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Monday, October 27, 2014

Iman dixit: a elegância não pode descansar nos louros.


"O glamour nunca tira dias de folga. Cinja-se aos clássicos infalíveis porque a história da Moda acaba sempre por se repetir."

E há óptimos motivos para tomarmos as palavras da belíssima Iman ao pé da letra: primeiro, porque uma supermodelo que revolucionou os padrões de beleza nas passerelles e foi musa de Yves Saint Laurent e Gianni Versace no tempo em que as modelos serviam de inspiração terá algo a ensinar a todas; segundo, porque aos 59 anos se mantém maravilhosa, prova provada de que quem nasceu direitinha e arranjadinha só precisa é de disciplina e esforço para manter o que a natureza lhe deu; e last but not the least porque   a senhora é casada com David Bowie, por amor da santa, David Bowie.

 Ora se a Iman que é linda, que aprendeu no berço todas as regras de saber estar (filha de diplomata, que remédio) que tem uma pele que parece ter passado pelo photoshop e uma elegância inata, que teve um percurso de vida incrível e é mulher de David Bowie não se desleixa, com que direito é que as outras o fazem?

 Nada é de graça nesta vida; mesmo o que se deve ao acaso e vem dado de bandeja é leve de ter, mas pesado de manter. Quando muito, uma mulher que sempre teve beleza e elegância acha-se na posição dificílima de enfrentar sempre expectativas muito altas. 

Se se descuidasse, pior seria o contraste. Mas seja para conservar o que se tem ou para melhorar todos os dias convém que haja método, rotinas simples de seguir e a serenidade necessária para estar sempre impecável, ou pelo menos tentar - o que não tem necessariamente a ver com ser "perfeita", coisa que não existe. Lá dizia Coco Chanel "convém estar sempre no seu melhor; nunca se sabe se naquele dia temos um encontro com o destino".

 Tudo isso faz parte das divertidas obrigações que vêm com o contratozinho de ser mulher. E das duas uma, ou se aguenta o calor ou se sai da cozinha: ser preguiçosa e depois vir com a lamúria contra os padrões de beleza impostos não tem utilidade para ninguém...


Wednesday, December 4, 2013

Veruschka von Lehndorff: burguesa, jamais.

                    Veruschkan

A história de Veruschka, a Condessa prussiana tornada supermodelo antes de as supermodelos estarem na moda, é digna de romance. A sua carreira demoraria um pouco a impôr-se, mas as maçãs do rosto inacreditáveis, a longa cabeleira loura, os olhos azul gelo e os lábios de quatro assoalhadas associados a uma figura de valquíria (delicada apesar do seu 1,90, pouco habitual mesmo entre manequins) tornavam-na única e definiram o que seria a modelo a partir de então. Se Twiggy, Penelope Tree e Jean Shrimpton eram as raparigas a copiar...Veruschka era inimitável.

 Vera Gräfin von Lehndorff-Steinort , filha do Conde  Heinrich Von Lehndorff e da Condessa  Gottliebe von Kalnein, nasceu em 1939 e cresceu na secular propriedade da família, na Prússia Oriental. A existência idílica chegou ao fim quando o pai, militar, tomou parte na conspiração de 20 de Julho para executar Hitler. O Conde foi enforcado como traidor e a família (Vera, a mãe e as irmãs) enviada para campos de trabalho, onde permaneceu até ao final da II Guerra. No fim do conflito, não tinham casa para onde voltar. Vera viveria em Florença e mais tarde, Paris, onde foi descoberta. Mas seria em Nova Iorque - onde se vestia de preto e visitava os grandes fotógrafos com a maior audácia que conseguia reunir - que o seu exotismo acabaria por vingar. No pico da carreira, ganhava 10 mil dólares por dia.

