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Tuesday, March 8, 2016
Considerações do dia da mulher (em rosa- chá, não rosa- serigaita)
Eça de Queiroz, nas suas "cartas de Inglaterra" dizia que a História é como uma velhota que passa o tempo a repetir-se. Com o Dia da Mulher dá-se o mesmo. Todos os anos é de rigueur (para quem é blogger) fazer um post muito ou pouco feminista (conforme o blog) sobre o assunto (podem ver os do Imperatrix aqui, aqui ou aqui) geralmente lembrando mulheres com M grande (também tenho muito disso).
E para quem não é blogger, é "obrigatório" partilhar nos social media citações, memes, frases feitas (umas do piorio, outras melhorzinhas) alusivas ao tema OU o retrato da praxe num jantar de mulheres que pode ser (e poucas vezes é) remotamente sofrível.
Eu tenho em relação ao Dia da Mulher o mesmo sentimento que tenho pelo S. Valentim: que se assinale, mas sem clichés e - salvo se houver um evento especial a que se deva assistir - com privacidade. Qualquer jantar feminino marcado para esta data, por elegante e bem frequentado que seja, por mais cara de tertúlia *sensata* que tenha, corre o risco de ser confundido com uma espécie de reunião de tupperware com direito a strippers brasileiros e gerberas com um laçarote para todas as convidadas aos guinchos. Ou com uma reunião política de feministas-extremistas e maldispostas a protestar contra a tal opressão que ninguém sabe ao certo o que é.
No entanto, a ideia do dia é reflectir.
Não só nos direitos e DEVERES cívicos, sociais e morais da Mulher (porque se fala tanto nos direitos, mas pouco nos deveres), não só nas grandes causas remotas que nos afligem (os direitos das mulheres em África, na Índia ou em certos países muçulmanos) não apenas na aplicação severa das leis que já existem para proteger o sexo frágil (sim, frágil, caluda feministas que pelo bem que nos querem até os olhos nos tiram) contra problemas como a violência doméstica em países civilizados e democráticos, mas nas causas discretas, nos problemas que andam para aí todos os dias mas há vergonha de falar nisso porque não é suposto acontecer tal numa democracia europeia.
Este artigo do Observador, sobre a violência nas salas de parto, deu-me arrepios e palavra de honra, faz-me reconsiderar aquela minha ideia "maridos a assistir a nascimentos, jamais - um homem nunca deve ver a sua mulher em tais preparos; dá cabo do romance". É que a maioria já ouviu falar em partos traumatizantes em hospitais e maternidades públicas ou mesmo no privado (true story) - quase toda a gente já teve uma tia ou amiga que (pensamos nós, nos anos 70/80) encontrou uma equipa negligente, falta de privacidade ou um médico brutamontes. Mas parece que ainda é comum. Muito e tristemente comum. E já que não há um enquadramento específico que proteja as parturientes, dá jeito um homem forte capaz de dar um murro na mesa, salvo seja.
Num país civilizado, não devia ser preciso um homem para fazer respeitar uma mulher numa situação de óbvia fragilidade...mas ainda vai sendo!
Sunday, March 8, 2015
Em dia da Mulher...falemos de direitos e deveres.
Hoje vai-se falar muitíssimo, por todo o lado, ad nauseam, na maioria das vezes de forma bastante básica e muito panfletária, do Dia da Mulher. Em termos de maçada, social e intelectualmente falando, o Dia da Mulher não andará longe do Dia dos Namorados. Obrigação de tomar parte em jantarinhos e vestir uma personagem? Claro. Pressão social para partilhar e aprovar frases feitas, melosas e xaropentas nas redes sociais? Fujam.
Não quero entrar em profundidade pelo caminho dos direitos legais ou civis- conversa óbvia que, salvo em aspectos muito específicos, se torna quase "falar de barriga cheia" para as mulheres ocidentais que vivem em países democráticos- nem bater na fanada tecla do sexismo, feminismo ou machismo, termos que se fossem usados com mais parcimónia pelos média é que era bom...
Mas poderia falar de deveres, porque alguns andam esquecidos - e se os direitos dão às mulheres o merecido conforto e segurança, é tendo presentes os seus deveres que uma mulher se eleva (em termos físicos, espirituais, familiares, conjugais, profissionais e sociais, não esquecendo o quesito "dar o exemplo"). O direito assegura, o dever enobrece.
Falemos então de alguns aspectos sociais ou culturais que são constantemente discutidos nos meios de comunicação:
- A mulher tem o direito a ser respeitada...e o dever de se dar ao respeito, cuidando da forma como fala, age, veste e se apresenta.
- A mulher tem o direito a ser ouvida e levada a sério intelectual/ profissionalmente...mas também o dever de comunicar com seriedade. Não tentando ser autoritária e masculina, esbracejando como uma peixeira procurando passar por "mulher poderosa" e chica-esperta, nem portando-se como uma rapariguinha. Quando uma mulher faz por ser uma senhora em todas as situações, a atenção ao que ela diz/faz é uma consequência natural, não um "direito".
