Recomenda-se:

Netscope

Showing posts with label botas. Show all posts
Showing posts with label botas. Show all posts

Wednesday, March 16, 2016

Coisas que é um sarilho para encontrar nas lojas #1: botas para usar com saias




Antonio Marras


Passei o Inverno arreliada com isto, e como apesar de a Primavera estar à porta o frio ainda se faz sentir, tive de analisar o caso que me tem complicado a escolha das toilettes.

Ora pensemos: a tendência dos anos 70 dita que podemos usar botas com saias linha A ou culottes. E a sensatez recomenda que - com saias abaixo do joelho - as botas não folguem nas pernas. 


Casadei


Com saias curtas ainda é outra história (das duas uma, ou se opta por umas cuissardes discretas ou vamos por botas de cano largo e descaído, que num look boho até é favorecedor) .

Mas para acompanhar todas as outras saias e vestidos, é mais recomendável - se não quisermos usar sapatos ou botins - botas de cano justo, maleável, que se adapte à perna. A única excepção à regra será um modelo como o  Shark Lock da Givenchy, que fica interessante mesmo que não seja lá muito correcto.


Para a noite, Dolce & Gabbana

Então porque carga de água será tão complicado encontrar nas lojas botas justas deste género, em pele fina ou tecido - sejam longas ou *de preferência, para não se enrolarem na saia* pelo joelho? Mesmo entre as marcas de luxo estes modelos estão em minoria. Ou seja, caem na categoria das peças que fazem falta mas as marcas deixam sempre faltar.

 É claro que ( salvo no caso das cuissardes) para usar sobre calças, botas largas no cano são incomparavelmente melhores e mais confortáveis. Mas ainda assim devia haver mais botas-para-saias à disposição.


Jimmy Choo

É que é muito maçador passar o Inverno sabendo que de todas as botas no armário, só uma pequena parte se presta a ficar no sítio ou a não blusar sob uma saia justa. Ou optar mais vezes por calças à conta disso. E preservar como um ai-Jesus aquelas que ficam bem e são quentinhas! Haver tão poucas opções implica também investir muito numa peça de uso ocasional, já que praticamente só as griffes mais exclusivas têm estes modelos sempre disponíveis - e reparem, poucos com saltos práticos e confortáveis.

A fast fashion às vezes falta muito às necessidades do consumidor, ai se falha....um dia destes ainda me resolvo a desenhar calçado e o resto, em modo pede o guloso para o desejoso.






Saturday, December 5, 2015

Onde diabos terei posto as minhas botas de neve?


Onde diabos terei posto as minhas botas de neve? Perguntei a mim mesma, depois de ver aqui que Jimmy Choo convidou algumas bloggers conhecidas (sortudas, estou com um pouco de "inveja branca" como a neve, passe o trocadilho) para conhecer e retratar, na Suiça, a sua colecção de botas-de- enfrentar- nevões.

Apesar de ter raízes e ligações familiares na Serra da Estrela e de gostar de lá ir uma vez por ano, no mínimo, neve não é muito comigo. Gosto de neve, claro (é preciso ser insensível ou uma alma muito mal disposta para embirrar com neve) e dos confortos a ela associados (lareiras, queijo da Serra, banhos muito quentes, ar puro). 

Porém, confesso que não me vejo a penar para estar, por exemplo, numa exclusivíssima festa em Aspen ou St. Moritz- daquelas em que elegantes personagens se reúnem para mostrar os vestidos de noite depois de um dia inteiro a fingir que esquiaram embrulhadas em fatiotas de ski desenhadas por Karl Lagerfeld. Não tenho paciência para desportos de Inverno. É só branco e ar frio até onde a vista alcança, rampa acima-rampa abaixo, com o gelo a crestar a pele mais do que o sol de Julho. 




Não digo que passear num belo trenó à moda antiga algures na Rússia, embrulhada numa esplêndida peliça a caminho de um baile qualquer, não tenha todo o glamour de um conto de fadas; só que  geralmente a minha abordagem à neve é pôr uns carapuços e agasalhos fofinhos e "wheeeeee, estou na neve": dar umas escorregadelas montanha abaixo, umas voltinhas no gelo e já está, vi, está visto.

