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Wednesday, October 2, 2019

Naomi Watts demonstra: mascarar-se de serigaita (ou o que fazer para o evitar).



Considero Naomi Watts uma das actrizes mais elegantes da actualidade. A sua imagem de marca é uma beleza bastante natural, um pouco irregular até (ela não esconde algumas linhas de expressão e que se note, não mexeu no narizito que é um pouco "imperfeito" se comparado com os "modelos" esculpidos ao exagero tão habituais em Hollywood) em que o destaque vai para a pele luminosa, maquilhagem leve ocasionalmente avivada por um bold lip e cabelo bem tratado no tom certo de louro, quase sempre com uma suave ondulação que recorda os penteados dos anos 1930. 




O seu estilo habitual, na passadeira encarnada e no dia-a-dia, é polido, sofisticado e discreto, com aposta nas cores claras e peças de um luxo simples, aliando o minimalismo (ela gosta de Calvin Klein, Stella McCartney, Armani e Chanel) a um toque vintage que faz lembrar musas como Grace Kelly. 



Em suma, a estrela britânica às vezes mais parece uma senhora de boa sociedade do que uma actriz - espécie que vai rareando e um feito notável tendo em conta que foi criada por uma mãe hippie e bastante destrambelhada; mas não divaguemos.



Sendo Ms. Watts tão delicada, foi uma divertida surpresa quando há dias  deitei o olho a St.Vincent (2014) filme em que contracena com Bill Murray e faz o papel de Daka, uma stripper/meretriz barata e malcriada com coração de ouro, vinda algures da ex- URSS. A actriz teve uma interpretação bastante convincente, trocando o porte senhoril por modos bruscos, a expressão serena pelo mau ar e aspecto acabado de quem nasceu bonita mas levou muita tareia da vida e a sua voz bem modelada por uma entoação abrutalhada com bem conseguido sotaque russo. 



Porém, o que me surpreendeu mesmo foi a caracterização: apesar de não haver ali qualquer efeito especial nem grandes transformações físicas, ninguém, olhando para aquela mulher, veria ali a senhora elegante que Naomi na realidade é.




Os figurinistas e maquilhadores conseguiram, sem esforços transcendentes nem próteses de silicone, transformar a sofisticada actriz numa serigaita! Tudo na coitadita da Daka é reles. O seu look grita "pobreza", "ordinarice" e "muitas escolhas erradas".




E o mais trágico-cómico é que Daka é uma "mulher da noite" mas actualmente não faltam pessoas com outras profissões- serigaitas amadoras ou em part time -  a vestir-se, pentear-se e pintar-se de forma tão vulgar ou pior. Porém, mesmo mulheres normais, com um visual mais aceitável e cujo comportamento nem tem grande coisa que se lhe aponte, ricas ou pobres, gordas e magras, bonitas ou nem tanto, jovens e mais velhas, às vezes pecam por aceitarem um ou mais destes faux pas na sua rotina de estilo e de beleza.



A personagem Daka é um autêntico glossário de serigaitice ilustrado em forma humana. Ou um guia das coisas a evitar para não empobrecer, vulgarizar nem pesar o visual. Ou ainda, se quiserem, uma estupenda inspiração para o Carnaval.


Ora analisemos este "boneco":

- Cabelo louro-palha queimado, amarelado e com raíz visível. Já se sabe que manter um louro artificial dá trabalho e custa algum dinheiro, mesmo que o tom base não seja muito escuro. Se não há meios, tempo e disciplina para cuidar dele, mais vale passar sem isso.

- Madeixas coloridas (quando se tem mais de trinta anos): Não acredito em proibições nem regras rígidas, mas poucas pessoas conseguem ter bom ar com fantasias dessas, pois são coisas que exigem todo um visual para funcionar. Usadas ao acaso sem considerar o tom de pele, o tipo de roupa que se veste e o que é pior, sem os devidos cuidados de manutenção, o aspecto é desastroso. Daka tem madeixas cor de rosa e ainda por cima, todas desmaiadas. Resultado: boneca de feira.

- Sobrancelhas demasiado depiladas e arqueadas: é um visual datado e que envelhece, especialmente se acompanhado de eyeliner muito vincado (ou simplesmente, um traço de lápis de olhos fino e não esfumado junto às pestanas inferiores)  sombras perladas, pestanas postiças e outras avarias. O oposto (sobrancelhas excessivamente espessas e delineadas) é igualmente de evitar. Pode-se usar a sobrancelha um pouco mais espessa ou mais fina conforme a moda, mas sendo sempre fiel ao desenho e cor natural, sem exageros.

- Tatuagens "de salão da esquina": enough said, que já se falou bastante disso por aqui.