 Senhora de si, abandonou a indústria no início dos anos 70 - quando Grace Mirabella, então editora-chefe da Vogue, insistiu para que "cortasse o cabelo e se tornasse mais como as outras modelos". Sobre o incidente,  Vera diria " Grace Mirabella queria que eu fosse burguesa, e eu não queria sê-lo. A partir daí percebi que o meu momento tinha passado".  Saiu em grande, o ícone ficou.

Ocasionalmente, ainda prestigia as passerelles. E com 71 anos, continua a ser uma linda (e em todos os sentidos) grande senhora.




Wednesday, November 6, 2013

Guess girls: beleza é fundamental, já dizia o outro.‏


Por muito refrescante que seja ver manequins ou it girls "interessantes à vista" , "andróginas"ou "exóticas" como Cara Delevigne, Lindsey Wixson ou Saskia de Brauw, só para nomear algumas... por vezes a beleza convencional, comercial, certinha, sensual, a beleza sem mistérios que seduz os homens e causa admiração nas mulheres, faz muita falta. Em toda a parte - e particularmente nas campanhas de grandes Casas ou marcas de moda. Tudo é cíclico e o "ugly pretty" ou "interesting looking" que tem vigorado ao longo da década, sempre, cansa. A beleza clássica volta não só às campanhas convencionais, mas também às esferas mais restritas da indústria, numa piscadela de olho a tempos idos. Prova disso é o regresso das curvas, o regresso do sorriso aos editoriais e a volta à ribalta das top models dos anos 80/90.
Sendo certo que a  beleza é relativa e não tem (nem precisa) de ser perfeita, o consumidor (e o entendido) têm sede de contemplar formas estatuescas, estruturas ósseas bonitas, lábios cheios, maçãs do rosto altas, cabelos sedosos, olhos felinos, atitudes femininas. Sem imagens agressivas, sem poses arrapazadas nem exageradamente sexualizadas, sem esquisitices, sem heroin chic: Deusas.

 E a Guess sabe disso, tanto que nunca se rendeu por aí além ao we´re too cool to be pretty. As campanhas com Priyanka Chopra (31 anos, ex Miss India, estrela de Bollywood) e Claudia Schiffer (que não parece ter envelhecido um dia que seja 20 anos depois do seu primeiro contrato com a Guess) mostram que o imaginário a que a marca nos habituou está vivo e de boa saúde: remetendo para os anos 50 e 60 quando Sophia Loren, Gina Lollobrigida, Claudia Cardinale, Marylin Monroe e Brigitte Bardot davam as cartas e conciliavam todos os quadrantes (e necessidades) da estética. Quando ou se era bonita, ou se fazia tudo por ser, ou...nada.

Wednesday, September 4, 2013

Quem foi bela, sempre será.

                            Clockwise from top left: Linda Evangelista, Kate Moss, Stephanie Seymour, Daria Werbowy, Amber Valetta and Naomi Cambpell styled by Karl Templer for Interview

A não ser, obviamente, que (o Diabo seja cego) tenha algum problema de saúde ou seja completamente desleixada. Já as desengraçadas, bem...devem aproveitar a primeira juventude e tratar de ser muito, muito boas pessoas depois disso. Claro que as top models dos anos 80/90 não têm essa preocupação, mas são ainda assim uma inspiração excelente para todas as mulheres que receiam mudar demasiado com o passar dos anos. Após uma fase mais discreta, regressaram tomando de assalto campanhas, passerelles, editoriais e capas, mostrando às novatas e it girls normaizinhas do momento como é que as verdadeiras profissionais trabalham. Lendárias. Poderosas. A devolver o sonho e a beleza à era do photoshop e das "girls next door que toda a gente idolatra não se percebe porquê".
 Tranquilizai-vos: a beleza, quando mimada, não é efémera. Ide tratar de vós, ide. 


