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Wednesday, May 8, 2019

Colecção cápsula para mamãs - quando os básicos chegam e sobram (baby post #2)

Estas calças "maternity" da Boohoo são um salva vidas!


Se houve bons exemplos de estilo que a senhora minha mãe me deu (e que me impressionaram observar desde pequena, em contraste com outras mães que via por aí) foram estes:

- Ser mãe não é desculpa para desleixar a silhueta: ela continuou elegantíssima e com uns abdominais impecáveis depois de dois filhos. É claro que a genética ajudou, mas um pouco de exercício (nada de extenuante, apenas ginástica localizada e manter-se muito activa) fazer uma alimentação saudável, usar uma cinta adequada no pós parto e (durante e após bebé), abusar das massagens com creme e óleo hidratante teve de certeza um papel crucial. (Vou manter isso em mente, good luck to me!)

- Para estar confortável e vestida apropriadamente quando se está de esperanças não é preciso "mascarar-se de grávida" mas também há que evitar realçar a barriga em exagero, seja na tentativa tola de parecer sexy, seja porque "é fofinho".


Jardineiras: há gostos para tudo, mas são das peças menos democráticas.
Há algumas aceitáveis, mas poucas pessoas ficam bem nelas...

O resultado dessa abordagem sensata é que a mãe conseguiu estar gira, amorosa, normal e intemporal nos seus retratos de grávida em plenos perigosos anos 80 (usando vestidinhos hippie, calças skinny e coisas simples dessas) enquanto tantas outras - incluindo a pobre Lady Diana - deixaram para a posteridade imagens suas enfiadas em balandraus largueirões cheios de folhos ou pelo contrário, jardineiras "de mamã" e outras modernices que enfatizavam o barrigão.



Convém pensar na roupa de gravidez como se pensa no vestido de noiva: afinal, é uma fase única, que vai inevitavelmente ser fotografada para mais tarde recordar, por isso é bom que o visual não pareça ridículo nem datado uns anos mais tarde. Basicamente, o mantra deve ser "seja você mesma, em versão de esperanças".


Audrey Hepburn- intemporal e confortável.

Actualmente a moda pré-natal tornou-se muito mais democrática e muitas marcas têm as suas linhas "pré mamã" mas felizmente perceberam que, mais do que inventar vestimentas específicas "para gravidez" é preciso criar versões pré mamã das roupas normais.

É claro que também se assistem a alguns horrores ultra justos, como os vestidos "à Kardashian", que são de arredar, mas regra geral, sabendo procurar e não perdendo a cabeça é fácil respeitar as três regras essenciais do guarda roupa para futuras mães:



1- Conforto e elegância são palavras chave; há que recusar tudo o que seja completamente solto, para não parecer um barril, mas enfaixar-se em spanxs e tecidos ásperos ou rígidos e empoleirar-se em saltos instáveis também é má ideia.

2- Não investir demasiado num "novo guarda roupa completo" nem em artigos muito dispendiosos, porque afinal são de uso temporário e só há algumas peças que fazem realmente a diferença.  Essas (já falaremos delas) duram toda a gestação, pois são extensíveis, mas também não é sensato ir comprar demasiadas porque obviamente só vão servir para aqueles nove meses (e para guardar para uma futura gravidez, nossa ou de uma amiga).



A senhora minha mãe (comigo a caminho) nos anos 80, usando um dos seus vestidos hippie de Verão; eu com 36 semanas num vestido Mango de mousse que tenho há anos e que se adaptou sem problemas ao meu "estado interessante".


3- IMPORTANTE! Há que evitar comprar tamanhos diferentes de calças, jeans e saias à medida q a barriga vai crescendo - é o dinheiro mais mal empregadinho que existe (mea culpa, ainda fiz isso uma ou duas vezes porque encontrei calças cigarrette de cintura subida muito giras).  É preferível ir direita às versões para grávida com cinta elástica no seu tamanho, mandar à costureira para ajustar as bainhas se necessário e fica-se "armada" para toda a gravidez.




4- Muitas peças que já temos no closet podem perfeitamente integrar a "colecção cápsula" de grávida (desde que não se engorde muito, obviamente).

 É o caso das t-shirts e tops básicos, longos, de algodão (com e sem mangas), das camisas masculinas, dos boyfriend blazers e casacos de peles, sobretudos e gabardinas oversized (muitas peças vintage tendem a ser maiores e/ou mais soltas), vestidos de malha extensíveis, cardigans soltos e tricots longos, vestidos envelope maiorzitos, camisas "de lenhador", túnicas, sundresses largos e vestidos hippie, blusas de "cigana" e blusas ou vestidos "de camponesa" - e regra geral,  tudo o que antes da gravidez costumava usar-se com um cinto. Muitas destas roupas existem em "versão mamã" mas não diferem quase nada do design normal.


