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Thursday, November 27, 2014

O bâton perfeito da Maggie de Freakshow? Achei!



Quem acompanha American Horror Story: Freakshow já deve ter reparado no bâton encarnado da vidente-vigarista Maggie Esmeralda, interpretada pela encantadora Emma Roberts.

 Esta temporada da série passa-se nos anos 1950 e como já é costume, a produção não brinca quando se trata de caracterização e figurino. O tom encarnado/alaranjado mate da actriz não podia passar-me despercebido - ilumina-lhe lindamente o rosto e tem o aveludado ideal.


 Pus-me em campo para saber mais e descobri que se trata do True Red desta marca relativamente recente que se especializou em  produtos de inspiração vintage, a Bésame Cosmetics. Só de escarlates/laranjas a Bésame tem quatro nuances de fazer perder a cabeça a qualquer apreciadora de clássicos.


 A loja oficial envia para Portugal (está também disponível na Sephora, mas ao que percebi só online e dentro dos E.U.A), logo por €29 é possível reproduzir o look da charmosa artista de circo.

 Só fico com dúvidas por não poder experimentar e por, segundo a marca, o produto não ser tão pouco brilhante como parece no écrã, já que a Bésame acha que as texturas mates não são fiéis à época nem benéficas para os lábios. Acho vou esperar que a Sephora Portugal disponibilize esta gama, porque não tenho propriamente falta de bâtons dessa cor.
 Mas, never fear: se quiserem usar o mesmo visual sem compromisso, eu descobri (antes de a série começar, coincidência das coincidências...) a alternativa ideal. 

Uso-o há meses e tinha de partilhar convosco...

Basic Cosmetics, bâton mate nº 6


Costumo passar regularmente na Clarel (ex Schlecker) para comprar isto e aquilo e ainda esta drogaria não tinha vindo para o nosso país, já eu era fã da sua marca de cosméticos, a Basic. Tem produtos interessantes (como a base mineral e em mousse) adequados a peles claras e ultra sensíveis como a minha, por isso recomendo-os com toda a confiança.

 Reparei que tinha uma gama mate de bâtons e escolhi o encarnado mais aberto para juntar à minha colecção, o número 6 - um alaranjado lindo. Só vos aconselho uma boa hidratação prévia: o bâton não é cremoso mas é super aveludado, muito pigmentado e dura todo o santo dia (ou noite, porque a cor é mesmo intensa). Por um preço irrisório (cerca de €3 e picos) não fica atrás, pelo contrário, de outros parentes mais luxuosos.
 Com um bom delineador garante - olha eu a inventar um slogan à época - 24 horas de glamour. Experimentem e depois contem-me...só vos digo que se se lembram de o descontinuar vou ficar muito aborrecida e que pelo sim, pelo não, me vou abastecer de uns quantos tubinhos.












Saturday, November 1, 2014

Edward Mordrake, o "Príncipe" de duas caras


Começo a achar que American Horror Story me lê os pensamentos, ou que os produtores da série lêem o meu diário (o que seria ainda mais estranho porque não tenho um); o mais certo é eu ter muitos gostos em comuns com eles, deixemo-nos de coisas.
Depois de Coven e de trazerem David Bowie a um circo de aberrações - tema que me intriga desde pequena: sabiam que nos anos 60 ainda havia dessas coisas por cá? Sim, a minha família conta histórias dessas, havia realmente circos com o Homem mais Alto do Mundo, a Sereia e a Mulher Barbuda dentro de uma jaula - de quem é que se lembraram? 


De Edward Mordrake, personagem (pois não se sabe ao certo se existiu ou não) realmente fascinante. 

 Fascinante estilo filme de terror mas enfim, gostos são gostos e estamos em época disso.

  Supostamente, Edward Mordrake, que viveu em finais do sc. XIX, era um belo e gentil fidalgo, herdeiro de uma das melhores famílias de Inglaterra e de numerosos títulos. Riquíssimo, talentoso e muito inteligente - era um músico e estudioso dotado - o pobre Edward tinha um grave problema: uma segunda cabeça na nuca. 


