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Friday, October 20, 2017

Whoa, Nelly Furtado! (de como os 30 podem ser maravilhosos...ou uma maçada).


 Nelly Furtado, que tinha andado sumida desde os seus últimos grandes sucessos, reapareceu recentemente em público com um visual muito diferente daquilo a que nos habituou: o seu palminho de cara continua igual, mas de resto está bem mais rechonchuda, com as madeixas negras num corte pixie e -como posso pôr isto delicadamente?- ataviada em roupas ora estilo "matrona" ora demasiado reveladoras, que não vão bem às suas novas "redondezas".





Parece que a cantora luso canadiana teve pouca sorte (ou poucas cautelas) ao chegar aos 30 e muitos. Fiquei um pouco triste por ela, mas não posso dizer que a metamorfose me surpreendesse por aí além.

 Eu explico: primeiro, porque Nelly, como tantas raparigas portuguesas, esteja mais gorda ou mais magra tem uma silhueta de pêra (sempre reparei nesse detalhe, não me perguntem porquê...vício profissional). 




Ou seja, ombros estreitos, peito pequeno a médio, torso esguio, cintura vincada q.b., braços elegantes, e em contraste, pernas, glúteos e ancas mais fortes. E quanto ao biótipo de cada uma, nada a fazer: é preciso trabalhar para manter o que a Natureza deu.




 A silhueta de pêra pode ser esbelta ou mais cheia, ter uma cintura pequenininha ou nem tanto (vide Rihanna) e dentro das duas apresentar uma diferença mais ou menos acentuada do tronco para os membros inferiores. Este é o caso de Nelly, e um tipo de corpo complicado de manter. 




Um deslize e zás! Lá vai tudo para pernas, coxas e derrièrre. O rosto fino de Nelly também ajudou sempre a dar a  ilusão de ela ser mais magrinha do que na realidade era (não que e isso seja defeito, atenção). Depois, Ms. Furtado é bem portuguesa, baixinha, feminina e bonitinha - o que também tem os seus desafios, tanto em termos de fitness como de styling.





Segundo porque benza-a Deus, Nelly Furtado foi abençoada com uma carinha laroca, uns olhos lindos, boa voz e carradas de talento (adorei os seus dois primeiros álbuns e o seu estilo folk; só nunca lhe perdoei aquele disparate de canção da Promiscuous Girl...não  tanto pela imoralidade da coisa mas por a porem a rebolar-se sem grande vontade/ritmo/sensualidade natural, e por a música ter uma letra mesmo sem jeito nenhum - quem é que é sincero ao ponto de tentar sacar uma rapariga num bar dizendo-lhe "anda cá miúda promíscua, que eu sinto-me sozinho?" . E daí já não digo nada...) 




Porém, no que concerne à elegância das toilettes a cantora nunca foi assim tão dotada e devia ter contratado um stylist competente desde o início.




Nunca se soube vestir para o seu tipo;  havia sempre ali um pouco de desalinho, de gosto duvidoso e de pouca noção das proporções, mesmo quando estava magra. 



Comenta-se que um divórcio complicado e alguns quilos a mais depois de ter sido mãe sejam a causa desta mudança, mas eu acho que já era de prever que o cenário não melhorasse com o passar dos anos, a não ser que entretanto a artista se fizesse rodear de profissionais capazes.




A boa notícia para Nelly Furtado é que o "estrago" tem remédio...isto se não engolir esse disparate da "beleza real" que alguns fãs se apressaram a recomendar: as suas feições não incharam nem endureceram, rugas ainda não tem, felizmente não se pôs com intervenções estéticas que lhe alterassem irremediavelmente os traços e parece-me que os quilos a mais são mesmo daqueles "balofos" tipo ar e vento, que desaparecem rápido com dieta e exercício adequados.




