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Monday, October 13, 2014

Lambe-botismo do dia: isso da CMTV



Quem acompanha o que vou fazendo por aqui sabe que uma das coisas que mais me tiram do sério são servilismo, bajulação e lambe-botismo, vulgo graxa, portanto não vale a pena alongar-me sobre a matéria. Napoleão disse que quem é capaz de adular é igualmente capaz de caluniar (e vice-versa, às vezes, sem grande intervalo entre uma coisa e outra) e Tácito afirmou que os aduladores são a pior espécie de inimigos.

Ora, na imprensa, tanto local como a um nível mais abrangente, vê-se muito isto: há quase sempre jornalistas pouco sérios obcecados em retalhar uma determinada figura, com uma paixão ou ódio quase pessoal...mas igualmente prontos a babujar, especialmente se essa figura se disponibilizar a manter boas relações com eles. Dignidade, anyone?

  Também nunca escondi que não percebo nadinha de futebol e que embora admire a determinação cega e a capacidade de trabalho de Cristiano Ronaldo (afinal, a preparação mental de um atleta, tal como a estratégia militar, aplica-se a tudo na vida) tenho pouca simpatia por outros aspectos que o caracterizam, por isso mal acompanho o que faz ou deixa de fazer.

 No entanto é inevitável,a quem segue feeds de notícias, ir vendo uma manchete por outra, logo apercebi-me do episódio da conferência de imprensa em que, lá à sua maneira e com o seu discurso do costume, mandou passear a CM TV por não gostar das constantes notícias disparatadas a seu respeito.

 Quanto ao que dizem sobre o seu desempenho isso me da igual porque quando se trata de futebol é tudo nuvens e nevoeiro para mim, mas chega a enjoar a forma como o dito órgão de comunicação social avisa o país, não vá alguém estar distraído, de que "Ronaldo foi à casa de banho", "Ronaldo acordou com o pé esquerdo", "Ronaldo gosta de panquecas" e assim por diante, num fascínio bacoco que pior se torna quando a seguir não se importa de melindrar gratuitamente quem tanto idolatra.

 E se há quem esteja disposto a sofrer isso porque não gosta de se zangar com ninguém ou aprecia o protagonismo, também há quem não esteja disposto a levar ofensas para casa e - pasmem, olhem eu a dizer isto- o Cristianinho esteve bem. Deu uma lição de hombridade a muitos cavalheiros bem nascidos que por aí andam, que não se arrepiam de dar palmadinhas nas costas a quem os calunia para prevenir calúnias maiores - por medinho do confronto, em suma. Não gosto de ti? Não falo contigo. Muito mais bonito do que sorrir à pessoa, pactuar com a pessoa, e chamar-lhe nomes pelas costas.

 Sempre achei que um homem digno desse nome não receia queimar pontes, escolher lados nem pôr no sítio quem o ofende. A ideia Lincolniana de transformar inimigos em amigos nem sempre resulta, e pode confundir-se rapidamente com cobardia ou falta de espinha dorsal. É claro que os caluniadores ficam todos contentes, a pensar "este é um medricas, um xoninhas, tenho-o na mão" . Prefiro mil vezes a atitude de quem se está nas tintas e não se rala minimamente de amachucar quem arrasta o seu nome pela lama. 

E pronto, às vezes temos surpresas destas...





Sunday, May 11, 2014

Quando a imprensa sabe ter classe.


É um facto que as revistas que nos faziam sonhar vão deixando de ser o que eram. Umas porque perdem impacto graças à concorrência de outros formatos e pelo acesso constante a informação que nos é oferecido, outras porque cedem a descer do seu pedestal na tentativa de conquistar novos públicos desiludindo assim a sua audiência original, em erros flagrantes de posicionamento.

  Creio mesmo que comprar ou assinar uma revista (ou até acompanhá-la online) é dar-lhe um grande elogio nos dias que correm, porque a necessidade de o fazer e o apelo que leva ao consumo e fidelização são cada vez menores.

  Mas há momentos de fôlego que salvam a honra do convento: afinal, por muito que a blogosfera seja uma força a considerar, ainda se espera que a  imprensa - certo tipo de imprensa, bem entendido- lidere as opiniões e dite as tendências em diferentes campos.

No quiosque reparei nesta revista francesa (acima) que conheço de vista (as minhas incursões pelas publicações glossy, del corazon ou vá, do social limitam-se à Hola!, a umas espreitadelas à Tatler e pouco mais) e pensei "olha olha, uma alusão inspirada".

