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Tuesday, January 5, 2016

10 dos homens mais bem vestidos de sempre (parte I)


Se a elegância feminina depende de muitos factores - a silhueta, o gosto, a originalidade - no masculino o caso é mais subtil e intrincado. Isto porque primeiro, os homens têm - aparentemente e por tradição-  menos por onde escolher;  e segundo, porque ser abertamente vaidoso não é tão desculpável neles como numa mulher...
 Um homem demasiado ralado com a aparência perde metade do seu charme varonil, mas ao mesmo tempo espera-se de um cavalheiro uma apresentação impecável e um instinto aguçado para escolher a gravata, o blazer, a camisola certa e por aí fora... numa parafernália de trajes que ao olho pouco treinado, não parecem tão distintos entre si como isso. Erro crasso: como em tantas coisas, a arte masculina de bem vestir está nos detalhes. Um homem elegante, seja em circunstâncias formais ou casuais, distingue-se de imediato entre os outros, pelo todo. Poucos conseguem esse perfeito equilíbrio, mas alguns senhores bem conhecidos são excelentes inspirações. Comecemos então pelos primeiros dez que me acorreram de imediato:

1- Clark Gable



O eterno Rhett Butler podia agradecer o imaculado sentido de estilo à sua amada madrasta, que o criou de pequenino insistindo sempre na arte de vestir como um Senhor. Homem de armas, amigo dos animais, da literatura e da vida ao ar livre, caçador e jogador de polo, o homem que derretia as pedras com o seu sorriso malandro conseguia usar as peças mais clássicas com descontraído panache, mas parecer igualmente elegante em situações casuais. Em suma, dominava como ninguém a arte cavalheiresca de estar sempre adequado, seja num salão ou no meio da selva.  A título de curiosidade, muitas das toilettes que vestia nos filmes e que tão bem realçavam a sua bela figura eram mesmo suas, o que nos dá uma ideia do seu savoir-faire...e da dimensão do seu requintadíssimo guarda roupa!

2- JFK




O trágico Presidente formava de facto um casal perfeito com a elegantíssima Jackie: influenciado pela cultura Ivy League e o meio elegante em que cresceu, tornou-se um símbolo de sofisticação descontraída.

3- Hubert de Givenchy



Conde que se fez couturier vestia as Senhoras com a perfeição que sabemos, mas ele próprio sempre possuiu- e cultivou - a bella figura.


4- Sir Michael Caine



O ultra nonchalant actor conseguiu dois feitos difíceis: trajar com tal perfeição - e elegante indiferença- que ninguém sonharia o seu berço humilde... e passar pelos extravagantes anos 60 e 70 deixando atrás de si um registo inolvidável de toilettes intemporais no mais puro estilo de gentleman inglês. A simplicidade e subtileza são tudo, em qualquer época.


5- Marlon Brando



Alcunhado "o verdadeiro rebelde de Hollywood" Marlon Brando foi (a par com James Dean, mas o meu fraquinho vai para Brando que apesar de tudo soube dosear a rebeldia e andou por cá mais tempo) um dos ícones responsáveis por muitos dos looks masculinos hoje  perfeitamente corriqueiros, mas indispensáveis: a t-shirt branca - até então considerada praticamente roupa interior- as Levi´s 501, o biker jaket....claro que, com a sua beleza exótica, também sabia usar um fato; mas só quando queria. E mais tarde tornou-se O Padrinho, prova provada de que quem é cool pode sempre sê-lo mais um pouco, mesmo que já não vá para novo.

6- Sir Christopher Lee
Um pedigree a condizer com o do Conde Drácula que tão marcantemente interpretou, uma voz incrível...e uma elegância que nunca se perdeu. Um cavalheiro nunca perde a boa apresentação, esteja onde estiver e por mais que os anos passem. Disse e repito, ninguém é mais cool do que Christopher Lee.

7- Bryan Ferry


Outro cavalheiro que representa o mais refinado estilo britânico, o músico - bem parecido, mas enigmático- nunca apareceu descomposto. Usando o mais formal dos trajes ou peças relaxadas como camisolas de ténis, Bryan Ferry está invariavelmente impecável. O facto de se considerar "uma alma à moda antiga que só por acaso se tornou uma estrela de rock" tem decerto algo a ver com a sua intrigante miscelânia entre gentil-homem e bad boy.