Mas tinha eu uns 11 anos e numa viagem à Suiça, uma amiga ofereceu-me umas botas de neve brancas não sei de que marca - tinham vindo de um daqueles grand magasins que têm outra piada na terra dos chocolates e do Música no Coração - e foi amor à primeira vista. Estreei-as com umas quaisquer skinny pretas e um sobretudo com grande capuz e não as larguei até as espatifar de todo. 




Devo ter por aí um retrato de um desses passeios alpinos, com o meu longo cabelo a tomar tons de fogo ao sol de Inverno e uma infantil cara de sofrimento pois tinha chovido, a neve era mais gelo que outra coisa e aterrara em cheio no derrièrre, mas a sentir-me toda pimpona mesmo assim. 

Logo aí, ganhei um respeitinho às moon boots e aprendi uma regra basilar de styling que as bloggers em causa referem: não há nada como botas volumosas para equilibrar e alongar a figura até ao infinito e mais além.

Depois, apesar de a utilidade das moon boots ser limitada, não quer dizer que as usemos só na neve. 



Calçá-las pura e simplesmente num dia de muito frio e muita geada (daqueles em que as outras botas e botins, ainda que forrados a pele, parecem uma anedota) pode ficar um pouco extravagante, estilo protagonista do Dragon Ball ou coisa que o valha, mas não é impossível de ser feito com o styling certo. 

Isto para dizer que há um ano ou dois passou-me pela cabeça comprar umas moon boots escuras e giras, se bem pensei melhor o fiz que eu cá sou de raios, mas...pouca sorte, arrumei-as tão bem que agora não sei onde estão. Nem parecem coisas minhas.

 De todo o modo, estes modelos desenhados por Jimmy Choo, o homem simpático capaz de fazer um stiletto devastador ser *quase* tão confortável como uma pantufa, são um espanto. Uma verdadeira tentação do capeta, embora uma versão invernosa do capeta, estilo abominável homem das neves. Algumas podiam perfeitamente ser usadas na rua, apesar de quase nunca nevar para as minhas bandas. Geada e granizo contam, não? Onde há vontade de calçar umas botas, as desculpas aparecem...


Sunday, October 18, 2015

Diz que vem chuva - agarrem-se às botas!




Tommy Hilfiger
E não o afirmo só por hoje - que parece que me andam a virar mangueiras dos bombeiros por cima do telhado e a chuva lá fora lembra uma cortina de água. Ouvi há dias que este Inverno vai ser particularmente chuvoso... e já se sabe que contra isso, nada como botas impermeáveis.

Mas já aqui vimos o paradoxo - o que tem acontecido todos os anos é haver muitos botins (que são lindos, recomendáveis e até impermeáveis, alguns, mas não resolvem tudo quando chove cães e gatos) e montes de botas giras, porém...em camurça. Ainda estou para perceber essa.

 Como quem avisa vossa amiga é e eu sou muitíssimo vossa amiga por isso não quero que ninguém se constipe, fui procurar alguns dos melhores modelos dentro das tendências do momento  para todas as bolsas, de modo a não falhar no quesito botas perfeitas: longas, neutras, elegantes e impermeáveis!

Modelos clássicos em couro ou wellington boots, o que importa é que favoreçam as pernas, sejam confortáveis, protejam da chuva e tenham uma altura estável que permita caminhar à vontade. 

Eis os melhores "todo o terreno" da estação:



Galochas


Botas de montar em borracha pelo joelho, Decathlon

Galochas, Zara

Wellington boots, Aigle

Em pele

 Marc Jacobs
Veronique Branquinho (também disponível em castanho escuro)
MICHAEL Michael Kors

Com pé em couro e sobre o joelho, Zara




Stuart Weitzman

Botas de estilo hípico, Zara

                                               
                                                                Overknee, Stuart Weitzman



Tuesday, August 18, 2015

O que vamos calçar este Outono?


Como vimos há dias, as modas & elegâncias deste Outono-Inverno não vão trazer consigo novidades de espantar. Trata-se antes de acrescentar detalhes subtis àquilo que as mulheres se habituaram a usar em temporadas recentes. É como se, sabendo o que as consumidoras apreciam, os designers as tentassem a adicionar exemplares à sua colecção. Isto é mau? Não me parece. Quando se descobrem receitas que funcionam, é natural que se queira explorar essa fórmula, silhueta ou salto.