Chamar à Rainha Máxima dos Países Baixos "A Rainha-Sol" não será o trocadilho mais original de todos os tempos, mas é de bom tom e aplica-se a uma jovem monarca tão bonita e tão sorridente. É o tipo de capa que gosto de encontrar...inspirada.

  Depois, a Harper´s Bazaar dedicou ao Dia da Mãe um artigo lindo de se ver,   produzido pela elegantíssima Joanna Hilman com belos retratos de Patrick Demarchelier - e eu não podia deixar de assinalar esta imagem encantadora de Carolina Herrera com as suas filhas. Tenho uma grande admiração por ela, não só pelo seu trabalho sempre irrepreensível (é muito difícil estar-se mal vestida numa criação sua) mas porque é, em todos os aspectos, uma SENHORA. 
 E daria sei lá o quê para deitar a mão ao sheath dress azul que Carolina Herrera de Baez (ao centro) usou para esta produção. 

 Num mundo de Kardashians e Rihannas, ver momentos de graça e elegância é um colírio para os olhos e a alma...








Saturday, May 10, 2014

As pessoas têm cada lógica que valha-me Deus.




Farta de ver o meu feed invadido por notícias do "monstro" que anda por aí a monte e ninguém consegue agarrar, deixei um comentário na página de Facebook do jornal em causa a pedir, por amor à dignidade de imprensa, que parem de nos fazer rir de coisas sérias dando tal alcunha ao homem. E disse " isto é ridículo" - porque não havia outra coisa a dizer, oras.

Vai daí uma senhora, cansada de ver o dinheiro dos contribuintes gasto numa busca que não parece estar a correr lá muito bem mas que não se soube decerto explicar como queria, respondeu-me assim (sic, nota bene que há aqui um erro ortográfico bem giro):

"ridiculo para mim é o dinheiro dos portugueses estar a servir para procurar um creminoso"E eu, em modo mas-porque-é-que-eu-me-dou-ao-trabalho-de-comentar-disparates, não resisti e repliquei que...enfim, não se pode exactamente deixar a pessoa à solta, ou pode? Lá que não se gaste dinheiro noutras coisas é justo, agora isso...

 Ou as pessoas não sabem articular ideias ou interpretar o que lêem, ou andam a nadar na maionese, ou dizem a primeira coisa que lhes passa pela cabeça...

 Ouvem-se tolices tais que perto delas, a "nonsense song" abaixo parece fazer perfeito sentido.



Thursday, April 24, 2014

Isto parece a imprensa do Faroeste.



Ou, se eu quiser ser mais complacente com tanto ridículo, da Inglaterra vitoriana ou da Chicago dos anos 20. 

Repito que sou algo distraída no que toca a notícias, sensacionalistas de mais a mais,  por isso os ecos dos homicídios em S. João da Pesqueira chegaram-me só vagamente aos ouvidos.

 Eis que começo a ver, espalhadas de forma alarmante pelas redes sociais, manchetes sobre um "monstro" sem que explicassem lá muito bem que monstro era esse. O de Loch Ness? O Big Foot? O das bolachas? Demorei um bocado a perceber de que história de faca e alguidar se tratava, e se me dei ao trabalho de procurar foi porque me pareceu caricato, no mínimo, que o uso de pôr alcunhas sugestivas, à filme, a criminosos procurados voltasse a estar na berra entre os nossos jornalistas.

 Que algo ainda me surpreenda nos hábitos de certa Informação nacional só prova que vivo numa candura incurável de acreditar em unicórnios, elfozinhos e pais natais: de erros de português a expressões brejeiras passando por pivots de mini saia, tem-se visto de tudo no firme propósito de deseducar o povão.

 Mas isto é, como diz o dito, uma verdadeira cóboiada. Deu-lhes para a comédia, agora, como se os palhaços não tivessem falta de colocação e precisassem de concorrência.


Monday, November 12, 2012

Avé Angela...

                                                 
Esta tem de ser a melhor manchete de todos os tempos. Aplauso pela fina ironia, pela criatividade, pela genial referência. Podia estar aqui meia hora a fazer associações e a dissecar o assunto, mas a capa vale mais que mil palavras. Se ainda há espírito para estas bofetadas de luva branca, então restam portugueses - e da velha guarda - em Portugal. Obrigada, i.                            

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