Helena Christensen in Issue 6 of FutureClaw
Helena Christensen, 44
                                 
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Bridget Hall, 35

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Kate Moss, 39Christy Turlington in the autumn 2013 Calvin Klein campaign

Christy Turlington, 44image
Elle McPerson, 49
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Kristen McMenamy, 49
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Linda Evangelista, 47

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Naomi Cambell, 42

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Cindy Crawford, 47

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Claudia Schiffer, 42
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Stella Tennant, 42

                                   

Monday, July 29, 2013

Mostrar curvas com classe? Dior, Bazaar, Helena Christensen e Sofia Vergara exemplificam.

                                Sofia-Vergara-For-Harpers-Bazaar-August-2013
O regresso já debatido das curvas (mais importante, da figura de ampulheta) às passerelles e editoriais de moda parece estar mais do que confirmado. A figura tradicionalmente feminina - embora conveniente e requintadamente esbelta  - foi ganhando protagonismo aos poucos e impõe-se finalmente, após uma longa ausência (só moderadamente quebrada por silhuetas atléticas, mas pouco cintadas como a de Giselle Bundchen). As top models do passado (Helena, Claudia, Cindy) fazem um regresso esplendoroso do alto dos seus quarenta-que-empalidecem-de-inveja- as -de-vinte. As actrizes (Scarlett, Sofia) são a fonte de inspiração, antes das meninas esquálidas de quatorze anos em cima de saltos de metro e meio. Uma nova geração de modelos como Kate Upton, Lara Stone ou  Emily Ratajkowski (a ruiva bonita do controverso clip de "Blurred Lines") toma de assalto a indústria da moda, a cultura pop e os paradigmas do desejável para homens e mulheres, com toda uma panóplia de imagens arquetípicas: bustos de deusa, cabeleiras esvoaçantes, olhos garços, cinturas mínimas e uma sensualidade natural, viva, glamourosa que destrona finalmente a languidez forçada que vimos nos últimos anos. As curvas de 2013 nada têm a ver com a exaltação algo brutal das formas "rechonchudas" (Beyonce, Rihanna, Shakira) enfiadas em roupas de gosto duvidoso. Esse foi um início, mas um início algo trapalhão, para devolver às formas indubitavelmente femininas o desejado protagonismo. Agora é Vénus ressuscitada, a figura curvilínea e esguia da ninfa que regressa, como Brigitte Bardot, Raquel Welch, embrulhada numa aura chic, dispendiosa, cheia de graça. Sofia Vergara em Dior, para a Bazaar (e ninguém desenha para as curvas como Dior) e Helena Christensen para a Futureclaw demonstram melhor que ninguém, apesar dos rostos frescos, do glamour inocente aliado à inevitável maturidade, essa mistura de naturalidade e sofisticação. Lolitas arrapazadas e mulherões duvidosos, arredem-se: a dança agora é outra. Chegou a vez das mulheres. At last.

                          Sofia-Vergara-Harpers-Bazaar-August-2013-2
                           


                      

                        


                     Sofia-Vergara-Harpers-Bazaar-August-2013-Manolo Blahnik

Friday, July 12, 2013

A lendária Penelope Tree



                             

           
"Penelope hath frightened stare
And nests of robins in her hair
'Twas Villeneuve caused Twig to be,
But only Vogue could make a Tree."


Numa edição inteiramente dedicada aos anos 60, a revista da Net-a-Porter teve a feliz ideia de publicar uma excelente entrevista com a icónica modelo Penelope Tree. A it girl dos anos 60, de quem John Lennon disse "hot hot hot, smart smart smart!" recorda o seu background privilegiado, os seus amores e o prematuro fim da carreira causado por um traumático problema de pele. Mais exótica do que tradicionalmente "bela" - chamavam-lhe a mistura entre Pipi das Meias Altas e uma figura egípcia - Penelope foi a resposta americana (criada em Manhattan, filha de Sir Ronald Tree e da socialite Marietta Peabody) a Twiggy. Cada uma à sua maneira, ajudaram a definir um novo padrão de beleza: a ninfa de grandes olhos espantados. Twiggy de um modo arrapazado, working class, girl-next-door, Penelope a pobre menina rica de sobrancelhas depiladas e maquilhagem "de panda". O seu visual provocava reacções extremas: fotógrafos como Richard Avedon consideravam-na perfeita, outros recusavam trabalhar com "essa aberração". De qualquer modo, a sua curta carreira modificou para sempre a indústria de Moda e marcou indelevelmente uma década. O seu estilo tão original,não-deste-mundo, continua a inspirar modelos, fotógrafos e it girls por todo o planeta. "Sempre me senti como um extraterrestre, por isso não havia problema em parecer-me com um" disse a própria. Lady Gaga...who?