- Bronzeado artificial e alaranjado, maquilhagem demasiado escura e pele mal tratada: sem uma pele bonita e um cabelo cuidado, qualquer look parece barato. E se o look é mesmo barato, pior fica. No entanto, muitas mulheres parece que quanto mais gostam de usar maquilhagem, mais preguiça têm de a remover de de levar a cabo outros cuidados com a pele, como protecção solar, exfoliação, limpeza e hidratação. E o desfecho disso? Um aspecto como da Daka!


- Bâton (ou pior, gloss) rosa-doente: já muito mencionado por aqui. Se a intenção é dar protagonismo aos olhos ou fazer os lábios parecerem mais carnudos, com tantos tons de nude naturais e bonitos disponíveis no mercado, não há mesmo desculpa para usar rosas-gelo nacarados que só ficavam remotamente bem na Frida e na Agnetha dos ABBA (e mesmo assim...).

- Pouca roupa, poliéster e muito ruído visual: ela é rendinhas sintéticas, ela é plataformas prateadas, ela é couro falso, denim bordado, brilhinhos, tigresses, blusões curtinhos (nunca se vê a rapariga com um casaco normal e aconchegante, vício de estilo que infelizmente é muito comum entre as portuguesas) tudo muito revelador, muito justo, super elaborado e assaz desconfortável. Se isto é numa mulher com o ar e a figura da Naomi Watts, imagine-se em pessoas menos afortunadas.


Moral da história: até a mulher mais bonita e com melhor ar pode parecer outro tipo de pessoa se ceder a certas escolhas. Ou mascarar-se de serigaita com tal eficácia que ninguém a vai reconhecer, sem gastar balúrdios em fantasias de carnaval. Fica a dica para o Halloween, que está à porta.

Tuesday, August 20, 2019

A nobre arte de lidar com o bullying... e as boas intenções


Há dias chegou-me este vídeo que mostra a reacção emocionada de um rapazito de sete anos, vítima de bullying, ao ser surpreendido pela família com um cachorrinho.
O vídeo é fofo, o canito é um amor e o pequeno, bless him, é querido e super educado. Acho lindamente que se ofereça um cãozinho ao miúdo para o animar, especialmente porque ele parece ter jeito e sensibilidade para lidar com bichos.

Porém, quanto mais olhava para aquilo mais me arrepiava de pensar "boa, agora que isto se tornou viral é que o garoto vai ser mesmo o bombo da festa lá da escola".


E de facto, houve mais internautas a comentar isso mesmo: realmente, tudo o que um miúdo perseguido por ser sensível e vulnerável precisa... é aparecer em público choroso e ranhoso, de modo a ter o seu estatuto de xoninhas documentado e esparralhado por essa Internet do Senhor, para gáudio dos rufias que o atormentam e dos que ainda possam não ter dado por ele; isto para não falar dos colegas que não sendo exactamente bullies, vão gozar com ele até à exaustão- o que não é propriamente a melhor receita para quem já não se sabe defender e é inseguro para começo de conversa.
Que diabos estariam os pais a pensar ao publicar tal coisa? "Vamos torná-lo famoso a ver se ele fica mais popular"? É que ser "famoso" costuma dar maus resultados quando se quer evitar atenção indesejada.

Mas deixemos de lado a necessidade de protagonismo e de aprovação nas redes sociais, que parece ser, hoje em dia, a raison d´être de muito boa gente  (na qual arrisco incluir, embora não conhecendo o contexto, os pais deste pobre catraio). Deixemos também de parte a velha discussão de actualmente, não se distinguir bullying de umas brincadeiras mais brutas ou do ocasional sopapo e
 concentremo-nos no essencial:  junto com o cachorrinho, a família devia ter-lhe oferecido umas aulas de Krav Maga, Mixed Martial Arts e Técnicas de Defesa Pessoal.



Valorizar e promover nas escolas ideias como a gentileza, a tolerância, a camaradagem, a aceitação da diferença, o respeito mútuo e o carinho pelos mais fracos é muito bonito e desejável (e bem mais realista e positivo do que a banal campanha "anti bullying", que é quase sempre algo divisiva e lamechas) mas de nada adianta sinalizar o problema sem dar às vítimas ferramentas para se defenderem.

Consolar e apoiar é também tudo muito bonito, mas é o miúdo - por muito que lhe desconhecidos na internet se comovam e lhe digam que ele é fofinho, super sensível, índigo, especial e um anjinho - que vai para a escola enfrentar os rufiões e voltar para casa em modo "anjo depenado e sovado" como o Eusebiozinho às mãos do Carlinhos da Maia...