- A mulher tem o direito a sentir-se bem consigo própria, independentemente de encaixar ou não no "padrão de beleza" do momento...e o dever de fazer por isso, de cuidar de si mesma para tirar partido dos dotes que a Natureza lhe deu. Porque a lamúria, a insegurança, o pescar elogios e a invejinha em relação às outras ninguém aguenta, senhoras.
- A mulher tem o direito a ser amada, respeitada, defendida e mimada pelo homem que escolheu ter a seu lado...mas o dever de estar consciente que muitas vezes, trazer à tona o melhor dele está nas suas mãos. O cavalheirismo também se convida com atitudes de serenidade, carinho e sabedoria, sabendo quando traçar limites e quando manifestar admiração ou deixar o protagonismo à cara metade. Mais do que ter o direito a ser tratada como uma princesa (termo usado a torto e a direito actualmente) há o dever de se comportar como uma.
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| Santa Gianna Beretta Molla |
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| Rainha Santa Isabel |
Tuesday, March 3, 2015
As três maiores tretas que contaram às mulheres
Desde finais dos anos sessenta que revistas, amigos, vizinhos - a sociedade, em suma - pregam certos mitos urbanos que só servem para confundir as cabeças femininas. Como o Dia da Mulher está à porta e já estou a encolher-me perante a avalanche de convívios com strippers e partilha de frases parvas nas redes sociais, aqui fica um pequeno contributo para desmanchar esses engodos que não ajudam ninguém.
Tem de cortar o cabelo acima dos ombros quando tiver um filho - ou chegar aos *inserir anos*
Adoptar um visual «à mãe» em fases de transição é tão cliché que dá arrepios. A verdade é que há mulheres cujo cabelo não funciona (e dá muito mais trabalho) estando curto, ou que nasceram para usar madeixas longas. Há quem pareça mais sofisticada de cabelo curto e há quem perca a graça toda.
Nem toda a gente tem o cabelo, o tipo de rosto e de silhueta certos - ou a confiança- para se sair bem com isso. Em última análise, a ala masculina parece preferir o cabelo comprido; é genético. E por fim, há maneiras elegantes e nada exageradas de usar cabelos compridos. Desde que se fuja do ridículo e demasiado radical ou juvenil, tanto no curto como no comprido- penteados espetados, cores estilo BD japonesa, cabelões à texana, extensões monumentais - não há uma regra que sirva para todas. Logo, se quiser cortar porque gosta e lhe fica a matar, more power to you. Mas se é porque lhe meteram na cabeça que é suposto ou porque toda a vida viu esse costume, fuja da tesoura.
Pode ter tudo e fazer tudo
É verdade que as mulheres são multifacetadas, incansáveis e versáteis, como dizia a canção da Peggy Lee. E que podem - e devem- aspirar a uma carreira, a uma família, a ter uma vida social, uma casa impecável e a manter a sua beleza. Mas há limites e quanto mais cedo se fizer uma preparação para essa realidade, melhor. Se tiver uma família e quiser dar-lhe a devida atenção, talvez não possa dedicar-se a TODOS os projectos académicos que lhe parecem interessantes - terá de seleccionar -viajar para toda a parte com as amigas ou aceitar um cargo pesadíssimo, sem limite de horas.
Tudo pode ser feito, mas é preciso escolher as batalhas e seleccionar as opções que permitam alguma flexibilidade. E don´t get me started com a treta do costume: até aos early twenties uma mulher é considerada louca se decidir casar-se, mas poucos anos depois - os anos necessários para investir nos estudos, numa carreira e gozar a tal liberdade de que toda a gente fala - começa a pergunta tola mas quando é que te casas e desatas a ter filhos que já está na altura?». Claro que se responder que ainda não está preparada, que não tem pressa ou que só o fará se estiver de tal maneira apaixonada que não pense duas vezes, ninguém acredita. Mas quem entende esta gente?
As mulheres devem ser atiradiças e tomar a iniciativa, porque os tempos mudaram
Ser uma Samantha Jones pode funcionar se o objectivo de uma mulher for recordar um número indecente de affairs quando for velhinha «vêem, meus sobrinhos, como a vossa tia era sexy e moderna?» ou se tiver uma predilecção por homens com características muito femininas e passivas - há gostos para tudo e não faltam aparentes machos alfa que na verdade são homens beta. Mas arrisco dizer que por muito que pregue o contrário, lá no fundo a maioria não se sente bem com isso. Sonha com o cavalheirismo, quer ser conquistada...e não ficar toda triste porque não recebeu uma mensagem na manhã seguinte.
