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Sunday, November 12, 2017

De Príncipe Encantado a Carlão numa só passagem de tesoura.




Há algum tempo, a minha cara metade deu em achar graça (isto rapazes...) a Blood Drive, uma série doida de todo do canal Sy-Fy que é assim uma espécie de mistura entre Mad Max (nos carros e no tema pós apocalíptico) Spartacus e/ou 300 (na fotografia, na banda sonora e nas cenas de luta)  The Walking Dead (na violência e tripas a saltar) e The Evil Dead (na maluqueira). Não contente com isso, achou que era uma coisa gira para vermos juntos. 



Sinceramente, prefiro quando lhe dá para os filmes da nossa infância ou documentários sobre os romanos, a II Guerra, os sumérios ou os egípcios, mas enfim: a série não é má de todo. A premissa é perfeitamente estúpida (corridas de carro mortais estilo Ben Hur do futuro em que os motores são movidos a sangue humano) mas consegue, apesar de ser tão over the top, ter piada, precisamente porque não pretende ser séria.


O "Cavalheiro": adorei esta personagem, claro.

 Blood Drive alude a todas as referências atrás citadas, tudo coisas de que gosto ou de que ambos gostávamos em pequenos. Tem uma fotografia excelente, personagens apelativas, gente bonita e uma boa banda sonora com Marilyn Manson e por aí.




 O casal de protagonistas é lindo (com a bonita espanhola Christina Ochoa e um Alan Ritchson que faz lembrar os galãs de cinema de antigamente) e há outras personagens interessantes, como "O Cavalheiro" (um dos concorrentes- um assassino sádico do mais elegante, snob e toff que há ) ou Julian Spink,  mestre de cerimónias daquele circo todo-  figurão larger than life com um guarda roupa Steam Punk invejável. 




Enfim, consegui ver sem me maçar, apesar de lá pelo meio a história ficar completamente sem pés nem cabeça.




Ora, por essa altura, o protagonista Arthur, um bom polícia, lá acaba por se adaptar naquele mundo de doidos e, para sobreviver, assume o papel de um super campeão das lutas de carros- espécie de Cristiano Ronaldo lá do sítio. Acto contínuo muda de visual, trocando a farda por um biker jacket de cabedal cheio de picos e t-shirts justinhas, e o seu corte de cabelo giro e normal por...uma crista a modos que oxigenada. Tipo Carlão.




Achei graça ver como a transformação foi imediata, com ou sem casaco de picos. Com um cabelo curto banalíssimo? Rapaz bem parecido, bem sucedido, responsável, de confiança, que qualquer rapariga de bem gostaria de apresentar aos pais. Com a poupa? *voz do Diácono Remédios* Sai-te, Carlão dos infernos, baladeiro kizombeiro, porteiro de danceteria duvidosa movido a esteróides, conquistador das "migas" e das Sheilas Priscilas, desaparece. Não andes por aqui a desencaminhar as pessoas.




Que quanto a mim, nem desencaminharia ninguém (ninguém de jeito...) porque perdeu metade da beleza. 

Por aqui se vê como um simples penteado, um detalhe, pode modificar (para pior) a imagem de alguém. A boa notícia é que as coisas se desfazem do mesmo modo que se fazem: face a uma desgraça dessas é só voltar a pintar numa cor humana e sofrível, pentear para o lado rezando para que passe por um corte à Universidade de Princeton e apagar quaisquer registos fotográficos que tenham ficado de tal disparate. Problema resolvido.


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