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Saturday, February 25, 2017

Gravidez não é desculpa.

Mosquiteiro na cabeça e lingerie escolhida às escuras...
hormona da pinderiquice em amok.


Quando há dias me chegaram ao feed de noticias aqueles retratos medonhos da Beyonce embarazada de gémeos em preparos pseudo renascentistas, pensei, acto continuo: zás, temo-la bonita. 
Agora é que vai ser um fartar vilanagem de imitações baratas.

Isto porque, como imaginam, se a Beyonce pode, o serigaitedo vai todo atrás. Se for preciso até larga a manutenção das unhas de gel, deixa a aula de afro latinas a meio e esquece "o comer" a torrar na Bimby (ignoro se a Bimby queima a comida, desculpem...) para chegar ao fotógrafo de esquina mais próximo antes das outras grávidas suas "migas".





 Em boa verdade, não será muito justo chamar imitações baratas aos humildes books-sensuais-para-gestantes que tentem, de futuro, imitar a "Queen Bey": o original, fora um ou outro dos retratos aquáticos, já grita que chegue "Foto Pires, casamentos, baptizados e books fotográficos".

O que interessa para o caso é que este tipo de "produção", que tem proliferado por ai a despir certo femeaço em estado de graça (estado esse amiúde fruto de relações casuais e/ou disfuncionais, assinale-se...) já era mau que chegasse sem a ajuda de uma celebridade toldada das hormonas. Que isto, Beyonce numas alturas até tem bom gosto, noutras nem por isso, mas tenho para mim que em muita mulher de esperanças a hormona da pinderiquice se desarranja em modo turbo.



Oh mulher, deixe o estendal da roupa em paz, olhe que vira dai abaixo.


Claro que para isso,  é necessário que tal hormona já lá esteja, ainda que em menor grau. Não creio que  a gestação, só por si, transforme pessoas de bom senso e de gosto em pindéricas, desleixadas ou alminhas sem noção do ridículo.

Mas quando às emoções exacerbadas por um organismo em mutação se junta a normalização do mau exemplo (através dos media e das redes sociais) mais alguma ociosidade, péssimas companhias, um pai da criança ausente ou banana/trouxa, falta de sensatez de familiares e vontade de dar nas vistas, o resultado pode ser explosivo em quem tenha a menor condescendência ou tendência para pôr o pé no chinelo.

Em quem já é naturalmente parolinha, é uma tragédia. Em quem até não é muito, mas tolera, pode ser um pequeno apocalipse. 




 Sabem aquela vossa conhecida que enfim, não era nenhum prodígio de sofisticação mas pronto, até passava por uma uma rapariga normal e discreta...e que assim que soube que ia ser mãe, ficou mucho loca e passou a dizer, fazer e postar tais barbaridades, tais foleiradas, que vocês lhe deixaram de falar assim à francesa e foi mesmo só para não dizer na cara o que ela merecia ouvir, porque cai mal ser má para quem esta de barrigão? Provavelmente sofreu dessa combinação de factores.



Longe vão os tempos em que Grace Kelly cobria pudicamente a barriga com a carteira Hermes que por causa disso, ficaria conhecida como Kelly Bag. Bons tempos idos em que esse era o único comportamento considerado aceitável!


No entanto, volto a dizer -e isto porque entre as amigas seguidoras cá do salão quem ainda não teve pequenos, está  para ter ou conhece quem esteja- gravidez não é desculpa, tal como não é doença. E convém que as pessoas sensatas e de gosto não sejam permissivas (nem consigo mesmas, Credo, nem com quem as rodeia) em relação a tais comportamentos.

Ponto 1»»»» Gravidez não é desculpa para se despir em publico -dito. Se não o fazem em estado normal, a prenhez *vamos cá usar o termo técnico* não é pretexto para inocentar a maluqueira, nem tem poderes mágicos para tornar elegante o que é de mau gosto.




 Se por outro lado já o costumam fazer e se, enfim, acham giro
exibirem-se de bikini ou menos nos instagrams da vida, se calhar o estado de graça até é assim um avisozito para ganharem um bocadinho de sensatez.

 Com certa ressalva feita a modelos profissionais ou atletas (algumas das quais se dedicam a promover a boa forma na gravidez)  não há desculpa para isso e na maioria dos casos, o resultado é tão ridículo que mais vale abrandar mesmo.


Mas deixemos a sensualidade e os books, de que já se tratou amplamente noutro texto, e foquemo-nos simplesmente nas selfies e outros retratos de barriga tirados na privacidade do lar para logo a seguir serem expostos na falta de privacidade dos social media... e nas citações e memes disparatados alusivos à gestação partilhados de minuto a minuto, enquanto amigos, parentes e conhecidos imploram por misericórdia




Isto porque...Ponto 2»»»»»»»» gravidez também não e desculpa para deixar de ter vida própria, nem para se tornar maçadora e ridícula!

