Recomenda-se:

Netscope

Saturday, September 6, 2014

Alegoria do dia: a nobre arte de fazer as coisas "à Facebook".


Sabem aquelas piadas nonsense que nos fazem rir sem nenhum motivo? Esta chegou-me, como provavelmente a muitos de vós, e fiquei a pensar se não haverá mais empregos para a "receita" e para a designação.

Fazer as coisas assim à Facebook será, portanto, levar as tarefas distraidamente, a ver como cresce a grama, a arrastar os pés, a conta gotas, a pensar noutro assunto qualquer.

 E quem diz Facebook diz outra distracção, porque para empatar tudo serve. É perfeitamente possível fazer isto ou aquilo à Facebook sem tocar no Facebook...

São as arrumações à Facebook...em que uma pessoa começa a organizar para um lado, a separar para outro, a limpar para aqueloutro...e entretanto espreita uma actualização do dito cujo. É a tia da Austrália que quer conversa ou a amiga do colégio que não víamos desde que se casou e foi viver com a sogra...e zás, meia hora perdida.

Cenário sem Facebook: encontra-se aquele livro tão giro ou aquele bloco de notas que  se escreveu na infância, uma alma entretém-se a ler e dali a um bom bocado está tudo exactamente na mesma, ou mais desarrumado ainda.

Também há quem namore à facebook - finge ter um relacionamento muito sério, mas depois vai para as redes sociais fazer tropelias.

Cenário sem Facebook: quem se quer portar mal ou não sabe bem o que quer não precisa de engenhocas. Namoro à facebook será, portanto, qualquer relacionamento sem grande solidez nem boas intenções.

Depois haverá as amizades  à facebook , que só existem mesmo nas redes sociais.

Cenário sem Facebook: pessoas que só se lembram dos amigos quando precisam de alguma coisa, ou de angariar assinaturas/apoiantes para um disparate qualquer e quantos mais para fazer monte, melhor.

 Existirá ainda o trabalhar à facebook ou seja, ir para o emprego e passar o tempo a jogar Ville qualquer coisa fechado no gabinete, enquanto se finge muito ocupado (a).

Cenário sem Facebook: simplesmente ver passar as horas, ou estar na conversa ou enfim, o bom e velho fingir que se trabalha.

Deixo ao vosso critério outras possíveis aplicações...

36 it girls que se podem admirar sem dano, segundo a Harper´s Bazaar

Lucilla Bonaccorsi

Embora vá cedendo aqui e ali às pressões que banalizam as revistas mais tradicionais e sofisticadas, a Harper´s Bazaar ainda mantém alguns artigos (tanto de moda, como de sociedade) do género a que sempre habituou o seu público.
 Esta lista das 36 it girls a acompanhar - "cisnes modernos", mulheres dos seus late twenties aos early thirties - que inclui as mais criativas editoras de moda e bloggers, Kennedies, aristocratas tornadas empreendedoras, modelos e filhas de celebridades que dão cartas no mundo elegante e por aí fora... é, se pode existir tal coisa, uma lufada de ar fresco à moda de outros tempos.

Lady Amelia Windsor

 Há os nomes do costume - como Cara e Poppy - e outros que merecem uma olhadela atenta, na melhor tradição de elegância. Todas com backgrounds e percursos diferentes , mas com algo em comum: classe. E isto importa porquê? Porque convém ver nas revistas exemplos de raça, de distinção, de savoir-faire, por mais que nos tentem convencer de que os tempos mudaram e de que não há mal nenhum em achar piada a Kim Kardashian e companhia, ou em que os media percam tempo com duelos de coisas- que -agora -não digo entre Jennifer Lopez (que já tem idade para ter juízo) e as outras.
  Recomenda-se uma boa vista de olhos e que se partilhe com irmãs e primas mais novas, sobrinhas ou filhas (se for caso disso) porque é de pequenino que se torce o pepino e eu não sei quanto a vocês mas tenho vontade de desatar ao puxão de orelha quando vejo meninas com obrigação para gostar de outras coisas a fugir-lhes o pé para as Rihannices ou a vestir como a Rita Ora na maior das inocências.
 Nada como mostrar alternativas, e estas "meninas cisne" são muito mais giras.


Friday, September 5, 2014

Tomás de Kempis dixit: o homem perfeito.



"Não se há-de dar crédito a toda a palavra, nem julgar ao de leve (...). Os varões perfeitos não crêem de leve tudo o que se lhes conta (...). A esta sabedoria também pertence não crer quaisquer palavras dos homens, nem dizer logo aos outros o que se creu ou ouviu".

in "A imitação de Cristo"

Considerada uma das maiores obras do Catolicismo e um dos livros mais traduzidos de sempre, a Imitação de Cristo, escrita por um monge no sec. XV, mantém-se um clássico incontornável e está cheia de máximas de grande bom senso. 

