Recomenda-se:

Netscope

Showing posts with label saias. Show all posts
Showing posts with label saias. Show all posts

Tuesday, September 15, 2015

A melhores saias lápis da estação


Karen Millen

Como no fim de semana se falou aqui na suprema utilidade de ter pelo menos uma saia lápis preta e houve quem perguntasse onde encontrar uma, aqui vai uma pequena selecção. Este Outono não faltam versões, nomeadamente em couro (ver Karen Millen) jersey de malha (SPORTMAX, Bershka e H&M, por exemplo) mas optei por dar destaque aos modelos em tecidos mais consistentes, que favorecem a maior parte das silhuetas.

Uma ressalva, porém: mesmo as melhores saias lápis (ou saias tubo, como algumas marcas preferem chamar-lhes; por norma a saia tubo não terá fecho e é feita de material mais elástico, mas por vezes usa-se o termo indistintamente para ambas ) podem precisar de algum ajuste na cintura ou de subir as bainhas. Para quem não é muito alta, o melhor comprimento é logo abaixo do joelho e não pelo meio dos gémeos. Por isso, se encontrar um modelo que lhe agrade, considere mandá-lo à costureira.

Vejamos então opções para diferentes orçamentos:

BÁSICAS


Dolce & Gabbana


De algodão, Mango
Mango
De cintura subida, com zippers e grande abertura lateral, Zara


De cintura subida e riscas de giz, H&M

                                                               
De cintura subida, Zara

                                                       
Com um toque New Look, Antonio Berardi

ESTAMPADAS E FESTIVAS


Dolce & Gabbana



Givenchy



Zara


Diogo Miranda (em saldo)
Com padrão oriental, Zara




Happy shopping!





Sunday, August 23, 2015

Styling espinhoso #1: como usar saia midi rodada (sem parecer uma perfeita totó)




As saias midi com ligeira roda, além de confortáveis e frescas, são tendência;  bem usadas, podem ficar encantadoras, de uma elegância discreta. 

No entanto - tal como as saias de balão - precisam de algum golpe de vista  para que favoreçam.

Afinal, apresentam três desafios: primeiro, algumas são fluidas, pregueadas e/ou menos estruturadas, o que pode ser complicado para definir a silhueta; segundo, a questão do comprimento: na maioria dos modelos a bainha incide na zona dos gémeos, o que pode cortar consideravelmente a figura (a não ser no caso das raparigas muito altas e magras); e terceiro, o look, que se não for bem pensado deixa de ser trendy para dar um certo ar de "crente" de alguma seita. 

E embora esta seja uma saia adequada a cerimónias religiosas, baptizados e casórios, não é por isso que tem de parecer exagerada. Ou dar-lhe um aspecto de totó, entre hippie que perdeu o norte e rato de biblioteca...


Vejamos então alguns truques para as fazer resultar:

- Atenção à bainha: o ideal é deixá-la um pouco abaixo do joelho. Esse é o comprimento mais democrático para mulheres de todas as alturas e tamanhos.

- Se não deseja chamar a atenção para as suas ancas e coxas, evite os modelos com pregas (caso queira mesmo usar uma, assegure-se de que a saia é forrada ou utilize um spanx).


- Escolha uma saia de cintura alta e use-a com um crop top ou uma camisa/blusa ligeiramente folgada por dentro, para uma linha mais esbelta.


- Para quebrar o aspecto muito "certinho" da saia, coordene-a com uns pumps ou slingbacks pontiagudos. Plataformas não estão fora de questão, porém podem não favorecer tanto as pernas, principalmente se forem muito arredondadas ou a direito. No Inverno, opte por botins ou botas pelo joelho (para um look muito anos 70 que agora está na moda).


- Estas saias podem ser realmente complicadas, mas o modelo resulta com facilidade sob a forma de vestido, porque não corta a figura a meio. 


Happy styling!

Sunday, November 16, 2014

Ó pernas, para que te quero...mas calma!




Facto: a menina esforça-se imenso no ginásio e é uma pena não tirar partido uma vez por outra de algumas silhuetas que realçam as pernas propostas pelos designers  - principalmente se é jovem e/ou tem um ar jovem.