Por mais injusto que soe dizer isto, conquistas passageiras não são uma coroa de glória para as mulheres, porque até a rapariga mais desengraçada não tem dificuldade em fazer isso - pelo paradoxo de muitos homens preferirem a quantidade à qualidade se o assunto não for sério. Para eles ser mulherengo pode não ficar muito bem, mas nunca é desastroso. Com as mulheres dá-se o inverso pela simples lei da oferta e da procura. Há sempre excepções à regra mas a estatística e os hábitos milenares ditam que na hora de procurar uma relação firme, os costumes antigos ainda prevalecem e as mulheres mais misteriosas e bem comportadas são encaradas com outros olhos.
Em última análise (e questões morais à parte) não há nada de estranho em querer dar a conhecer a sua personalidade e a sua alma primeiro - e mais importante, perceber se o pretendente em causa é boa pessoa ou um perfeito idiota - antes de se envolver demasiado. Ou de se tornar química e emocionalmente dependente dele, porque a biologia complica sempre tudo.
Saturday, March 8, 2014
E Deus criou a Mulher...
...depois inventaram o Dia da Mulher. As frases xaropentas para partilhar no Facebook para inglês ver (mesmo quando quem partilha é, na realidade, um marido/namorado da treta).
Os concertos do Dia da Mulher - convidado especial, David Carreira - em discotecas de aldeia (juro que vi o cartaz hoje). E os jantarinhos com strippers brasileiros besuntados de óleo que são porteiros nas horas vagas, porque andar aos guinchos e ler romances light com laivos histéricos é o supra sumo do feminismo.
Isso, ou no outro extremo, pregar contra a ditadura da beleza e da magreza e insistir que o macharedo é o inimigo. E as mulheres trabalham que se fartam. E casam com alguns cavalheiros que esperam que a mulher tenha um ordenado que pague luxos de classe média (porque a figura do Pater Familias era opressora) e ainda trate da casa como nos anos 50, quando havia Pater Familias e as senhoras não tinham mais nada em que ocupar o tempo.
E as mulheres devoram revistas a explicar como conquistar um homem (esforça-te, infeliz! desunha-te! é que eles são atadinhos, tolhidinhos, coitadinhos) e as 100 acrobacias sensuais nunca vistas que vão fazer o desgraçado pedi-las em casamento no primeiro encontro, sem mesmo avaliar se ele dará um bom marido ou se é um Barba Azul que guarda as ex namoradas na arca congeladora do T3 . E depois queixam-se, de uma maneira moderna, muito Sei Lá, que o malandro nunca mais telefonou.
E as mulheres correm atrás deles como se houvesse racionamento. Nas horas vagas aprendem kizomba e dança do varão, porque Deus nos livre que uma mulher não saiba pendurar-se da cabeça para baixo; que homem é que casa com uma rapariga tão pouco prendada?
Dizem-se muito feministas, muito desempoeiradas mas no segundo encontro, quando há segundo encontro (hurra! tragam os confetti!) desdobram-se para lhes fazer um jantarinho à luz de velas e já estão a imaginar o Tomás, a Madalena e o Manel que vão ter olhos azuis como o completo estranho que acabaram de trazer para casa depois de horas a tentar chamar-lhe a atenção no bar, enquanto ele olhava para o telemóvel e falava de gajas (sic) carros e futebol com os amigos, sem arredar pé.
Chamar-lhes geishas será pouco, porque as geishas eram pagas para cantar, dançar e fazer
companhia - e fora preparar o chá, não mexiam um dedo em casa, nem apanhavam o metro ou filas de trânsito para se esfalfarem no escritório. Espertas, as preguiçosas das geishas, que não precisavam de andar meio despidas para dar nas vistas.
Depois, se finalmente invertem as Leis da Natureza desde que o Mundo é Mundo e arrastam um homem para a caverna- perdão, Quinta-das-couves-verdes, casamentos e baptizados, orçamentos grátis - cansadíssimas, esfalfadas de puxar pelos cabelos um marmanjo de 90 quilos a gritar que quer voltar para casa da mamã - e o obrigam a assentar com mil artes e manhas, vão todas contentes passear em público com um véu de tule cor de rosa e um símbolo de fertilidade de borracha super indecente na cabeça. Para um dia educar a futura Madalena no sentido de uma licenciatura, sim senhora, mas também de ler resmas de romances sensuais - e light, não vá a rapariga desencaminhar-se - nas horas vagas, a ver se aprende. Assim, quando crescer também usará uma coisa de borracha no alto da pinha, em público, e será felicitada por isso, acabando a festa com uma grande bebedeira e a mãe a impar de orgulho. Lindo.
Mas se o casório dá para o torto porque o rapaz se viu encurralado e não sabia em que Inferno se estava a meter, não há crise: choram no ombro das amigas que as consolam com citações profundas do Pedro Chagas Freitas ou se o caso for mesmo preto, do Oysho ou do Paulo Coelho ( há que apelar para os milagres!) daquelas que dizem que se um homem não está interessado a persistência é a chave do sucesso - e a seguir, como é Dia da Mulher, vão todas festejar a libertação que as faz trabalhar o triplo e em grupinhos, aos pulinhos no último sapatucho da Zara ver o Sei Lá.