 Se há coisa que causa insegurança no amor, nas amizades ou nas relações profissionais é lidar com uma pessoa que acredita em tudo o que ouve, não importa quão pouco fidedigna ou merecedora de crédito a fonte seja.

 Pessoas assim são tão desconfiadas - e ao mesmo tempo tão crédulas -  que vêem conspirações ou más intenções em toda a parte menos onde elas estão de facto e assim ouvem daqui, ouvem dali no intuito de se certificarem da verdade ou de confirmarem as suas suspeitas. O resultado é que acabam por ouvir os piores mexericos, os boatos mais tolos ou a versão que interessa a cada um dos envolvidos, sem ponderar o que terá cada intrometido a ganhar com o assunto...e pior, agem de acordo com a última versão que o vento lhes trouxe.

 Ser mexeriqueiro - seja por espalhar, ou por ouvir mexericos - é um dos defeitos mais feios e incómodos à face da Terra. Mas se numa mulher a comadrice é perniciosa, num homem é simplesmente desprezível...pois de um homem espera-se um comportamento varonil, isento de tais fraquezas.


 Shakespeare ilustrou bem este tipo de homem em Othello, que preferiu acreditar sem pensar duas vezes num sujeito que claramente tinha interesse em dar-lhe cabo da vida a confiar um bocadinho que fosse na própria esposa.

 Quem assim é, é demasiado inseguro para formar uma opinião e mantê-la; demasiado volúvel para ser leal e tão imaturo que não consegue gerir nada, nem sequer ser senhor de si mesmo. E se estiver numa posição de poder...mais desastrosa se torna esta mania parao próprio orelhudo e para os desgraçados que dele dependem.

  Amar uma pessoa assim, ser amigo de alguém com tão grandes orelhas ou trabalhar para um chefe que, como diz o povo, emprenha pelos ouvidos, é um verdadeiro pesadelo.

 Sai-se de junto da pessoa muito feliz, tudo em paz...apenas para descobrir que no dia seguinte acreditou num disparate qualquer e se vira contra a cara metade, o melhor amigo ou o colaborador de confiança, sem razão plausível. 

Vive-se a pisar ovos, a caminhar sobre gelo fino, sempre a olhar por cima do ombro, quando para pôr fim a tais males bastava que o desconfiado orelhudo tivesse juízo e escolhesse com mais critério as pessoas a quem autoriza levar e trazer.

 Afinal, nenhum homem inteligente pode pretender ser amigo íntimo de todos, nem crer nos outros mais do que nos factos ou do que na sua própria consciência. O mesmo livro recomenda e muito bem, "caridade se deve ter para com todos; mas não se deve ter para com todos a familiaridade".


Das mulheres- gato...e das mulheres outro-bicho-qualquer.


Existem as mulheres gato, e as mulheres...bem, outra coisa. É um pouco feio chamar mulher cão (ou mulher galinha, Credo) a alguém, por isso fico-me pelas mulheres gato e as que não são mulheres gato.

 E que vem a ser uma mulher gato (para além da super heroína do Batman que fora a fardamenta sexy eu nunca percebi muito bem que poderes tinha)?

 Uma mulher gato é a que tem, nos relacionamentos e na vida, um comportamento felino.  Pode até não gostar de gatos mas se não gosta devia, porque se parece muito com eles. Mas para explicar a analogia tenho de me afirmar como uma "cat person" (alguém que adora gatos) e explicar porquê.

   O meu fraquinho por bichanos começa pelo motivo muito simples de todos os gatos serem lindos. Há uns mais lindos que outros, certo, mas enquanto há raças de cães bonitas e//ou nobres e outras nem tanto, entre os gatos não há tantas diferenças de aparência - nem de comportamento. Um gato é um gato, cada um tem a sua personalidade
 mas sabe-se sempre mais ou menos o que esperar dali.

  Depois, o gato é sempre nobre. Pode estar na sarjeta mas jamais perde a altivez e a dignidade. Pode estar a morrer de medo mas defende-se, faz barulho, causa um estardalhaço desgraçado e às vezes consegue afugentar um adversário bem maior que ele. Isto acontece assim que aprendem a andar. 



Um gato nunca suplica (embora seja um perfeito palerma, um coração de manteiga, uma vez ganha a sua confiança). Pode até estar morto por mimos mas fazer que não é nada com ele. Um cão tenta conquistar-nos, mas é preciso conquistar um gato. A maior parte dos cães são um pouco vai-com-todos, pouco selectivos, gostam de toda a gente; um gato não.

 Sabe sempre, imediatamente, as pessoas com quem quer interagir...e às vezes, essas até são pessoas que pensam que não gostam de gatos. Ele trata de lhes provar que estão enganadas e que nunca precisaram tanto de nada como precisam de um gato - tudo isto sem descer do seu pedestal. Depois caem sempre de pé, estão sempre impecáveis, nunca perdem a pose elegante e perfeita. E  as sete vidas? Como não gostar de um bicho que tem sete vidas?

