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Sunday, October 19, 2014

S.Tomás de Aquino dixit: vilões de bancada.



"Não se opor ao erro é aprová-lo; não defender a verdade é negá-la."

Vivemos num tempo que parece fácil, mas é muito complicado: o tempo do não te rales, o tempo do não estou para me aborrecer a não ser que isso me renda aprovação pública por parecer interventivo e fofinho, o tempo do é proibido proibir,o tempo do "vai mesmo assim", o tempo do "não se julga ninguém nem que essa pessoa faça as piores asneiras", o tempo do "se tens, exibe, nem que fique feio", o tempo da moral de elástico...uma época sem sal em que quem se atreva a ser o sal da terra (ou seja, menos fofinho e de valores vincados) é uma espécie de extra terrestre.

Afinal ir com as modas e as conveniências e deitar cá para fora aquilo que já se sabe que vai sair, à guisa de Dantas, é muito mais confortável.

 Muitos autores, entre os quais Oscar Wilde, defenderam que só os medíocres são populares. É triste mas é um facto: as massas nunca primaram pela esperteza e para ter êxito fácil e ter muitos amigos é preciso dar-lhes o que elas querem ouvir, em vez de as ensinar. E lá dizia o outro, quando o populacho se põe a pensar, está tudo perdido. Por populacho, leia-se carneirada. Para evitar essa desgraça, é preciso que nem toda a gente seja "populacho", que se atreva a raciocinar conforme sente, de acordo com os valores ancestrais que lhe incutiram, e que não vá por ali só porque o pastor mais recente brande o cajado com ar de grandes certezas.

 Recentemente um sacerdote muito sábio, que também é um grande filósofo, disse que devemos ser condescendentes com o pecador, mas intransigentes com o pecado. Pois bem, isto não é só para quem é religioso; aplica-se a qualquer pessoa bem intencionada.   Temos a obrigação de ser compreensivos com quem erra porque ninguém é perfeito, mas de ainda assim não pactuar com o erro.



  Se amigos nossos aderem a modismos reprováveis, tomam atitudes que os comprometem e nós abanamos a cabeça, achamos piada e não os avisamos, seremos melhores do que eles? Se sabemos que uma dada pessoa tem comportamentos viciosos ou corruptos mas continuamos a dar-nos com ela porque nos dá jeito, a tratá-la publicamente com consideração, a associar-nos a ela ainda que de longe, não é isso uma aprovação tácita? E se uma pessoa próxima for vítima de um ataque injusto e não a defendermos, ficando neutros como a Suiça para não melindrar ninguém...onde está a nossa fibra moral?

Não sei se é pior ser declaradamente mau ou ser um mau de bancada, que só por cobardia não faz outro tanto.

 Bem reza o povo, tão ladrão é o que vai à horta como aquele que fica à porta. A diferença é só que o ladrão que está de guarda vive na ilusão de que é honesto, por medo de se comprometer ou de se maçar. Diz-me com quem andas....




Friday, October 17, 2014

Pequena facadinha...grandes patins.



"Aquele que é fiel nas pequenas coisas
 também será fiel nas grandes"

Lucas 16:10


Uma amiga chamou-me a atenção para este interessante texto - "10 maneiras de ser infiel ao parceiro sem saber como" - da autoria de um casal que se dedica a workshops e terapia das relações.

 Na opinião dos autores, o velho adágio a ocasião faz o ladrão é o pai de todos os "pular de cerca"

  Não sei se estou totalmente de acordo com essa ideia (quem é fiel não quebra os seus votos por muito grande que a tentação seja e por muita ocasião que haja) mas subscrevo inteiramente alguns tópicos e a ideia de que "a infidelidade entra de mansinho pela porta dos fundos, geralmente mascarada de comportamentos inofensivos". 

 Se tivéssemos um euro por cada relação fantástica que é destruída por coisinhas "inocentes" e "inofensivas" não faltariam por aí milionários.

 É certo que nenhuma relação sobrevive sem confiança e que nos dias de hoje em que as pessoas têm carreiras e precisam, por exemplo, de ir a almoços de trabalho e coisas assim, mal estaríamos se a receita para a fidelidade fosse não arredar pé de junto do (a) conjuge.  

Um relacionamento não precisa de ser sufocante; se para garantir a lealdade for necessário instalar um chip de modo a saber constantemente onde o outro está e com quem, algo não bate certo.

