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Thursday, December 4, 2014

Momento "shampoo gets in your eyes"

Olha para esta toda contente porque ainda não lhe entrou champô no olho!!!

Nunca tinha pensado nisto até hoje, quando fui desastrada e um champô particularmente potente, (desses para dar volume e um brilho escandaloso ao cabelo e que ainda por cima cheiram a gomas) fez o favor de me entrar pelo canto do olho. É um facto curioso da vida: conforme crescemos, vamos desenvolvendo não sei que reflexos de defesa que diminuem consideravelmente essa ocorrência desagradável. Mas às vezes lá acontece e se há champôs que sem ser Johnson´s baby no llores más, quase não incomodam nada,
existem os outros, que nos põem a ver estrelas por um bom bocado e a deixar correr a água aflitíssimos a rezar para que aquele ardor terrível não deixe lesões.



 E dei por mim transportada para a primeira infância - dizem que sou um freak, tenho memórias dos meus dois anos e mais atrás - quando um bocadinho de champô nos olhos, Sem-Lágrimas que ele fosse, era caso para abrir um berreiro de deitar a casa abaixo.
  Aguentar produtos químicos num olho sem soltar um piu diz muito da nossa condição humana - com outro primata o caso mudaria de figura. Mas também da resiliência (quase estoicismo) que ganhamos quando nos tornamos adultos com algum auto domínio.

 As coisas continuam a ser tão desagradáveis como quando tínhamos um ou dois anos, aprendemos é a suportá-las melhor...e a esperar que desapareçam.

Monday, January 27, 2014

Alegoria do dia: pessoas que são como a má maquilhagem‏.



Se de há uns anos para cá encetei uma operação "organizar armário" (já era exigente quanto à qualidade, mas tornei-me mais intolerante no bom sentido do termo) em relação à maquilhagem passa-se o mesmo: não há paciência para tralha e para tanta nova palette, primer, CC cream e sabe-se lá o que mais se lembram de inventar, a entrar-nos pelos olhos dentro todos os dias, apregoada na blogosfera como se fosse *mais uma* pedra filosofal. 

Nem tempo para usar tudo até porque ao contrário da roupa, a maquilhagem tem prazo de validade. Se calhar é melhor investir em bons pincéis do que em outra caixa de sombras - mais uma - quando as que temos ainda estão longe de acabar. Conheço-me demasiado bem, conheço demasiado os meus gostos e hábitos para acrescentar mais entulho à minha vida.

 Tempos houve em que se um bâton, ou uma sombra ou um pó me saía um grande barrete, um grande verbo de encher, eu insistia em guardá-lo ou dar-lhe outro uso. E para lá ficavam as coisas a ganhar pó. A dada altura, decidi não dar mais segundas oportunidades. Aconteceu-me poucas vezes porque refreio as compras por impulso, mas vezes suficientes para certo dia agarrar e atirar para o caixote do lixo todos os cosméticos que se provou esborratarem, desiludirem ou não servirem rigorosamente para nada.

Assim devia ser com as pessoas - porque meu Deus, há pessoas que são exactamente como um mau lápis dos olhos. Fazem chorar, esborratam, são pegajosas, a fórmula não presta. Mas pensamos que com outro primer, outro pincel, ou usando-o de maneira diferente, não vai dar problemas. Ou que fomos nós que não soubemos aplicar aquilo bem. Erro crasso: se à terceira tentativa continua a dar asneira, há que deitar fora sem dó. Vamos esperar por uma alergia daquelas para fazer alguma coisa? I think not. Quem faz uma faz um cento, lá diz o povo. A culpa não é nossa; é mesmo má qualidade do produto.

Monday, June 17, 2013

Nunca tal vi, em toda a minha vida.