 Depois é só deixar crescer o cabelo, por amor de Deus que assim parece uma dona de casa aldeã ou uma feminazi (cabelo curto até pode funcionar em algumas mulheres, mas quando se engorda é mesmo péssima ideia; como ela ainda por cima tem o rosto magro, parece que o corpo fica grande em relação à cabeça) e contratar um stylist digno desse nome que lhe escolha a roupa. 

Outras (como Kelly Clarkson, que desatou a engordar sem remédio ainda nos vinte, Lindsey Lohan, que rebentou com a pele e o resto graças à má vida ou Jessica Simpson, que vive num permanente "efeito sanfona")  não terão a mesma sorte.


Kelly Clarkson

No entanto, há imensas mulheres que se conservam bem ou que nem perderam o seu ar de meninas- exemplo disso são Adriana Lima, Priyanka Chopra, Bianca Balti, Amanda Seyfried, Jessica Biel, Mila Kunis, Jessica Alba, Miranda Kerr ou Blake Lively.


Mila Kunis


Pois é. Os trinta são uma idade complicada para qualquer mulher, seja ela famosa e rica ou a comum das mortais. Podem ser a melhor fase da vida  (a "segunda juventude", se quiserem) ou uma época de transformações indesejadas.

Podemos dizer que os 30 são o que se faz com eles. Ou a factura viva do que se faz antes e durante.

Há quem diga que a beleza de uma mulher atinge o seu auge por volta dos 31 anos, quando as "redondezas da adolescência" afinam definitivamente e as feições se tornam mais distintas, mais polidas, mais femininas.




Por volta dos vinte e muitos/trinta e poucos, uma mulher (se prestou a devida atenção e cuidou de si própria como era suposto) também já aprendeu, à custa de muita tentativa e erro,  qual é a alimentação, o exercício, as rotinas de beleza e o styling que a favorecem, assim como as comidas/hábitos e roupas/maquilhagem a evitar.


Priyanka Chopra

Tudo isso, associado a uma boa genética, faz com que certas mulheres cheguem aos 30 tão ou mais belas (e mais seguras de si) do que eram aos 20. Ou mesmo que as pessoas se admirem quando sabem a  idade de algumas, jurando que não lhes dão mais que 25 ou 28.
Bianca Balti

 Não esqueçamos ainda a sabedoria que é suposto ter-se ganho, um maior poder de compra e certamente, gostos e hábitos mais sofisticados- em suma, um conjunto de factores que contribui para que se seja uma mulher, e não mais uma rapariga.


Há até certas jovens que, nunca tendo dado nas vistas pela beleza e/ou pela elegância quando eram mais novas, chegam a esta idade e desabrocham.

Posto isto, é preciso não descansar nos louros estar ciente de que ao apogeu pode 
seguir-se um rápido declínio ( mesmo nos dias de hoje, em que supostamente os 30 são os novos 20 ) se não houver muitos cuidados, bastante esforço e um bom equilíbrio entre a vaidade e o bom senso: ou seja, jamais tentar competir, nas vestes, nos modos e nos hábitos sociais, com as meninas que mal chegaram à faculdade.


Jessica Biel


Com as alterações hormonais, o stress de gerir carreira, casamento e filhos, a gravidez... a mulher de 30 anos tem diante de si uma corrida de obstáculos e precisa de saber fazer gincana se quiser manter-se igual a si própria. Munindo-se disciplina e conhecimento, tudo se consegue. Lá dizia a outra: como ser elegante? Querendo-o!


Amanda Seyfried, este ano (e de esperanças)

 Depois, há as mulheres que são precisamente o contrário e fazem jus àquele dito machista: "os homens envelhecem como o vinho, as mulheres azedam como o leite"*1**.


 Umas, porque não eram realmente bonitas nem bem feitas - passavam por engraçadinhas graças à frescura da primeira juventude e compunham o ramo com um grande cabelo, roupa reduzida e muita maquilhagem. Depois ou se desleixaram, ou a má genética mostrou a sua verdadeira face e nada se fez para a contrariar,  ou pagaram a factura dos excessos (sol, noitadas, álcool, instabilidade amorosa, junk food, demasiada maquilhagem e cuidados nulos com a pele, etc) e os artifícios, se é que se dão ao trabalho de os manter, já de nada valem.


