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Monday, March 14, 2016
Susan Sarandon: belíssima aos 70 anos.
A revista Activa deste mês trouxe uma interessante entrevista com uma das minhas actrizes preferidas. Não sei se pela escolha de papéis, se por me identificar com o seu fototipo ou com o seu pedigree celta-siciliano, sempre achei Susan Sarandon inspiradora. Mas como sou despistada nestes detalhes e a idade de uma senhora não se pergunta, fiquei surpreendida ao saber que a beldade ruiva - que mais coisa menos coisa, parece sempre na mesma- fez 70 anos.
70, meninas e senhoras! Não que ter 70 anos hoje em dia seja nada do outro mundo. É só o que vem depois dos 60 que são os novos 50 e sempre acreditei que uma pessoa mantendo-se sensivelmente igual a si própria até certa idade, depois disso já não modifica muito mais. Principalmente se tiver sido bela em nova, já que a verdadeira beleza depende mais dos traços correctos do que da frescura da primeira juventude. Basta olhar para outras belezas como Julianne Moore, Cate Blanchett, Monica Bellucci ou Sophia Loren para perceber isso.
Até aos vinte e poucos anos, qualquer rapariga minimamente esbelta que se atavie é engraçadinha, mas a ilusão desfaz-se rápido. Há uma tendência para sobrevalorizar a juventude confundindo-a com beleza, quando na verdade a juventude é um photoshop temporário.
Não obstante, ter 70 e aquela figura impecável e um rosto lindo que aparenta menos duas ou três décadas (em boa verdade, nem saberia que idade lhe dar) continua a ser obra, até porque (como o artigo aponta e muito bem) apesar do seu tipo de pele delicado (quem tem pele clara e sardas sabe que não pode haver descuidos) a actriz parece ter retocado muito pouco a cara, se é que intervencionou o que quer que fosse...
Em todo o caso, a receita de Susan Sarandon não é tão diferente da fórmula apontada por todas as famosas bonitas que se conservam bem: focar-se na família, ter alguns cuidados de cosmética/exercício/alimentação sem exageros, manter-se apaixonada por projectos, hobbies e causas...viver, em vez de existir. Se ela o diz eu acredito, até porque é remédio acessível e bom de aplicar.
Thursday, November 5, 2015
Pó bronzeador para peles de porcelana? Why not?
Quem tem uma pele super clara, transparente mesmo e não tem problemas em ser, com honra, um "copinho de leite" poderá enfrentar vários desafios de beleza: primeiro, a protecção solar e hidratação adequada para salvaguardar uma cútis delicada (e provavelmente, reactiva); segundo, encontrar as bases e BB Creams certos (traduzindo: pálidos o suficiente ou pelo menos, que se fundam e de preferência, de tom neutro, nem amarelado nem rosado - ó demanda difícil!) terceiro, ter mão muito leve e olho vivo para escolher e aplicar o blush e os contornos...ou optar por passar sem eles. Depois, nem falemos nos bâtons- certos tons vivos que ficam a matar contra uma tez morena podem parecer berrantes demais (ou paradoxalmente, desmaiar de todo) num rosto de porcelana.
E quem é ruiva e sardenta, encontra ainda mais subtilezas do que as louras (que muitas vezes tendem a ter pele rosada ou dourada) ou as morenas claras (que costumam ser de um adorável e mate tom de magnólia!).
Em termos de cosméticos, o mesmo sucede com esse truquezinho que quase toda a gente adora, que está imenso na moda e que é o salva-vidas de tantas morenas que ficam macilentas no Inverno: o pó bronzeador (bronzer ou bronzing powder).
Confesso que é cosmético que até há pouco tempo, me passava ao lado - afinal, what´s the point? Raramente bronzeio alguma coisa no Verão (com sorte, ganho um lindo tom ambarino depois de muito esforço e muitas sardas) e assim como assim vai-me melhor o look à Belle Époque.
Depois, maquilhadores profissionais com quem trabalhei sempre insistiram que bronzer não substitui o blush, porque afinal "ninguém cora em castanho". E é verdade...