              
Botas.
Chuva e chuviscos.
Um tempo tristonho.
Aragem fria.
Meias, que são uma seca. Por esta altura já contava dispensar os collants, salvo em situações muito formais.
Gabardina.
Dormir com lençóis quentes...e pijama fresco, porque ninguém entende este tempo.
O incómodo de escolher um casaco todos os dias, de tal maneira que uma boa fatia dos agasalhos ainda nem foi posta de parte. O mesmo para o calçado. Repito que já usei botas e sandálias na mesma semana. Estou a ficar com sérias questões de identidade visual.
E isto tudo a dias do Solstício de Verão.
Sinto-me sinceramente farta disto de não haver estações. Recordo-me que o Verão de 2008 também foi chocho, mas quer-me parecer que este vai ser invernoso que se farta. Then again, este está  a ser um ano tão esquisito que já nada me espanta. Estou à espera de fenómenos do Entroncamento a cada virar de esquina e a cada dia que passa. O que me vale, aprendi a tirar partido dos limões que a vida me dá, mesmo que sejam limões-aberrações. Não consigo encontrar grande vantagem nisto, mas se quiser ser mesmo positiva...diria que sempre posso usar as fatiotas que não houve tempo de vestir na fase fria do ano. E pronto...digo fase fria porque já não há estações. Está certo que a moda se tornou global e que a contar com as diferenças de clima de país para país, ou com a necessidade de viajar dos clientes, as marcas fazem roupa de Inverno e de Verão todo o ano, em todas as colecções, mas...dava jeito haver uma lei que nos governasse. Por coerência e para uma pessoa se situar minimamente.  Isto está bonito, está.

Thursday, March 21, 2013

Brilhante conclusão do dia: dividir os doidos pelas aldeias

                                         

Hoje assaltou-me uma ideia deveras estranha. Por vezes uma pessoa pensa "isto não pode ser, os loucos varridos vêm todos ter comigo! Será que tenho alguma coisa que os atrai? Será que sou a única? Não me aparece gente normal?". Mas reflectindo (em parte por wishful thinking, pois quero acreditar que não tenho à porta de casa um letreiro que diga "manicómio de acolhimento temporário, larguem-nos aqui" ou que a tragédia é só minha)  creio que não será assim. Imagino que a cada pessoa minimamente normal neste planeta seja atribuída uma quota de loucos para aturar, precisamente para dividir o mal pelas aldeias. A sequência, velocidade de aparecimento ou número simultâneo de gente que bate mal, que não joga com o baralho todo ou que não fecha bem a tampa que surge para nos atormentar são factores que podem variar consoante a fase que se atravessa, a nossa disponibilidade, o perfil (ou não) de Bom Samaritano ou de vítima -  mas quer-me parecer que ninguém está livre de apanhar um ou dois, nas mais diversas situações da vida. Ora, considerando a lista de taradinhos-canta-monos que tenho suportado, creio que já ultrapassei largamente a minha contribuição. Mais do que isso e corro sérios riscos de ensandecer também, entrando para as quotas de obrigação-de-aturar-malucos de um inocente qualquer. Haja misericórdia!

Wednesday, February 27, 2013

E em Coimbra NUNCA neva porquê, raios???

                  
Neva em Bragança, neva em Lisboa, já nevou no Algarve, neva em quantas serras há por este País de Deus, neva onde Judas perdeu as meias porque as botas ficaram para trás, neva para lá de Marrocos, mas em Coimbra nunca neva por mais frio que faça, e olhem que não costuma fazer pouco. É de uma pessoa dar em doida, é uma injustiça. Ameaçar já ameaçou várias vezes, e ai que há neve, ai que há neve, vão ver que há neve desta vez e neve, viste-a. Nem um floquinho para amostra. Já não é a primeira vez que fico de barrete russo na mão à espera, eu que tenho tão lindos agasalhos mesmo a pedir um nevãozito, coisa catita. Nada.
Lá isso um gelo de uma pessoa ficar feita sorvete, geada, chuva que S. Pedro a dá, e saraivadas de granizo, isso temos, porque aqui só calham as partes chatas, nunca as partes boas. E eu que queria tanto brincar com bolas de neve, pegar no trenó, tirar uns retratos todos fashion aqui para o Imperatriz com casacos e gorros de peles que até davam um header tão giro, mas já sei que não tenho sorte nenhuma: a última vez que a neve se dignou a cair por cá foi há tanto tempo que já nem me lembro e perdi as últimas esperanças quando há uns dois anos se falou que ia nevar em todo o país, incluindo Pombal (onde eu trabalhava) e Coimbra. Fez mesmo cara de neve, palavra de honra: o ar denso, um silêncio nas ruas que parecia mesmo verdade...e nicles batatóides, não caiu nem um pózinho que fosse. Tudo bem que a neve é chata quando começa a derreter e suja o calçado todo a uma pessoa, enlameia as ruas, etc...mas uma vez por festa era justo, não era? E não fazia mal a ninguém, pois não?
 Bem sei que o remédio para o meu desapontamento seria ir para um lugar onde realmente nevasse. E eu faria isso, se não desconfiasse de que no momento em que me dirigisse até lá, a neve largava tudo o que estava a fazer, fugia de mim e ia fazer o que tinha a fazer para outra freguesia qualquer. Acho que a neve embirra comigo. Não se faz.