 Mas a minha avozinha sempre me avisou para desconfiar de cavalheiros com muitas amizades femininas, estilo Manuel dos Plásticos, e creio que os mesmo vale para as mulheres...
 Comportamentos como flirtar "inocentemente", aceitar certas brincadeiras, passar muito tempo com outra pessoa (pessoal ou virtualmente) ou o pior dos piores, fazer confidências a um ombro potencialmente interesseiro, dizem muito da  faltinha de integridade de quem cai neles: "quando revela a alguém do sexo oposto os seus problemas, está a colocar-se numa posição de fragilidade. Pode parecer inofensivo. Afinal, você só precisa de um ombro para chorar. Se tem um problema, discuta-o com o seu parceiro, um parente de confiança, sacerdote ou terapeuta. Não com alguém que possa considerar isso um convite para a intimidade", avisa o artigo. E com carradas de razão.

É que se calha a pessoas assim terem a seu lado um marido/esposa/namorado (a) com pouca sorte para ter escolhido tão mal, mas que tenha dois dedos de testa e um bocadinho de dignidade, a brincadeira corre pessimamente. E depois choram com razão no ombro de quem quiserem, pois aplica-se-lhes a receita que vinha nos Maias: manda-se o traidor ou a traidora para o ombro onde andou, com um bilhetinho a dizer "guarde-o" (a). O que é muitíssimo bem feito.

  

Thursday, October 16, 2014

Nunca compreenderei as party girls.


Uma conhecida minha, prestes a casar e ter filhos, confidenciou noutro dia sentir falta das emoções, da liberdade, de sair à noite, das alegres incertezas... em suma, dos tempos de liceu e faculdade.
 Fiquei cá a pensar nisso, por um lado com certa pena dela por não a ver mais entusiasmada com esta nova aventura, por outro a considerar que - embora "assentar" não signifique deixar de ter vida social -  há um tempo para tudo na vida e que quem não se adapta está a correr atrás não sabe de que ilusão. 

  Há pessoas assim, que embora estejam bem continuam a olhar para o lado na ânsia de não sei quê que às tantas é melhor.
  Uma coisa é não deixar de sonhar, outra é a maturidade que as circunstâncias exigem e que se não se ganha, é uma constante fonte de frustração.

Eu que nunca fui uma party girl - cumpria as minhas obrigações profissionais e sociais, que começaram cedo e me faziam estar em alguns eventos, o que por sua vez fez com que nunca sentisse a ânsia de "mundo" e "liberdade" normal nessas idades - nunca percebi as raparigas que o eram. Acompanhava as minhas amigas a alguns sítios da moda e como toda a gente tenho um punhado de boas memórias, mas...as boas memórias são das raras noites que foram realmente divertidas. 

Sejamos muito honestos - isso de sair à noite é, 50% das vezes, fazer um esforço tremendo para se divertir e outras tantas, uma pessoa fingir que se diverte. Basta fazer um resumo daquilo que é "ir para a night", pelo menos aqui para as minhas bandas:

- Faz-se tempo num café ou bar qualquer até às duas da manhã, que é quando as pistas abrem, à moda de Ibiza (que tem tudo a ver com o friozinho que às vezes faz por cá e com o facto de não se estar exactamente de férias). Bebem-se cafés para ter andamento e não cabecear de sono. Quando chega a hora de ir para a dita bailação, os pés já estão massacrados de andar de um lado para o outro na calçada portuguesa com os saltos de sair.

- Chega-se ao clube ou discoteca e corre-se para o primeiro sofá disponível. Poupam-se os pés para as músicas preferidas, porque as outras não valem o sacrifício.

- Ainda bem que se conversou tudo o que se tinha a conversar nas duas horas extenuantes no bar anterior, porque a música está tão alta que ninguém percebe patavina.

- Não sei ao certo como as coisas estão agora - entretanto abriram imensos sítios com música dos anos 80 e coisas dessas, cantigas com princípio, meio e fim, que permitem dizer "não quero dançar esta, danço na próxima" - mas há uns anitos a música house era de rigueur em praticamente toda a partequem não apreciava ou fingia apreciar era parolo. O pior é que por cada hit engraçado, eram três músicas chatas de doer- por isso era ver todo o mundo, 80% do tempo,a abanar-se sem vontade nenhuma. E isto horas. Loucura!