O caso lembrou-me não só o lema do senhor meu pai ("se te baterem, bate-lhes também, de uma vez e com mais força: é a única linguagem que entendem") que se provou bastante eficaz, mas também este excerto do filme American Sniper, em que um pai macho alfa à moda antiga educa os filhos para não serem "lobos" (predadores que abusam da força para oprimir os mais fracos) nem "ovelhas" (uns fraquinhos que se deixam vitimizar) e sim "cães pastores" (pessoas dotadas de capacidade de agressão mas também de empatia, que se defendem vigorosamente, e ao seu semelhante, contra os "lobos"). A ideia original deste discurso vem, aliás, de um livro publicado pelo Tenente-Coronel David Grossman, especialista em psicologia de combate:


É claro que retaliar é uma ideia controversa entre pais e educadores: contra atacar tem-se provado um santo remédio contra opressores de recreio em muitos casos, mas não é para toda a gente porque exige confiança e coordenação física, além de poder levar a resultados imprevisíveis. No entanto, diz este artigo que levanta vários pontos interessantes e vale uma leitura atenta, mesmo alguns professores que desaconselham tal estratégia aos seus alunos por esses mesmos motivos, são os primeiros a recomendar aos seus próprios filhos que aprendam a defender-se. Quanto mais não seja, ganha-se sempre auto confiança ao aprender a lidar com situações de violência física ou psicológica de forma rápida e eficaz (o que pode ir de saber usar a diplomacia a dar uma resposta torta, ridicularizando quem gosta de expôr os outros, bloquear um beliscão ou dar um soco bem assente). Saber como reagir em caso de necessidade ajuda a construir uma auto estima forte, o que é meio caminho andado para afastar predadores e fazer amigos (o que por sua vez  é um grande preventivo contra rufias, que gostam de atacar alvos isolados e inseguros). Desportos de contacto como o rugby também ensinam a socializar dentro dos limites e a lidar com brincadeiras mais agressivas sem melindres.



Aprendendo as técnicas certas cada um pode, dentro da sua maneira de ser, fazer-se respeitar.

Todos já encontrámos rufiões ao longo da vida, seja na escola seja na vida adulta (algumas pessoas não crescem mesmo; ainda há pouco tempo conheci uma que só lhe faltava mesmo o bibe, mas comigo não teve sorte nenhuma e nem precisei de chegar a ser desagradável com ela). Hoje em dia o bullying tem nome, inúmeros especialistas no assunto e há tácticas para lidar com ele, mas também um certo medo generalizado do bicho papão. A verdade é que, como pais, podemos ensinar os nossos pequenitos a lidar com os bullies enquanto os vilões também são pequenos, e ver o problema como uma oportunidade para afiar as garras nas dificuldades da existência. A vida vai atirar-nos com predadores mais tarde ou mais cedo, por isso podemos bem começar de cueiros e aproveitar a deixa para os correr à bolachada enquanto é tempo, antes que causem traumas e complexos. Uma criança que enfrentou os seus bullies na escola dificilmente se deixará impressionar, depois de adulta, por chefes prepotentes ou se verá presa numa relação tóxica. Lá diz o povo: de pequenino se torce o pepino.


Wednesday, May 8, 2019

Colecção cápsula para mamãs - quando os básicos chegam e sobram (baby post #2)

Estas calças "maternity" da Boohoo são um salva vidas!


Se houve bons exemplos de estilo que a senhora minha mãe me deu (e que me impressionaram observar desde pequena, em contraste com outras mães que via por aí) foram estes:

- Ser mãe não é desculpa para desleixar a silhueta: ela continuou elegantíssima e com uns abdominais impecáveis depois de dois filhos. É claro que a genética ajudou, mas um pouco de exercício (nada de extenuante, apenas ginástica localizada e manter-se muito activa) fazer uma alimentação saudável, usar uma cinta adequada no pós parto e (durante e após bebé), abusar das massagens com creme e óleo hidratante teve de certeza um papel crucial. (Vou manter isso em mente, good luck to me!)

- Para estar confortável e vestida apropriadamente quando se está de esperanças não é preciso "mascarar-se de grávida" mas também há que evitar realçar a barriga em exagero, seja na tentativa tola de parecer sexy, seja porque "é fofinho".


Jardineiras: há gostos para tudo, mas são das peças menos democráticas.
Há algumas aceitáveis, mas poucas pessoas ficam bem nelas...

O resultado dessa abordagem sensata é que a mãe conseguiu estar gira, amorosa, normal e intemporal nos seus retratos de grávida em plenos perigosos anos 80 (usando vestidinhos hippie, calças skinny e coisas simples dessas) enquanto tantas outras - incluindo a pobre Lady Diana - deixaram para a posteridade imagens suas enfiadas em balandraus largueirões cheios de folhos ou pelo contrário, jardineiras "de mamã" e outras modernices que enfatizavam o barrigão.



Convém pensar na roupa de gravidez como se pensa no vestido de noiva: afinal, é uma fase única, que vai inevitavelmente ser fotografada para mais tarde recordar, por isso é bom que o visual não pareça ridículo nem datado uns anos mais tarde. Basicamente, o mantra deve ser "seja você mesma, em versão de esperanças".


Audrey Hepburn- intemporal e confortável.

