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Sunday, March 20, 2016
Conclusão assustadora sobre a escassez de homens "a sério"
Há dias passei os olhos por esta comédia levezinha sobre uma mulher "malvada" com quem um rapaz ingénuo e demasiado bonzinho, sem grande espinha dorsal - um verdadeiro homem beta - cai na asneira de se envolver. Bela e independente mas má como as cobras, a rapariga faz do infeliz gato sapato, obrigando os amigos a ir em socorro do banana antes que seja tarde demais.
Então - atenção spoilers, mas também não é grande filme - os dois decidem raptar a malvada e mantê-la fora de circulação enquanto tentam juntar o moço com o seu verdadeiro amor, uma bonita noviça.
E aqui vem a parte interessante: em cativeiro, a megera acaba por revelar que procurava um homem que pudesse pisar apenas porque tinha perdido o noivo (um macho alfa típico, forte e assertivo) numa luta ilegal. Interessava-se por molengões que pudesse dominar apenas para evitar magoar-se: no fundo o que ela desejava era um homem firme e decidido, que a fizesse sentir feminina. Moral da história, acaba por se apaixonar pelo "raptor" trapalhão que, à sua maneira, lá lhe bateu o pé.
Ora, até me admirei por um filme que brinca com a ideia "no fundo, todas as mulheres gostam é de marialvas com coração de ouro" não ter feito cair o Carmo e a Trindade com berros de "sexismo e misoginia", já que há tão poucas comédias realistas nesse aspecto: a maioria prefere a protagonista descaradona e o herói passivo, que se for preciso perdoa a mulher infiel com um muito obrigado por cima.
Mas o que achei realmente curioso foi este comentário de um internauta no IMDB a respeito do filme, que levanta uma série de pontos acerca de a masculinidade estar démodé (cruzes!):
"A mensagem e sensibilidade deste filme são realistas e têm uma orientação masculina. Isso não o torna misógino: há mulheres por aí tão malvadas e detestáveis como um homem abusivo. Uma parte importante da educação masculina é aprender a reconhecer as más mulheres, e como lidar com elas. Tragicamente, a tradição de os rapazes aprenderem a ser homens está morrer na nossa cultura. Milhões de meninos estão a ser criados por mães solteiras e os média e a nossa cultura estão a ficar dominados pelo ponto de vista feminino. O protagonista é um produto desse ambiente - felizmente, os seus amigos não".
Já aqui vimos que há quem atribua a epidemia de "meninos ameninados e pés de salsa" à poluição, que anda a baixar os níveis de testosterona. Mas que se lembrassem de apontar as culpas ao fenómeno recente de haver muitas mães a criar os filhos sozinhas, isso não me tinha ocorrido. Tudo bem que sou pela família tradicional e blá blá blá, mas esta agora assustou-me. A ser verdade, mal estamos, com tanto divórcio, boas raparigas azaradas que enfim, lá se livram de um cafajdesti e arcam com a responsabilidade mas já se sabe que não é fácil, isto para não falar dos casos piores: tanto relacionamento casual que acaba em filhos a ser criados pela mãe serigaita e os avós complacentes, isto quando o avô está presente porque isto às vezes a serigaitice dura gerações.
Felizmente ainda vai havendo alguns homens alfa à moda antiga, que juram sem pudores politicamente correctos "filho meu tem de ser muito masculino!" para contrariar a modinha. Mas quem não encontra um desses, ou até é do mais antiquado mas tem o azar (lagarto, lagarto) de ficar viúva ou casar com um mostrengo que a obrigue a fugir e a criar o crianço sozinha?
Urge abrir um colégio militar em cada esquina, a ver se paramos de ver figurinhas destas e de aturar mulheres infelizes...
Friday, November 6, 2015
As três palavras mais irresistíveis que "eles" dizem
De acordo com Bryan Reeves, ex-capitão da força aérea americana, conselheiro de relacionamentos e cronista do site Good Men Project, as palavrinhas que mais derretem o coração das mulheres não são "amo-te" (afinal, há tanto quem o diga de ânimo leve) nem "és bela!" (também há para aí tanto galanteador que convém ser sensata para distinguir o elogio sincero do postiço).
Ná, meninas e meninos.
As palavras que mais depressa atingem o coração feminino, diz Mr. Reeves e eu concordo, são *rufar de tambores* ... "EU TRATO DISSO"!
O autor (que parece ter uma forma muito intuitiva e expressiva tanto para compreender como para descrever o que a mente feminina sente- leiam o texto original, que vale a pena) explica que estas três palavrinhas, estas doze letrinhas em português, oito em inglês, I got this, "falam às forças primordiais dentro de homens e mulheres; podem fazer de imediato a espinha dorsal de um homem endireitar-se e uma mulher desfalecer".
Veritas est; pelo menos eu acho. A mesma ideia já foi dita por aqui em diversos posts, de muitas maneiras.
A igualdade de direitos e deveres não significa atropelar a tradição milenar entranhada, a genética, a natureza, séculos de expectativas e comportamentos que um homem espera de uma mulher e que uma mulher espera de um homem. Isso seria contraproducente, profundamente errado...e no entanto, assiste-se a um baralhar completo de papéis - o que não quer dizer que as pessoas se sintam satisfeitas nem felizes com isso, por muito que não se apercebam ou até que sustentem o contrário.
