesmente porque é parvo, a auto estima não lhe assiste e tudo o que vem à rede é peixe. Ou tudo isso junto.

 Party boy, tem por divisa "galdérias e vinho verde". E o vinho verde (mais o whisky, as imperiais, os shots e sabe-se lá o que mais) leva a muitas más decisões.


 O marialva-que-derrete-tudo não tem critérios estéticos nem de atracção: afinal, quem quer quantidade, rapidez e facilidade não pode ser esquisito. 

Mesmo que o Casanova seja bem parecido e/ou bem nascido, para a diversão qualquer vulgar criatura de saias serve, cougar ou caloira, loira ou morena, alta ou baixa:  desde que esteja pelos ajustes sem dar  trabalho e que não seja completamente hedionda à luz do álcool nem uma bola de unto com pernas, a ela como San´Tiago aos mouros. Assim como assim, não tenciona ficar por perto para ver melhor à luz do dia, nem sequer à luz da mesinha de cabeceira: usa as mulheres como quem gasta lenços de assoar e salta fora.



Um playboy inveterado pode ser um vigarista da pior espécie (dos que não respeitam os seus compromissos, caçam as namoradas dos amigos e prometem mundos e fundos às mulheres para sumirem na manhã seguinte) ou ter um código de ética ( só ser D. Juan quando está solteiro, não se gabar das suas aventuras, não difamar ninguém, não mentir, avisar que não procura nada sério, separar as mulheres que se dão ao respeito daquelas que facilitam, etc).




  Porém, se um é mau o outro pouco mais adianta: é sempre um infeliz sem grande respeito por si próprio, e um malandro que se aproveita das fraquezas alheias. Quanto mais não seja, aproveita-se da carência das mulheres desesperadas que julgam que ao lançar-se nos braços de qualquer estranho  encontrarão finalmente o príncipe encantado.



Por mais que ele até diga que nunca ilude ninguém, a verdade é que as mulheres não funcionam assim- acedem a uma ligação casual esperando fazê-lo mudar de ideias e rapidamente se enchem de ilusões românticas. E quando isso não acontece, quando ele deixa de responder às suas mensagens ou lhes diz na cara que desamparem a loja, as desgraçadas, enraivecidas com mais um par de patins, ficam verdes, entram em modo bruxa  e rogam-lhe pragas terríveis: ou seja, conjuram o coventículo das "migas", acendem o caldeirão da ladies night e vão para o facebook/twitter/instagram invocar maldições de tremer, estilo "what goes around comes around" . 




Penitência: Ao playboy de carteirinha assistem dois possíveis castigos. O primeiro é que nenhum homem é tão espertalhão como se julga e quem se rebaixa a companhias menos correctas está sempre exposto a pessoas de má indole que possam ser mais sacanas do que ele. 

 A certo ponto do percurso pode haver uma serigaita que (ou porque o apanha carente ou porque é mais fingida do que as restantes)  lá lhe dê a volta com muita lamuria, muita chantagem emocional e consiga passar de "miga" para as ocasiões a namorada oficial. Quando isso acontece, o pobre acaba por se ver preso a uma relação que não queria realmente, que rapidamente azeda -  com alguém que não pode levar a lado nenhum e que a sua família não aprova. Se for mesmo, mesmo mas meeeesmo azarado, a chica esperta engendra uma criancinha e no mínimo, o moço fica embaraçado para o resto da vida.




 O segundo cenário é que, ainda que tenha sorte, que decida parar de agir mal, que ninguém lhe deite o laço, que se desembarace de tais assombrações do passado e que encontre a mulher dos seus sonhos - a única por quem é capaz de se reformar e com quem quer assentar (lá diz o sábio povo que os homens só se portam bem pela mulher que querem mesmo) - a fama precede-o e pode estragar tudo.




 Afinal, qualquer jovem de família, que passou a vida a portar-se decentemente e nem sonha que tais escândalos existem, vai sentir-se chocada ao saber de semelhantes destemperos. Depois, o marialva ficará surpreendido por ver que encontra resistência: habituado como está a conquistar mulheres que não têm por onde escolher e que se viram do avesso por um olhar dele, não sabe lidar com mulheres exigentes, dignas, acostumadas a ser cortejadas e trazidas nas palminhas pelos seus pretendentes. Com tudo isso, o marialva passa a sofrer de amor como fez sofrer outras pessoas, tendo de penar muito se quiser levar a sua avante.

 Mas não é tudo: afinal, teu passado (e tua rede social) te condena. Por muito que tudo corra pelo melhor e que o amor vença...por  mais que ele se torne num cavalheiro digno de toda a confiança, acima de toda a suspeita, cortando totalmente com as companhias e hábitos de tempos idos; ainda que a mulher da sua vida lhe saiba a crónica toda e consiga engolir o sapo; mesmo que acredite que "todo o santo tem um passado e todo um pecador tem um futuro", e que  "os homens são como o ouro, se cair ao chão lava-se e fica novo", mais cedo ou mais tarde vai ficar a saber mais em detalhe a quantidade e pior, a qualidade das criaturas com quem ele se envolveu e ter um fanico.