Actualmente a moda pré-natal tornou-se muito mais democrática e muitas marcas têm as suas linhas "pré mamã" mas felizmente perceberam que, mais do que inventar vestimentas específicas "para gravidez" é preciso criar versões pré mamã das roupas normais.

É claro que também se assistem a alguns horrores ultra justos, como os vestidos "à Kardashian", que são de arredar, mas regra geral, sabendo procurar e não perdendo a cabeça é fácil respeitar as três regras essenciais do guarda roupa para futuras mães:



1- Conforto e elegância são palavras chave; há que recusar tudo o que seja completamente solto, para não parecer um barril, mas enfaixar-se em spanxs e tecidos ásperos ou rígidos e empoleirar-se em saltos instáveis também é má ideia.

2- Não investir demasiado num "novo guarda roupa completo" nem em artigos muito dispendiosos, porque afinal são de uso temporário e só há algumas peças que fazem realmente a diferença.  Essas (já falaremos delas) duram toda a gestação, pois são extensíveis, mas também não é sensato ir comprar demasiadas porque obviamente só vão servir para aqueles nove meses (e para guardar para uma futura gravidez, nossa ou de uma amiga).



A senhora minha mãe (comigo a caminho) nos anos 80, usando um dos seus vestidos hippie de Verão; eu com 36 semanas num vestido Mango de mousse que tenho há anos e que se adaptou sem problemas ao meu "estado interessante".


3- IMPORTANTE! Há que evitar comprar tamanhos diferentes de calças, jeans e saias à medida q a barriga vai crescendo - é o dinheiro mais mal empregadinho que existe (mea culpa, ainda fiz isso uma ou duas vezes porque encontrei calças cigarrette de cintura subida muito giras).  É preferível ir direita às versões para grávida com cinta elástica no seu tamanho, mandar à costureira para ajustar as bainhas se necessário e fica-se "armada" para toda a gravidez.




4- Muitas peças que já temos no closet podem perfeitamente integrar a "colecção cápsula" de grávida (desde que não se engorde muito, obviamente).

 É o caso das t-shirts e tops básicos, longos, de algodão (com e sem mangas), das camisas masculinas, dos boyfriend blazers e casacos de peles, sobretudos e gabardinas oversized (muitas peças vintage tendem a ser maiores e/ou mais soltas), vestidos de malha extensíveis, cardigans soltos e tricots longos, vestidos envelope maiorzitos, camisas "de lenhador", túnicas, sundresses largos e vestidos hippie, blusas de "cigana" e blusas ou vestidos "de camponesa" - e regra geral,  tudo o que antes da gravidez costumava usar-se com um cinto. Muitas destas roupas existem em "versão mamã" mas não diferem quase nada do design normal.


Nota: é quase impossível encontrar blazers para grávidas. Acho que as marcas assumem que as futuras mães não trabalham, e/ou se transformam todas em hippies sempre confortavelmente enfarpeladas num look "boémio" de balandraus e ponchos. Se precisa de blazer (s) para o emprego, ou para dar um ar mais estruturado e compostinho a certas fatiotas, o melhor é procurar modelos longos, uns boyfriend (soltos) outros ligeiramente cintados, num tamanho maior do que o seu normal (não há regras, experimente vários e escolha o que assentar bem nos ombros).

Tendo estes pontos em mente é fácil reproduzir as ideias amorosas para "toilettes de mamã" que andam por aí no Pinterest - inspirações bonitas e apropriadas não faltam. É importante também tirar partido dos acessórios, roupas e "statement pieces" mais luxuosos que já se têm em casa para manter alguma variedade, já que é normal repetir à exaustão as peças que oferecem menos desconforto.



Vejamos então as peças a comprar:




1- Uma ou outra túnica longa de corte império (acima). As versões normais das blusas e túnicas longas de camponesa servem bem até ao fim do segundo trimestre, mas nos últimos meses o corte império dá mesmo muito jeito para acomodar aquela "redondeza extra" sem levantar onde não deve!


2- T-shirts e tops de algodão mais longos e soltos em cores básicas: por mais que tenhamos, nunca são demasiados.

3- Roupa interior adequada, incluindo soutiens ultra macios e cintas: é quase escusado lembrar, já que a maior parte das coisas deixará de servir e também é preciso investir em algumas peças específicas para esta fase.



4- Pelo menos uma saia lápis básica, pré mamã -  com cinta incorporada "sobre a barriga" (esq.) ou de cintura muito subida e extensível (dir.) . Estas últimas são ideais para os primeiros meses e para usar tops ou camisas por dentro. Quem gosta pode pensar também num modelo colorido (enviesada, recta, evasé, maxi...) de cintura alta, especialmente se vai passar de esperanças os meses de Verão.





5- Calças afuniladas /cigarrette:  umas de cintura subida, elástica (esq.) que dão imenso jeito para tops, bodies ou camisas por dentro; e outras "over bump" (dir.), que passam por cima da barriga para acomodar tudo sem nunca se descompor. Tal como com as saias, estas últimas são úteis nos meses finais, quando passa a ser mais elegante usar túnicas e camisas por fora, de modo a não dar uma silhueta de "Humpty Dumpty". 


