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Saturday, November 18, 2017

As coisas que eu ouço: padrões elevados (NOT!)






Esta semana deparei-me com duas moçoilas com muito mau ar, à porta da Poundland (espécie de "lojinha dos 300" cá do burgo). Dizia então, com a resoluta postura de quem tomou um grande propósito de vida, uma loura oxigenada à sua "miga":

- Eu já o avisei que comigo não faz farinha! Se ele engravidar a outra, acabou tudo entre nós!


Fiquei estarrecida com tanta baixeza e tive de fugir dali para não me escangalhar a rir na cara delas...

Eu costumo bater na tecla dos "padrões elevados" quando se trata de relacionamentos.

Ou seja, se uma mulher quiser evitar relações em que é desrespeitada (e convém que queira...) ou tratada como um brinquedo, precisa de definir muito bem consigo, antes de se envolver seja com quem for, o que quer e não quer para a sua vida. Saber o que aceita e não aceita. 

E claro, terá de comunicar esses padrões (por palavras e atitudes) a qualquer potencial namorado, logo que começam a conhecer-se e ele deixa claro o seu interesse. 

 Às primeiras iniciativas que ele tome (ele, atenção...) cabe a uma rapariga deixar explícito, de forma serena e amigável mas firme, de forma verbal e não verbal, o que está disposta a aceitar, vulgo: se quiser sair comigo, tem de convidar com a devida antecedência, porque eu valorizo o meu tempo; ou "não me envolvo em relações casuais...;se não tiver um relacionamento sério, prefiro estar sozinha" ou ainda "não acredito em coabitar sem estar casada". Perante isto, quem é sério (ou está mesmo interessado) deixa-se estar; quem anda na brincadeira fica informado e põe-se a andar enquanto é tempo. Filtragem feita.

Quem não define o que quer, sujeita-se a ser alvo de joguinhos. Ou mal interpretada. Os homens admiram e respeitam quem se dá ao respeito. Se uma mulher sabe o que quer, mas age e fala como se quisesse outra coisa, arrisca-se a patinar na maionese meses ou anos a fio, a perder o seu rico tempo e a gastar a sua paciência com quem não a merece, não presta ou, simplesmente, com alguém que é errado para si. Isto quando não faz papelões menos dignos ainda.


Porém,  vá- há mulheres que têm até um padrão digno e civilizado na sua cabeça, mas pecam por não se explicarem ou não terem firmeza. Mas estas duas que eu tive a pouca sorte de ouvir? 

O padrão nem sequer existia, ou é tão baixo, tão rasteiro,que está em valores negativos. Pergunto-me qual é, para começar, o objectivo de uma mulher que pensa assim: com tanto homem por este mundo de Deus, o melhor cenário que ela consegue imaginar para a sua felicidade é que o seu "amigo" não tenha filhos de outra qualquer? É que notem, a pobre coitada não só não deve ter uma relação assumida, como já nem aspira à exclusividade; aceita a rival, desde que só ela própria tenha a honra de carregar as bastardias do D.Juan! E eis, minhas senhoras, as belas conquistas da "libertação da mulher". Se foi para esta "igualdade de direitos" que andaram a libertar o mulherio...só me resta concluir que o mulherio é, na maioria, composto por selvagens em maior ou menor grau postas à rédea solta. 




Tudo bem que uma pessoa vai sabendo, aqui e ali, de mulheres que aceitam tudo para não estarem sozinhas: de serem a "outra" , ou uma de várias, ao papel degradante de "amiga colorida" (ou meretriz pró-bono) na tentativa patética de fazer um homem que não as assume mudar de ideias, a lista é grande e deprimente. Não precisamos de conviver com serigaitas, Carlões e Carlonas para sabermos que esse universo paralelo existe. Quanto mais não seja, basta olhar para a MTV ou para um qualquer reality show para ficarmos a conhecer esses fenómenos, nomeadamente o dos engatatões que são pais de pobres bebés ilegítimos de várias "baby mammas".

Tudo bem que este exemplo que citei acima é muito exagerado e diz respeito a uma certa demografia; mas olhem que já ouvi histórias parecidas em extractos mais selectos da sociedade. Uma amiga toda bem veio uma vez perguntar-me que conselho dar a uma conhecida dela, que se tinha envolvido com um Casanova que mantinha várias "amigas", todas sabendo das suas artes, que se sujeitavam a tudo na esperança de (sic) "lhe conquistar o coração". A minha resposta? Eu ria-me na cara dele, oras! Que outra réplica seria possível perante tanto descaramento? 