E como não podia deixar de ser, acabar a noite com uma grande bebedeira e uma maratona das 50 Shades of Grey ou pior ainda, da Anatomia de Grey, para gritarem da varanda que querem uma massagem dada por um homem bêbedo ou lá o que é (desculpem mas isto é demais para as minhas capacidades) mas que os homens são umas bestas que se aproveitam delas, o inimigo, mas pronto, querem um homem na mesma para a massagem bêbeda - e os homens da vizinhança a chamar a polícia para mandar calar aquele bando de taradas, não necessariamente por esta ordem. Quando a Polícia chega, as malucas pensam que são os strippers vestidos de Polícia que tinham encomendado no auge da animação, ao som do Piri Piri Piradinha ou qualquer brejeirice assim.
Minhas senhoras e minhas meninas: poupem-me.
Já eu, que não percebo nada disto? Celebrei o dia mais ou menos como celebro os outros se me apetecer, comprando um vestido Ann Taylor que queria há imenso tempo, mais o Eugenia Grandet que estava na minha lista de livros a trazer para casa e é capaz de ser mais giro do que as 50 Faces. Também se sofre por amor e tudo, eu juro. E se calhar, Balzac escreveu umas frases sobre as mulheres mais engraçadinhas e menos pretensiosas que também dão para partilhar no Facebook e não rebaixam quem as partilha a qualquer coisa pouco lisonjeira. Chatíssimo, diriam algumas mulheres. A essas, um bom dia. Às outras, que não precisam de efemérides, boa sorte.
Friday, March 8, 2013
O Dia da Mulher, segundo o Povo
Vox populi, vox dei. Os contos populares são um registo de costumes inestimável, que nos permite ver como era a realidade de outros tempos, muito para além do status quo. Como foi dito no post anterior, em dadas épocas havia a ordem estabelecida (o Homem era o chefe de família, a Mulher a hábil gestora e de preferência, submissa como mandava a Igreja e a sociedade) mas o que se passava entre portas era, muitas vezes, outra história. Mesmo nos casos mais graves, a astúcia levava amiúde a melhor sobre a força - ou arranjava modo de pagar na mesma moeda. E o conto abaixo, que reproduzo de memória, é um excelente exemplo: ninguém interferia na bela ilusão masculina de mandar em tudo mas a dinâmica real era de equipa (quando não andava tudo às avessas, o que pessoalmente também não me parece lá muito bonito...nem oito, nem oitenta).
Era uma vez um prior muito cioso da paz doméstica na paróquia. Como no seu entender havia uma certa sublevação das mulheres na freguesia, quis chamar a atenção para a sacra autoridade do esposo, premiando o marido mais capaz de impor ordem em casa. Assim, no final do sermão de Domingo, o Sr. Prior fez um anúncio: como tinha muitas nogueiras e a colheita fora excelente, iria oferecer um grande saco de nozes ao homem mais machão (e mandão) que se encontrasse entre os fiéis. Mas atenção - reforçou - só darei às nozes ao homem que provar que não é comandado pela mulher.
Ora, entre a assistência havia um homenzarrão que se achava o cúmulo da autoridade. Em casa, o galo era ele. A sua palavra era lei e ninguém soltava um pio. A mulher e as filhas andavam direitinhas como um fuso e senão, já sabiam...
- As nozes já cá cantam! - pensou o bruto - a minha mulher não manda rigorosamente nada, toda a gente sabe que eu sou o marido mais obedecido cá do burgo. E certo da sua supremacia, apresentou-se em casa do Padre no dia seguinte.
- Muito bem, meu filho! - disse o Padre - já contava que cá viesses. Bem sei que em tua casa quem dita as regras és tu. Deixa cá ver o saco, para levares as nozes.
Qual não foi a surpresa do Prior ao ver que o homem trazia consigo não um alforge (do tamanho de um saco de batatas actual) mas um saquito pequeno.
- Então? - perguntou espantado - porque diabos não trouxeste um saco maior? Eu
disse-te que eram muitas nozes!
- Ah, Sr. Padre, sabe...eu bem queria, mas a mulher começou com coisas, que era vergonha trazer um saco muito grande, que o Sr. Prior havia de julgar que somos uns gananciosos e uns mortos de fome, e tal...e lá acabei por trazer antes este.
Escusado será dizer que o Padre ficou zangadíssimo e que o homem não levou noz alguma. E que há muitas formas de "mandar"...métodos que as mulheres sempre dominaram como ninguém. A autoridade é muito relativa...