Também existem os modelos "under bump" que terminam abaixo da barriga, mas sinceramente não recomendo, pois descaem... e além de deixarem passar o ar frio não são nada confortáveis nem discretas.











6- Uns 3 pares de jeans pretos e azul  nos modelos preferidos, com cinta elástica.





7- Calçado confortável para a estação com saltos bloco de 5 cm, caso precise. Claro que nesta altura é bom apostar em ténis (nomeadamente nos modelos de lona, estilo Keds ou All Star, que ficam amorosos com calças estreitas e vestidinhos) e noutros sapatos ou botas baixos, desde que devidamente acolchoados - mas um pequeno tacão largo não só dá outra elegância como oferece algum apoio lombar.


Modelo acolchoado Carvela Comfort. Como uma bailarina, mas com "um bocadinho assim".



8- Voltemos aos casacos e agasalhos: no início poderá usar os que já tem no closet sem problemas, mas por volta do segundo semestre vai precisar de algo mais "espaçoso". Eu recorri à minha colecção de sobretudos, gabardinas, corta-ventos e casacões de peles vintage, porque tinha à disposição alguns exemplares de corte solto ou com cinto que se adaptavam. Apenas comprei um longo anorak, vulgo "kispo" de modelo estreito num tamanho maior, porque todos os meus casacos de penas eram super justos na cintura. Estas são as compras que exigem mais ponderação, porque de facto não se pode prescindir de casacos adequados, mas é um investimento grande para pouco tempo.





9- Por fim, quem goste de ter leggings e calças jogger over bump para o ginásio, estar em casa e outras pequenas andanças. Pessoalmente acabei por não comprar destas ceroulas nem calças de fato de treino porque fora a barriga o meu tamanho não se alterou, logo as que já tinha servem-me bem com t-shirts compridas até agora; mas fiquei com pena porque consta que são muito confortáveis! Se usa muito este tipo de peças (e/ou aprecia vestidos túnica ou camisolões-vestido com leggings por baixo para não marcar) poderá querer investir nuns quantos pares. Algumas marcas vendem-nas em packs.





Et voilà, ficam as dicas para estar sempre bonita e cómoda sem despender horrores em roupas que usará durante pouco tempo. Convém ter presente  que esta é uma óptima altura para fazer combinações com o que já existe no seu armário: maximizar as suas peças favoritas coordenando-as com a "colecção cápsula de grávida" garante uma elegância descomplicada para esses meses de "revolução".










Thursday, April 25, 2019

Louboutin, Portugal e os Juliões Zuzartes.

Monsieur Louboutin com o sorriso ingénuo de quem ainda não percebeu que este é um país de maldispostos.


Há muitas, muitas coisas portuguesas de que sinto falta no Reino Unido. Comprar peixe fresco e carne de qualidade em toda a parte. Vinho e azeite decentes. Água da torneira (em Coimbra, vá, onde a água sabe toda à do Luso) que seja potável e agradável, o que permite que uma pessoa esquecer-se de comprar água mineral não seja o fim do mundo.

Passear por Lisboa. Pinhais com caruma. Pinhais com caruma perto da praia, com cheiro a maresia e piqueniques de frango de churrasco que não mate uma alma de susto (o frango em Inglaterra merece um post em si mesmo, volta ASAE que estás perdoada). 
Canja de galinha que seja mesmo canja, sem legumes (blhec) em qualquer tasca da esquina. Quem diz canja diz sopa Juliana ou caldo verde (aqui para fazer caldo verde só cortando-o eu, haja pachorra, ou comprando congelado em mercearias portuguesas).



Tascas da esquina que vendam comida caseira para fora. Igrejas com mais de 200 anos (por cá as Igrejas mais antigas foram quase todas transformadas em anglicanas) com ar e cara de Católicas e cinco Missas por dia todos os dias, à vontade e conveniência do fiel mais ocupado, mais preguiçoso e mais ingrato. Ou até mesmo da nossa burocracia - que é horrorosa, mas pelo menos faz sentido: a burocracia britânica pode ser menos intrincada mas tem cada doideira que não lembra ao Menino Jesus e às vezes parece tirada, sem tirar nem pôr, da Alice no País das maravilhas.

Enfim, Portugal tem imensas coisas que me fazem falta em Londres... mas outras tantas sem as quais passo perfeitamente, obrigadinha.

No topo da lista estão decerto o atrevimento, a excessiva informalidade, o desrespeito pelas tradições e o desprezo pela cortesia que era tão portuguesa  (um dia destes volto a isso).