Olhem para a natureza - o masculino procura o feminino. Procura caçar, conquistar e defender o seu território. Por sua vez, o feminino tem o mistério, a astúcia, a meiguice, a beleza. Onde já se viu uma leoa perseguir o leão? O que nos separa do reino animal, primatas que somos, é a racionalidade, a canalização do instinto e, para muita gente, a espiritualidade.
Mas no básico, entre seres humanos não é tão diferente- as mulheres, por muito resistentes que sejam (de novo, basta olhar para a natureza) por muito capazes, por mais independentes, andam cansadas de ter o mundo às costas. Na hora de dividir a sua vida com alguém, esperam que os braços de um homem sejam fortes, que ele seja uma fortaleza, um refúgio, que tenha iniciativa, pulso, coragem. Querem render-se, ser conquistadas, arrebatadas, ajudadas e protegidas.
Mesmo que não tenham a mínima dificuldade em desembaraçar-se sozinhas - e convém que não tenham, porque super-homens não existem e ninguém atura uma florzinha de estufa mimada toda a vida - precisam de se sentir mulheres. Da mesma forma que um homem precisa de se sentir masculino: de ser o herói do dia, o cavaleiro andante, o salvador das grandes e pequenas causas.
Seja impedindo a namorada de se esparralhar na calçada por culpa dos saltos altos, defendendo a mulher de um piropo atrevido na rua ou controlando um curto circuito em casa.
E isso, meus caros e minhas caras, é irresistível para uma mulher feminina, uma mulher a sério, uma boa mulher, uma mulher tão forte que não se importa de prescindir da própria força uma vez por outra.
Um homem tem, conscientemente ou não, necessidade de ouvir (ou de sentir) "eu preciso de ti". E uma mulher, "eu cuido de ti".
Quando ambos são privados disso, porque a sociedade moderna encoraja os homens a serem "bons ouvintes, solidários com os caprichos femininos e em contacto com as suas emoções" e as mulheres a serem predadoras e mandonas, gera-se um ressentimento mútuo. As mulheres procuram transformar os homens em mulheres de calças, mas quando isso acontece já não gostam deles. Nenhuma mulher, por autoritária que seja, por muito que isso lhe dê jeito, gosta de um tapete que pode dominar. Uma casa assim é sempre mal governada- conheço tantas que fazem o que querem sem consultar ninguém, põem e dispõem, mas depois olham para o marido com desprezo...
E zás, dá-se o complexo de bad boy, o velho "elas não gostam dos bons rapazes, preferem os canalhas que as tratam mal". Isso não é verdade. Só que os escroques fingem muito bem as características varonis, embora no fundo sejam mais cobardes e bananas do que os "bonzinhos".
Mas a culpa também é dos "bonzinhos", que acham que para agradar têm de ser homens beta!
E é claro que não faltaram homens beta, efeminados, armados em "feministos", a reclamar do texto: outro autor respondeu com uma crónica cheia de lamuria na qual classificou a ideia do autor de "sexismo benevolente" (no meio de tanta mariquice, só nos faltava mais esta).
Diz o autor da resposta que tais ideias estariam bem mas era num livro machista dos anos 1950, porque ferem a obrigatória ideia de igualdade de género. Até invoca que essa pressão para ser homem é a causa de muita depressão masculina (que aqui tenho de concordar, não é totalmente falsa, mas por amor de Deus, se um homem não aguenta isso que fará no campo de batalha?). Definitivamente, ser um homem a sério, dar o peito às balas, não é para todos.
Para rapazolas preguiçosos, caprichosos, egoístas, acriançados acredito que seja muito mais conveniente uma mulher mandona, pouco feminina, de uma sensualidade brutal e grosseira, que tome as iniciativas, que conduza as operações, que faça tudo por eles e a quem possam dizer mole e cobardemente, quando estão fartos "eu não tive nada a ver com isto, a responsabilidade desta relação foi tua, agora aguenta-te ao barulho".
Mas Bryan Reeves, como homem a sério, como bom militar que foi, compreende muito bem esta noção de expectativas diferentes, que em nada desmerece (pelo contrário) o respeito mútuo ou a igualdade de direitos: "eu não abraço uma mulher para me sentir seguro nos seus braços. Quando a abraço sinto-me forte, poderoso até, como se vivesse a minha missão ao mantê-la protegida nos meus braços firmes. As mulheres, pelo contrário, dizem que é isso que apreciam no abraço: a experiência de se sentirem física e emocionalmente seguras, de que podem relaxar sabendo que ao menos naquele momento estão protegidas do caos exaustivo do mundo. É como se ambos viajássemos a partir de mundos muito diferentes para um rendez-vous secreto. Como se a convidasse a descansar e a sentir que tudo vai ficar bem porque eu tenho a força, a disciplina, a fortitude, a perseverança e a visão para nos afastar do desconforto. Há algo profundamente apelativo em estar com uma mulher que, apesar de saber perfeitamente tomar conta de si mesma, nos deixa cuidar dela mesmo assim".
Desculpem lá as cabeças mais modernas, mas se isto é "sexismo benevolente", so be it...
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