O Dia da Mulher, segundo as avós

Já aqui e aqui se deu o meu parecer acerca do Dia da Mulher ... apenas por uma questão de reforçar ideias, pois este é um blog onde se fala muitíssimo de nós, mulheres - sem desprimor para os cavalheiros gentis que acompanham o IS. Recentemente mencionei como acredito que as mulheres sempre governaram o mundo subtilmente, por detrás do pano, usando os seus encantos e uma maravilhosa astúcia (Lívia Augusta, Átia, Anne Boleyn, Diana de Poitiers, Agnès Sorel) ou uma grande nobreza associada a um ânimo varonil (Santa Isabel de Aragão, D. Leonor de Távora) embora se faça a devida vénia às que, de caras, dominaram o cenário (Caterina Sforza, Iolanda de Anjou, Leonor de Aquitânia, Caterina de Medici, Isabel I) e não se esqueçam as que de forma mais ou menos honesta, com mais ou menos moral, moldaram o seu próprio destino (La Paiva, Frinéia, La Belle Otero, Veronica Franco) e tiveram os homens mais poderosos, os movers and shakers do tempo, aos seus delicados pés. O tempo não me chega, com muita pena minha, para me dedicar a todas as figuras femininas que gostaria de abordar aqui, mas vai-se trabalhando para isso. E o motivo é que há histórias, e detalhes da História, que nos recordam o que somos, e como devemos conduzir-nos, melhor do que qualquer frase feita bonitinha, melhor do que jantarinhos "de mulheres" ou qualquer canção porta-estandarte que pregue as alegrias de "ser mulher". Prefiro inspirar-me no exemplo daquelas que muito antes de nós se impuseram pelo estilo, o espírito, a beleza, a sensualidade, os neurónios, a pena, a linhagem ou a espada, ou uma combinação de vários destes factores.
Quando me sinto mal, costumo pensar que as mulheres que mais admiro passaram por muito pior. Ou recordar os conselhos da avó Tete, que era uma verdadeira senhora, daquelas que vão rareando, e provavelmente a que mais me influenciou. Já vos contei várias estórias e máximas dela, de uma época em que se falava muito pouco em dias dedicados à Mulher. Elas tinham de se defender a si próprias, e não detendo poder oficial, conspiravam ardilosamente nos bastidores (como sempre foi, afinal de contas) ora de forma amorosa, ora para impor a sua vontade: primeiro para dar a volta ao pai, depois para escolher marido, a que teriam de dar a volta mais tarde se queriam uma vida feliz. Era assim que as coisas se faziam naquele tempo, mas como carácter sempre foi coisa que independeu do sexo, havia bons e maus relacionamentos como há hoje - a capacidade de resposta feminina é que era diferente. Como tal, as raparigas solteiras tratavam de observar os exemplos das que já estavam casadas, na tentativa de evitar passos errados. E uma das formas de distinguir um homem bom de um mau era, segundo a avó, reparar no ar da mulher. " Vê-se pela cara da mulher o tratamento que o marido lhe dá", dizia ela. Ou seja, as que tinham a seu lado homens que as mimavam em todos os aspectos, que lhes proporcionavam um ambiente pacífico e tranquilo em casa, que eram carinhosos e fiéis, irradiavam serenidade e segurança. Andavam com boa cara e bem arranjadas, não só porque eles não permitiam que lhes faltasse nada (coisa que na maioria dos caso, dependia deles...) mas porque tinham orgulho nelas e em que se embonecassem. Não eram, portanto, maridos dominadores, agressivos, ciumentos e sempre a pular a cerca. As que tinham casado com brutamontes, pelo contrário, mostravam sempre um aspecto inseguro, amedrontado e, como se dizia ao tempo, infernizado. As meninas casadoiras tratavam, então, de olhar com desconfiança os irmãos, primos ou amigos solteiros desses maus maridos. (Diz-me com quem andas...). Mesmo nessa época, as mulheres sensatas sabiam valorizar-se e só por muito azar se sujeitavam, com medo de ficar sozinhas, ao que as mulheres de hoje não devem sujeitar-se. Infelizmente, bem sabemos o que é a realidade, e que a falta de amor próprio é a raiz de muitos males. E já que se festeja hoje a igualdade, o conselho também vale para os homens: ser maltratado, ninguém merece.
Thursday, March 8, 2012
I´m a good girl, sir
Sean Bean e Viggo Mortensen (Deus nos guarde de aflições, de O ofender e das tentações...)
O que penso sobre o Dia da Mulher está dito aqui e aqui . Não me apanham por dinheiro nenhum num jantarinho temático com o femeaço aos berros (o meu grupinho não grita, mas nestes dias sabe-se lá quem calha na mesa do lado, e em que estado) nem em "divertimentos" mais vulgares com culturistas de beleza e masculinidade duvidosa besuntados de óleo (blhec!).
Dia da Mulher é todos os dias: quando trato das minhas toillettes e arrebiques, quando me apetece reunir com as minhas amigas e sobretudo, quando me recuso a aturar tretas e faltas de respeito seja de quem for. Quando se luta diariamente para equilibrar feminilidade, força e dignidade. Quando temos que nos impôr porque outras mulheres, sem respeito por si próprias, nos dão má reputação.
