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Monday, February 4, 2019

Gilette e a "masculinidade tóxica"


A Gilette, querendo alinhar pela bitola parcial da misandria, dos exageros feminazis, dos extremismos do #metoo e em suma, do ataque global à virilidade, acaba de dar um tiro no pé (ou de entrar em modo "falem mal, mas falem de mim" ) com o seu novo anúncio todo condescendente e paternalista  (criado por uma publicitária feminista-extremista e super chata, nem mais) que deixou os homens indignados e as mulheres femininas pouco agradadas.

Não me vou alongar a descrever o spot lamechas porque já todo o mundo falou dele, mas deixo-o aqui se ainda não viram:




É no que dá ir nas modinhas do politicamente correcto, sem ver se nos servem. Quanto mais não seja, porque não soa lá muito inteligente, nem muito sincero, ofender o público alvo e ao mesmo tempo engraxar as mulheres (quando a marca vira casacas até se fartou de objectificar o mulherio enquanto isso dava jeito e  ainda por cima, vende as lâminas femininas muitíssimo mais caras que as de homem- ora tomem lá a hipocrisia da coisa) .


Hipocrisia much, meninos?

Afinal, como disse o jornalista Piers Morgan aqui em Londres e com razão (nem sempre concordo com o senhor nem com as suas amizades, mas às vezes fala verdades quando solta o verbo) não cai bem partir do princípio que os homens tipicamente masculinos são uns homens das cavernas, violadores e bullies em potência.

Vejamos uma coisa: a mensagem do anúncio nem seria totalmente negativa, se não fosse vir  no momento mais oportunista possível e o que é pior, embrulhada em cassete feminazi-marxista e tendenciosa. Usar o próprio (e super politizado) termo de nicho "masculinidade tóxica" estigmatiza imediatamente tudo, por mais que tentem dar um ar mainstream ao desastre.





Paradoxal é que aquilo que o spot defende-  os homens agirem com nobreza, tratarem as mulheres como gostariam que tratassem as mães e as irmãs deles, controlarem os impulsos animalescos que assistem a todos, não serem cobardes com os mais fracos e/ou sairem em defesa dos oprimidos- são princípios elementares de uma coisa que as feministas odeiam, chamada **cavalheirismo**.

Aliás, estas são atitudes elementares de outros palavrões que elas detestam mais ainda, como virilidade e hombridade. Afinal, as maneiras fazem o homem




Vou continuar, só para arreliar ainda mais as hárpias chatas como a potassa com a mania que são espertas e boazinhas: tudo isso (basicamente, não ser um boçal e um rústico) vem nos códigos de vetustas tradições/instituições do PATRIARCADO, esse papão... e.g. a Cavalaria e a Santa Madre Igreja. KABOOM, já estou a imaginar as esganiçadas a dar um estouro como uma castanha!


S. José Maria Escrivá (fundador da Opus Dei, nem mais...) escreveu páginas e páginas sobre o assunto, exortando o macharedo a "Esto Vir" (Sê homem!").

E digo-o pela enésima vez: ser masculino, viril, assertivo e macho alfa não implica ser um selvagem, um labrego; assim como ser cavalheiro, bom rapaz, enfim, ter honra, ser gentil, nobre e civilizado não tem de significar ser passivo, macho beta, efeminado e um banana- antes pelo contrário, como vimos alguns exemplos neste post.




 Porém, devagar com o andor: se o estribilho "boys will be boys" não desculpa tudo, a verdade é que agir como um rapaz faz parte da arte de ser homem.

 Se um filho meu não quiser andar à pancada na lama, nem fazer tropelias ao ar livre, nem ter brincadeiras brutas (sabendo os seus limites, obviamente) em suma, se não tiver atitudes de rapaz que eu e o pai dele precisemos de limar; se for, enfim, um Eusebiozinho da vida, chorão, enfiadito e queixinhas, sempre metido pelos cantos e a lamuriar-se de que os outros meninos o tratam mal sem que ele dê troco, ficarei seriamente preocupada. Provavelmente mando-o para o melhor professor de krav maga que conseguir arranjar, isto se o Colégio Militar não der conta do recado.






Depois,  tirar às mulheres e aos homens com pouca espinha dorsal toda a responsabilidade sobre os seus destinos e culpar os homens "brutamontes" de tudo, é no mínimo ridículo. Para cada "conquistador das dúzias" que se porta mal e usa as mulheres como chicletes, há as dúzias de mulheres sem dignidade nem amor próprio que se lhe ofereceram de bandeja, que se juntaram ao seu rol de conquistas sabendo o que ali estava e depois se queixam que o gabiru nunca mais lhes telefonou.




Cada xoninhas que se queixa dos outros homens, ou de que as mulheres só gostam dos marialvas, é um garoto que precisa de investir em si próprio e sim, de se "fazer homem", de "man up", de enfrentar quem (ou o que), o intimida em vez de deitar aos homens que teme/inveja, e às mulheres que lhe dão negas, a culpa dos seus desaires. Não há nada mais feio do que a falta de auto-responsabilidade.

As únicas pessoas que acham que a masculinidade, em si mesma, é "tóxica" são os homens medricas a quem falta testosterona e  as mulheres frustradas que foram rejeitadas (ou usadas e deitadas fora) pelos tais homens alfa que costumavam ser representados pelos modelos cinzelados e másculos dos anúncios da Gilette. Tipo este:



O ressabiamento, esse sim é tóxico...

Como disse a autora e radialista Allie Beth Suckley, "se a masculinidade fosse tóxica, os jovens criados sem pai seriam presumivelmente melhores do que aqueles que o têm. Mas não: tendem a ser mais agressivos, deprimidos e com tendência para o crime. A sociedade precisa de mais masculinidade, não de menos". Negar as verdades biológicas e assumir que a energia masculina não precisa de ser orientada por mãos masculinas para ser aproveitada da melhor maneira é um erro crasso.
Muito mais haveria para comentar sobre o assunto (nomeadamente, falando dos bons frutos da masculinidade devidamente canalizada, como bons maridos, bons pais, bombeiros, polícias e soldados que se sacrificam para nos proteger a todos, etc) mas da maneira como o mundo anda, decerto haverá ocasião para tal noutros posts. Fico-me por reproduzir o que li por aí, e que resume tudo:

"O problema não é a masculinidade tóxica. O problema é a falta de masculinidade." (ou de verdadeira masculinidade, vá...).

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