Já estou como a outra: estas raparigas não sei para que querem a esperteza...




Parte do problema dessas mulheres será não terem aprendido as velhas regras da dignidade feminina em casa, e a outra parte só pode estar ligada a problemas profundíssimos de auto estima.

Convém que se tratem os relacionamentos como o processo de procura de emprego. Se, numa entrevista, o potencial empregador disser: "não assinamos contrato, o salário é pago em sandes de chouriço, não garantimos nada  e vai ter de competir com uma data de colegas pelo privilégio de estar aqui todas as manhãs às oito" o mais certo era virarem as costas e deixarem o palerma a falar sozinho. 

Mas quando se trata da vida privada já tudo é escrito em papel molhado e ninguém estranha?


Sunday, November 12, 2017

De Príncipe Encantado a Carlão numa só passagem de tesoura.




Há algum tempo, a minha cara metade deu em achar graça (isto rapazes...) a Blood Drive, uma série doida de todo do canal Sy-Fy que é assim uma espécie de mistura entre Mad Max (nos carros e no tema pós apocalíptico) Spartacus e/ou 300 (na fotografia, na banda sonora e nas cenas de luta)  The Walking Dead (na violência e tripas a saltar) e The Evil Dead (na maluqueira). Não contente com isso, achou que era uma coisa gira para vermos juntos. 



Sinceramente, prefiro quando lhe dá para os filmes da nossa infância ou documentários sobre os romanos, a II Guerra, os sumérios ou os egípcios, mas enfim: a série não é má de todo. A premissa é perfeitamente estúpida (corridas de carro mortais estilo Ben Hur do futuro em que os motores são movidos a sangue humano) mas consegue, apesar de ser tão over the top, ter piada, precisamente porque não pretende ser séria.


O "Cavalheiro": adorei esta personagem, claro.

 Blood Drive alude a todas as referências atrás citadas, tudo coisas de que gosto ou de que ambos gostávamos em pequenos. Tem uma fotografia excelente, personagens apelativas, gente bonita e uma boa banda sonora com Marilyn Manson e por aí.




 O casal de protagonistas é lindo (com a bonita espanhola Christina Ochoa e um Alan Ritchson que faz lembrar os galãs de cinema de antigamente) e há outras personagens interessantes, como "O Cavalheiro" (um dos concorrentes- um assassino sádico do mais elegante, snob e toff que há ) ou Julian Spink,  mestre de cerimónias daquele circo todo-  figurão larger than life com um guarda roupa Steam Punk invejável. 




Enfim, consegui ver sem me maçar, apesar de lá pelo meio a história ficar completamente sem pés nem cabeça.




Ora, por essa altura, o protagonista Arthur, um bom polícia, lá acaba por se adaptar naquele mundo de doidos e, para sobreviver, assume o papel de um super campeão das lutas de carros- espécie de Cristiano Ronaldo lá do sítio. Acto contínuo muda de visual, trocando a farda por um biker jacket de cabedal cheio de picos e t-shirts justinhas, e o seu corte de cabelo giro e normal por...uma crista a modos que oxigenada. Tipo Carlão.




Achei graça ver como a transformação foi imediata, com ou sem casaco de picos. Com um cabelo curto banalíssimo? Rapaz bem parecido, bem sucedido, responsável, de confiança, que qualquer rapariga de bem gostaria de apresentar aos pais. Com a poupa? *voz do Diácono Remédios* Sai-te, Carlão dos infernos, baladeiro kizombeiro, porteiro de danceteria duvidosa movido a esteróides, conquistador das "migas" e das Sheilas Priscilas, desaparece. Não andes por aqui a desencaminhar as pessoas.




Que quanto a mim, nem desencaminharia ninguém (ninguém de jeito...) porque perdeu metade da beleza. 

Por aqui se vê como um simples penteado, um detalhe, pode modificar (para pior) a imagem de alguém. A boa notícia é que as coisas se desfazem do mesmo modo que se fazem: face a uma desgraça dessas é só voltar a pintar numa cor humana e sofrível, pentear para o lado rezando para que passe por um corte à Universidade de Princeton e apagar quaisquer registos fotográficos que tenham ficado de tal disparate. Problema resolvido.


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