1- Pumps clássicos

Dolce & Gabbana

Regressaram para ficar nas últimas temporadas, as mulheres apaixonaram-se por eles porque dão um toque instantaneamente elegante ao coordenado mais simples e os designers deram ouvidos ao apelo das consumidoras. Fantásticos para saias e calças slim, skinny ou cigarrette, vamos vê-los pontiagudos (Nina Ricci, Fausto Puglisi) arredondados (Marni) e intermédios (Jimmy Choo) com saltos finos ou espessos de todas as alturas e numa variedade incrível de materiais.

A novidade: os mary janes de aspecto vintage ( (Nicholas Kirkwood, Prada, Dolce & Gabbana) de todas as cores e texturas, muito femininos ou de aspecto mais desportivo e edgy. Se tem saudades dos "sapatos de fivela" este é o momento certo para comprar uns ou reciclar os pares que possa ter guardado.


2 - Botins

Pucci

Tornaram-se um básico e rapidamente se percebeu que as mulheres não se cansam deles, com boas razões: bem escolhidos e usados adequadamente são de facto viciantes. Dos modelos simples e bicudos (Yves Saint Laurent) aos saltos espessos e fantasiosos (Cavalli) passando pelos sóbrios e elegantes (Pucci) as inspirações são tantas que não há motivo para os abandonar tão cedo.

A novidade: os saltos esculpidos com plataforma em materiais e cores extravagantes (Gucci) que lembram os anos 90 poderão agradar às mais jovens, ousadas ou que apreciem um look alternativo.


3 - Botas e Cuissardes

Dior

As botas clássicas apareceram de salto médio a alto e  pelo joelho (Dolce & Gabbana) ou de cano largo, em cores ricas e materiais luxuosos como a pele de cobra (Chloé, Lanvin).  Já as versões thigh high querem-se  realmente longas - pelas coxas, a fazer jus ao nome (Pucci, Alberta Ferretti, Christian Dior , McQueen, Aquazzura, Burberry, Calvin Klein) em camurça, veludo, verniz ou latex. A boa notícia é que modelos destes estarão mais disponíveis quer em versão luxuosa, quer nas marcas de fast fashion (vide Zara, com pelo menos três opções). Escusado será lembrar, no entanto, que estas botas exigem bom senso e um óptimo styling para favorecerem a figura e não parecerem vulgares (ver dicas aqui).

A novidade: o regresso das botas (pelo joelho ou mais longas) em tecido ou pele extra fina, que se calçam como se de meias se tratassem (Bottega Veneta): perfeitas para usar com saias! 



Sunday, November 16, 2014

Ó pernas, para que te quero...mas calma!




Facto: a menina esforça-se imenso no ginásio e é uma pena não tirar partido uma vez por outra de algumas silhuetas que realçam as pernas propostas pelos designers  - principalmente se é jovem e/ou tem um ar jovem.

 Mas como vulgaridade e elegância jamais andarão juntas, quando se trata de chamar a atenção para a parte inferior do corpo é preciso algum cuidado e sobretudo, muita atenção às proporções. A ideia será sempre alongar a figura,  jamais atarracá-la: a moda das pernas roliças enfiadas em roupa justíssima, estilo Nicki Minaj, Kardashian e por aí fora, pode estar na berra, pode ter acabado com a ditadura exagerada das pernas de alicate, mas nunca será elegante nem para tomar ao pé da letra.

 Como então, conseguir o desejado meio termo? Aqui ficam algumas dicas para usar de forma sensata três "mostradores de pernas" - as cuissardes, a mini saia e os calções.

Mini saia:


- Exige pernas esguias q.b.

- Se não consegue inclinar-se ou dobrar-se sem mostrar mais do que deve, troque de saia; uma maneira de evitar esse aborrecimento é assegurar, na hora da compra, que a saia ou vestido é ligeiramente mais comprido atrás - um cuidado que as marcas mais acessíveis às vezes esquecem!