Vou usar um exemplo super transversal e popular, que agrada mais ou menos a gregos e troianos: a Duquesa de Cambridge que é muito admirada, paradoxalmente, pelo mulherio de comportamento menos principesco. (Talvez por ter *blhec para o termo e a ideia* "subido na vida" ?). 



Anyway, ela porta-se lindamente. Mirem se nela: quantos retratos de esperanças divulgou a Duquesa? Se calhar um para anunciar a boa nova ou nem isso, já não me recordo. Tudo o resto foi captado em situações casuais, em público e vestida, claro. Provavelmente tirou imensas selfies à medida que o ventre ia crescendo, mais uns retratos com o marido na intimidade do lar, como qualquer mortal,  mas guardou isso tudo numas coisas amorosas que se vendem nas papelarias e na Amazon, chamadas Diários de bebé. 




Esses livrinhos fofos servem para isso mesmo, para registar cada medida, cada enjoo, cada apetite, cada mudança de humor, cada retrato tirado nas cinco, seis, sete semanas e meia de gestação, enfim, para escrever e colar cada insignificância que ao bebezinho diga respeito. Sabem, aqueles detalhes  que encantam os pais e quando muito, avós e tios, mas que não interessam minimamente ao resto do planeta, por muito feliz que toda a gente fique por vir mais um ser ao mundo.

 No limite, existem umas coisas simpáticas chamadas definições de privacidade no facebook, que permitem criar um álbum privado. E outra coisa que se chama Pinterest, onde se podem reunir todos os memes e imagens que derem na gana da mãe e que só serão vistos, se públicos, por quem procura conteúdo semelhante, ou seja, outras grávidas com muito tempo livre.



 Mas não...parece que muita gente não só desiste, assim que o teste de gravidez mostra duas linhas cor de rosa, de ter vida própria, como sente uma necessidade imperiosa de mostrar ao mundo que deixou de ter hobbies, carreira, amizades e mesmo quando é o caso, casamento. 





 De repente, aquela pessoa passa a ser unicamente uma mulher grávida e sem noção de que publicações sobre enjoos, desejos, barrigas peludas *blhec, estar gravida não exclui o uso de cera, acho* idas à retrete e engorda *já lá vamos*, fora outras intimidades, podem não ser agradáveis de ver. 
  Algumas parecem até fazer questão de ser um bocadinho repugnantes nas suas descrições: descrevem orgulhosamente azias, inchaços e maleitas piores como se fossem medalhas de bravura. Isto quando não substituem o retrato de perfil nas redes sociais por uma barriga gigante, a ver se quem ainda não reparou, como se fosse possível, fica bem informado. Ou seja, gritam ao mundo que são meras hospedeiras de um pobre inocente, e o mundo reza pelo futuro do infeliz que vai ser tão mal criado.



Contra tais histerias falou e lindamente, há poucos anos, a defunta prima e grande amiga da Rainha Isabel II, Margaret Rhodes. Quando questionada por uma jornalista americana cheia de chiliques se estava entusiasmada com o nascimento do pequeno Príncipe George, a velha fidalga respondeu, com carradas de bom senso, "nem por isso". "Sabe, toda a gente tem bebés. É adorável, mas não fico eufórica com o assunto". Fleuma inglesa? Humor de salão? Descaso elegante? Ou simplesmente a atitude serena de quem já viveu muito e se dá ao luxo não só de relativizar, mas de o dizer sem papas na língua? Em todo o caso, estava coberta de razão.

Depois,  nem falemos das mães solteiras com as suas máximas sobre "mães guerreiras". Se criar um filho sozinha não e o estigma social de outros tempos, também não e motivo de comemoração, e por aí me fico que isso e assunto para um post bem extenso noutro dia.
 Discrição cabe em toda a parte, sempre, nos bons e maus momentos.

 FINALMENTE, VAMOS AO...




Ponto 3»»»»»» gravidez  não é desculpa para engordar à vontadinha. Muito menos para uma mulher se lamuriar de engordar constantemente aos amigos, a ver se pesca elogios, quando a culpa é muitas vezes só sua.




