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Friday, December 8, 2017

Dica para bem viver: a táctica da "Música no Coração"



Há uns anos passei um período mais conturbado e (eu que costumo levar tudo com bom humor e nunca gosto de dar parte de fraca) sentia, verdadeiramente, os meus nervos esfrangalhados e os meus pobres neurónios à beira do chilique. Enfim, coisas que sucedem quando damos atenção a pessoas/situações malucas. 

Na altura tive de arranjar remédio... e isso incluiu inventar uns mecanismos de defesa, ou estratégias mentais, para lidar com aqueles momentos de ansiedade. Um deles pode parecer óbvio (e bastante tonto)  mas ajudou-me tanto que ainda hoje emprego essa técnica quando me sinto nervosa, negativa, receosa ou coisa que o valha.

Era assim: sempre que os meus pensamentos iam numa direcção desagradável, que qualquer memória involuntária me assaltava e me deixava maldisposta, eu tentava concentrar-me imediatamente numa das minhas coisas favoritas- tal e qual como a Maria do filme "Sound of Music".




O conteúdo da mentalização não era muito importante per se, desde que me ocorresse instantaneamente e fosse algo de concreto: uma imagem tão fofinha, divertida ou entusiasmante que conseguisse inverter automaticamente as vibrações negativas em crescendo. Podia ser uma recordação (geralmente, alguma daquelas peripécias de infância que nos fazem rir, mesmo sem querer, quando as contamos) algo do dia a dia (as gracinhas dos meus gatos, por exemplo) ou um objectivo (uns sapatos de designer que tencionava comprar, um vestido bonito que tinha de ir buscar à costureira, qualquer coisa).




Posso dizer que isto me salvou de me afogar em sentimentos deprimentes. Por isso, ganhei o hábito de ter alguns álbuns no Pinterest (e no meu telefone) cheios de imagens que me fazem feliz: seja de gatinhos, bebés giros,  corujinhas fofas, raposinhas com caudas felpudas e poneizinhos, seja de penteados e maquilhagens que tenciono experimentar ou de carteiras Chanel, vestidos Dolce & Gabbana ou viagens que estão na minha lista. 





Quando não tenho nada que fazer (ou se sinto que tenho algumas tarefas stressantes pela frente e que estou a entrar em modo "atrofiadinha" e "cara de tacho") detenho-me por uns momentos a olhar para essas figuras, só porque sim, e sinto o meu espírito a levantar-se de imediato, interrompendo o ciclo de aflição e desligando o complicómetro.

É como fazer um reset aos pensamentos, tendo uma tela neutra para nos organizarmos melhor.

Se andam à beira do colapso, experimentem, que funciona. Afinal, a Maria é que sabia.

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