Porém ainda mais intolerável, se possível, é a negatividade gratuita de certos "Zés e Marias Povinho", sempre de "Toma!" em riste para atirar a esmo, sem alvo definido, just in case, a que se junta a pelintrice inerente, generalizada, hereditária, fadada, de mão dada com um ódio vago e parvo pelos "ricos". (Deixo, a talhe de foice, um excelente texto sobre o assunto, de um estimado professor de quem tive a honra de ser aluna).






 E pior ainda (já que ser pobre é aborrecido mas não é nenhuma desonra e ser cronicamente pobretanas não é, tantas vezes, responsabilidade de cada um) é o estranho misto de despeito e orgulho exibicionista em ser pelintra.

Eça de Queiroz retratou lindamente esse tipo na figura de Julião Zuzarte, o médico azarado d' O Primo Basílio. Secretamente envergonhado da sua falta de recursos (que não era culpa sua, coitado) fazia gala (isso sim, culpa sua) em ser miserabilista e azedo, expondo, exagerando mesmo, as suas maleitas económicas e não se dando sequer ao trabalho de se pentear, engraxar as botas e de enfim, tentar parecer apresentável.



"É um extravagante — disse com terror Sebastião, — Não te pareceu, hem ?
— Pareceu-me um asno. Umas maneiras, uma afectação, um alambicado, a olhar muito para as meias, umas meias ridiculas de mulher... E com um certo sorriso azedado: — Eu mostrei-lhe francamente as minhas botas. Estas, — disse, apontando para os botins mal engraxados — tenho muita honra nelas, são de quem trabalha... Porque publicamente costumava gloriar-se duma pobreza que intimamente não cessava de o humilhar."







Falando em botas, o famoso designer de calçado de luxo Christian Louboutin tem há muitos anos casa em Portugal e adora o nosso país. Ao contrário de Madonna, (que para aí veio dar nas vistas e cheia de exigências depois de ter cumprido a sua palavra e desamparado a loja ao tio Donald Trump, que nos passou alegremente a pastilha) Monsieur Louboutin gasta discretamente o seu rico tempo e dinheiro em solo português a gozar o sol e a boa paparoca como um pacato cidadão.

O pior é que o senhor (como qualquer sortudo que viva em Portugal com rendimentos que lhe permitam não precisar de trabalhar para/com portugueses nem privar com o hoi polloi) tem uma ideia romântica de Portugal e dos lusitanos, povo gentil e fofinho, hospitaleiro e ameno - aparentemente.





E julgando fazer uma grande avaria, eis que o designer de moda se lembra de criar uma carteira inspirada em Portugal, com motivos portugueses, mas (como é logico, coriscos!!!) a pensar no seu público alvo internacional, na sua clientela do costume, logo, com o preço habitual dos seus produtos (o que se traduz no valor médio de uma carteira de luxo, ou seja, cerca de 1500€) sendo que parte dos lucros até reverte para uma associação de incentivo ao artesanato português e tudo.





Pois bem, a reacção nas redes sociais foi de tremer e de deixar uma pessoa envergonhada do seu passaporte. É caso para dizer, no tom mais revisteiro e mais lisboeta: ó filho, o que tu "fostes" fazer!

Deixo os print screen falarem por si, em toda a sua pobreza de espírito e baixeza- perdão, em todo o seu esplendor, a atacar a "mala" ora com o ressentimento da raposa que não chegou às uvas, ora com a indignação da injustiça social bacoca:










Vamos lá ver se nos entendemos como gente crescida, bando de malcriadões: Louboutin não fez um especial favor aos portugueses, não desenhou especificamente para as mulheres portuguesas.

 O artista inspirou-se na nossa paisagem, na nossa atmosfera, na nossa cultura, simplesmente e sem qualquer má intenção, da mesma forma que Messere Dolce e Signore Gabbana se inspiram tantas vezes na Sicília e na Espanha, sabendo perfeitamente que os seus modelos não são acessíveis ao bolso da maioria dos sicilianos/italianos e espanhóis. Monsieur Louboutin desenhou para o seu público-alvo assim como o seu concorrente Senhor Luís Onofre, português de gema, desenha sapatos luxuosos (sou particularmente fã das suas botas) que não estão ao alcance da maior parte dos portugueses, pensados para a sua freguesia espalhada por este mundo de Deus.



É claro que não faltam na Pátria senhoras nacionais que (umas com mais ostentação, outras com bom gosto) usam Louboutin, Onofre, Chanel, Hermes e outras sem que isso lhes faça mossa alguma no orçamento (benza Deus) mas não são a maioria- e luxo é luxo por isso mesmo: parte qualidade, parte arrebiques, vive sobretudo da fantasia e da exclusividade, do nome, da raridade. Quem pode pode, quem não pode tira inspiração e lá se arranja de outra maneira.

Há igualmente muita gente abastada que acha isso tudo um disparate e que não se justificam tais balúrdios por uma carteira ou um par de sapatos (o que não deixa de ser verdade num país como o nosso onde temos excelente marroquinaria a preços normais) - são opções, prioridades e opiniões inseparáveis da Liberdade que é tão cara aos portugueses sempre com miufa de que voltemos ao tempo da outra senhora.