Não há então, aparentemente, grande utilidade no produto. Ou haverá?
Se calhar sim. E uma vez que alguns bronzers sem brilho podem ser usados como pó de contorno, havia uns quantos cá em casa (fora umas versões irisadas que me ofereceram, etc) pelo que acabei por ver uns tutoriais que por aí andam, e toca a fazer experiências.
Pessoalmente, por vezes (se tiver pressa ou preguiça de usar sombra) uma leve passagem sobre as pálpebras realça o olhar; basta acrescentar máscara e eyeliner. Isto é um pequeno truque, não uma regra...
No caso das peles muito pálidas, convém ter dois cuidados: primeiro, não escolher um tom demasiado contrastante (nem castanho muito escuro, nem cor de tijolo terroso) para que se funda naturalmente; os melhores são os translúcidos, ligeiramente dourados, como este da Kiko:
Segundo, manter o bronzer realmente nas zonas estratégicas, pois a ideia não é ficar "morena" e sim dar dimensão e luminosidade ao rosto.
As ruivas, em especial, devem ser cautelosas para que -uma vez que o tom bronzeado do pó é semelhante ao das madeixas - não se perca o belo contraste entre a palidez da pele e o alaranjado do cabelo.
Bem aplicado - a solo ou acompanhado de contorno e blush - o bronzer pode dar aquele toque de sofisticação, de maquilhagem natural mas com bom ar, composto e dispendioso...além de realçar as sardas da melhor maneira.
Friday, October 24, 2014
Bem dizem que as ruivas não são para brincadeiras.
Evelyn Powell, de Criadas e Malvadas (interpretada pela bonita actriz Rebecca Wisocky, que muito adequadamente fez de mãe de Bree em Desperate Housewifes) é uma personagem fantástica e com um figurino extraordinário.
Aliás, vale a pena ver a série só por causa do guarda roupa e caracterização de todo o elenco (a equipa de figurinistas e alfaiates é enorme, reparem) mas sempre que Evelyn aparece é impossível desviar a atenção: cores ricas (bourdeauxs, verdes, dourados). Griffes como Lanvin, Hermès e Helmut Lang. Maquilhagem irresistível para qualquer ruiva atenta.
A milionária Mrs. Powell é uma festa para os olhos, mas as suas linhas não ficam atrás. É um pouco fora da realidade "mataste a minha criada, agora quem vai limpar esta porcaria toda?" mas tem um lado compassivo e uma personalidade de ferro.
Adorei ver como pôs o namorado categoricamente no seu lugar quando ele puxou a cartada de falso Alfa e abusou da sua posição, tentando tratá-la como uma mulher deslumbrada e carente de modo a ter mais ascendente sobre ela.
"Só porque temos uma relação, isso não te dá qualquer poder sobre mim".
Spot on. Não faltam por aí "senhores", salvo seja, que só porque têm um envolvimento emocional com uma mulher acham que podem pôr e dispor sem mais aquelas.
Ora, uma mulher tolera a devida autoridade ao pai pelo respeito que lhe deve (enquanto vive em casa dele e mais além); no mundo do trabalho, pode anuir a ordens com que não concorda muito por parte das chefias (que remédio) e quando casada, deixar o marido ser figura de proa ou mesmo aturar um desmando ou outro (em modo "leve lá a bicicleta") porque afinal, ele também cede noutras coisas. Fora isso, não há cenário na vida que justifique fazer de tapetinho. Se não existem fronteiras legais ou físicas que definam a posição de cada um, todo e qualquer domínio está na cabeça de quem o permite. Ou seja, cada um (neste caso, cada uma) é tratado (a) na medida em que se deixa impressionar.
E não convém ceder a isso, porque um dia é um dedo, noutro dia é o braço e vai-se a ver a mulher mais segura de si já não é senhora nem do seu nariz. Não basta ter roupas bonitas e toda a pose a condizer: se não se pensa de acordo, está tudo perdido.
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