Há algum tempo, uma pessoa da minha confiança contou-me que numa empresa de renome cá do burgo, era normalíssimo todas as candidatas fazerem o "teste do sofá". Ali mesmo, nas instalações (abstenho-me de contar detalhes). Parece que era regra da casa. Essas meninas estarão provavelmente a jantar hoje, com bandeirinhas hasteadas pela liberdade das mulheres. Ingenuidade? Hipocrisia?Se calhar, acreditam que o que fazem é o resultado da libertação sexual. Digam-me onde está a autodeterminação em ceder a um opressor, a alguém que nos diz na cara " Quero lá saber do teu currículo. És mulher, és carne para canhão".
Não é a ideia de boa versus má rapariga, de cada uma fazer com o seu corpo o que bem lhe dá na gana que me incomoda: é o facto de nem precisarem de ser enganadas com um jantar à luz de velas e outras piroseiras; de saberem perfeitamente à sordidez que vão, in your face, de não se importarem de serem tratadas como lixo.
Outras há que permitem que os namorados as tratem de forma igualmente grosseira, que sofrem as maiores ofensas à sua dignidade e auto estima, e ainda imploram para ficar. Por migalhas. Enquanto uma só mulher não se valorizar, temos um ciclo vicioso que nos prejudica a todas.
Mas para não dizerem que sou resmungona e mal disposta, deixo aqui algum eye candy de classe. Cavalheiros com tudo no lugar...principalmente o cérebro.
Mike Edward
É actor de teatro, fez Shakespeare e tem a sua própria companhia. Destacou-se como Segovax em Spartacus, e não imaginam a quantidade de pessoas que cai aqui à procura do rapaz sem nenhuma roupa e em pose interessante. Não vai acontecer - usem a imaginação...ou o Google.
Sean Bean

Dispensa apresentações e já fez de tudo, desde Shakespeare ao Senhor dos Anéis, mas ficou famoso como O Amante de Lady Chatterley. Vive retirado e muito metido consigo, caractecterística que eu aprecio bastante.
Viggo Mortensen

Está em destaque esta semana por nenhum motivo especial: o seu rosto cinzelado é um dos mais bonitos do cinema, mas ele não se rala nada com o aspecto. Em part time tem outros projectos, como uma editora de poesia para jovens autores.
O que penso sobre o Dia da Mulher está dito aqui e aqui . Não me apanham por dinheiro nenhum num jantarinho temático com o femeaço aos berros (o meu grupinho não grita, mas nestes dias sabe-se lá quem calha na mesa do lado, e em que estado) nem em "divertimentos" mais vulgares com culturistas de beleza e masculinidade duvidosa besuntados de óleo (blhec!).
Dia da Mulher é todos os dias: quando trato das minhas toillettes e arrebiques, quando me apetece reunir com as minhas amigas e sobretudo, quando me recuso a aturar tretas e faltas de respeito seja de quem for. Quando se luta diariamente para equilibrar feminilidade, força e dignidade. Quando temos que nos impôr porque outras mulheres, sem respeito por si próprias, nos dão má reputação.
Há algum tempo, uma pessoa da minha confiança contou-me que numa empresa de renome cá do burgo, era normalíssimo todas as candidatas fazerem o "teste do sofá". Ali mesmo, nas instalações (abstenho-me de contar detalhes). Parece que era regra da casa. Essas meninas estarão provavelmente a jantar hoje, com bandeirinhas hasteadas pela liberdade das mulheres. Ingenuidade? Hipocrisia?Se calhar, acreditam que o que fazem é o resultado da libertação sexual. Digam-me onde está a autodeterminação em ceder a um opressor, a alguém que nos diz na cara " Quero lá saber do teu currículo. És mulher, és carne para canhão".
Não é a ideia de boa versus má rapariga, de cada uma fazer com o seu corpo o que bem lhe dá na gana que me incomoda: é o facto de nem precisarem de ser enganadas com um jantar à luz de velas e outras piroseiras; de saberem perfeitamente à sordidez que vão, in your face, de não se importarem de serem tratadas como lixo.
Outras há que permitem que os namorados as tratem de forma igualmente grosseira, que sofrem as maiores ofensas à sua dignidade e auto estima, e ainda imploram para ficar. Por migalhas. Enquanto uma só mulher não se valorizar, temos um ciclo vicioso que nos prejudica a todas.
Mas para não dizerem que sou resmungona e mal disposta, deixo aqui algum eye candy de classe. Cavalheiros com tudo no lugar...principalmente o cérebro.
Mike Edward
É actor de teatro, fez Shakespeare e tem a sua própria companhia. Destacou-se como Segovax em Spartacus, e não imaginam a quantidade de pessoas que cai aqui à procura do rapaz sem nenhuma roupa e em pose interessante. Não vai acontecer - usem a imaginação...ou o Google.