- Vai-se beber qualquer coisa  porque ninguém aguenta tanta maçada completamente sóbrio. Esperam-se tempos esquecidos no bar. Ai os pés!

- As raparigas desafiam-se umas às outras para ir à casinha retocar a maquilhagem e descansar os ouvidos. Depois é a bela coreografia de evitar as poças de água no chão, do "empresta-me um dodot", e do "segura-me a carteira, segura-me a porta"(nunca percebi como é que as melhores discotecas se esqueciam tantas vezes de chamar o canalizador, o serralheiro para manter os trincos e os cabides e a senhora da limpeza para colocar o papel no seu lugar).

- Ao fim de umas longas horas disto tudo volta-se para casa em modo moído, com o sol a raiar (não é difícil, se as pistas nunca abrem a horas de gente) com o orvalho a empastar tudo misturado com um pivete a fumo na roupa e "ena, viva a liberdade".


 Sinceramente, não sei se é coisa para deixar assim tantas saudades...talvez isso de ser party girl seja genético. Ou a explicação para a minha indiferença é que algumas pessoas façam coisas realmente transcendentais que me escapam quando saem à noite, para sentirem tanto a falta.





Wednesday, October 15, 2014

Não se trata de amor à primeira vista.




Trata-se de uma certeza - eles sabem no peito quando uma mulher é aquela mulher; ficam medusados naquele estado a que Mario Puzo chamou o raio. Isto pode sim acontecer no primeiro instante, a partir do qual essa mulher se torna simultaneamente sagrada e presa, santa e Vénus. Um homem ama tão raramente que quando distingue o simples impulso físico de algo maior numa questão de segundos sabe-se condenado, de uma maneira boa.

 Numa mulher o mesmo sentimento pode tomar uma forma diferente - de invasão, de narcótico, de transporte. Talvez não saiba que amará aquele homem, mas sente-se fraca perto dele; talvez não identifique tão claramente o que sente - porque tende a achar que está apaixonada sem estar com mais facilidade, ao contrário deles - mas há uma vozinha lá dentro que lhe diz que entregaria a sua vida, o seu destino e a sua liberdade nas mãos dele sem apelo nem agravo.

 É como a pressão de um íman que atrai um alfinete. O ar torna-se mais denso, a visão enevoa-se e aquela certeza estranha é a única coisa que se vê, pensa e ouve. Dura uns segundos e parece extraordinária mas firme no dia seguinte. Não se altera com o tempo, nem com os solavancos que a vida vai dando aos dois à medida que os meses se somam aos anos, nem com as incertezas ou com as feridas de ciúme que vão causando um no outro. O que noutras relações é desgaste, em amores destes não arranha a superfície: quando muito, dá-lhe o polimento que só é possível nos metais preciosos.

 Um homem pode ter conhecido várias mulheres, uma mulher ter tido outras afeições, mas o momento em que isto acontece é único e incontornável.Tem um peso de chumbo nas recordações de cada um, porque poucas coisas na vida são tão claras e tão intensas. Quando surge algo assim, a luz é tão forte que cega; o destino pode dar voltas inacreditáveis, tomar proporções de novela, mas acaba por fazer sentido mais cedo ou mais tarde. Não há mistério na natureza que não acabe por ser desvendado, e isso é só mais um.


Normalização ou "desglamourização"?


Lembro-me que, quando eu era pequena, houve um modismo parvo (como tantos que há agora) pela normalização da fruta.

 "Exija fruta normalizada!" era a palavra de ordem: por acaso o termo normalizada não traduzia nada de exactamente normal ou comum - ou seja, tudo o que não fosse maçãs simétricas sem amolgadelas, ananazes perfeitamente encaixáveis uns nos outros como peças de Lego, laranjas totalmente redondinhas todas iguais e assim por diante, não prestava. Tratava-se, se a memória não me falha, de uma patacoada qualquer para nos impingir modernices da "Europa" , daquelas que só prejudicavam a nossa agricultura, e de pôr toda a gente a comer a temida fruta "espanhola" que não sabia a coisa nenhuma.

 Claro que, como acontece quase sempre nestes casos, dali a tempos andava tudo a fugir à fruta normalizada, ou clonada, porque fruta que era fruta tinha imperfeições, tamanhos diferentes, beliscadelas de passarinhos e além de saber a alguma coisa não fazia mal à saúde nem estava cheia de aditivos.