Thursday, June 6, 2013

A Verdadeira Beleza dura...(e o contrário também)‏

                                           
Ainda nem olhei bem para os títulos, mas ver a minha querida Helena Christensen na capa da Elle Portuguesa é motivo para me fazer comprar só porque sim. Por muito que a indústria tenha mudado... tops são tops e a verdadeira beleza é assim: quem a tem, com um mínimo de cuidado continua a ser linda aos 20, aos 30, aos 40 e por aí fora. Quem nunca foi bonita, bem...com o avanço da idade dificilmente o será, mas pode sempre recorrer ao estilo, ao carisma, ao espírito ou à elegância. E se não tiver estilo, carisma, espírito nem elegância? Sei lá, pode tentar ser muito meiga, muito boa pessoa e não prejudicar os outros, assim a beleza interior reflecte-se cá fora e ninguém dá por nada. E se além de tudo não for boa pessoa, e tentar compensar com descaramento e falsidade o que lhe falta em formosura, a ver se tem sorte? Não me façam perguntas complicadas, que eu não quero ser maldosa, está bem? Mas adianto que só nascendo de novo, ou pedindo muito perdão a Deus Nosso Senhor, e arranjando muito espelho e muita modéstia, coisas essenciais a todos os seres humanos bem formados, sejam bonitos ou menos bonitos. Lições de moral à parte, o que se trata aqui é que Helena Christensen continua linda. Nos bancos de escola achava-a a beleza mais exótica à face da terra. Uma espécie de Adriana Lima dessa altura (Adriana que por sua vez, nessa época também andava na escola, provavelmente de totós e saia rodada). Mas se Adriana é uma rapariga magra com cara de boneca, Helena era uma Deusa, com busto, a barriga e o resto de estátua. Uma beldade. Fico contente por ver que assim continua, e olhem lá que ela nem é das mulheres vaidosas por aí além. Tem um quê de hippie e preocupa-se mais com o filho lindo que Deus e o fantástico Norman Reedus lhe deram, e com o seu trabalho de fotógrafa, do que em repuxar a cara. Mas com uma cara destas, para que é isso? A verdadeira beleza é assim, eterna. E como outras coisas, ou se nasce com ela, ou então, nem com dinheiro. Ninguém disse que a vida é justa.

Tuesday, February 12, 2013

As mulheres adoram Kate Upton...e os homens também

                                 
                                        
De acordo com a Cosmopolitan, 2 milhões de mulheres já compraram a Sports Illustrated com Kate Upton na capa. Há tempos analisei aqui a modelo-fenómeno, que consegue (controvérsia à parte) agradar a homens e mulheres, conquistar o meio high fashion e ser a rainha das campanhas comerciais, dois mundos que normalmente não se misturam. Continuo a achar que ou ela teve uma sorte dos diabos ou possui de facto um je ne sais quoi, uma capacidade de ir do vulgar à sofisticação em menos de um credo e uma certa beleza gaiata. Quanto às curvas, eu cá sou toda a favor (nada contra as modelos esguias, defendo a diversidade nos padrões de beleza). Pessoalmente gosto de ver um corpo curvilíneo um pouquito mais esculpido, mas se o aspecto redondinho funciona para ela, quem sou eu para criticar? Palmas pela confiança, por romper barreiras...e por deixar o mulherio todo a suspirar por um decote assim.

