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Tuesday, November 17, 2015

"Vê se pões a gargantilha..."


Há algum tempo que as gargantilhas, ou chokers, andavam a dar um ar da sua graça em modelos mais ou menos discretos, num puro revivalismo dos anos 90 -até aquelas horrorosas de elástico estilo tatuagem, remember?

Era uma questão de tempo até versões mais declaradas começarem a ver-se nas ruas.



 Pessoalmente fico contente com a ideia porque - adepta do less is more e pouco amiguinha de berloques e bijutarias como sou - a gargantilha, talvez por ser uma peça de inspiração vitoriana, foi das poucas que (em tecido ou materiais mais nobres, como as pérolas) sempre teve free pass no meu guarda jóias.

 Usa-se com um simples vestido que realce o colo, et voilà: uma mulher 
sente-se  num romance de Oscar Wilde ou num café-concerto da Belle Époque, vendo de perto as primeiras elegantes e as mais famosas demi-mondaines do tempo. 


A "Bela Otero" com uma gargantilha preciosa

Ainda guardo algumas das preferidas que usei em tempos - e de resto, a maioria dos colares de que mais gosto segue mais ou menos esse desenho.



 Afinal, a gargantilha é uma jóia forte, que dispensa outras. Mas apesar disso transmite vulnerabilidade e feminilidade, presta-se a uma série de associações de ideias - o nome em inglês diz tudo.



 Depois, fica bonita num pescoço elegante e também é versátil: casa lindamente com decotes profundos para ocasiões formais (mais vitoriano, impossível) e igualmente com camisas ou tops para o dia, num look entre o gótico e o grunge.



 Seja em versões preciosas ou semi; uma simples fita de veludo (que pode ou não levar rendas, brilhantes, uma medalha ou um camaféu); ou para as mais jovens e arrojadas, versões punk, um choker encanta pela simplicidade. Recomenda-se integrar esta peça rapidamente na lista de acessórios, observando apenas uma regra: quem não tiver um "pescoço de cisne" deve evitar os modelos muito elaborados, optando pelas versões finas e menos justas à pele. 

Friday, December 14, 2012

Mini wishlist Sissiniana


"És mauzinho, mas tens gosto!"
Ter um blog e não fazer uma wishlist é como ir a Roma e não ver o Papa, creio eu. Hoje dei-me conta de que nunca tinha feito nenhuma, por várias razões. A primeira é que acredito que os desejos são coisas secretas e que se eu os contar, não se realizam. Há sempre os desmancha prazeres e os invejosos de serviço dispostos a pensar "não querias mais nada? Pois vou rezar a todos os diabinhos para que nunca venhas a ter tal coisa". Desejos são coisa muito nossa, a ser protegida como segredo de Estado. A segunda...é que hoje em dia há tantas opções de tudo que não faz muito sentido descabelar-se e suspirar a não ser por artigos excepcionalmente raros. Como não sou menina de me encantar por trapos comuns ou bugigangas...eis um desses casos excepcionais: as possibilidades de vir a descobrir um tesouro romano que me seja permitido guardar e usar são muitíssimo remotas, mas pode ser que os bons museus deste mundo se lembrem de reproduzir as jóias do seu acervo. (Já uma vez o Museu de Conímbriga fez algo parecido; estupidamente não aproveitei, nunca mais repetiram a brincadeira e arrependo-me até hoje de não ter trazido comigo a gargantilha e a pulseira mais especiais que já vi). Tenho fé na máxima "uma senhora deve usar jóias boas - e/ou com significado - ou nada". Ora vejamos:           

                                                 
Anel Imperial romano em ouro e ametista gravada com a figura de um actor (séculos I - III D.C). Ametista é uma das minhas pedras preferidas e este tem de ser o uso mais interessante que já vi dado a uma. Imaginam isto com um simples vestido preto? Qual cocktail ring, qual carapuça.

                          

      Pulseira e medalhão em ouro e ametista, século I. Porque adoro motivos de serpente...

                             Roman Necklace
Colar romano, data e material não especificado. Esmeraldas ou peridoto e pérolas? Seja como for, é absolutamente espantoso e pede um decote amplo.