- Escolha sempre uma saia cuja bainha termine na parte mais magra da perna; se isso implica usá-la  bastante acima do joelho, reserve-a para o Inverno, combinada com collants opacos.

- Não abuse dos saltos altos: além de parecerem vulgares, vão forçar os músculos e fazer a perna parecer mais larga do que é na realidade. Quem tem pernas altas e magras pode mesmo optar por sapatos rasos (loafers, botas acima do joelho, botins, sabrinas ou oxford shoes); se pretende ganhar altura, um salto médio ou um compensado ligeiro fazem o truque sem deixar o visual demasiado provocante.

- Brinque com camadas ou aposte em decotes fechados, casacos com algum volume e blazers, para um visual preppy (a.k.a, betinho) que desconstrói o ar demasiado sexy e acresccenta o chic necessário.

- Se tem pernas torneadas, fuja dos modelos justos ao corpo.

- Em situações formais, evite os modelos extra curtos:um palmo acima do joelho já é risqué que chegue.


Calções

Sobre eles já se dissertou aqui, e as regras não mudam:

- Em termos de fisionomia, vale o mesmo que foi dito em relação à mini saia: pernas mais fortes exigem duplas cautelas.

- Shorts prestam-se sobretudo a ocasiões casuais.

- Os modelos mais democráticos são os ligeiramente largos na perna e de cintura subida;

- Tal como na mini saia, assegure-se de que a bainha termina na parte mais esguia das pernas (a não ser que sejam exageradamente magras e pretenda ganhar algum volume).

- Se os quer usar com botas ou cuissardes, opte por collants da mesma cor: não só evitará banalizar o visual como as pernas parecerão mais elegantes e compridas.

- Fuja do calçado com brilho e aplicações: os shorts já têm impacto suficiente.

- De novo, acrescente volume na parte de cima, ou opte por tops simples: t-shirts ou camisas brancas de manga comprida, sweatshirts largas (que podem ter aplicações) blazers de colegial, ponchos, capinhas, canadianas (que dependendo do frio, podem cobrir ou não as pernas) ou sobretudos fofos são boas opções para jogar com as camadas...e estar quentinha! Tiritar de frio tira a graça a qualquer toilette e é um atestado de pinderiquice do tipo "quero tanto dar nas vistas que não trouxe casaco". Lembre-se sempre do moderno ditado "só há três criaturas que não sentem frio: os pinguins, os ursos polares e as serigaitas".

- No calçado, aplicam-se as mesmas linhas de orientação da mini saia.


Cuissardes


As botas acima do joelho e mais além são daquelas coisas que não têm meio termo: podem parecer sofisticadas ou muito vulgares. Se forem bem usadas, ninguém dará por elas: só vão reparar que tem uma silhueta muito elegante com umas belíssimas botas! Mas se pelo contrário dão demasiado nas vistas, não estará confortável e vai passar uma mensagem totalmente errada. Sobre isso já se escreveu em detalhe aqui, mas ficam as ideias mais importantes:

- Se as vai usar com saias, escolha uma cuja bainha termine sobre a bota: alonga as pernas e parece chic, não provocante.

- Atenção à estabilidade do salto: calçado que "entorta" as pernas é sempre deprimente, mas neste caso pior um pouco!

- Com jeans skinny ou calças de malha, opte por botas de tom semelhante; se contrastar demasiado vai atarracar a figura.

- Caso tenha pernas um pouco mais fortes, escolha umas botas que terminem logo acima do joelho; todas as outras são demasiado arriscadas.

- Se pretende calçá-las com mini saias ou calções (negócio perigoso, mas não impossível) opte por collants escuros, botas justas à perna (desde que não apertem a pele) e saia ou shorts mais folgados. Um vestido-camisola largo é uma excelente escolha.

- Evite as botas estilo pirata (mais largas na coxa) ou com fivelas: mesmo as versões mais caras costumam parecer algo ordinárias.

- Acompanhe cuissardes com toilettes sóbrias ou de aspecto colegial - sempre com partes de cima compostas e cobertas q.b. As dicas de sobreposições e volume descritas acima para calções e mini saias também se aplicam às botas overknee ou thigh high.

E pronto, com cuidado pode pedir-se pernas a santo Amaro sem dar nas vistas pelas razões erradas...