 São animais extraordinários e ao contrário do que muita gente pensa, extremamente fiéis: simplesmente, a sua lealdade é uma escolha, não é oferecida automaticamente ao primeiro pateta que se intitula seu dono. Um gato não espera que gostem dele - pergunta-se antes "gostarei eu deste caramelo?". E se o dono lhe fizer mal, ele não abana a cauda nem tenta pedir desculpas por cima como os cães: ressente-se, e com razão. Um gato exige respeito.

 Assim são as mulheres gato: não tentam conquistar nem fazem por agradar. Limitam-se a ser a sua adorável pessoa - bonitas, elegantes, meigas - e ficam no seu canto a observar, a analisar se aquela pessoa que as tenta cativar é alguém que convenha, que lhes agrade e mereça confiança. Se finalmente confiam esperam que seja a sério - mas caso se enganem, afastam-se com toda a dignidade que conseguem reunir. Tentam conhecer as pessoas aos poucos, impõem respeito e não toleram menos; jamais põem o carro à frente dos bois. Uma mulher gato nunca implora, nunca facilita, nunca se faz convidada e nunca pede batatinhas (a não ser que tenha feito o equivalente humano a escangalhar todo o conteúdo da cristaleira na tentativa de apanhar uma mosca). É preciso muito para obter o seu afecto, mas vale a pena, porque o seu amor é uma eleição difícil: mulheres gato podem só atacar em caso de fúria extrema, mas não gostam de toda a gente. Por isso, podem ter uma reputação complicada, tal como os gatos: dignidade e frieza às vezes confundem-se.  Afinal, há muito mais pessoas cão do que pessoas gato.

        É quase desnecessário fazer aqui a comparação com as mulheres de fidelidade canina, creio: essas são as mulheres da luta que fazem TUDO para cativar, para forçar laços. Se não as convidam, elas adiantam-se; se as tratam mal, elas redobram os carinhos e as acrobacias ou pedem desculpa por cima; se as ignoram, fazem tudo para chamar a atenção; não têm literalmente uma cauda mas se tivessem, agitavam-na sem sombra de vergonha. Acham que impondo a sua presença chegam a algum lado, porque  das duas uma: ou são tão inseguras que migalhas lhes bastam, ou precisam de assentar  desesperadamente por qualquer razão. Mas nada disso quer dizer que não mordam - salvo seja - ou que sejam de facto mais fiéis. São menos exigentes e mais trapalhonas, só isso...

 Trata-se de feitios e de ter arcabouço para lidar com isso. Em boa verdade, é muito mais fácil abusar de uma pessoa cão; é preciso ser mesmo especial para amar pessoas gato.



Thursday, September 4, 2014

Quem quer um novo visual para a rentrée?

A silly season está oficialmente a acabar e não só o cabelo pode ficar um bocadinho sem graça depois do sol como sabe bem um upgrade no look para enfrentar o regresso às obrigações com outro ânimo.


  Pensando nisso, a Bellady - marca em que confio quando me apetece realçar o tom natural do cabelo - criou as espumas de cor intensa que prometem brilho, intensidade e...durabilidade. Afinal, é aborrecido pintar a cabeleira com uma cor supostamente permanente e dali a dias vê-la desvanecer-se. O produto foi pensado para proteger as fibras capilares, garantindo uma cor vibrante por mais tempo.

 Como nestes casos não há nada como ver pelos próprios olhos, a Bellady juntou-se ao Imperatriz para oferecer a três leitoras uma espuma nos tons Louro Avelã (7/3) Encarnado Jaspe (66/46) ou Castanho Chocolate (6/7).



 Para receber uma embalagem na vossa cor preferida, basta seguir o Imperatrix no Facebook e enviar para imperatrixsissi@hotmail.com uma frase criativa até 15 de Setembro, indicando por que motivo querem fazer uma mudança de visual com Bellady. Sei lá, sejam honestas, do estilo "mandei embora o ingrato do meu namorado e agora vou mostrar-lhe aquilo que está a perder" ou "fiz dieta e quero assinalar uma fase nova da vida" enfim, o que quiserem.

As autoras das três melhores frases serão as vencedoras. Bonne chance!

A imponência é uma bela qualidade.

Conde Claus Schenk Ggraf von Stauffenberg,
 Coronel alemão envolvido na revolta de 20 de Julho  (tal como o pai da modelo Verushka).

A imponência é talvez uma das mais importantes qualidades humanas...e tão desprezada nestes tempos de arrivismo, facilitismo e indisciplina.

