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Thursday, November 30, 2017

Força, Athina Onassis: a paciência tem limites.



Há dias fiquei contente pela mega-milionária Athina Onassis, que finalmente acordou para a vida, chamou a si a esperteza/ mau feitiozinho do seu avô Aristóteles e correu com o marido alpinista social e traidor.

 A menina, que ao que dizem tem tanto de simples e "boa serás" como de rica, pagou bem caro a ingenuidade juvenil de se ter envolvido com o seu treinador de equitação: um homem comprometido, muito mais velho, superficial, ambicioso e já com uma filha de um anterior relacionamento. Disparates de uma rapariga de 18 anos: Doda Miranda, o seu marido brasileiro, terá arranjado uma ou mais amantes assim que se apanhou de papel passado e sentado nos milhões.

Honra lhe seja feita, o rapaz não foi uma completa má influência. 
Apesar do seu perfil de Casanova das cavalariças e de ser ganancioso todos os dias (na altura em que deixou a mãe da sua filha por Athina, a ex foi categórica em afirmar que era tudo por dinheiro e que Doda dissera várias vezes que a sua aluna era "feia" e "gorda como um elefante"), depois de casar, incentivou-a a ter orgulho na sua ascendência grega e a bater o pé ao pai, que tentava pôr e dispor de tudo contra a vontade dos conselheiros da Fundação Onassis...




A história é longa e rocambolesca (pelo meio a ex namorada de Doda e mãe da sua filha suicidou-se, acrescentando mais uma página à "maldição" Onassis e deixando à rival, por herança, a educação da enteada e de outro filho de um anterior relacionamento- uma confusão).

De todo o modo, a herdeira demonstra ter amadurecido e revela uma sagacidade, auto estima e presença de espírito que sempre faltaram à sua destrambelhada e pobre (apesar de riquíssima) mãe, Christina.

 E deixem-me dizer-vos que isso me parece um verdadeiro milagre. Aliás,  com os antecedentes que tem seria um milagre a rapariga ter ficado minimamente sã e escorreita das ideias, quanto mais.

Athina é da minha idade, mais coisa menos coisa; lembro-me de ver nas revistas do social das minhas tias as idas e vindas dos seus pais e de ter imensa pena da pobrezita. Ser criada pela amante do pai depois de o divórcio dos progenitores ter contribuído para a mãe se finar antes do tempo devia ser dose - fazia-me uma impressão tremenda!


Os pais de Athina: o playboy Thierry Roussel e a herdeira Christina Onassis

Porém, Athina terá boa natureza e uma cabeça muito assente nos ombros: parece que superou isso tudo e que está feita uma rapariga elegante e esperta como a raposa do seu avozinho: antes de pedir o divórcio, reuniu pacientemente todas as provas da traição do respectivo. E antes disso já tinha passado as palhetas ao papá ganancioso, recuperando o controlo da sua fortuna.


 Não brinquem com Athina, que ela é cá das minhas: caladinha e discreta, mas ainda a procissão vai no Adro, já ela topou todas as maroscas e tem um plano em andamento. Respect.

 Com os anos e algumas intervenções estéticas (apesar de ser mais dada a cavalos do que a vaidades) ficou até bonita:  herdou os grandes olhos da mãe, mas a compleição mais clara, a estrutura mais elegante e os traços finos do pai e da avó materna (que era uma grande beldade). Bom para ela. Espero que agora abra a pestana e faça um casamento decente.


A mãe e a avó de Athina Onassis: Christina Onassis e Athina Livanos


Palavra que não percebo estas herdeiras: com uma fortuna tão descomunal, ligações privilegiadas e uma figura aceitável, Athina Onassis podia encontrar marido numa Casa aristocrática ou real, ou entre famílias respeitáveis da alta burguesia ou sei lá, se estivesse virada para algo mais criativo, com alguma estrela de Hollywood ou do desporto. 

Mas não- estas meninas ingénuas ouvem toda a vida "tenha cuidado, que há muito mariola que só a vai querer pelo seu dinheiro" e em vez de procurarem o amor em quem já tem dinheiro de sobra, embeiçam-se pelo primeiro pelintra que aparece ( que por cálculo de probabilidades, é muito mais certo que esteja interessado no vil metal, não?).





É de esperar que a menina Onassis tenha aprendido com este tropeço e não siga o exemplo da mãe, que vivia num constante casa-separa com caçadores de fortunas. Tenho para mim que não será o caso: Athina é, para começo de conversa, mais bem parecida, menos vulgar, mais delicada... e mal ou bem, teve uma infância minimamente estável.

 A sua mãe, Christina Onassis, foi um verdadeiro case study sobre TUDO aquilo que uma mulher NÃO deve fazer com a sua vida. Pensei em incluir a história dela aqui, mas depois achei que Christina vai dar outro post, em tópicos




Multimilionária, estragada com mimos e carente de afecto, Christina teve o azar de não ser uma beleza (mas podia ter-se tornado numa mulher com bastante encanto e cheia de estilo, se tivesse cabecinha e ouvisse os conselhos da madrasta, Jackie Kennedy) e de a família, além de não a tratar da melhor maneira, ter morrido toda de repente, no momento em que ela mais precisava de apoio. 



Nunca soube lidar com os homens, mas não sabia estar sozinha. Era um verdadeiro retrato-robot da mulher desesperada. Esmagada entre as tragédias que não estava na sua mão evitar e as que podia ter evitado, acabou por morrer tristemente aos 37 anos, quando começava a encontrar alguma alegria e sentido para a vida nos negócios e na educação da filha.

Athina Onassis é filha da sua mãe mas (sorte sua) aparenta ser muito mais neta do seu avô. Estimo sinceramente que venha a encontrar a felicidade porque, ao que se sabe dela, é de facto boa pessoa. Até ver, já demonstrou um valentíssimo assomo de esperteza e dignidade feminina, e isso não há dinheiro que pague. Ou não tivesse ela o nome de Atena, a deusa da Sabedoria e da Guerra que - só por acaso - era solteira. Antes só que mal acompanhada, e só quem sabe estar bem só pode andar bem acompanhada no futuro.

2 comments:

Márcia de Oliveira said...

Parabéns pelo Post. Faço minha as suas palavras.

Márcia de Oliveira said...

Evero.

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