 Ou porque lhe contam, ou porque encontra refundido nos confins da internet, dos papéis ou do telemóvel da cara metade algum testemunho amargurado de serigaita usada e deitada fora. E zás, há cena. Vulgo "o quê, com este estafermo/ esta múmia/este trambolho? Mas como é que ele foi capaz, como? O que é que isto diz de mim?".




 E se a menina não fizer as malas e sair porta fora é uma sorte...Pimba, a praga rogada há tanto tempo no convénio das "migas", a prece da fêmea rejeitada às cruéis Fúrias Vingadoras... tardou mas não falhou. E o pobre marialva reformado lamenta a diversão fácil que anos antes não lhe custou nada nem nos brios, nem na consciência. Cá se fazem, cá se pagam!






3- O infiel



Pecado: este dispensa apresentações. Pula a cerca porque toda a vida foi mulherengo, femeeiro e não sabe parar quando está comprometido/casado, sempre em modo "a galinha da vizinha é melhor que a minha";  ou então, pula a cerca porque não fazia grande sucesso com o sexo oposto quando era mais novo e lá se comprometeu com a primeira ou segunda namorada que arranjou mas entretanto começou a achar que se calhar não viveu a vida ao máximo e que agora é que teria sorte com as mulheres; ou simplesmente, dá as suas facadinhas porque/quando a ocasião se apresenta. 



Um traidor pode ter diferentes motivações, ser sempre assim ou ter fases; pode gostar de manter várias doidivanas no seu serralho com quem se diverte em modo descartável, sem o mínimo sentimento envolvido...e ao mesmo tempo, uma mulher troféu para apresentar ao mundo e ser mãe dos seus filhos; ou ser um pinga amores que se apaixona em série por uma e outra enquanto a cara metade, coitada, nem sonha, ou se sabe e lhe faltam os meios/ coragem para o pôr a marchar, tenta em vão segurar o barco em modo mulher da luta. E não esqueçamos aqueles que, tendo sido minimamente sossegados, de um momento para o outro têm uma crise de meia idade e fogem de casa porque se acham apaixonados por uma maluca qualquer.

 Em todo e qualquer caso, o que distingue todo o infiel (além de uma tremendaça falta de ética, de palavra, de respeito e de amor próprio) é a ausência de hombridade e a vontadinha de ter sol na eira e chuva no nabal.



No fundo, todo o infiel é um cobardolas: o que ele gostava mesmo era de ser um marialva (ver acima) e fazer horrores sem dever nada a ninguém, mas falta-lhe firmeza e valentia para se lançar sozinho no mundo, sem apoio emocional nem uma mulher garantida todas as noites. 

É que, mal ou bem, um marialva (por mais êxito que tenha nas suas conquistas) acaba por passar algum tempo sozinho;  e, se for sincero com o mulherio, por enfrentar as consequências da sua má vida. Há sempre mulheres que não estão pelos ajustes quando não há promessas. 




Mas um traidor não tem tais incómodos: afinal alguém que mente, que age pelas costas, não precisa de se ralar com nada disso desde que não seja apanhado. Ilude a amante e ela fica toda contente; é amoroso com a legítima e como ela não desconfia ou tem medo de descobrir, ele lá continua a ter a papinha feita, a roupinha passada, uma companhia para levar aos eventos sociais, etc.


O infiel é assim porque quer o melhor dos dois mundos: estabilidade e liberdade ou melhor, libertinagem. Sem contar com atenção a dobrar ou a triplicar...e com a adrenalina de viver perigosamente. Espertalhão este menino, hein?



 Penitência: bem se diz por aí, "o homem que engana uma boa mulher com uma criatura de mau porte merece ficar com a meretriz que arranjou". E é certinho. Isto pode acontecer de diferentes maneiras, mas o resultado é sempre igual. 

 Ora porque o malandro mentia bem mas a sorte acaba-se e a legítima não perdoa nem o primeiro deslize (abençoada!) ou porque era useiro e vezeiro em fazer tropelias e a pobre coitada perdoou setenta vezes sete porque tinham filhos e hipotecas e etc mas enfim, tantas vezes o cântaro vai à fonte que algum dia lá fica a asa e há sempre uma gota de água que faz transbordar o copo...long story short, mais tarde ou mais cedo o
 traidor vê-se de malinhas à porta e com as despesas do divórcio/complicações da separação às costas. 



