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Sunday, November 25, 2018

Um Playboy + Duas Raparigas espectaculares, mas tontas =asneira de proporções Reais








Hoje trago-vos mais um post da série "Estas Raparigas não sei para que querem a Esperteza".

Ora cá vai: as filhas do Príncipe André, Beatrice e Eugenie, têm andado nas bocas da imprensa este ano muito por causa do casamento da mais nova (quanto a mim, "o" casório Real digno desse nome em 2018 se não contarmos com o do neto da Duquesa de Alba, que não tendo o título "Real" foi muito mais aristocrático e como manda o figurino do que qualquer outro). 







Em geral os britânicos gostam das duas Princesas, apesar da má publicidade criada pelos disparates passados dos seus paizinhos (que embora divorciados, continuam muito amigos e a viver como família).

 Para isso contribui tanto a personalidade estouvada, mas divertida e de bom coração da mãe delas, a formidável Duquesa de York, com quem as pessoas não conseguem ficar zangadas muito tempo ( é um daqueles casos "não faz por mal, não é defeito, é feitio") como a boa natureza das duas pequenas- que transparece mesmo tendo passado maus bocados com a imprensa e sendo alvo de troças cruéis e muitas vezes injustas (ambas terão chorado quando foram ridicularizadas pelos seus chapéus no casamento do primo William há uns anos atrás). 




As irmãs têm conseguido estar à altura da sua condição de netas da Rainha Isabel II, envolvendo-se com as obras de caridade da sua afeição e abstendo-se de escândalos dignos de nota (as vezes que se têm metido em algum sarilho foi por ingenuidade, mas já lá voltamos). 

A sua forma de estar simples e afável acabou por conquistar o público, que ao início não engraçava com as Princesas por aí além...fosse por arrasto, fosse por não possuirem o espírito nem a carreira brilhante da sua carismática prima (e "Princesa" sem título) Zara Phillips, (uma moça admirável, ou não fosse filha da Princesa Real, Ana- urge escrever dois posts sobre mãe e filha)- ou por, apesar de serem bonitas à sua maneira, não terem a beleza de cortar a respiração de outras parentes suas como Kitty Spencer ou Lady Amelia Windsor, que fazem sucesso como modelos da Dolce & Gabbana e Burberry.




Amigos meus que privaram com Beatrice e Eugenie elogiam-lhes a candura e a simpatia (são capazes de andar descalças em público como se nada fosse e coisas desse género) e ninguém pode dizer que não sabem estar com elegância e modéstia, ainda que tenham errado algumas vezes na fatiota (quem nunca?). Repito o que já tenho dito por aqui: falta de elegância nas toilettes tem remédio; sem elegância de espírito é que nada feito!

No entanto, se Eugenie, apesar mais nova, passa por ser uma jovem com a auto estima no lugar e bastante segura de si (casou ao fim de sete anos de namoro estável com um rapaz encantador e de uma boa família com raízes aristocráticas, embora não titular)  o mesmo não parece acontecer com Beatrice, que tem sido muito azarada nos afectos.



 Rosnam as alcoviteiras que a menina não tem grande confiança nos seus encantos e atrai o tipo errado de homens, indignos de lhe encerar as galochas, com quem espera desesperadamente assentar... só para se desiludir com arrivistas. 

Em vez de se pôr nas suas reais tamancas (ou sapatinhos de cristal, se preferirem) e mostrar ao mundo que o partidão aqui é ela, de se focar na sua nobre linhagem, no seu lindo cabelo ruivo e na sua figura curvilínea de ninfa renascentista, ei-la a fazer disparates, como praticamente dar um ultimato ao ex namorado a ver se ele se decidia de uma vez a casar com ela e levar um par de patins como resposta (a ser verdade, ui). 


O que faz falta a Sua Alteza é ser minha amiga, que eu havia de lhe puxar as Reais orelhinhas e dar-lhe um sermão tal que ficava como nova, porque detesto ver boas raparigas a desperdiçarem-se com idiotas. Adiante.



 Enfim, tendo chegado aos trinta (bastante jovem para os padrões actuais, mas sabe-se como são as más línguas) e vendo a irmã mais nova casar primeiro, parece que a Princesa decidiu despachar-se a bem ou a mal e zás, vai de arranjar namoro relâmpago com um convidado da boda da mana. O eleito é Edoardo Mapelli Mozzi, um bem parecido (e milionário) filho de Conde Italiano que a conhece desde que os dois eram piquenos.





Até aí, tudo perfeito: as duas famílias sempre foram amigas, o rapaz pertence ao seu círculo social e não é nada de se deitar fora. O problema é que primeiro, da fama de Playboy e "pintas" ninguém o livra; e segundo ( e bem mais grave) o malandro estava noivo há três anos (três anos de noivado tem horrores que se lhe diga, já lá vamos); vivia com a tal noiva (e alegadamente, continuou de casa e pucarinho com a coitada depois de começar a namorar com Beatrice); e o pior do piorio, os dois têm um filho e tudo. 


Dara Huang, a ex -noiva

Ou seja, uma embrulhada da qual uma neta da Rainha Isabel II não tinha a mínima necessidade: o que não falta para aí são bons rapazes de famílias adequadas capazes de a fazer feliz.