O seu rosto normal era lindíssimo e de expressão grave, mas a "segunda face" era má como as cobras. Não falava nem comia mas fazia caretas, mexia os lábios com expressão malvada e segundo Edward, murmurava constantemente coisas infernais, especialmente à noite. O desafortunado rapaz tentou por todos os meios ver-se livre do seu "gémeo maligno" mas a Medicina da época nada pôde fazer por ele. Envenenou-se aos 23 anos, deixando por escrito um pedido para removerem a carantonha, não fosse ela continuar a torturá-lo no Além. 

 Em American Horror Story, Mordrake, interpretado por Wes Bentley, é uma elegante alma penada que percorre os circos de aberrações procurando companheiros para a sua trupe dantesca no Outro Mundo, servindo ao mesmo tempo de justiceiro, confessor e redentor.     Deram-lhe uma dimensão de herói Byroniano atormentado com o visual de um Dorian Gray, o que não podia ser mais interessante...embora os morenos misteriosos sejam sempre de desconfiar.


 Dito isto, Edward Mordrake, a ter existido, seria uma pessoa no mínimo complexa - ou não. É que bem vistas as coisas, o único problema dele era ter duas caras (uma delas cruel e viciosa)...à vista desarmada. Não faltam por aí cavalheiros semelhantes, com o mesmo problema, só que escondido. O pobre Edward, que até era bem intencionado, só não conseguia enganar ninguém...

Também nisto a série não deixa escapar a analogia: Dandy, a pior aberração de todas, é um jovem riquinho, betinho, lindinho, perfeitinho (outro moreno misterioso, estão a captar a lógica?) mas mimado, desaparafusado e capaz das maiores tropelias. 


 Por vezes os piores monstros estão escondidos lá dentro. Até podem dar sinal numa cara bonita, numa postura angelical, mas quase sempre é demasiado tarde. E isto de lados lunares quanto mais cedo se revelarem, melhor...





Tuesday, October 21, 2014

Too much of a good thing can be wonderful, lá dizia a outra.


Julgava que pós Coven, American Horror Story seria sempre a descer, pelo menos no que me diz respeito  (é que depois de reunir a grande Marie Laveau à bruxa fashionista de Jessica Lange a responsabilidade aumenta muito!). Mas Freakshow, que estreou ontem por cá, não só tem o ambiente certo (todo o feel da americana dos anos 50) como fez o favor de me juntar duas coisas que eu adoro: Jessica Lange e...David Bowie. Ou antes, Jessica Lange vestida como David Bowie a cantar Life on Mars com um toque de Marlene Dietrich:

Ora aí está uma coisa de muito valor, porque se David Bowie é uma divindade (o estatuto de god of Rock não basta para o definir, porque também é um style icon e dos verdadeiros, não desses de trazer por casa  a quem agora atribuem o título) Jessica Lange é uma diva.
 Correndo o risco de me auto plagiar (pois já devo ter dito isso algures) acho-a lindíssima, daquela beleza que troça do passar dos anos, e com uma presença magnífica. 

                                  

Pode estar despenteada, com a maquilhagem numa desgraça ou a fazer de bêbeda, de infeliz ou de doidinha,mas mantém sempre o seu ar de grande dame; depois, os seus traços são tão perfeitos que nunca consegue parecer feia por mais que lhe façam. Ser linda aos 20, 30, 40, 50 e mais além e ainda por cima continuar sexy, com um estilo impecável e um sorriso de derreter uma pedra, isso é obra.
Bruxedo, much?
 Não sei que poção é que Ms.Lange toma, mas alguma há-de ser porque isso vem de dentro, não se consegue com tratamentos nem cirurgias. Lá está: suponho que Jessica Lange e David Bowie comprem a fórmula da eterna beleza no mesmo sítio. Agora só resta torcer para que o Thin White Duke faça uma aparição na série para o cenário perfeito estar completo. Please?