8- Muhammad Ali



O icónico pugilista não só se movia com uma agilidade inusitada num peso-pesado, como fora do ringue se apresentava sempre impecavelmente vestido. Com um grande sentido da elegância, sabia de cor uma das regras de ouro do bom styling: contrabalançar a sua figura imponente (1,91 e quase 100 kg) com fatos à medida - estreitos q.b, mas nunca ultra justos.

9- Paul Newman

Com os seus incríveis olhos azuis e um sex-appeal que se manteve intacto por décadas, o actor, filantropo e ás do motor racing (que ainda entrava em competições de duas rodas aos 80 anos!) usava  como ninguém os fatos sóbrios que acentuavam a sua figura atlética, mas dominava igualmente o estilo preppy para as situações casuais, sempre com serena elegância.

10- Sean Connery
Eternamente belo, com uma das vozes mais inconfundíveis de sempre e elegante nem que chovam canivetes, o grande escocês ganhou o papel de James Bond não tanto pelo seu talento ou sentido de estilo, mas porque a mulher do produtor reparou que o bodybuilder e ex Mister Universe tinha os movimentos cruéis e felinos de uma pantera - e que ninguém, a não ser talvez Cary Grant, alguma vez ficara tão bem num fato. Foi só ataviá-lo com a mais pura alfaiataria inglesa que Sean fez o resto. Apesar de ter ficado associado à sofisticação de 007, o que torna Sean Connery especial é mais intangível: a capacidade de ficar fantástico vista o que vestir, por mais que os anos passem. De mais a mais, ninguém usa o kilt como ele e isso diz tudo...







Friday, November 6, 2015

As três palavras mais irresistíveis que "eles" dizem


De acordo com  Bryan Reeves, ex-capitão da força aérea americana, conselheiro de relacionamentos e cronista do site Good Men Project, as palavrinhas que mais derretem o coração das mulheres não são "amo-te" (afinal, há tanto quem o diga de ânimo leve) nem "és bela!" (também há para aí tanto galanteador que convém ser sensata para distinguir o elogio sincero do postiço).

Ná, meninas e meninos.

As palavras que mais depressa atingem o coração feminino, diz Mr. Reeves e eu concordo, são *rufar de tambores* ... "EU TRATO DISSO"!


O autor  (que parece ter uma forma muito intuitiva e expressiva tanto para compreender como para descrever o que a mente feminina sente- leiam o texto original, que vale a pena) explica que estas três palavrinhas, estas doze letrinhas em português, oito em inglês, I got this, "falam às forças primordiais dentro de homens e mulheres; podem fazer de imediato a espinha dorsal de um homem endireitar-se e uma mulher desfalecer".

Veritas est; pelo menos eu acho. A mesma ideia já foi dita por aqui em diversos posts, de muitas maneiras.

 A igualdade de direitos e deveres não significa atropelar a tradição milenar entranhada, a genética, a natureza, séculos de expectativas e comportamentos que um homem espera de uma mulher e que uma mulher espera de um homem. Isso seria contraproducente, profundamente errado...e no entanto, assiste-se a um baralhar completo de papéis - o que não quer dizer que as pessoas se sintam satisfeitas nem felizes com isso, por muito que não se apercebam ou até que sustentem o contrário. 


Olhem para a natureza - o masculino procura o feminino. Procura caçar, conquistar e defender o seu território. Por sua vez, o feminino tem o mistério, a astúcia, a meiguice, a beleza. Onde já se viu uma leoa perseguir o leão? O que nos separa do reino animal, primatas que somos, é a racionalidade, a canalização do instinto e, para muita gente, a espiritualidade. 

Mas no básico, entre seres humanos não é tão diferente- as mulheres, por muito resistentes que sejam (de novo, basta olhar para a natureza) por muito capazes, por mais independentes, andam cansadas de ter o mundo às costas. Na hora de dividir a sua vida com alguém, esperam que os braços de um homem sejam fortes, que ele seja uma fortaleza, um refúgio, que tenha iniciativa, pulso, coragem. Querem render-se, ser conquistadas, arrebatadas, ajudadas e protegidas. 