Monday, October 13, 2014

Tendência: botas de franjas. Sim ou não...e como?


Nas colecções de Outono-Inverno 2014-15, várias Casas de Moda apresentaram algumas peças com franjas em cabedal e sobretudo, camurça - Gucci e Saint Laurent usaram-nas em carteiras, Cavalli (acima) empregou-as em algumas das suas cuissardes (muitíssimo extravagantes, mas tão perfeitas que quase esquecemos o efeito que teriam na rua) e Brian Atwood criou versões coloridas.

 Este ano será ideal para ceder à tentação deste revivalismo dos anos 70 e investir numa (e de preferência, só mesmo numa) peça franjada, pois as franjas continuarão presentes na Primavera: Etro, Tommy Hilfiger e Prada incluíram-nas nas suas propostas. Claro que por esta altura não sabemos qual vai ser a adesão que vão ter, por isso todo o cuidado é pouco. 

 As franjas estão para as aplicações como o leopardo está para as estampas - uma fantasia clássica que convém ter numa peça ou duas para consumir com moderação, guardar quando sai da berra e  reciclar quando regressa, porque volta sempre mais ou menos nos mesmos formatos. É necessário sensatez porque dão muito nas vistas se não estiverem na moda, mas tornam-se enjoativas se demasiado muito em voga.

   Pessoalmente, prefiro-as numa carteira ou casaco de pele leve: as botas são, apesar de tudo, um compromisso maior, e até aqui ainda não encontrei nenhumas que compensassem o investimento. Este ano, porém, há duas opções que considero o modelo mais racional para quem quer mesmo usar umas: as primeiras são as “Go-Lightly”  de Jeffrey Campbell (preço aproximado de €400). Diz quem experimentou que apesar do salto vertiginoso, são tão bem executadas que nem se dá por ele.

Depois, há as da Lanidor (que rondam os €200, se não estou em erro). A Lanidor (que também disponibiliza uma versão botim, para quem não quer arriscar tanto) tem aliás um lindíssimo catálogo, que demonstra exactamente como usar botas de franja sem erro: visual boho/hippie-chic e algum volume na parte de cima do corpo.


Se me perguntassem, recomendaria a versão da Lanidor: não só pelo preço (é um pouco ingrato pagar tanto por umas botas de uso ocasional) mas pelo salto mais prático e menos espampanante, que lhes dá um ar mais democrático. O cano também é ligeiramente largo, o que visualmente adelgaça as pernas e pessoalmente, considero esta uma das mais fiáveis marcas nacionais no que diz respeito ao calçado.

  Já as de Jeffrey Campbell têm a vantagem de ser acima do joelho, que apesar de ser algo que não fica bem a toda a gente tem a vantagem de alongar e matar duas tendências de uma cajadada: franjas e cuissardes.

De qualquer modo, as botas de franjas são recomendáveis...

- ...para quem já tem pares suficientes de botas mais práticas, discretas e à prova de chuva, logo pode dar-se ao luxo de investir numa coisa diferente;
 
-...para mulheres de pernas esguias,embora não demasiado magras (em pernas muito finas o contraste pode ser excessivo).

-...se é fã de um visual boho e já possui alguns ponchos, capas e casacos largos de camurça que acompanhem o visual.

-...sozinhas ou seja, nada de as misturar com outro acessório de franjas! Malhas fofas (lã escocesa, entrançados..) sobretudos de carneira não muito compridos e vestidos de padrão floral são algumas combinações amorosas para usar este calçado.


 A regra aqui será "se tem dúvidas, não arrisque": esta não é uma compra que se faça por impulso. Poderá sempre optar por um casaco, colete, carteira ou mesmo cinto de franjas, que dão o toque sem tantos custos e são mais fáceis de usar.









Tuesday, September 30, 2014

Descodificando as melhores botas da estação.

Fonte: Trendspotter

Algumas habitués do Imperatrix pediram-me que elaborasse aqui um mini guia para as botas desta estação, e com boas razões: afinal, as botas são um dos maiores investimentos para o Inverno, e talvez a peça mais difícil de comprar - ora porque os modelos mais favorecedores rareiam vá-se lá saber porquê, ora porque é complicado escolher o par certo para a figura de cada uma.