Saturday, February 1, 2014

Detesto meios termos da treta. Detesto.


Ainda não vi o final de American Horror Story: Coven, mas como não tenho paciência para  surpresas já sei de cor e salteado os resumos dos episódios que me faltam. E como dizia a outra, I´m not happy.

 De vez em quando há um formato (filme, série, livro) que tem a coragem de criar um anti herói - ou neste caso, anti heroína - no melhor espírito Evil is Cool. Sabem, aquelas personagens com estilo à patada, que são go-getters, que tomam decisões difíceis com as quais dificilmente concordaríamos na vida real mas que no contexto fazem sentido, que são brutalmente honestas no seu modus operandi os-fins-justificam-os-meios e que têm também um lado humano, bom e vulnerável. E claro, fica-se a torcer pelo protagonista, neste caso a bruxa de Chanel que bem vistas as coisas, acaba por fazer maldades menos graves (e mais compreensíveis) do que os supostos "bonzinhos" politicamente correctos da estória.

Mas no fim os produtores arrependem-se e decidem que o suposto mauzinho tem de ser castigado, por muito over the edge e risqué que o programa/filme/livro seja.  E é o bonzinho sem graça, mas que também está farto de fazer quantas tropelias há pelas costas (embora com cara de anjo, ar paternalista e a julgar toda  a gente) que triunfa. Pior ainda, é suposto nós gostarmos desse final.

 Como prefiro pessoas genuínas - ainda que sejam um bocadinho arrogantes ou sarcásticas à superfície  - e não posso com fachadas de bondade e santidade nem com molho de tomate, não consigo achar piada, desculpem. Tanta coisa, tanta coisa e afinal ficamo-nos com um final chocho, vulgo " o Mal foi derrotado e o Bem vence" mesmo que o bem seja falso e de segunda categoria. Falta de coragem e de frontalidade, é o que é. 

Wednesday, November 27, 2013

Marie Laveau: it girl e Voodoo queen

                                 
Em American Horror Story: Coven, Marie Laveau está a ficar *um bocadinho* má demais para o meu gosto. Não tenho nada contra uma vingança justa, mas há que não descer ao mesmo nível; depois, é impossível não torcer pela Suprema, Fiona, a bruxa socialite em Chanel, por mais maldades que ela faça. Em boa verdade as personagens são todas adoráveis e o que eu queria mesmo era que se entendessem numa bruxaria grande e feliz.

  Mas a verdadeira Marie Laveau também era um pouco assim: santa e pecadora, anjo e D. Corleone de saias, benfeitora, mulher de negócios ou protectora dos desvalidos, consoante a época da vida ou a perspectiva de quem contava o conto: um poço de mistérios e ambiguidades que permanece envolto em lendas 132 anos depois da sua morte...se é que morreu mesmo.

 Os relatos mais consistentes dizem que, tal como na série, a Voodoo Queen nunca envelheceu  (embora haja a possibilidade de ter sido confundida com a sua filha, Marie Laveau II, que morava na mesma casa e continuou a sua obra, com menos poderes mágicos mas maior sentido do mediatismo).
Um aspecto é, porém, incontestável: Marie Laveau era uma beldade crioula de imponente presença e apesar de iletrada, senhora de grande espírito, capaz de se impor na sociedade pelos melhores e piores motivos.
                      
                                  
Marie Laveau nasceu no final do sec. XVIII/ inícios de XIX, com o estatuto de "mulher livre de cor" , filha do dono de uma plantação e de uma linda crioula. Em 1819 casou com Jacques Paris, um emigrante do Haiti que se refugiara na antiga colónia francesa: a cerimónia foi celebrada pelo famoso Père Antoine, de quem Marie viria a ser muito amiga e com quem realizaria grandes obras de caridade. Católica devota, mulher piedosa, a voodoo queen manteve sempre o sincretismo entre as crenças dos escravos e as regras da Santa Madre Igreja, como é comum em tantas práticas mágicas da Diáspora africana: no voodoo, tudo advém do "Bon Dieu" (o "bom Deus) e os Loas (Deuses) dão-se pelo nome dos santos do calendário...
 Com o desaparecimento do marido, assumiu o nome de Viúva Paris e  uma união de facto ("plaçage") com um branco, com quem teria vasta prole.