Mesmo que não tenham a mínima dificuldade em desembaraçar-se sozinhas - e convém que não tenham, porque super-homens não existem e ninguém atura uma florzinha de estufa mimada toda a vida -  precisam de se sentir mulheres. Da mesma forma que um homem precisa de se sentir masculino: de ser o herói do dia, o cavaleiro andante, o salvador das grandes e pequenas causas

Seja impedindo a namorada de se esparralhar na calçada por culpa dos saltos altos, defendendo a mulher de um piropo atrevido na rua ou controlando um curto circuito em casa. 

 E isso, meus caros e minhas caras, é irresistível para uma mulher feminina, uma mulher a sério, uma boa mulher, uma mulher tão forte que não se importa de prescindir da própria força uma vez por outra.


Um homem tem, conscientemente ou não, necessidade de ouvir (ou de sentir) "eu preciso de ti". E uma mulher, "eu cuido de ti".

Quando ambos são privados disso, porque a sociedade moderna encoraja os homens a serem "bons ouvintes, solidários com os caprichos femininos e em contacto com as suas emoções" e as mulheres a serem predadoras e mandonas, gera-se um ressentimento mútuo. As mulheres procuram transformar os homens em mulheres de calças, mas quando isso acontece já não gostam deles. Nenhuma mulher, por autoritária que seja, por muito que isso lhe dê jeito, gosta de um tapete que pode dominar. Uma casa assim é sempre mal governada- conheço tantas que fazem o que querem sem consultar ninguém, põem e dispõem, mas depois olham para o marido com desprezo...


E zás, dá-se o complexo de bad boy, o velho "elas não gostam dos bons rapazes, preferem os canalhas que as tratam mal". Isso não é verdade. Só que os escroques fingem muito bem as características varonis, embora no fundo sejam mais cobardes e bananas do que os "bonzinhos".

Mas a culpa também é dos "bonzinhos", que acham que para agradar têm de ser homens beta!

E é claro que não faltaram homens beta, efeminados, armados em "feministos", a reclamar do texto: outro autor respondeu com uma crónica cheia de lamuria na qual classificou a ideia do autor de "sexismo benevolente" (no meio de tanta mariquice, só nos faltava mais esta). 


Diz o autor da resposta que tais ideias estariam bem mas era num livro machista dos anos 1950, porque ferem a obrigatória ideia de igualdade de género. Até invoca que essa pressão para ser homem é a causa de muita depressão masculina (que aqui tenho de concordar, não é totalmente falsa, mas por amor de Deus, se um homem não aguenta isso que fará no campo de batalha?). Definitivamente, ser um homem a sério, dar o peito às balas, não é para todos

Para rapazolas preguiçosos, caprichosos, egoístas, acriançados acredito que seja muito mais conveniente uma mulher mandona, pouco feminina, de uma sensualidade brutal e grosseira, que tome as iniciativas, que conduza as operações, que faça tudo por eles e a quem possam dizer mole e cobardemente, quando estão fartos "eu não tive nada a ver com isto, a responsabilidade desta relação foi tua, agora aguenta-te ao barulho".


Mas Bryan Reeves, como homem a sério, como bom militar que foi, compreende muito bem esta noção de expectativas diferentes, que em nada desmerece (pelo contrário) o respeito mútuo ou a igualdade de direitos: "eu não abraço uma mulher para me sentir seguro nos seus braços. Quando a abraço sinto-me forte, poderoso até, como se vivesse a minha missão ao  mantê-la protegida nos meus braços firmes. As mulheres, pelo contrário, dizem que é isso que apreciam no abraço: a experiência de se sentirem física e emocionalmente seguras, de que podem relaxar sabendo que ao menos naquele momento estão protegidas do caos exaustivo do mundo. É como se ambos viajássemos a partir de mundos muito diferentes para um rendez-vous secreto. Como se a convidasse a descansar e a sentir que tudo vai ficar bem porque eu tenho a força, a disciplina, a fortitude, a perseverança e a visão para nos afastar do desconforto. Há algo profundamente apelativo em estar com uma mulher que, apesar de saber perfeitamente tomar conta de si mesma, nos deixa cuidar dela mesmo assim".

Desculpem lá as cabeças mais modernas, mas se isto é "sexismo benevolente", so be it...









Sunday, August 9, 2015

Ah valente.