Tuesday, December 4, 2012

Vogue Itália: controvérsia

                                         

Num movimento ousado, a lembrar os bons velhos tempos, a Vogue Italia colocou a curvilínea, bastante comercial e glamour model Kate Upton na capa da edição de Novembro. Kate Upton foi chamada por alguns "a supermodelo dos social media". A sua ascensão à fama foi algo duvidosa  - acendeu o rastilho da sua carreira de modelo ao colocar no Youtube um vídeo que se tornou viral, no qual fazia "saltitar" os seus atributos enquanto demonstrava uma dança tonta. Com algumas capas das GQs e Sports Illustrated da vida debaixo do cinto (um estigma arriscado para quem tenciona trabalhar no meio high fashion) e uma nega da directora de casting da Victoria´s Secret para participar no desfile - colocaram-no no catálogo mas não a quiseram na passerelle, alegando o seu ar vulgar de "mulher de jogador da bola" com uma cara que "qualquer um com algum dinheiro podia comprar" - a menina parece, no entanto, estar a conseguir o melhor dos dois mundos e fazer a ponte entre o comercial e o círculo mais restrito da indústria de moda. Desconheço se a Vogue italiana se rendeu ao mediatismo de Kate, ao seu carisma, à sua beleza de pin up, ao sex appeal algo estereotipado, que arrasta milhares de admiradores por este planeta fora (afinal, a sensualidade vende e os consumidores masculinos têm uma palavra a  dizer) ou se tudo é uma consequência da tendência das curvas. Mas o facto de não se importar de vestir um biquini algo ordinareco num dia e couture no outro, misturando sem problemas a imagem da banal bombshell com a da top model sofisticada conferem-lhe decerto algum diferencial. As reacções à capa fotografada por Steven Meisel  (uma miscelânea das supermodelos dos anos 80, das pin up dos anos 50 e da tendência noir desta estação) foram diversificadas. De "foleira" e "barata" a "genial" e "avant garde" ouviu-se de tudo. (A edição mostra também outro fantástico trabalho, este de Mario Sorrenti, dedicado ao glam gótico, num cenário bucólico e campestre: ver abaixo).
Não consigo decidir se gosto ou não de Kate Upton, mas há qualquer coisa nela. E numa altura em que as publicações de moda pareciam perder terreno para outros meios de comunicação, é refrescante ver que algum arrojo, e o lançamento de debates e ideias, continuam a pertencer-lhes. Um mito é um mito, e old habits die hard...





                           






Sunday, September 9, 2012

Get the look: Suzy Parker


A propósito do post de ontem, não podia deixar de partilhar convosco um dos meus looks preferidos de Suzy Parker, uma das top models da década de 1950 (e irmã de outra supermodelo: a petite branca de neve Dorian Leigh Parker, um dos primeiros ícones da indústria). Reparem no porte principesco desta beleza ruiva, na pele imaculada, no bâton encarnado perfeito, no abafo, no vestido cingido e delicadamente drapeado, em tons suaves mas ricos de coisa preciosa: tudo tendências deste Outono. O glamour, a compostura, o bom ar que os americanos classificam (muito correctamente, vá) como expensive. Uma imagem de 1950 e picos continuar tão actual diz muito sobre o valor dos clássicos, da qualidade, de uma elegância intemporal. Love love love!