O que é inegável é que Christian Louboutin estava no seu direito de se inspirar em Portugal para criar uma carteira para o seu segmento de mercado, e que não tem obrigação alguma de inventar um modelo mais barato só para que as portuguesas o possam comprar. Isso até seria, muito provavelmente, condescendente e paternalista da sua parte, digo eu que não gosto nada que tenham pena de mim.





Também não lhe devemos louvores e gratidão lá por causa desse gesto simpático, bem entendido: a carteira, não importa se é bonita ou nem por isso, é apenas uma homenagem gira que para qualquer povo com um mínimo de "mundo" e sofisticação, para qualquer povo/país "cosmopolita" como Portugal tanto adora tentar provar que é, não seria digno de nota.
Mas qual quê - como sempre, qualquer atenção vinda "do estrangeiro" é recebida com um misto de admiração e desconfiança, posta na coroa da Lua com a babujice e curiosidade dos selvagens e simultaneamente, virada de todos os ângulos com cupidez interesseira, a ver que vantagenzinha pode o portuguesito tirar dali, seja um exemplar grátis seja uma parte dos lucros.

É de entristecer esta mesquinhez, esta indelicadeza, esta agressividade gratuita com coisas de nada - esta futilidade de ser maldoso até com as futilidades da vida. Se os nativos recebem à pedrada cada homenagem que os seus convidados lhe prestam, podem esperar sentadinhos que nunca terão o "reconhecimento internacional", essa pedra filosofal a que o país tanto aspira. E é bem feito.

Monday, March 4, 2019

As coisas que eu ouço: não, c´os diabos!!! (Baby post #1)



Tal como partilhei convosco via Facebook, não tenciono dedicar muitos textos ao meu estado de graça. Estou nas núvens, claro - se puser de parte os enjoos contínuos, a exaustão e outros "extras" que fazem parte da encomenda - mas já se sabe que as futuras mães todas acabam por debitar as mesmas ideias, mais vírgula menos vírgula e que isto tudo só é grande novidade (e uma coisa do outro mundo) para a própria interessada.  

E como também vos disse... até ver, graças aos céus, estar de esperanças não me transformou numa taradinha canta-monos, adepta de horrores como "sessões fotográficas sexy para grávidas" e de baby showers, o que me fez comprovar que as hormonas são injustamente acusadas de muita coisa, quando a culpa assiste à falta de gosto, de decoro e de bom senso. 

Falaram-me num baby shower (com a maior boa vontade, assinale-se...) e benzi-me logo, disse que agradecia a intenção mas achava agoirenta a ideia, isto para não ser indelicada e acrescentar que é uma pinderiquice; e expliquei o mais delicadamente possível que quem desejar dar presentes poderá fazê-lo, se Deus quiser, quando o piqueno nascer e/ou for baptizado, como os nossos antepassados Católicos sempre fizeram. Só me faltava mais essa!




Vou explicar melhor, para não se zangarem já comigo: o bem intencionado hábito americano do baby shower (ou "chá de bebé", como se convencionou dizer por terras de Vera Cruz e me soa sempre a bruxas malvadas que metem criancinhas no caldeirão) começou a popularizar-se nos anos 1950, época do baby boom, como forma de desmistificar a gravidez (na época victoriana e até antes já havia tradições semelhantes, mas a festa era sensatamente feita depois do nascimento, não só devido ao secretismo que rodeava a gestação mas também aos riscos que o parto envolvia). Regra geral, era 
 um evento modesto organizado pelas amigas da gestante, sendo uma forma de ajudar a futura mãe a compor o enxoval do primeiro filho, e apenas do primeiro- que já se sabe, é sempre uma despesa considerável. 

Claro que os americanos são uns bem dispostos e uns caturras sempre prontos a fazer festas por qualquer pretexto, por isso a brincadeira foi evoluindo para formatos cada vez mais elaborados e consumistas. E também é verdade que certas coisas que no Velho Continente, de cultura mais parcimoniosa e supersticiosa, soam de mau gosto, são mais desculpáveis nos expansivos e impulsivos (mas fofos)  americanos.


Baby Shower americano na década de 1960

 Porém, tal como sucedeu com os casórios e o fenómeno bridezilla, até por Terras do Tio Sam a coisa tem ganho contornos de tal maneira egocêntricos e gananciosos (de baby showers organizados pela própria futura mãe para "pescar presentes" a listas de exigências, há casos escandalosos) e uma estética tão aberrante que nenhuma pessoa de bom gosto se lembrará de copiar tais ideias.


Para piorar um pouco, a figura do baby shower popularizou-se na Europa muito à conta de reality shows como o programa das Kardashians e afins, o que já diz tudo. As primeiras pessoas que vi a adoptar a ideia eram precisamente...enfim, mulherio de gosto e perfil duvidoso.