Nota: é quase impossível encontrar blazers para grávidas. Acho que as marcas assumem que as futuras mães não trabalham, e/ou se transformam todas em hippies sempre confortavelmente enfarpeladas num look "boémio" de balandraus e ponchos. Se precisa de blazer (s) para o emprego, ou para dar um ar mais estruturado e compostinho a certas fatiotas, o melhor é procurar modelos longos, uns boyfriend (soltos) outros ligeiramente cintados, num tamanho maior do que o seu normal (não há regras, experimente vários e escolha o que assentar bem nos ombros).

Tendo estes pontos em mente é fácil reproduzir as ideias amorosas para "toilettes de mamã" que andam por aí no Pinterest - inspirações bonitas e apropriadas não faltam. É importante também tirar partido dos acessórios, roupas e "statement pieces" mais luxuosos que já se têm em casa para manter alguma variedade, já que é normal repetir à exaustão as peças que oferecem menos desconforto.



Vejamos então as peças a comprar:




1- Uma ou outra túnica longa de corte império (acima). As versões normais das blusas e túnicas longas de camponesa servem bem até ao fim do segundo trimestre, mas nos últimos meses o corte império dá mesmo muito jeito para acomodar aquela "redondeza extra" sem levantar onde não deve!


2- T-shirts e tops de algodão mais longos e soltos em cores básicas: por mais que tenhamos, nunca são demasiados.

3- Roupa interior adequada, incluindo soutiens ultra macios e cintas: é quase escusado lembrar, já que a maior parte das coisas deixará de servir e também é preciso investir em algumas peças específicas para esta fase.



4- Pelo menos uma saia lápis básica, pré mamã -  com cinta incorporada "sobre a barriga" (esq.) ou de cintura muito subida e extensível (dir.) . Estas últimas são ideais para os primeiros meses e para usar tops ou camisas por dentro. Quem gosta pode pensar também num modelo colorido (enviesada, recta, evasé, maxi...) de cintura alta, especialmente se vai passar de esperanças os meses de Verão.





5- Calças afuniladas /cigarrette:  umas de cintura subida, elástica (esq.) que dão imenso jeito para tops, bodies ou camisas por dentro; e outras "over bump" (dir.), que passam por cima da barriga para acomodar tudo sem nunca se descompor. Tal como com as saias, estas últimas são úteis nos meses finais, quando passa a ser mais elegante usar túnicas e camisas por fora, de modo a não dar uma silhueta de "Humpty Dumpty". 


Também existem os modelos "under bump" que terminam abaixo da barriga, mas sinceramente não recomendo, pois descaem... e além de deixarem passar o ar frio não são nada confortáveis nem discretas.











6- Uns 3 pares de jeans pretos e azul  nos modelos preferidos, com cinta elástica.





7- Calçado confortável para a estação com saltos bloco de 5 cm, caso precise. Claro que nesta altura é bom apostar em ténis (nomeadamente nos modelos de lona, estilo Keds ou All Star, que ficam amorosos com calças estreitas e vestidinhos) e noutros sapatos ou botas baixos, desde que devidamente acolchoados - mas um pequeno tacão largo não só dá outra elegância como oferece algum apoio lombar.


Modelo acolchoado Carvela Comfort. Como uma bailarina, mas com "um bocadinho assim".



8- Voltemos aos casacos e agasalhos: no início poderá usar os que já tem no closet sem problemas, mas por volta do segundo semestre vai precisar de algo mais "espaçoso". Eu recorri à minha colecção de sobretudos, gabardinas, corta-ventos e casacões de peles vintage, porque tinha à disposição alguns exemplares de corte solto ou com cinto que se adaptavam. Apenas comprei um longo anorak, vulgo "kispo" de modelo estreito num tamanho maior, porque todos os meus casacos de penas eram super justos na cintura. Estas são as compras que exigem mais ponderação, porque de facto não se pode prescindir de casacos adequados, mas é um investimento grande para pouco tempo.





9- Por fim, quem goste de ter leggings e calças jogger over bump para o ginásio, estar em casa e outras pequenas andanças. Pessoalmente acabei por não comprar destas ceroulas nem calças de fato de treino porque fora a barriga o meu tamanho não se alterou, logo as que já tinha servem-me bem com t-shirts compridas até agora; mas fiquei com pena porque consta que são muito confortáveis! Se usa muito este tipo de peças (e/ou aprecia vestidos túnica ou camisolões-vestido com leggings por baixo para não marcar) poderá querer investir nuns quantos pares. Algumas marcas vendem-nas em packs.





Et voilà, ficam as dicas para estar sempre bonita e cómoda sem despender horrores em roupas que usará durante pouco tempo. Convém ter presente  que esta é uma óptima altura para fazer combinações com o que já existe no seu armário: maximizar as suas peças favoritas coordenando-as com a "colecção cápsula de grávida" garante uma elegância descomplicada para esses meses de "revolução".










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