 A selecção não foi fácil: apesar de haver bastante oferta nas passerelles e casas high end, o mesmo não se pode dizer por enquanto nas lojas médias ou de fast fashion. Mas como isso muda quase de semana para semana, vou estar atenta e logo vos conto.

 Aqui fica uma escolha de modelos-investimento e pares mais acessíveis at, em três tipos diferentes:

1 - As cuissardes, over the knee ou thigh high boots
Tudo já foi dito sobre a forma certa de as usar aqui, e no ano passado enganei-me ao apostar que este Outono estariam por toda a parte. Continuam a ser uma compra acertada se escolhidas sensatamente: caso uma marca de luxo não seja opção ou queira um par para o dia a dia, já vão aparecendo alguns modelos interessantes e com preços razoáveis:


LUXUOSO


1 -Acne Studios; 2 -Maison Martin Margiela 3- Casadei;
 4/5_ Gianvito Rossi; 6- Pedro Garcia



ACESSÍVEL


Para um modelo em tecido, tente a Stradivarius; a Primark apresenta uma versão arrojada; Massimo Dutti (acima) Zara e Uterqüe apostaram em modelos seguros, que podem ser adaptar-se às toilettes de todos os dias.

ZARA
1- Primark; 2/3- Uterqüe



2- Botas de cano alto clássicas

Gucci

Com um salto razoável, como visto em Gucci - ou plataforma (Prada) são a melhor aquisição de Inverno porque podemos usá-las com uma diversidade enorme de combinações. A pele, mais difícil de encontrar nas lojas comuns, é preferível à camurça, que resiste menos à chuva. As melhores batem imediatamente abaixo do joelho e não são excessivamente justas ou largas no cano. Do que vi até agora, este modelo da Zara apresenta a qualidade-preço ideal: em pele, estável e democrático que chegue para ficar bem na maioria das silhuetas.




3 - Botins

Gianvito Rossi

Românticos (Bottega Veneta) luxuosos (Miu Miu) ou clássicos (Gianvito Rossi) os botins mantêm-se na berra há cerca de três anos, estão disponíveis para todas as fantasias ou preços e apesar de não os considerar tão fáceis de usar por toda a gente como botas compridas, há que reconhecer a sua versatilidade. 
ZARA
 Importa, no entanto, ter em conta duas regras: (1) os mais básicos são o melhor investimento, (2) e convém ter um par de cano justo para usar com calças e outro cavado, para combinar com saias. Os modelos extravagantes e apertados no tornozelo ficam melhor em pernas muito esguias, sendo arriscados em todas as outras. Zara e Mango apresentam uma versão de cada, em couro preto:

MANGO



Boas compras!






Saturday, October 27, 2012

Não há botas, minha gente


Já o disse esta semana, e um passeio pelas lojas confirmou os meus receios: os botins tomaram definitivamente o mercado de assalto e para quem prefere botas que cubram a perna, este não vai ser o ano mais divertido (por outro lado, é bom para a poupança...). Veredicto: vou aproveitar as extravagâncias que se têm visto para pôr em uso alguns exemplares que estavam guardados, e cuidar das outras que tenho. Entretanto eu, que sou eu, já perdi a cabeça com um botim do género deste da imagem - o mesmo formato, mas um salto menos agressivo. Talvez porque opto quase sempre por linhas depuradas e clássicas na roupa, os sapatos e as carteiras são das poucas ousadias que me permito. Estes são só para determinadas ocasiões, mas elevam tão bem a figura e são tão confortáveis que não dá para acreditar. Tive de me controlar para não trazer outro modelo, chunky heel e colorido, para casa. Felizmente tinha um grilo falante a dizer-me que por muito que sejam tendência os anos 70 já lá vão e que para sapatões desses, bastam as Lita (que assim como assim, a usar, só de forma muito discreta). E as meninas? Aderem à craze dos botins ou vão, como eu, partir em busca das boas e velhas botas de cano alto?