Diz que esta semana, na Viagem Medieval em Santa Maria da Feira (onde ando há que tempos para dar um saltinho, embora gostasse mais de feiras medievais antes de pipocarem para aí como cogumelos...) houve pancadaria entre grupos rivais, que parecia uma versão medieva da aldeia do Asterix.

E eu só digo que gostava de ter visto, e que as coisas divertidas só acontecem quando eu não estou. Os homens andam tão choninhas e as pessoas tão politicamente correctas que chega a ser refrescante ver meia dúzia de marmanjos que não se ensaiam de dar duas traulitadas uns nos outros, uma gaita de foles na cabeça de um, uma espadeirada pelos ares e zás trás, tudo a fugir, a bicharada a correr, pipas a rolar e o mulherio aos gritos. Também , o que é que esperavam de uma feira medieval com um mínimo de autenticidade? Claro que a autenticidade se acabou quando interveio a GNR, que não estava mascarada...mas sempre se pôde gritar "aqui d´El Rei!" e "ó da guarda" com alguma razão de ser.

Isto sem defender cá violências, que eu não sou pela selvajaria... mas aquilo é lá violência, dali a nada vai tudo para os copos e não se fala mais nisso. Sempre é mais varonil, mais digno do povo do senhor D. Afonso Henriques e mais saudável do que o hábito enjoado de agora: não sabem beber, travam-se de razões e depois processam-se, uns grandalhões de lagriminha no olho, a choramingar "ele deu-me um soco". 

Vá que ainda por motivos disparatados, ainda há homens capazes de puxar uns colarinhos neste país...não morreram todos em Alcácer Quibir, nem foram pela barra fora nas caravelas...


Friday, June 18, 2010

Não és homem, não és nada!



A afirmação não se refere, obviamente, ao senhor acima, saido do calendário Dieux du Stade, mas digno de figurar numa iluminura medieval ou num romance.

Porém,a carapuça assenta que é um mimo em muito mancebo que por aí anda: ele é tratamentos de beleza,lipoaspiração, depilação integral, barba feita a laser, brinquinhos de ir ao pêssego, músculos esculpidos à força de pirulitos, camisolinha de menina, penteados " não me toques que mo estragas".
Não, não se defende o homem feio e a cheirar a cavalo. Mas tudo tem limites.
Os rankings publicados por sites e revistas da especialidade descrevem Javier Bardem, Viggo Mortensen e Daniel Day Lewis como "feios charmosos".
Em verdade vos digo que isto está bonito: então um homem alto, másculo, espadaúdo,com cabelos sedosos e barba de dois dias é feio? Será que as mulheres se tornaram tão enjoadas, tão assépticas, que não podem ver um homem digno desse nome?
Qual é a graça de abraçar uma criaturinha frágil, de sobrancelhas feitas, que tem medo de se despentear e que vai observar qualquer detalhezinho humano no corpo da parceira com olho clínico?
Que gosta mais dos seus abdominais do que da namorada, e demora mais tempo do que ela no lavabo/ cabeleireiro/esteticista/ cirurgião plástico?

Haja paciência.

Um homem pode gostar de moda e ter preocupações estéticas? Pode e deve, mas não a ponto de se tornar ridículo.

Uma coisa é ter gosto a vestir (e um homem elegante sabe estar bem sem grande esforço)cuidar da forma e não parecer um orangotango, outra é tornar-se uma versão efeminada do boneco Ken. Mas um cavalheiro sabe disso.
Bem fazem algumas selecções de futebol - que não a nossa - que só admitem três penteados: rapado, curto ou comprido, e nada de brinquinhos.
Enquanto estes hábitos perdurarem - e as mulheres apoiarem e andarem atrás deles feitas parvas (não há outro nome!) - bem podem queixar-se que suas excelências desaparecem sem telefonar, que as enganam, que fazem birras, que não sabem o que querem e por aí fora.
Estão a imaginar um D.Afonso Henriques, um Leónidas de Esparta, um D.Pedro I ou um Alexandre, o Grande, ralado com o penteado no meio da escaramuça?


Sim, eles tinham músculos trabalhados. De andar à espadeirada, e do treino que era preciso para caçar e andar ao ar livre à espadeirada. Aquelas coisas à homem que são apelativas desde que o mundo é mundo.
Mulheres, tratem de se pôr bonitas e tenham juízo.

Homens, menos, please...

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