 Mas como vulgaridade e elegância jamais andarão juntas, quando se trata de chamar a atenção para a parte inferior do corpo é preciso algum cuidado e sobretudo, muita atenção às proporções. A ideia será sempre alongar a figura,  jamais atarracá-la: a moda das pernas roliças enfiadas em roupa justíssima, estilo Nicki Minaj, Kardashian e por aí fora, pode estar na berra, pode ter acabado com a ditadura exagerada das pernas de alicate, mas nunca será elegante nem para tomar ao pé da letra.

 Como então, conseguir o desejado meio termo? Aqui ficam algumas dicas para usar de forma sensata três "mostradores de pernas" - as cuissardes, a mini saia e os calções.

Mini saia:


- Exige pernas esguias q.b.

- Se não consegue inclinar-se ou dobrar-se sem mostrar mais do que deve, troque de saia; uma maneira de evitar esse aborrecimento é assegurar, na hora da compra, que a saia ou vestido é ligeiramente mais comprido atrás - um cuidado que as marcas mais acessíveis às vezes esquecem!

- Escolha sempre uma saia cuja bainha termine na parte mais magra da perna; se isso implica usá-la  bastante acima do joelho, reserve-a para o Inverno, combinada com collants opacos.

- Não abuse dos saltos altos: além de parecerem vulgares, vão forçar os músculos e fazer a perna parecer mais larga do que é na realidade. Quem tem pernas altas e magras pode mesmo optar por sapatos rasos (loafers, botas acima do joelho, botins, sabrinas ou oxford shoes); se pretende ganhar altura, um salto médio ou um compensado ligeiro fazem o truque sem deixar o visual demasiado provocante.

- Brinque com camadas ou aposte em decotes fechados, casacos com algum volume e blazers, para um visual preppy (a.k.a, betinho) que desconstrói o ar demasiado sexy e acresccenta o chic necessário.

- Se tem pernas torneadas, fuja dos modelos justos ao corpo.

- Em situações formais, evite os modelos extra curtos:um palmo acima do joelho já é risqué que chegue.


Calções

Sobre eles já se dissertou aqui, e as regras não mudam:

- Em termos de fisionomia, vale o mesmo que foi dito em relação à mini saia: pernas mais fortes exigem duplas cautelas.

- Shorts prestam-se sobretudo a ocasiões casuais.

- Os modelos mais democráticos são os ligeiramente largos na perna e de cintura subida;

- Tal como na mini saia, assegure-se de que a bainha termina na parte mais esguia das pernas (a não ser que sejam exageradamente magras e pretenda ganhar algum volume).

- Se os quer usar com botas ou cuissardes, opte por collants da mesma cor: não só evitará banalizar o visual como as pernas parecerão mais elegantes e compridas.

- Fuja do calçado com brilho e aplicações: os shorts já têm impacto suficiente.

- De novo, acrescente volume na parte de cima, ou opte por tops simples: t-shirts ou camisas brancas de manga comprida, sweatshirts largas (que podem ter aplicações) blazers de colegial, ponchos, capinhas, canadianas (que dependendo do frio, podem cobrir ou não as pernas) ou sobretudos fofos são boas opções para jogar com as camadas...e estar quentinha! Tiritar de frio tira a graça a qualquer toilette e é um atestado de pinderiquice do tipo "quero tanto dar nas vistas que não trouxe casaco". Lembre-se sempre do moderno ditado "só há três criaturas que não sentem frio: os pinguins, os ursos polares e as serigaitas".

- No calçado, aplicam-se as mesmas linhas de orientação da mini saia.


Cuissardes


As botas acima do joelho e mais além são daquelas coisas que não têm meio termo: podem parecer sofisticadas ou muito vulgares. Se forem bem usadas, ninguém dará por elas: só vão reparar que tem uma silhueta muito elegante com umas belíssimas botas! Mas se pelo contrário dão demasiado nas vistas, não estará confortável e vai passar uma mensagem totalmente errada. Sobre isso já se escreveu em detalhe aqui, mas ficam as ideias mais importantes:

- Se as vai usar com saias, escolha uma cuja bainha termine sobre a bota: alonga as pernas e parece chic, não provocante.

- Atenção à estabilidade do salto: calçado que "entorta" as pernas é sempre deprimente, mas neste caso pior um pouco!