Jessica Simpson, sempre no estica-encolhe

Outras, porque tendo sido realmente belas aos 20 (traços bonitos, corpo bem proporcionado, boa estrutura óssea, boa pele...) e com o potencial genético para se manterem assim, ou tiveram azar (dificuldade em recuperar após um filho ou dois, problemas de saúde graves) ou exageraram até aos 20 e muitos anos, julgando que nunca nada lhes pesaria: demasiado sol, demasiados copos e cigarros, desgostos amorosos, má alimentação, vida desregrada, desgaste emocional, muita madrugada a festejar até às tantas e a dormir com camadas de maquilhagem, etc, etc, etc.


Balzaquiana em modo "oh tempo volta para trás"

Em ambos os casos, tanto na rapariga engraçadita que perdeu a graça como na beldade que está uma sombra de si própria, é invariavelmente algo triste de se ver. 

A derrocada da beleza faz sempre impressão, especialmente se a mulher em causa está sozinha (e não por opção, ou não vive bem com isso) e carece de bom senso para parar, pensar, lidar com a realidade como ela é e dar a volta à situação. 



Não é muito agradável quando uma mulher que foi linda desleixa a sua feminilidade, ficando transformada apenas em "esposa, mãe e profissional" . Porém, mais deprimente ainda é ver  uma beleza fanada que "ficou para trás" à conta das suas doidices, e que agora vive desesperadamente agarrada aos seus anos de caloira, que se veste como vestia aos 20 e frequenta os mesmos bares dos velhos tempos, tentando desesperadamente competir com as mais novas por umas migalhas de atenção do sexo oposto.




Como ainda não há, pelo menos que se saiba, uma poção milagrosa da eterna juventude, o único remédio é a combinação de serenidade,  esforço e bom senso.

 Quem se preveniu aos 20, tem de redobrar agora os trabalhos- boa hidratação e limpeza da pele (nem todos os bons produtos precisam de custar couro e cabelo; um creme de contorno dos olhos razoável, usado duas vezes por dia, faz melhor efeito do que um caríssimo aplicado uma vez por festa) descanso q.b, cautelas ao quadrado com o sol, equilíbrio emocional, adaptar/intensificar a rotina de fitness, encontrar ou ajustar a dieta adequando-a às necessidades individuais, visitar um bom nutricionista e endocrinologista (já que muitas mulheres nem sonham o mal que as hormonas desarranjadas lhes podem fazer à beleza) e encontrar um look para os seus trinta.


A maquilhagem e o styling não têm de mudar completamente, mas além de ser bom actualizar-se, há inegavelmente um visual para os 20 e outro para os 30. A diferença é subtil, mas existe.




Quem não se cuidou, saiba que ainda vai a tempo: nem todos os danos são irreversíveis. Um bom dermatologista faz muito mais pela auto estima do que trapinhos reduzidos, e não nos esqueçamos de que "somos aquilo que consumimos".

Os vinte já não voltam, mas em boa verdade essa foi uma época de descoberta e incerteza. Quem consegue estar fresca e airosa aos 30, não sente a falta dos seus primeiros anos de adulta, porque agora há tantas mais coisas a desfrutar - uma carreira cheia de desafios, uma família (ou a possibilidade de a constituir em breve), amizades mais sólidas, roupas mais requintadas...é um admirável mundo novo!

Essencial é largar a preguiça, o vitimismo e a auto-negação. Nem dizendo "fazer o quê, o tempo passa", nem achando que nunca passou e que não é preciso fazer nada contra isso...

dizia uma autora muito sábia:Uma mulher deveria tornar-se cada vez mais bela até alcançar a sua beleza definitiva, que manterá a partir daí...".


(*1**sendo que também há homens que azedam depois dos 30 e bastante, mas isso é assunto para outras núpcias).


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