                                                   
Peça de joalharia não especificada, representando o Imperador Augusto (o filhote da minha querida Átia, pois...) com coroa de louros e bastão. Vejo ali marfim, pérolas, ametistas, ágatas e um topázio, creio...não sei exactamente para que serviria originalmente, mas como pregadeira ficava um espanto. Mesmo a condizer com uma capa que ali tenho. 

                                             
"Bulla" (locket - pendente oco que servia para guardar talismãs, orações, perfume em creme -  os romanos já conheciam isso, e nós a achar que os nossos cosméticos são coisa muito recente... - e muito provavelmente coisas menos recomendáveis, como venenos). Ouro gravado (Sec. V AC) representando Ícaro de um lado e Dédalo do outro. Adoro lockets e gosto muito de guardar orações medievais lá dentro, mas os mais românticos podem utilizá-los para colocar madeixas de cabelo do ser amado, retratos, whatever...este faz um efeito fabuloso.

                                             
Não uso brincos (um dia conto essa saga, que foi linda...) mas fazia o sacrifício por estas belezas etruscas (sec III-IV AC). Ou mandava convertê-las numa cuff  *sacrilégio, mas sonhar não é pecado*.

                                        Roman Gold Jewelry
Colar do período Imperial. Geralmente prefiro a moda da República Romana, que era mais graciosa e um pouco menos ornamentada, mas os statement necklaces estão na moda, e...esperem aí, as it girls romanas já os usavam, olha a novidade.

E pronto, Pai Natal, o seu trenó viaja no tempo?



Thursday, June 14, 2012

Sou do contra: bijuteria, yay or nay?

Heidi Klum
A propósito dos statement necklaces, tão em voga nesta temporada, pus-me a pensar no regresso "em grande" da bijuteria a que temos assistido. Ao percorrer a blogosfera e algumas publicações da especialidade constato um entusiasmo sem precedentes com berliques e berloques criados em materiais mais ou menos alternativos, sobretudo pulseiras e pulseirinhas. Parece-me que tal como as cores candy e neon, esta será uma reacção à austeridade em que nos encontramos mergulhados. 
    Nesse aspecto creio que estou contra a corrente, apesar de gostar francamente dos statement necklaces e cuffs.  E não obstante admirar o estilo de Coco Chanel e Jackie Kennedy, partidárias de algumas "jóias de fantasia" com qualidade, fui habituada no velho conceito de que uma mulher deve usar materiais nobres  ( não necessariamente caros) ou então, nada.
 Depois, fui uma adolescente do millenium, o que significa que apanhei as correntes do minimalismo e dos stealth affluentials, tão discretos que usavam anéis com os diamantes virados para dentro para não ofenderTalvez por isso, demasiados ornamentos provocam-me uma certa irritação visual - prefiro apontamentos úteis e centrais para o look, como uma boa pregadeira que simultaneamente enfeita e modera o decote, aos abanicos aqui e ali. Em mim, bem entendido - porque há pessoas que os usam com resultados soberbos. 
Em termos de bijuteria, confesso a minha negligência absoluta. Ainda tentei aderir e além disso fui alvo carinhoso de algumas ofertas (que se traduzem por algumas caixas guardadas) mas poucas foram as peças que integrei realmente no meu dia a dia.  Entre a minha bijuteria ma non troppo contam-se pulseiras e colares (especialmente egípcios, indianos e de outras paragens, como a Hungria) de metal e com pedras, alfinetes e camafeus antigos, algumas coisas feitas por artesãos venezianos e nacionais em materiais interessantes ou semi preciosos, strass de boa qualidade ou cristais swarovski e  gargantilhas de tecido com contas de vidro. No meio deles, claro, há cuffs e statement necklaces, incluindo  um de jade já bem velhinho que eu considerava extravagante, mas que empalidece em comparação com os novos modelos. 
A vantagem deste costume less is more é que direcciono os meus "investimentos" para outro tipo de acessórios e dificilmente me desgraço com novidades. A maioria das meninas não estará de acordo comigo nesta, mas é por isso que o mundo "não se tomba"...

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