 Ou para atacar as mulheres que se preocupam e que, com mais ou menos sorte genética, mantêm ou recuperam rapidamente uma bonita silhueta, em modo "se engordei, tem tudo de engordar". Tão pouco para deitar as culpas ao pobre ser que ainda nem veio ao mundo, principalmente se toda a vida se foi preguiçosa. Nem para acabrunhar o mundo com ideias deprimentes do tipo "ficar feia por um filho é um testemunho de amor". Façamos um estribilho, a ver se o mantra fica na ideia: isso não é valente, não é comovente, é simplesmente deprimente. Deprimente. Deprimente.




Até há um movimento internacional de "fit moms", chamado precisamente No Excuse. Quem aumentou de peso, o que tem a fazer é tentar recuperar a forma sem lamentos ou, se até não se importa, viver alegre e feliz e deixar as outras.


Grace Kelly


Long story short, a gestação, como qualquer outra fase ou situação da vida, deve ser levada a cabo com elegância. Elegância na imagem, nos modos, nas atitudes, nas palavras, nas redes sociais, em coisas tão simples como ter a delicadeza de evitar maçar os outros 
contando que eles não retaliem porque não se pode dizer duas verdades a uma grávida. A fecundação de um óvulo não destrói a racionalidade e bom senso feminino. O resto resume-se a desculpas esfarrapadas.


 E lá porque o mundo se tornou complacente com muito disparate, não quer dizer que todas tenham de correr atrás, desculpando comportamentos desagradáveis só porque estão associados a vinda de um bebé. Mais do que nunca, aplica-se a máxima "elegância vem de berço". Ou ainda antes de o berço estar ocupado...




Thursday, February 23, 2017

A (s) escova (s) da minha vida...e se calhar, da vossa.



Recentemente, prometi via Facebook que ia partilhar convosco uma dica fantástica para um brushing impecável e super rápido. 

Daquelas que vos costumo dar em modo "façam vocês mesmas, que só para isso nem vale a pena queimar tempo no cabeleireiro".




 É que além de eu ter pouquíssima pachorra para estar lá sentada a sofrer puxões (o que me tornou uma grande fã de tudo o que facilite o processo em casa, nomeadamente escovas quentes, rolos e modeladores) actualmente tenho horários assaz estranhos e num cargo que exige cabelo sempre impecável. Certo,  na minha profissão ter boa apresentação é essencial, mas onde estou um bom penteado faz parte dos requerimentos oficiais e ainda bem que assim é (depois falaremos mais sobre isso). De modo que não basta ter uma escova de confiança; é preciso ter uma que trabalhe DEPRESSA e BEM.




Felizmente para mim, vivo no país que inventou o afamado Chelsea blowout. As inglesas têm pelo cabelo bonito do-it-yourself o mesmo apreço que *muitas* portuguesas têm (para o bem e para o mal) pelo cabeleireiro e o gel nas unhas. Depois voltaremos ao assunto em mais detalhe, mas a verdade é que há muito maior variedade de opções no mercado quando se trata quer de champôs e produtos de styling bons e acessíveis, quer de secadores e derivados. 




Quando as londrinas de bom gosto não trazem o cabelo preso, gostam de o usar brilhante, polido, mas cheio de volume e muitas vezes, com alguns caracóis. E para conseguir isso sem esforço e num ápice, nada como uma boa escova de ar quente. 

Acerca dessas já se falou aqui no blog muitas vezes, mas desta feita apresento-vos as escovas XXL, criadas para dar corpo e/ou secar num instantinho os cabelos compridos. 



Minhas ricas amigas, digo-vos que elas são uma revelação tão maravilhosa que tenho quatro neste momento, de marcas diferentes. Fui comprando porque apareceram a bons preços e nunca gosto de ter só uma, pois (sou-vos franca) pela minha experiência de muitos anos com escovas destas, não costumam ser um produto durável. Ou o motor queima ou os dentes vão à vida e não há nada a fazer. Até ver ainda não estraguei nenhuma destas, mas nunca fiando. 




Dependendo do movimento que se faz com elas e dos produtos de styling utilizados, estas escovas enormes servem só para secar/esticar o cabelo rapidamente ou para dar volume desde as raízes e fazer o efeito "cabelão".

 Algumas (como uma que tenho da Rowenta) trazem acessórios mais pequenos para alternar, ou para finalizar com caracóis. Outras (como a da Baby Liss, que ainda usei pouco) RODAM SOZINHAS. Em dois sentidos. Para poupar o braço e fazer flips ou bobs. E ainda há as versões sem ar quente, estilo ferro de modelar, como a da Remington, para retoques ou para quando se secou o cabelo sem escovar, de cabeça para baixo só com o secador, mas se quer torná-lo apresentável depois de seco. Muito útil também.