Sean Bean

Dispensa apresentações e já fez de tudo, desde Shakespeare ao Senhor dos Anéis, mas ficou famoso como O Amante de Lady Chatterley. Vive retirado e muito metido consigo, caractecterística que eu aprecio bastante.
Viggo Mortensen

Está em destaque esta semana por nenhum motivo especial: o seu rosto cinzelado é um dos mais bonitos do cinema, mas ele não se rala nada com o aspecto. Em part time tem outros projectos, como uma editora de poesia para jovens autores.
Tuesday, March 8, 2011
Dia da Mulher...ou não?
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| Caterina Sforza |
Eu não sou feminista, sou toda pela igualdade de direitos e orgulho na nossa diferença, logo, o Dia da Mulher não me ofende nada. É uma comemoração que se justifica enquanto a violência de género, o assédio sexual e a desigualdade profissional existirem por esse mundo fora. Até essas questões estarem resolvidas para sempre, conformem-se, minhas senhoras: somos uma espécie de minoria. Não esqueçamos também que o dia de hoje assinala as mulheres assassinadas para que hoje tivéssemos direito ao voto e que abriram o caminho para a liberdade de que gozamos actualmente.
Mas creio que acima de tudo, o Dia da Mulher é um momento de reflexão. Quando vejo os tais jantares com strippers e mulheres aos gritos, penso se essas senhoras não andarão mal enganadas - e não estarão a dar razão aos machistas de serviço, que dizem "é nisto que dá a igualdade". Sempre que assisto a certos comportamentos, que vejo as jovens correrem atrás dos rapazes, comportando-se sem dignidade, fazendo um esforço dos diabos para agradar (tanto esforço, afinal, como as suas avós faziam na sala e na cozinha, só que de mini saia, saltos altos e preservativos com sabores na carteira)coro de vergonha por elas - e pergunto-me se a mensagem da igualdade terá sido bem interpretada. Por vezes, interrogo-me se as acérrimas defensoras do feminismo, paladinas do sexo casual, da autoridade igualzinha à deles, não perpetuarão o mito da virago histérica, alvo de troça e secretamente infeliz, fazendo figas junto ao telefone para que "ele" ligue depois de uma noite memorável. Até Caterina Sfrorza, virago crudelíssima, não resistiu a Cesar Borgia - e tirada a armadura, sabia ser tão doce e voluptuosa como Lucrécia. Ardilosa. Inteligente. Eva não gritou " come essa maçã, raios!" . Sussurrou " prova esta maçã, querido". Percebem a ideia. Acredito que em 1960 fosse preciso queimar soutiens para chamar a atenção (embora imagine que fosse uma forma muito desconfortável e nada ergonómica de protestar). Hoje cabe-nos manter os direitos adquiridos, recuperando os atributos da feminilidade - persuasão, doçura, subtileza, intuição, sedução, encanto - que fazem de nós mulheres. Deixando que os homens cumpram o seu papel de conquistadores, protectores, guerreiros e se eles quiserem acreditar, porque não? De chefes. O nosso poder está em influenciar - de batôn e espada escondida, just in case. Uma mulher inteligente não precisa de governar nada, porque tem o mundo a seus pés. Sempre teve. As feministas que me perdoem. E as Samantha Jones deste mundo também, mas recuso-me a ver um show de strip tease. Afinal, os homens não sabem despir-se - essa ainda é uma arte feminina.
Tuesday, March 9, 2010
Dia da Mulher
Lá passou mais um,com a parafernália que a caracteriza e a eterna questão de muitas senhoras: " não concordo, porque não existe um Dia do homem". Pois é...mas que eu saiba, por este mundo fora, ainda são as mulheres que ganham menos, que são discriminadas no trabalho porque " têm filhos" (ter filhos, que horror...temos de esterilizar esses seres!!!) " dedicam tempo à família" e sofrem de "problemas femininos";
...as mulheres são quem mais sofre com violência doméstica, crimes sexuais, assassinatos de honra, casamentos forçados, tráfico humano...a lista é interminável.
Enquanto não houver verdadeira igualdade, sim, faz sentido que o Dia da Mulher exista; não para nos dedicarmos a pieguices (sou feminina, sou forte, sou mulher, yupi!) mas para recordar que há muito por fazer. E não - não sou feminista.
Algo correu mal na emancipação feminina. Pelo menos por cá.
Se não, notem:
Há 50 anos, numa família de classe média, que vivesse razoavelmente bem, era suposto o homem trabalhar e a mulher gerir a casa - eventualmente, podia participar em actividades sociais ou dar umas lições de piano para pagar os seus alfinetes. Além de sustentar a esposa, o marido achava normalíssimo pagar a uma empregada ou duas para manter a casa arrumadinha e tomar conta da criançada - que as esposas queriam-se lindas e mimosas, e não esfalfadas...não era próprio. Acrescente-se que muitas vezes havia uma ou duas avós em casa, de quem a mãe cuidava, e que por sua vez davam uma mãozinha.Enfim, cada um tinha os seus afazeres: se o marido trabalhava era justo que a mulher arrumasse, digo eu! O mal era de quem tinha o azar de casar com um forreta ou um brutamontes.