Por volta de 1830, Marie Laveau já era considerada a Voodoo Queen de Nova Orleães. Até hoje discute-se se o seu êxito, que cativava brancos e negros, se devia aos seus feitiços (ficaram famosas as suas cerimónias na noite de S.João, onde dançava com cobras e que atraiam milhares de curiosos) ou à sua entrada privilegiada nas casas de boa sociedade: Marie Laveau era cabeleireira de profissão e uma espécie de Robin dos Bosques de criados e escravos, que por medo ou necessidade lhe contavam os segredos dos patrões.

 O mais provável é que fosse uma combinação de tudo isso, associado a um enorme carisma e aguçada inteligência. O certo é que enriqueceu: dizia-se à boca pequena que tinha um bordel, entre outros negócios; que pelo menos um Governador morreu graças aos seus feitiços; que conseguiu impedir várias execuções injustas, ora manipulando o juiz (com recurso à chantagem ou à magia, nunca saberemos) ora encantando a língua das testemunhas, ora provocando tempestades. Atribuíam- lhe a glória ou a culpa por tudo o que era espectacular e inexplicável naquela cidade tão cheia de magia. Se era um anjo para os oprimidos, a sua ira contra aqueles que odiava não tinha quartel.

 Vaidosa, os sapateiros contavam-na entre os seus melhores clientes. Era recebida em toda a parte. Durante um surto de febre amarela em 1853, trabalhou incansavelmente como enfermeira e femme traiteur (curandeira). O seu suposto enterro, em 1881, teve uma assistência nunca vista - pobres e ricos de todas as cores, os mais desfavorecidos e as melhores famílias, ninguém quis deixar de se despedir da mulher mais famosa da cidade. Diz-se, porém, que continuou a aparecer - e que ainda por lá vagueia. O túmulo que lhe é atribuído (pois ninguém sabe ao certo se e onde foi sepultada...) dá imenso trabalho aos zeladores do cemitério de St. Louis: turistas e devotos insistem em deixar oferendas ou marcar três cruzes para que a Rainha do Voodoo lhes conceda um desejo, apesar das advertências das autoridades...
                    

Sunday, October 13, 2013

W(B)itch please! Pretty please!


Juntem um coven de bruxas como deve ser (já lá vamos) Nova Orleães (com a presença de Marie Laveau, a mais célebre e estilosa Voodoo Queen de todos os tempos, e da famosa Madame Lalaurie) hoodoo, um grande elenco, voodoo,  o século XIX, a Jessica Lange no clássico papel de anti-heroína e um figurino fabuloso. E o que temos?

 Temos esta menina outra vez viciada em American Horror Story, pois claro.

 Bastava a história passar-se no Sul, na Dixieland,  para isso
 acontecer ( aquela confusão de temporada no asilo não me seduziu muito) mas parece que os criadores da série leram os meus pensamentos -adoro quando essas coisas sucedem - e decidiram colocar no enredo um bom punhado dos meus temas preferidos.



Se é para Hollywood contar estórias de bruxaria, que o faça com a devida graça: sem demonizar, mas sem transformar as feiticeiras em hippies fofinhas e fora deste mundo. The Craft e Practical Magic foram  das poucas produções a conseguir esse efeito - porque convenhamos, se há muita mentira no mito da "bruxa", a versão demasiado branqueada perde a piada toda. 
 Aqui temos a bruxa boazinha mas com mau feitio, Cordelia, que como é costume só quer fazer os seus feitiços e poções sossegada, e a Big Bad Witch  - ou antes bitch, mas bitch no sentido mais cool do termo - Fiona, a bruxa suprema, adepta glamourosa do Caminho da Mão Esquerda: Jessica Lange, comme il faut.