Thursday, February 21, 2013

Segunda brilhante conclusão do dia: Pax Romana (?)

              
Há pessoas que só hão-de ficar em paz quando Israelitas e Palestinianos se entenderem. Ou quando as galinhas tiverem dentes, o que vai dar mais ou menos ao mesmo. Acredito em giving peace a chance, mas prefiro tomar umas valentes lições de Krav Maga pelo sim, pelo não. É que já se sabe do que a casa gasta...been there, done that.

Brlhante conclusão do dia: os malfadados ténis compensados

                                
Ontem, numa volta pelos últimos saldos, concluí que os sneakers compensados vão sair de cena mais dia menos dia e que acabei por não calçar nenhuns. Ora porque os únicos que testei me desiludiram, ora porque tinham sempre cores estranhas e um ar demasiado desportivo (ou pelo contrário, demasiado compostinho para ténis) ou porque não sabia exactamente que uso dar àquilo, fui adiando. O que eu gostava que tivesse ficado na moda eram uns da Adidas que saíram aqui há uns dois anos, que tinham de facto a altura invisível e alongavam a figura sem se notar que o faziam, mas que nunca chegaram a pegar. Assim, não sei se tenho pena. Se se provar o contrário e continuarem por aí em modelos discretos e bonitinhos, talvez ainda pense no assunto. Mas até ver não senti falta, et vous?

Friday, February 15, 2013

Os blogs são como os enterros

Se não vamos aos dos outros, os outros não vêm ao nosso. Estou com humor negro, hoje. Sue me.

Tuesday, February 5, 2013

Brilhante conclusão do dia: os sapatos, tal como os homens...


                      

Todas sabemos que os scarpins e stilettos menos arredondados voltaram para fazer companhia aos pumps altíssimos. E, nós, portuguesas a pisar diariamente a portuguesa calçada (ou antes, o empedrado horroroso) encolhemo-nos, antecipando já o bom e o bonito que vai ser. Pondo de parte a recomendação óbvia e já amplamente debatida por aqui de deixar os pares mais arrojados ou difíceis no lugar onde pertencem (ocasiões especiais, saídas, and so on) tudo é uma questão de encontrar o par certo. Lembrei-me disto há pouco, ao comentar um blog muito conhecido da nossa praça.
 Tenho alguns pares bicudos e altíssimos que não magoam nada;  suportam bem o tornozelo, são confortáveis,  maleáveis o suficiente para andar horas (se soubesse o que sei hoje, tinha trazido vários exemplares de cada). Sendo flexíveis permitem mesmo "dar a volta" aos temíveis paralelos. Depois há outros que basta calçar um bocadinho para magoarem horrivelmente. Experimentei no outro dia com um par de scarpins encarnados, nada de especial em termos de altura, e já estava a sofrer na loja. Não há uma receita infalível, mesmo esquecendo o factor preço, para que um pump, scarpin ou stiletto não magoe e funcione connosco. Tudo depende do molde, da estabilidade, da execução, do material e do formato do nosso pé. Encontrar o sapato certo pode ser tão complicado como encontrar a pessoa certa - é preciso procurar e testar o que resulta connosco. Quando o encontramos, dificilmente passamos sem ele: por mais novidades que apareçam nas lojas, por mais  opções que tenhamos no armário, voltamos sempre aos queridos sapatinhos que nos ficam a matar e não causam dores. Acompanham-nos em diferentes toilettes, em várias situações importantes, ficam ligados à nossa vida, ganham um valor afectivo e sabemos que não trairão a nossa confiança. Um sapato que não funcione, por mais bonito que seja, acaba por se manter na prateleira. Sabemos que é lindo, que custou a comprar, que gostamos muito dele - mas uso prático, ou felicidade que se possa obter na sua companhia, zero. Nenhuma mulher fica bem disposta ou confiante sabendo que tem um dia de sofrimento à sua frente. Assim são os relacionamentos com bad boys: bonitos à vista, mas não servem para nada. As coisas boas dão trabalho a encontrar. O que mais há por aí são más pessoas e maus sapatos.   Vale-nos que em caso de erro...a única coisa tão fácil de substituir como um mau sapato é mesmo um homem idiota.

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