- Com jeans skinny ou calças de malha, opte por botas de tom semelhante; se contrastar demasiado vai atarracar a figura.

- Caso tenha pernas um pouco mais fortes, escolha umas botas que terminem logo acima do joelho; todas as outras são demasiado arriscadas.

- Se pretende calçá-las com mini saias ou calções (negócio perigoso, mas não impossível) opte por collants escuros, botas justas à perna (desde que não apertem a pele) e saia ou shorts mais folgados. Um vestido-camisola largo é uma excelente escolha.

- Evite as botas estilo pirata (mais largas na coxa) ou com fivelas: mesmo as versões mais caras costumam parecer algo ordinárias.

- Acompanhe cuissardes com toilettes sóbrias ou de aspecto colegial - sempre com partes de cima compostas e cobertas q.b. As dicas de sobreposições e volume descritas acima para calções e mini saias também se aplicam às botas overknee ou thigh high.

E pronto, com cuidado pode pedir-se pernas a santo Amaro sem dar nas vistas pelas razões erradas...

Sunday, October 19, 2014

Saias maxi: 8 dicas para usar sem medo.


As saias compridas estão presentes nas colecções e nas ruas de há uns três anos a esta parte sem que se tenham tornado uma tendência muito evidente. Porém, é natural que venham a ver-se bastante num futuro próximo: a uma moda extrema (saias e calções curtíssimos, neste caso) costuma seguir-se exactamente o contrário. Tem demorado um pouco, mas se a saia lápis já se instalou nos armários de quase toda a gente, podemos esperar que no regresso a uma certa modéstia (e aos anos 90) que temos visto, a maxi se popularize também, e não só para usar nos meses quentes...

 Até aos pés ou tea lenght, amplas ou justas, plissadas, em tartan, florais, assertoadas ao estilo Belle Époque, há variantes para todos os gostos e silhuetas.

É preciso ver, porém, que esta é uma peça divertida e romântica, mas não muito prática e que - apesar de cobrir tudo - precisa de alguns cuidados para alongar a figura e ter um ar composto.


 Dicas:

1- A não ser que seja um fã empedernida do género (gótica ou hippie, por exemplo) opte por uma saia de tecido versátil ou seja, fresco mas espesso q.b, com uma boa quantidade de algodão. Assim poderá usá-la no Verão e no Inverno, sem a desagradável sensação de ter o vento a levantar o tecido ou a chuva a colá-lo às pernas.




2- Se tem ancas arredondadas, os modelos bem forrados, de cintura subida e mais amplos na bainha são a melhor escolha para criar uma bonita figura em "S" sem alargar o que não devem. O preto é uma escolha clássica... e a mais adequada se não pretende comprar uma colecção de saias destas!




3- A cintura subida e justa q.b. é, aliás, a melhor amiga da saia maxi, porque não só dá a ilusão de uma linha esguia como evita o aspecto desleixado: a ideia é parecer romântica e elegante e não tanto saída do Woodstock. Com a cintura no lugar poupa-se ao "efeito desfraldado" (que nunca é bom mas com tanto tecido pior fica) e poderá usar mais confortavelmente  tops curtos (uma das combinações chave para a saia maxi).



4- Se não é alta, atenção à bainha: não convém que arraste pelo chão (o que além de dar cabo da saia a vai fazer parecer mais baixa do que é na realidade) mas também não deve ficar demasiado curta. O ideal é que mostre a ponta dos pés, ou optar por um modelo assimétrico, mais comprido atrás (como no exemplo acima). As versões pelo tornozelo funcionam automaticamente em raparigas altas e magras; em todas as outras poderão resultar bem mas exigem olho vivo e alguma prática para acertar na combinação.



5- O calçado é sempre a parte mais difícil: no Verão não custa nada porque a saia maxi casa lindamente com sandálias rasas estilo romano e já está, mas no Inverno é preciso pensar um bocadinho melhor para não "abafar" a figura nem parecer mascarada para o Halloween.
 Saltos médios, biqueiras nem exageradamente redondas nem demasiado pontiagudas, botins e (reservado às adolescentes ou mulheres petite de aspecto muito jovem) botas com um toque militar são boas pistas. O espelho é o melhor conselheiro, pois pretende-se um efeito longuilíneo, sempre.