E aí é que o espectáculo começa: Fiona é a bruxa poderosa por excelência, sem complexos na hora de proteger a sua gente (já que a caça às bruxas voltou a ficar na moda) nem dúvidas quando se trata de perseguir os seus desejos: já obteve riqueza e todo o poder à face da terra, ou quase todo (não sabemos o que fez para lá chegar, mas parecer-se com Jessica Lange é meio caminho andado). Mas a sua Vontade - e eu gosto de personagens em contacto com a sua Verdadeira Vontade, embora possa não concordar com os seus métodos ou escolhas - não se fica por aqui. Ela também quer mais beleza ainda, imortalidade e... juventude eterna. 

            

Fora o resto que ainda não sabemos. Rapariga exigente! Claro que para isso ela vai manipular as jovens bruxinhas do colégio de elite que até aí era governado pela sua ingénua filha - a figura clássica que usa muito pouco do poder que realmente possui - e que ela desdenhosamente classifica de "Hogwarts" e muito possivelmente, lançar o terror

Que é exactamente o que nós queremos: terrorzinho do bom numa embalagem luxuosa, com falas cínicas cheias de cachet e ditas por uma senhora janotíssima. Uma verdadeira Head Witch in Charge, Sumo-Sacerdotisa com óptimo ar, Godmother, Patroa...you get my point. 

                    

Sempre com o ar de quem se está pouco marimbando, muito espírito e um fashion sense de fazer parar o trânsito. Aleister Crowley ficaria orgulhoso. 
 A julgar pela amostra, os figurinistas também se empenharam no seu trabalho, criando um guarda roupa que não só vai lindamente à atmosfera da série, como está de acordo com as tendências dos últimos três anos a esta parte: o ladylike, o punk, o gótico/witchy (lembram-se de Hedi Slimane no ano passado?)  e as misturas de padrões/ elementos que têm sido constantes tanto nas passerelles como no street chic. Por vezes não é com simpatias que se coloca ordem nas coisas. É preciso ser um bocadinho...bom, mandona, e ter muita segurança nos seus saltos altos. E Jessica Lange sabe como. Witch please!







Monday, December 12, 2011

Dos fantasmas que se metem onde não são chamados


Moira O´Hara (Alexandra Breckenridge)
Estou a adorar esta série. Não é muito assustadora, ou eu sou difícil de assustar, mas fascina-me. O casting é excelente, o enredo desperta a nossa curiosidade (fica-se com tanta vontade de saber tudo sobre a casa como aqueles que lá moram) a fotografia e os cenários são luxuosos.
Nada melhor para substituir The Walking Dead até Fevereiro.
Torço para que esta não seja uma daquelas histórias de mansões assombradas que acabam com os donos a mudar de casa. Espero que consigam resolver os conflitos com a fantasmada que por lá mora e vivam todos como uma grande família. Mas pelo andar da estória, não vai ser fácil. Os fantasmas daquela casa, se descontarmos o bicho que vive na cave, não são muito sinistros. Em compensação...são chatos. Muito chatos. Umas carraças autênticas. Intrometidos. Mexeriqueiros. Intriguistas. O último episódio foi um sufoco, com maçadores a entrar e a sair constantemente, a meter o nariz onde não são chamados, a dar palpites. É a amante psicopata que diz que aquele homem é dela. É o gay com dor de cotovelo a berrar que a casa é dele e a querer mexer na decoração. É a técnica de superfícies que abre a porta a quem não deve. São os vizinhos do lado e os colegas assassinados pelo vizinho do lado, que por sua vez gosta de se meter com as mulheres e as filhas dos outros. E muitos mais...não há um minuto de sossego naquele sítio.
A última coisa que se espera ao comprar uma moradia vitoriana é falta de privacidade. Eu que tanto gosto de estar no meu cantinho, não suporto que haja muita gente a intrometer-se em assuntos superficiais, quanto mais na minha vida privada. Detesto pessoas abelhudas, vivas ou mortas. Se forem difícieis de exorcizar, pior ainda. Isso sim mete medo...muito!

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