Saturday, September 8, 2012

O regresso das curvas (mas com equilíbrio)



Tamara Lazic no desfile F/W da Intimissimi 
Em meados dos anos 90, as figuras esguias e andróginas começaram a competir com as deusas como Claudia Schiffer, Helena Christensen ou Eva Herzigova. Os primeiros sete anos do novo milénio impuseram o reinado da linha arrapazada, com uma evolução gradual para os corpos triângulo invertido como o de Gisele Bündchen ( busto generoso, cintura pouco vincada, ancas e glúteos estreitos).  Aos poucos, com muitas polémicas associadas à anorexia, muitas campanhas pela suposta "beleza real" e a imposição da cultura hip hop ao mainstream, as figuras generosas ganharam terreno ainda como força paralela, de uma forma quase caricatural, e o derrièrre regressou à ribalta (Shakira, Beyoncé). Associadas a esta onda de sensualidade vieram os visuais girly de uma sexyness óbvia, com Kim Kardashian e a sua silhueta sui generis à cabeça, estabelecendo uma forma alternativa: os rabos grandes estavam na moda e as raparigas não tinham medo de os mostrar. Mas havia um problema: nem todas as mulheres, independentemente da forma física, se reviam na imagem hiper sexualizada e de certo modo, menos sofisticada das novas porta estandarte da figura " verdadeiramente feminina".  Previa-se uma viragem: iria a "ditadura" dos corpos magríssimos contra atacar, reclamar a imagem oficial da mulher elegante ? Nas passerelles desta temporada tivemos a resposta, com as principais Casas e designers a ditar o fim do sexy gratuito em prol de uma elegância requintada. E novidade, apresentando modelos com curvas acentuadas mas equilibradas, num regresso à figura de ampulheta ideal. Este Inverno tudo terá a ver com delinear o busto, a cintura e as ancas (em evidência na maior parte dos vestidos) mas com discrição, já que esse é o único elemento de sensualidade presente em visuais que se querem maduros, de um luxo depurado.
Calvin Klein Dress
Calvin Klein
Ventos que nos chegam por influência do sucesso de séries como Mad Men e de estrelas curvilíneas como Scarlett Johansson. O requinte dos anos 50/60 tem estado presente nas últimas colecções, com saias balão e pencil e vestidos cingidos, a modelar as ancas mais arredondadas dos últimos dez anos. Curiosamente, esta é uma tendência que cairá bem à maioria das meninas e senhoras, já que as curvas dependem das proporções e não do tamanho ou peso. É uma questão de as tornar harmoniosas (para quem tem muitas) ou de as criar visualmente (para quem tem uma silhueta recta). As peças bem cortadas e/ou os estampados colocados estrategicamente podem, inclusive, ajudar a esconder contornos excessivos. Pensar em  Brigitte Bardot, Sophia Loren, Marilyn Monroe, Monica Bellucci, Penélope Cruz, Gina Lollobrigida, Claudia Cardinale, Raquel Welch ou nas supermodelos de Balenciaga, Givenchy ou Dior nos anos 50 (magrinhas, mas de contornos hiper definidos) é uma excelente inspiração para adoptar este look- que-festeja-as-formas-naturais da maneira certa.

Thursday, August 23, 2012

Quem te viu e quem te vê: Cameron Alborzian




                
Nos meus anos de tween, o top model de origem persa Cameron Alborzian agraciava com a sua beleza exótica as páginas das maiores revistas de Moda. Tinha ascendido à fama depois de participar no icónico vídeo Express Yourself, de Madonna. Os retratos eram bastante artificiais (nunca gostei de ver um homem com lip gloss, nem em poses)  e eu nem era a maior fã de morenaços, mas os persas são, em geral, um povo belo e não se viam por cá traços assim. Parecia-se com um príncipe das mil e uma noites e tinha a figura masculina que eu acho ideal: grande, máscula, saudável, natural e desempenada. Na minha adolescência o menino trocou-me as voltas: começou a perder peso, deu uma tesourada nas melenas negras e adoptou um visual mais ou menos assim:

                                                                                  

 Big turn off. Não ficou feio, mas parecia igual a todos os outros. Lá se foi o ar exótico. Mas o pior veio depois. Após terminar a sua carreira na moda tornou-se Yogi e terapeuta de Ayurveda. Tudo maravilhoso, se não se apresentasse nestes preparos:

                                                   





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