Ao início o gandim pode ficar um bocado desorientado com tudo isso, para a seguir passar uma fase em que goza a tão sonhada liberdade. E aí entra, ou tenta entrar, em modo marialva-galdérias-e-vinho-verde. O pior é que primeiro, ele não foi habituado a balouçar no trapézio sem rede; não está acostumado a fazer porcaria sem ter uma ingénua para quem voltar ao final do dia.

 E segundo, falta-lhe o savoir faire e espírito de lobo solitário do marialva. Rapidamente vê que não faz tanto sucesso como julgava, que o mundo lá fora não está povoado de estrelas do cinema adulto como ele fantasiava lá na sua cabeça e que até os marialvas se sujeitam a andar com mulheres que só se toleram sob o efeito de uma grande carraspana (ver acima)...em suma, teria ficado melhor se ficasse quieto! Afinal, tinha melhor em casa! A vida de aventura não é para ele - se fosse, teria ganho coragem mais cedo.


Entra então em modo pesaroso e eventualmente tenta voltar atrás - amiúde, levando com a porta na cara. E que faz então, coitado? Lá se põe no mercado em busca de outro relacionamento. Só que como o "mercado" é complicado e quem está carente não selecciona bem, quase sempre acaba por ter de se arrumar com uma que não chega aos calcanhares da primeira - ora uma serigaita que se aproveita dele e lhe faz a vida num inferno, ora uma mulher também separada, traumatizada e cheia de vícios por ter aturado outros iguais a ele. Em suma, fica ali uma casa bem montada.


O outro cenário comum é o do homem que troca a namorada ou a esposa pela amante,  por uma das suas "amigas coloridas", pela criada/nanny ou por uma colega de trabalho.

Esse (como falámos em detalhe aqui) ainda se costuma arrepender mais depressa, simplesmente pelo facto de uma mulher que aceita relacionar-se com um homem comprometido ou casado não ser, por princípio, uma senhora que se leve a sério ou pessoa de moral sólida..isto quando não é uma interesseira para começar. Nas horas vagas, tudo muito lindo; mas como companheira dos bons e maus momentos, não funciona. 



Não raro, até aquilo que o atraía na amante rapidamente desaparece porque uma vez achando-se com o pássaro preso no laço, a mulher fatal descuida-se e já não se rala sequer em se pôr bonita nem em seduzi-lo. A paixão esfria e fica apenas uma mulher cheia de defeitos, com a agravante de não ter ética nenhuma. Isto se tudo correr pelo melhor - porque muitas não se ensaiam de lhe dar a provar do próprio remédio traindo-o com o Carlão do ginásio ou o Ricardão da contabilidade. Quem não respeita os compromissos alheios, é de esperar que respeite os seus próprios votos?

Mas há casos ainda mais trágico-cómicos e garanto-vos que não inventei (não preciso de ser criativa, basta conhecer muita gente e andar por aí de orelhas arrebitadas). Por vezes a justiça divina é ainda mais rigorosa e parece detestar os traidores de forma particularmente visceral.

Conheci um senhor que sempre tratou a esposa (que o adorava doidamente e o tratava como um rei) com um certo desprezo. Quando apanhou os filhos crescidos, fez o que há muitos anos ameaçava levar a cabo,ou seja, pôs-se a andar com uma rapariga que nada tinha de bela, mas jovem e com quem (achava ele) tinha mais em comum cultural e socialmente falando. A esposa abandonada sofreu imenso, mas dali a nada quem se lamentou foi ele. 



A nova mulher, chica esperta e mandona, tratava-o com três pedras na mão e fez-se fria como um bloco de gelo. Fazia dele gato sapato...enfim, tanto o atormentou que dali a nada o infeliz se finou com um enfarte, e a criatura era de tal forma ruim que ainda arranjou maneira de engendrar complicações com as heranças. Uma autêntica megera...no enterro foi mais chorado pela ex mulher do que pela viúva alegre!
 Passaram uns anos e do nada, sem que ninguém sonhasse, a primeira esposa recebeu uma herança milionária de um parente afastado. E ei-la rica, com a sua vida refeita ao lado de outra pessoa e com a estima de toda a família, incluindo dos parentes do ex ingrato. Só não é inteiramente feliz porque coitada, era uma santa e continua com pena do defunto! Quanto a esse lá deve estar às voltas no purgatório, menos incomodado pelas chamas e pelas correntes do que por se sentir muito estúpido.



Portanto, minhas senhoras, vejam que nenhum maroto passa impune e consolem-se com essa certeza. E cavalheiros, tratem de se emendar enquanto a procissão vai no adro, porque amanhã pode ser tarde demais...


***(Nota: só para não dizerem que tenho dois pesos e duas medidas, hei-de fazer uma versão do karma de calças, porque esse também existe para castigar as más mulheres- e é bem justa. Está prometido).



1 comment:

Susana said...

Sissi se lhe contasse o quanto o que escreveu é real! Lol sou testemunha karma's a bitch beijinhos

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