6 - O perfecto de pele é uma das combinações mais interessantes de ver com saia maxi: dá um aspecto edgy e actual e mantém as proporções equilibradas.


7- Uma abertura pode dar graça à saia e torná-la menos pesada, mas se vai por aí escolha um modelo de uma marca de confiança, com um bom corte e tecido fiável. Escusado será dizer que convém manter as aberturas dentro do bom senso para não ser pior a emenda que o soneto...para saias abertas ao lado e mais soltas, podem ressuscitar-se os alfinetes adequados do tempo da outra senhora.


8- Pode parecer incrível mas uma saia até aos pés não está imune à vulgaridade ou ao aspecto barato: cores deslavadas ou néon, tecidos duvidosos e coleantes e versões "sexy" da saia  maxi andam muito por aí e são desastrosas. Se lhe lembra a Kim Kardashian, evite:






Wednesday, May 28, 2014

Evitem-se momentos Marilyn Monroe. Motivos no interior do post.


As saias rodadas têm muito encanto, mas é sempre preferível que sejam feitas de um tecido consistente. Primeiro porque favorecem mais, mesmo as magrinhas; segundo, porque não revelam nada do que se passa por baixo, nesta época em que os saiotes andam fora de moda e é muito feio notarem-se as costuras da roupa interior... terceiro, porque o vento é imprevisível. Quem diz vento diz maquinaria indiscreta, saídas de metro, helicópteros, ventoinhas, escadarias muito altas ao ar livre ou qualquer outra coisa com potencial para levantar pano. A nenhuma mulher convém ter um momento Marilyn Monroe.

 Ou bem que se opta pela bela saia lápis, ou bem que se escolhe um material que não esvoace.

 Porém, se se faz MESMO questão de tecidos leves, recorra-se ao velho truque de alta-costura, cada vez mais em desuso mas que Sua Majestade a Rainha de Inglaterra ainda utiliza e muito bem, que consiste em mandar coser uns chumbinhos no interior da barra da saia para a manter onde deve.

 E em todo o caso, não vá o Diabo tecê-las, usar uma lingerie que cubra o que deve cobrir e que, embora discreta sob a roupa, não levante dúvidas quanto à sua existência em caso de ventania.

 Por muito que a Moda tente não se pode ir contra as leis da Física, mas é possível lidar com elas.

 HRH a Duquesa de Cambridge tem sido alvo de atenção devido aos sustos provocados pelas suas saias que se erguem mais do que deveriam acima dos joelhos, o que me faz meditar no pensamento estratégico dos seus personal stylists (meditar por uns segundos, vá, porque tenho mais em que pensar...). Considerando que a Duquesa vai sair de um helicóptero ou passear por uma praia ventosa, pôr de parte tecidos flutuantes para esses dias da agenda parece-me de uma lógica elementar. Se a nenhuma mulher cai bem fazer de Marilyn, a alguém no seu papel muito menos.


 O resultado desse descuido regular é um artigo na Elle americana (que está a perder qualidades) a tratar a consorte do Príncipe William pelo petit-nom aberrante de "KMidd" - na tradição irritante que entretanto se inventou de baptizar celebridades e com absoluta falta de noção das circunstâncias - dando conta de um artigo mais medonho ainda num qualquer tablóide alemão, que publica uma imagem de Catherine Middleton com as saias completamente erguidas e aquilo que parece ausência de roupa interior (seguir link se tiverem curiosidade, que eu nunca iria pôr aqui uma coisa tão feia). 

 Isto tudo, nota bene, acompanhado de comparações com o derrièrre de...Kim Kardashian e de outras ordinarecas, perdão,  Vénus de Willendorf dos nossos dias.

 Como a grosseria é tão generalizada que não se pode evitar e já não há respeito por nada, o melhor mesmo é não se expor de modo nenhum a tais comentários. Mais vale escolher outra toilette ou mandar "chumbar" as bainhas, que custa menos...

Tuesday, February 18, 2014

Espalhanço do dia.


Por vezes acontece-me ver algo de que gosto ou que me prende a atenção, não fazer mais caso do assunto e dali a nada, pimba: essa coisa/pessoa/circunstância aparece do nada e num ápice, está instalada na minha existência. Não sei como faço isto, juro, mas é um super poder que gostava dominar para usar só quando dá jeito.