 Na era dos Justin Biebers, dos Kardashians, dos esquemas para a riqueza e a fama fácil, do chico espertismo,da falsa igualdade, da tolerância fofinha a todos os pecados, não há grande apreço pela majestade, a grandeza, o porte, a nobreza de modos, a beleza patrícia. O laicismo desbragado é de rigueur, o serviço militar é quase uma ofensa, acarinha-se uma cultura de não ter pelo que lutar, de ausência de honra, de pulhice e malandrice.

 Senão, reparem num exemplo simples: qual é a postura desejada pelo adolescente comum hoje? A imagem que cultiva? Não será a do luminoso ideal grego, nem o orgulho belicista dos jovens romanos, o idealismo apaixonado do cavaleiro medieval, a arrogância elegante do dândi, o ar marcial da primeira metade do século XX...nem sequer, por Júpiter, a liberdade do hippie.

 Não. O que se quer é ter swag, o que quer que isso seja - um andar oscilante, de ombros curvados, uma atitude de rufia de esquina, de preguiçoso, de valdevinos.

 E as raparigas? Não quero repetir-me mas num mundo em que isto substituiu o ballet e toda uma escola de boas maneiras, tudo dito. Podia fazer-se aqui a alegoria da falta de palmatória mas não quero ser acusada de promover violências, que são um último recurso e não a maneira certa de ensinar alguma coisa.

 Já o disse aqui vezes sem conta, hoje tudo se desculpa ao lambe botas que "faz pela vida". A espinha dorsal não é uma qualidade apreciada e a imponência pode ser erradamente confundida com arrogância. Mesmo entre os actuais líderes políticos, quantos têm um porte majestoso? Muito poucos, numa época em que o poder e a arte da guerra nem sempre caminham juntos. E assim, substitui-se o líder que morreria por uma causa por um homem (ou mulher) habituado à feia arte de se safar.

 Pode subjugar-se a Fortuna no sentido maquiavélico do termo sem com isso adoptar a postura de um malandro desprezível, de um fraco, de um parlapatão.

   Mas sem respeito pela autoridade, sem causas nobres, sem finishing schools, sem colégios militares, sem sacrifício e com a MTV à cabeça (para os jovens) e ideais frouxos (para os adultos) o que nos resta é isto.

 Ora desculpem mas eu gosto de gente imponente, que não precisa de abrir a boca para impor respeito; gente com pulso; gente com porte, que coloca uma sala em sentido sem precisar de se esforçar para isso; pessoas que na aparência inspiram comedimento e que no terreno, separam o trigo do joio e têm muito pouca tolerância à cobardia, à graxa e ao mexerico.

  Na minha imaginação - porque esse ainda vai sendo território livre num tempo em que somos obrigados a tolerar tudo - uma mulher deve fazer por ter a graciosidade de uma fada e a dignidade de uma rainha, e um homem a majestade de um rei e o comando de um general. Era a isso que era suposto aspirar-se antigamente. Não que toda a gente conseguisse, óbvio, mas o modelo de comportamento era outro.
 Faz falta uma cruzada, já que estou a divagar. 

 E embora a imponência, como a honra, esteja fora de moda, é sempre reconhecida quando aparece. Pode não se saber porquê, mas faz efeito. O que é, é cada vez mais rara. Uma pena.

Mundo feiinho que o nosso é às vezes.



Em que as pessoas não se alegram com as coisas  bonitas e tentam estragá-las.

 O caso das actrizes a quem roubaram imagens privadas é apenas um exemplo. 

Está certo que cabe a quem é famoso resguardar-se, que não há necessidade de uma exposição dessas nem entre quatro paredes e que é uma estupidez porque hoje nada é seguro, mas o que faz impressão aqui é a constante necessidade de descobrir carecas, de revelar o lado mais frágil ou mais imperfeito de cada um.

 Ninguém se contenta em admirar uma actriz ou modelo no seu melhor, porque é linda e inspira a humanidade- importa fotografá-la sem maquilhagem, sem photoshop, despida,  com os copos como qualquer mortal ou no pior ângulo com o intuito de ridicularizar. Se não se consegue, rouba-se ou recorre-se a outro estratagema infame qualquer. 

Só assim estão tranquilos, só assim o ressabiamento acalma um bocadinho.

 Se alguém tem êxito, importa descobrir os podres, provar que o ídolo tem pés de barro. Se aparece um casal lindo e apaixonado, logo se levantam intriguistas ou aproveitadores para minar tudo. Que aconteceu ao ficar feliz pelo bem dos outros? À admiração que se devia sentir pela beleza, o talento, o amor ou o êxito? Há toda uma cultura do "eles também são como nós" do falhanço, do bota abaixo ou do "nivelar por baixo" - afinal, elevar-se dá muito trabalho, não é para todos. Rebaixar os outros ao mesmo nível é muito mais fácil.

 Feio, feio, feio. Horroroso.

Textos relacionados:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...