A fórmula mais rápida de a usar é champô + produto alisante e/ou sérum, secar ligeiramente com o secador ou ao ar+ usar a escova sobre cabelo húmido. Não é o modo de conseguir aquele volume, mas a cabeleira fica esticadinha, lisinha, com textura acabada de sair do salão e suuuuuper solta, sem um cabelinho a esvoaçar, num tempo recorde. Juro.


De modo que a bem do vosso sossego todos os dias, vos recomendo que adquiram uma quando visitarem terras de Sua Majestade ou peçam por favorinho a algum amigo que cá more (para isso precisarão de comprar também um adaptador de tomada de modo a usarem a engenhoca em solo luso). 



Em alternativa, podem encomendar uma da Amazon, mas certifiquem-se de que vem com a ficha certa. Ou perguntar nas lojas de cabeleireiros estilo RR Center. Ainda não espreitei as lojas em Portugal (vou tentar dar uma olhadela nos próximos dias) mas conhecendo o mercado nacional como conheço, quer-me parecer que deve ser produto raro. Em todo o caso, #ficaadica. É um life saver.

Sunday, February 19, 2017

Um agradecimento...e uma máxima para bom casamento.




Aos solavancos e intermitente o salão vai-se mantendo aberto sobretudo graças a vós, queridos amigos da casa. Estamos mais perto de reestabelecer uma rotina aqui no Imperatriz, mas quando se dá uma volta tão grande a existência, coisas insignificantes como lembrar-me de mandar vir o meu fiel teclado para escrever como se deve *manias cada uma tem as suas* passam inexplicavelmente para segundo plano.

Por isso muito me tem comovido a vossa presença, a vossa amizade e palavras de incentivo. Hoje que estou aqui sentada a escrevinhar, ainda com os acentos todos trocados, sinto me muito mais completa. Sinto a vossa falta e saltam-me os dedinhos cada vez que apetece opinar sobre alguma coisa ou desenterrar algum pormenor histórico engraçado,,, mas a seu tempo, vai!

Emocionaram-me também muitíssimo as palavras de carinho e felicitações aquando da minha mudança de estado civil. Sobre isso, e depois de tanto se dissertar sobre o amor aqui no blog, é justo que eu venha a falar um pouco dentro do estilo habitual, até porque inevitavelmente a minha perspectiva sobre o tema se vai aprofundar um bocadinho. Apenas posso adiantar que estou felicíssima e que para ser fiel ao meu registo, esta foi uma história de amor das antigas, em todos os sentidos. Sempre achei muito romântica a ideia de "rapto consentido" e a nossa cerimónia foi praticamente assim, numa aldeia inglesa que serviu de refúgio a muitos aristocratas
 franceses durante  o Terror, onde mais tarde a Rainha Victoria tinha um retiro, e num edifício que pertencia ao território de   Henrique VIII, que ali gostava de caçar.

Como podem ver, nada tive de bridezilla, estava mais interessada na história do lindíssimo lugarejo e menos no modo "este é o meu dia, apagem-me" *verbo que o senhor meu pai usa muito e que vem, precisamente, de pagem, acho`*.

A isso voltaremos mais tarde, mas dias depois de ter casado encontrei este texto que achei muito instrutivo. Trata se do conselho de um casal unido há mais de 70 anos, que se apaixonou ainda na primária e que nem durante a II Guerra se separou. Diz o amoroso casalinho que o segredo para um casamento bem sucedido é , alem do bom e velho nunca ir para a cama zangados, a admiração, o respeito e as boas maneiras. Ter a mais elevada opinião acerca um do outro, ver-se com os melhores olhos, e acima de tudo, cultivar a educação em casa.

 Eu acredito profundamente nisso. Creio no velho adágio familiaridade excessiva gera desprezo. Intimidade não implica que se esqueçam os bons modos, o cuidado com a aparência mesmo entre quatro paredes, o por favor, o obrigada, a delicadeza de maneiras à mesa, o moderar de certos reflexos involuntários e do mau génio...
 Na saúde e na doenca tudo muito lindo, mas haja propósitos) o morder a língua durante uma discussão, o evitar chamar nomes ou usar um linguajar mais grosseiro, etc, o uso do meu amor, do querido, do beijo de boa noite, de bom dia, e por aí fora. Sem isso, de nada valem grandes manifestações de amor. O amor não convive bem com a grosseria.


"Throughout our lives together, we have only shown each other respect and good manners, and I think of lot of youngsters could learn a lot from that," he said. "I've always respected Irene—she’s been my lifeline. I may have been wrong on certain issues, and so has she, but we always make up by the end of the day."

Irene echoed the same sentiments: "Being polite and having good manners has been an important part of our lives. We've thought the world of each other."

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