 Há dias reparei nesta saia rodada em pele, usada por Olivia Palermo em Londres, e pensei "tão gira". Depois abafei a vontade de comprar uma porque sem que o tenha feito de propósito, o meu armário deve ter quase *ênfase no quase* tantas saias de couro como o de Olivia, todas lindíssimas, de cores e modelos diferentes. Certo, não tinha nenhuma de balão, mas até há um modelo amplo, vintage e francamente, esta não é uma peça-uniforme, que se use todos os dias. Tomara eu dar uso às que já para ali andam, etc. Depois, as que tenho visto são quase todas em napa - material que não é bem vindo cá em casa- e investir numa da Tibi (abaixo) não era uma prioridade, muito menos aconselhável. Paciência, não se pode usar tudo.
                                 WOTBKS840004BLK
 Mas o Universo pensou de outra maneira e hoje, quando fui toda contente buscar uns sapatos que tinha encomendado, eis que me aparece a saia mais bonita que eu já tinha visto - qual Tibi, qual carapuça, destas já não se fabricam. De pele macia, preto retinto, modelo New Look, cintura alta...e um preço completamente pateta. Filha única e milagre dos milagres, com uma cintura tão pequena que não vou precisar de lhe mexer. A senhora da loja com a técnica irresistível ai que bem que lhe fica, essa não serve a mais ninguém etc e a saia a luzir para mim ao preço de uma camisola e...eu não sou de ferro. 
 Valha-nos que apesar de serem peças de uso esporádico, saias e calças de pele são um clássico. Encontrar uma que nos fique a matar é um investimento para o resto da vida, por isso consideremos este um espalhanço sem consequências de maior.



Friday, August 16, 2013

A primeira saia- lápis

                                         hobble skirt
A expressão "diabo (ou qualquer outra coisa) de saias" pode ter deixado de se adaptar a muitas mulheres que passam a maior parte do seu tempo de calças, mas eu não sou uma delas. Não dispenso os meus jeans, certo: guardo-os para dias descontraídos ou looks específicos, prefiro certos designers ou as marcas especializadas para isso e são quase um tratado em si mesmos. Também já partilhei diversas vezes a minha paixão pelas calças clássicas de tecido: chino, pantalona, boca de sino (poucas coisas tornam a figura tão fantástica como umas bocas-de-sino pretas de cintura ligeiramente subida) e sobretudo o meu adorado modelo cigarrette
Pencil Skirt Mas continuo a ser, e com orgulho,  um diabinho de saias. (Não se costuma dizer "anjo de saias, talvez porque os anjos não têm sexo, ou porque aparecem sempre de túnica, o que acaba por contar como saia...). Não só porque uso muitos vestidos (há lá coisa mais prática, mais simples, mais feminina?) mas porque efectivamente...também tenho uma grande colecção de saias. Por aqui têm-se feito vários posts a mencioná-las, o que demonstra o papel importante que ocupam no meu quotidiano. Devo vestir pelo menos uma por semana. Há dias, um manual de moda antigo fazia as contas à quantidade de conjuntos diferentes que se conseguem fazer se tivermos, por exemplo, quatro saias. E é totalmente verdade. 
 E por mais que se goste da saia balão, linha A ou de quaisquer novidades, a rainha indiscutível é sempre a saia lápis, em preto ou estampada. Vai estar em toda a parte neste Outono, mas em boa verdade nunca sai de cena, porque favorece praticamente toda a gente, combina quase com tudo (nas últimas temporadas, voltámos a vê-la em pele, em ganga ou em outfits desportivos) e em suma, nunca falha.
 Mas como surgiu esta peça indispensável? 
Em 1908 as primeiras mulheres foram convidadas a passear de avioneta. Para evitar que as saias ficassem presas nas ventoinhas, os pilotos pensaram em atar uma corda abaixo do joelho, prendendo a roda. Os fotógrafos que foram registar o evento adoraram o efeito curvilíneo e original do engenho...e as mulheres começaram a andar assim na rua. A "saia manca" (porque obrigava as mulheres a caminhar aos pulinhos) foi um sucesso de curta duração, mas inspirou os "vestidos sereia" que ainda hoje vemos em certas galas. E seria também a inspiração para que em 1940, Christian Dior (who else?) criasse a primeira saia lápis, que vinha contrariar as silhuetas sem forma das décadas passadas. Acompanhada dos ressuscitados espartilhos e de blusas suaves, foi paixão imediata junto das mulheres ansiosas por abraçar novamente a sua feminilidade, com esse design tão provocador que realçava a curva das ancas*. 
                        Pencil Skirt
Afinal a saia lápis, quando bem escolhida, cai bem à maioria das mulheres. Exige apenas algum cuidado com a barriga ou coxas excessivamente proeminentes (then again, naquele tempo havia  saudável hábito das cintas para as senhoras mais rechonchudas) mas pede ancas femininas: curvas elegantes de Vénus. E não deixa de ser curioso que esteja de regresso numa época em que a figura tradicional de ampulheta volta definitivamente à berra, como já vimos. A Natureza acaba sempre por falar mais alto.