 Mas mais importante, além de ser uma maneira mais ou menos descarada de pedinchar presentes, fazer um baby shower é deitar foguetes antes da festa, o que nunca é alvissareiro por muito que a ciência evolua- até a criancinha estar cá fora sã e escorreita nunca se sabe, lagarto, lagarto, bate na madeira, cruzes canhoto

As minhas avós haviam de persignar-se ante tal irreverência, mas não estou sozinha nisto: em Inglaterra muita gente mais old school considera o conceito de baby shower azarento, inapropriado e deselegante. 

Por estes dias a ex-actriz de TV Cabo que casou com o Príncipe Harry deixou muito boa gente desagradada ao organizar um baby shower ultra extravagante e caríssimo em Nova Iorque, algo normal entre novos ricos mas altamente mal visto em círculos tradicionais (quanto mais na Família Real Britânica) onde a ostentação é desprezada e há toda uma aura de superstição que rodeia o nascimento de uma criança. 

Na semana passada conversava com uma amiga irlandesa que era da mesma opinião: os irlandeses conseguem ser mais dados a crendices que italianos, brasileiros, ingleses e portugueses todos juntos; e por tradição nem o berço era trazido para casa antes de o bebé vir ao mundo são e salvo. Agora, com esta americanice, não só as avós se afligem, como as pessoas se sentem na obrigação de dar lembranças três vezes: no baby shower, na primeira visita ao bebé e no baptizado!

Por tudo isso, obrigada mas não obrigada...e acho aconselhável que quem quiser adoptar o hábito para mimar uma amiga o faça discretamente, com certa modéstia elegante, depois do nascimento do bebé -principalmente se não vai haver baptizado, pelo menos nos próximos tempos. Não constranger os outros nem criar obrigações escusadas é uma delicadeza que cai bem em toda a parte.


mmmm...não, obrigada, com mil diabos!!!

Mas há mais; parece que nenhuma futura mãe hoje em dia escapa ao assunto dos tenebrosos "books de gestante"(Credo!) mesmo quando foge deles como o demo da Cruz.



Ora, há umas semanas estava previsto nevar em Londres e fiquei com esperança de que houvesse um nevão como no Inverno passado, quando tudo aqui à volta ficou coberto de um espesso manto branco e tive a oportunidade de tirar boas fotografias. 

Como tem estado sempre chuva e vento e não tem havido boa luz, até agora ainda tirei poucos "retratos de mamã para mais tarde recordar" (lá por não gostar de "books de gestantes" não quer dizer que não queira guardar alguns instantâneos bonitos e espontâneos, como sempre se fez desde que as famílias passaram a ter acesso a máquinas fotográficas). 

E lá pensei "boa, se nevar podemos conseguir algumas imagens bonitas" tendo em mente, claro está, algo natural, fofinho e normal como o exemplo no topo do texto. Comentei o assunto com umas conhecidas e eis que uma, que casou bem e teve convívios bastante civilizados na melhor sociedade (logo ganhou obrigação para não dizer tais disparates) se sai com esta:

"Que máximo! Se nevar podes tirar fotografias de bikini!!!".

(Tipo, assim:)



(ou assim!)



Podem imaginar as reacções que me passaram pela cabeça (rir-me à gargalhada na cara dela ou oferecer-lhe uma tareia, por exemplo!) mas fiquei-me por um "estás doida, rapariga, para que é que eu havia de querer retratos nesses preparos?  Então e o frio?" e ela, com o ar mais sério deste mundo: "punhas um casaco de peles por cima! Não queres mostrar que és uma grávida em boa forma e lembrar-te disso mais tarde?".

Sim, que isso do casaco havia de valer de muito...nem sei o que é pior em tal ideia: se o ridículo, se a galdeirice e sem vergonhice, se o disparatado de andar de bikini no meio da neve em qualquer circunstância, se o propósito não só de tirar tais fotografias mas de partilhá-las com o mundo (como se o meu marido alguma vez desse Amens a tal coisa, ainda que eu fosse desmiolada a esse ponto), se o facto de o frio ser arriscadíssimo não só para uma gestante mas para o pobre inocente que não fez mal nenhum.

 Anda o Serviço Nacional de Saúde a gastar meios em vacinas da gripe e da tosse  convulsa obrigatórias para grávidas (as duas já cá cantam, não vá o diabo tecê-las, e até reagi bastante mal a uma delas) porque É INVERNO E ESTÁ FRIO, mas vamos lá descascar-nos em bikini fora de época para passar vergonhaças e pneumonias. 

Como alguém disse recentemente - e com carradas de razão- numa conhecida página facebookiana cá do burgo, " quando as mulheres tiram a roupa por outro motivo são taxadas de galdérias mas se estão grávidas já tudo diz que é lindo?". Go figure.

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