Batemo--nos pelo DIREITO a trabalhar, para ganhar independência e realização pessoal.Para não termos de dar justificações a ninguém. Mas afinal...
E HOJE?
O marido trabalha; a mulher trabalha (ai dela que não trabalhe porque nenhum marido quer uma mulher malandra) muitas vezes em empregos mal remunerados,onde a carregam com o dobro da carga porque "mulher é banana e não se defende"; chega a casa tarde, e à noite ainda tem de fazer jantar para sua excelência (como há 50 anos)estar bonita (como há 50 anos)cuidar das crianças (como há 50 anos, mas muito mais cansada) e ainda há tempo para discutir sobre finanças! E apesar de as mulheres trabalharem em média mais 15 horas por dia,de fazerem todo o trabalho doméstico (as empregadas estão cada vez mais caras)...ainda dividem contas! Se há 50 anos o marido dizia " andas a gastar muito no cabeleireiro, querida"...~enfim! Agora que um marido diga..."andas a gastar muito do TEU ordenado do cabeleireiro..."isso é o cúmulo do descaramento. Não falo por todos os casais, mas acontece muitíssimo. É o velho esquema " leoa trabalha, leão fica sentado à espera que alguém ataque o lar daqui a 3 semanas". E já não falo dos que se julgam "no tempo da outra senhora" e consideram normalíssimo bater na legítima (como há 50 anos).
~
Tanto trabalho...para termos ainda MAIS trabalho?
Teremos nós, mulheres, adquirido mais responsabilidades do que liberdade? Será um defeito da sociedade portuguesa? Ou está tudo ao contrário?
E se me acham bota-de-elástico, paciência!
...as mulheres são quem mais sofre com violência doméstica, crimes sexuais, assassinatos de honra, casamentos forçados, tráfico humano...a lista é interminável.
Enquanto não houver verdadeira igualdade, sim, faz sentido que o Dia da Mulher exista; não para nos dedicarmos a pieguices (sou feminina, sou forte, sou mulher, yupi!) mas para recordar que há muito por fazer. E não - não sou feminista.
Algo correu mal na emancipação feminina. Pelo menos por cá.
Se não, notem:
Há 50 anos, numa família de classe média, que vivesse razoavelmente bem, era suposto o homem trabalhar e a mulher gerir a casa - eventualmente, podia participar em actividades sociais ou dar umas lições de piano para pagar os seus alfinetes. Além de sustentar a esposa, o marido achava normalíssimo pagar a uma empregada ou duas para manter a casa arrumadinha e tomar conta da criançada - que as esposas queriam-se lindas e mimosas, e não esfalfadas...não era próprio. Acrescente-se que muitas vezes havia uma ou duas avós em casa, de quem a mãe cuidava, e que por sua vez davam uma mãozinha.Enfim, cada um tinha os seus afazeres: se o marido trabalhava era justo que a mulher arrumasse, digo eu! O mal era de quem tinha o azar de casar com um forreta ou um brutamontes.
Batemo--nos pelo DIREITO a trabalhar, para ganhar independência e realização pessoal.Para não termos de dar justificações a ninguém. Mas afinal...
E HOJE?
O marido trabalha; a mulher trabalha (ai dela que não trabalhe porque nenhum marido quer uma mulher malandra) muitas vezes em empregos mal remunerados,onde a carregam com o dobro da carga porque "mulher é banana e não se defende"; chega a casa tarde, e à noite ainda tem de fazer jantar para sua excelência (como há 50 anos)estar bonita (como há 50 anos)cuidar das crianças (como há 50 anos, mas muito mais cansada) e ainda há tempo para discutir sobre finanças! E apesar de as mulheres trabalharem em média mais 15 horas por dia,de fazerem todo o trabalho doméstico (as empregadas estão cada vez mais caras)...ainda dividem contas! Se há 50 anos o marido dizia " andas a gastar muito no cabeleireiro, querida"...~enfim! Agora que um marido diga..."andas a gastar muito do TEU ordenado do cabeleireiro..."isso é o cúmulo do descaramento. Não falo por todos os casais, mas acontece muitíssimo. É o velho esquema " leoa trabalha, leão fica sentado à espera que alguém ataque o lar daqui a 3 semanas". E já não falo dos que se julgam "no tempo da outra senhora" e consideram normalíssimo bater na legítima (como há 50 anos).
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Tanto trabalho...para termos ainda MAIS trabalho?
Teremos nós, mulheres, adquirido mais responsabilidades do que liberdade? Será um defeito da sociedade portuguesa? Ou está tudo ao contrário?
E se me acham bota-de-elástico, paciência!
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