 Mas a história torna-se ainda mais disparatada se olharmos para o perfil da noiva abandonada, a arquitecta americana de origem chinesa Dara Huang: bonita, com óptima figura, de origens humildes mas filha de pais brilhantes que subiram a pulso e enriqueceram (o pai trabalha para a NASA) super bem sucedida, diplomada em Harvard e além de herdeira, rica por mérito próprio, com um currículo impressionante.



 Claro que Ms.Huang não tem culpa de ser enganada e trocada por outra (disso ninguém está livre). No entanto, Dara deixou-se claramente enrolar. Como é que uma rapariga tão esperta, que lidera projectos tão complicados, não vê que nenhum homem sério, com intenções sérias, deixa arrastar um "noivado" durante três anos, principalmente se não há constrangimentos financeiros? E vendo que o maroto não se decide a honrar a sua palavra, vai viver com ele a ver se o faz mudar de ideias, e ainda tem uma criancinha fora do casamento, idem idem, aspas aspas? Isto é ou não é colocar-se a jeito para ter um desgosto?

Ou seja, em vez de pôr nos seus Jimmy Choos e pensar "sou uma mulher gira, rica, sofisticada e independente: pretendentes deste género não me faltam nem aqui nem na China", pôs-se a tratar o mancebo como se fosse a última Coca cola do deserto. 



O que faz falta a Dara é ser também minha amiga para eu lhe puxar, por sua vez, as orelhas e dar-lhe um sermão daqui até à América, porque não posso ver raparigas inteligentes a fazerem o papel de burrinha-parvinha. ´





Que o rapaz é um partido aceitável e bonitinho - mas há mais de onde veio esse e até mais bonitos, mais nobres e mais ricos, olhem que coisa!

Das duas uma: ou Edoardo, Edo para os amigos, sabe algumas técnicas de sedução sobre-humanas capazes de deixar rendida a femme fatale mais inalcançável, ou possui um dom extraordinário para detectar mulheres que são inseguras sob uma aparência de poder. Aposto na segunda hipótese.

Beatrice de York nunca teve grande confiança na própria beleza; apesar de os seus dotes naturais serem mais que suficientes para uma jovem da sua categoria, claramente isso não lhe basta; e a insegurança, aliada a uma personalidade demasiado gentil e inocente, teima em estragar-lhe os planos. É fácil para qualquer mariola bem apessoado e vivido deixá-la nas núvens, disposta às piores decisões. Nunca é boa ideia uma mulher 
envolver-se com um homem que faça (ou que ela sinta que faz) mais sucesso com o sexo oposto do que ela própria. É o tipo de vantagem que, à cautela, não se deve dar a um homem, mas não elaboremos por hoje.




Por sua vez, Dara terá inseguranças quanto ao seu estatuto social: por várias vezes mencionou as suas origens modestas, e como se orgulha de ter sucesso tendo começado como "imigrante, de uma minoria e nascida em berço humilde". Claramente há ali um valente complexo de inferioridade por trás do sonho americano. É simples de entender como a presença de um moço galante de dinheiro velho, com vetustos pergaminhos, a impressionaria sem grande esforço, deitando por terra a sua persona de mulher poderosa e fazendo dela uma mulher-tapete. Deslumbrada e sem grande "mundo" apesar do seu êxito e estilo de vida luxuoso, Dara não terá tido capacidade para ver que não basta ser fidalgo- é preciso saber agir como um! De novo, se uma mulher se sente inferior a um homem por qualquer motivo, melhor fará em ficar longe dele.




É claro que isto ainda pode tudo acabar em modo and they all lived happy ever after:  Edoardo pode bem surpreender toda a gente, mostrar ser bom rapaz, fazer Beatrice feliz e ser um pai extremoso para o filho do anterior relacionamento, enquanto Dara, por sua vez, se arruma com um homem de sucesso e mais ajuizado. No entanto, esta história é uma "modernice" escusada e arriscada para uma Princesa, e uma peripécia que não teria lugar se as duas envolvidas (Princesa tradicional e empresária moderna) tivessem mais fé em si mesmas e mais atenção aos sinais de alarme.



 A forma como uma relação começa diz praticamente TUDO sobre a  forma como se vai desenrolar e sobre o fim, bom ou mau, que terá. Um homem que começa uma relação de modo pouco sério, dificilmente casará com a mulher em questão... ou se casa (quase sempre "arrastado") nunca será um marido dedicadíssimo; e um homem que começa uma relação tendo enganado/trocado a parceira anterior pela actual, não se ensaiará de repetir a proeza. Há excepções, claro, mas nenhuma mulher sensata se rege pelas excepções à regra porque essas esperanças desejosas quase sempre dão péssimo resultado.

O pior é que vejo por aí muitas Daras e muitas Beatrices: mulheres impecáveis e bem sucedidas a fazer esses papéis de burrinha-parvinha, a quem eu puxaria as orelhas de bom grado. A essas, convém lembrar as palavras de uma mulher que não tinha grande beleza, mas que em compensação possuía bom senso às carradas e foi por isso muito feliz: Eleanor Roosevelt. 




Dizia ela "ninguém pode fazer-te sentir inferior sem o teu consentimento". Este havia de ser o mantra de muita mulher, rica ou pobre, linda ou menos linda, com berço de ouro ou de palha, por esse mundo de Deus...

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