Tuesday, October 23, 2012

Botas e mais botas: a saga começa


Ao arrumar as botas para este Outono Inverno (ainda não consegui que me apetecesse, mas estou a esforçar-me para recuperar o entusiasmo habitual) notei que gostaria de acrescentar algumas à "frota" de uso diário. Mesmo com alguma variedade e cuidando bem delas, dá sempre jeito ter mais umas quantas - afinal, são elas que nos vão acompanhar, calçada portuguesa fora, nos dias frios e se queremos que durem (cada par é insubstituível para quem aprecia o seu calçado) convém diversificar o uso. Curiosamente, reparei que há muito do que já tenho nos modelos que vão estar nas lojas este ano,  a nível de botas para dias especiais (e confesso que para sair, sou uma rapariga que prefere sapatos) e botas rasas. Mas no calçado para todos os dias...faltam os pares perfeitos. Dentro do estilo que há lá em casa, mas com algo de diferente, que seja a minha cara. Há coisas realmente originais a nível de sapatos e botins, mas em botas de cano alto, nem tanto. É o fadário habitual...será que não sobra criatividade para desenhar saltos médios ou compensados para andar na rua?  Ou esses têm menos procura? Porque realmente, noto isso todos os anos...
 A Vogue publicou um guia com alguns exemplos interessantes, que podem consultar aqui. Basicamente, as minhas preferências vão modelos deste tipo:

                                           
      Estas, da Zara: não são exactamente para correr por aí, mas adoro as polainas e o salto é razoável.

Jill Sander: Prefiro uma plataforma mais delicada, mas este modelo é sempre útil (e difícil de arranjar por cá; as portuguesas preferem o bom e velho salto).

Alexander Wang: também não têm ar de ser do mais confortável e fofinho, mas são lindas.

Givenchy: para mim, a bota mais icónica da estação. A inclinação é demasiado acentuada para o quotidiano, mas dá vontade de ter um par de cada cor. 





Tuesday, September 18, 2012

Onde é que eu já vi isto?


Isabel Marant, botas Milwaukee

As tendências confortáveis de usar ganham o coração das consumidoras e a julgar pelas colecções Primavera-Verão de 2013, que já começam a dar um ar da sua graça, não nos vamos despedir de pumps compensados, saltos chunky nem plataformas tão cedo. Mas como comentei aqui, os stilettos clássicos e as biqueiras aguçadas regressaram, com os dois estilos a conviver alegremente, o que é óptimo para variar e dar uso aos pares que ficaram arrumados logo que o hábito dos sapatos arredondados se estabeleceu. 
                               Fall-2012-pointed-toe-pumps
Retirado daqui

So far, so good, os clássicos nunca cansam. O que eu estranho é este regresso a 2005, mais uma vez - mas não só -  pela mão de Isabel Marant. As botas que andam nas bocas do mundo são as mesmas que nessa altura deliciaram  as senhoras  benzocas das minhas bandas que fazem o estilo  supertia-meets-milionária-texana-do -petróleo ( cabelo louro -milho com brushing, bronzeado todo o ano,  peças chamativas de boutique que são caríssimas mas nunca se percebe bem que alminha desenhou aquilo): bicudas, de salto fino, com aplicações. Foi um sarilho para as largarem e eu já não podia olhar para um visual tão datado. E eis que regressam - é certo que as fashionistas de serviço lhes darão outra interpretação mais fresca, mas com todo um mundo novo de calçado para explorar, quanto querem apostar que estes modelos se vão vender que nem pãezinhos quentes e andar nos pés do povo? Isabelinha, querida, aposte em Coimbra que não se arrepende. Dito isto, dificilmente comprarei umas, já que alguns exemplares semelhantes (embora um pouco mais discretos) estão encaixotados à espera que me apeteça sofrer um bocadinho. O mesmo vale para tudo o que lembre botas texanas curtas, como as encarnadas da Zara que estão a apaixonar muita gente. Been there, saw that, é uma recordação muito recente para que haja um revivalismo mas vamos ver o que acontece. Porém, este não é o único regresso a que se está a assistir. Quem é que não recorda botas de pele de cobra mais ou menos assim? Já Louis Vuitton foi buscar os formatos para as suas Mary Janes chunky Belle Époque aos anos 90. Looks familiar?
                         
                                               
                                                                                                                                            Botas Tatoo, Jimmy Choo

   

Textos relacionados:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...