(*Podem ler mais detalhes na fonte). 

Friday, February 8, 2013

Get the look: Dior, uma toilette expresso

Já tenho mencionado que considero as saias um óptimo investimento, nomeadamente quando se trata de brocados e estampados. São mais resistentes à mudança de tendências e possibilitam criar várias toilettes diferentes. Todas as mulheres deviam ter pelo menos uma saia lápis preta e uma saia luxuosa, de grande efeito, colorida e se possível, rodada no seu closet. Quanto mais clássico e feminino o modelo, melhor. Os saldos são uma ocasião excelente para comprar exemplares bonitos e que duram vários anos por preços módicos. A combinação Saia Especial + Camisa Branca é uma das minhas preferidas, como vos mostrei recentemente, mas combinar "A Saia" com um top de manga comprida preto e sapatos elegantes é outra opção infalível. De preferência, escolham um top com decote largo, de bailarina, e sapatos ou sandálias finos e elegantes, como os metálicos que vão estar muito na berra nos próximos tempos. E pronto, uma toilette em cinco minutos. 




Thursday, October 11, 2012

Segunda pele: calças de couro


Créditos das imagens: Net a Porter
Lembram-se de vos ter falado nas calças saruel em couro, semelhantes às Givenchy? Agora que o tempo arrefeceu um bocadinho, pude finalmente levá-las a passear. Uma das minhas saias pretas de pele também já tinha dado uma voltinha, mas...as calças são menos cómodas, porque basta um pouco de calor para (mesmo sendo um modelo solto, como estas) se tornarem demasiado quentes. Coordenei-as com uma camisa branca de algodão, uns stilettos clássicos da minha colecção - que não magoam nem que se caminhe sobre pedras rolantes, e que já tinha saudades de usar -  e uma clutch vintage. Precisava de sair depressa de casa e essa é a vantagem do cabedal: uma peça basta para fazer a toilette, não é preciso mais nada.
                                          
Foi sorte adquirir, ao longo de várias temporadas, um número respeitável de peças neste material (não contando sobretudos e casacos)...e ter uma mãe que também as aprecia muito, logo, foi coleccionando. Algumas coisas do nosso acervo pareciam-me um pouco estranhas - como as saias largas, de formato tulipa - mas ainda bem que segui "the rule of the house": coisas de qualidade guardam-se, porque certos modelos em cabedal ou faux leather desta estação são francamente inesperados. Recordam-se da regra do smart shopping "compre quando há e pode"? Pois, foi o que aconteceu aqui. Para já ainda só usei preto, mas estou muito ansiosa por experimentar as calças em castanho: skinny ou soltas, como as de Ferragamo. Também em castanho ou verde, as saias, em versão pencil ou rodadas, como a de Olivia Palermo, permitem toilettes que não lembram a ninguém...mas muito giras. Por acaso apostei nas duas cores e não me enganei. (Logo vos mostro). E o que dizer dos vestidos e vários formatos de calças, corsários e calções? É claro que, para quem faz uma primeira aquisição em muito tempo, o casaco (com ou sem guarnição de pelo) a saia lápis ou as skinny pretas são a opção mais segura e intemporal...mas viva a variedade! E este é definitivamente um bom ano para escolher peças que vão durar bastante tempo...

           


                                         


Textos relacionados:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...