 Ora, com as pessoas passa-se mais ou menos a mesma coisa, mas no sentido inverso: a era do photoshop, da cirurgia plástica e da internet trouxe a público não só os recursos habitualmente reservados a uma pequena amostra dos mortais (modelos e celebridades) e pôs toda a gente por um lado, a procurar essa mesma perfeição algo irrealista mas por outro, consciente de que essa perfeição não é verdadeira. 

Daí a que a sociedade se insurgisse de forma extremista contra os "padrões impossíveis" e frisasse histericamente a suposta "beleza real", foi um pulo.

 As mulheres - e os média -  passaram rapidamente de sonhar com a perfeição a rosnar, todas contentes "ninguém é assim tão lindo- aquilo é photoshop. Vamos todas andar à vontade e convencer o público de que o feio é o novo bonito". Wishful thinking, no mínimo. E uma tolice.

 Actualmente chegou-se a um tal extremo que já há movimentos anti depilação, por exemplo; mas a essas mulheres, não basta desleixarem-se sozinhas: querem obrigar a sociedade a achar isso lindo, só porque é natural.


O caso que se passou ontem, com os jornais a publicarem a pior imagem da actriz Jessica Athayde no firme propósito de gerar discussão (e de pôr o mulherio à batatada) é só um exemplo. Outro foi o roubo de ficheiros privados de celebridades. Noutros tempos, teriam escolhido o ângulo mais favorecedor da actriz portuguesa e deitado ao lixo as imagens indecentes de Kate Upton e outras, porque a ideia era glamourizar: mas na época da normalização, importa mostrar o lado mais vulnerável e menos bonito das pessoas bonitas, para que ninguém se sinta inferior.

  Esta semana várias ilustrações que mostram as mulheres a rebelarem-se contra a depilação, a dieta e o styling correcto para favorecer o seu tipo de corpo voltaram às redes sociais: chamam-lhes "empowering", porque tentam convencer a desejada maioria de que "a sociedade não deve impor às mulheres o que é feio ou bonito". Ora, impor essas ideias  é tão extremo e tão nocivo como fixar um ideal inatingível de perfeiçãoSeria outra ditadura, e bem pior que a da "beleza perfeita"...

Primeiro, porque incentiva ao desleixo com a aparência, roubando às mulheres a feminilidade e instituindo uma cultura de pouco ou nenhum esforço; depois, porque é irrealista. Não é a sociedade que impõem isto ou aquilo: todos temos noção daquilo que é agradável aos olhos, harmonioso e equilibrado. A própria natureza o faz. Se uma mulher não se importa com os padrões vigentes de beleza e quer usar o que lhe fica pior, não se pentear nem depilar e assim por diante, é uma liberdade que lhe assiste; o que não pode é esperar que toda a gente aplauda ou considere isso lindo. Não quer esforçar-se para ter boa aparência? Então não se queixe, lide com as consequências. As mesmas ilustrações "poderosas" foram rapidamente alvo de sátiras bem menos hipócritas (abaixo):


 Qual é o mal de se colocarem padrões, mas com bom senso? Ninguém tem de ser perfeito, mas também não tem de se pôr no seu pior de propósito. Cada um tem a obrigação de cuidar da beleza que Deus lhe deu o melhor que pode, porque já há coisas feias que cheguem neste pobre planeta.

A celulite, as gordurinhas, o acne e outras imperfeições não são o fim do mundo, já sabemos que graças à poluição e outros males atacam uma vez por outra quase toda  a gente e que se podem tratar como qualquer outro problema de saúde (que é o que são)  mas não temos de gritar por aí que isso é bonito. Se isso convém a uma minoria preguiçosa e invejosa, tanto pior.

Normalizada nem a fruta, quanto mais as pessoas.








Tuesday, October 14, 2014

"Mulherices" sem jeito nenhum do dia. E são três, preparai-vos.



Senhor, dai-me serenidade para suportar as coisas que não posso mudar - entre elas, as idiotices que as filhas de Eva vão fazendo por este Mundo fora e que nos deixam ficar mal a todas.

1- Ontem vi nas redes sociais a imagem acima (à esquerda) e comentei para a família "coitada da Jessica Athayde, que ângulo péssimo que lhe apanharam" - sendo que ela está lindamente e que maus ângulos e má luz acontecem às maiores beldades, especialmente se forem fotografadas em movimento. Quem nunca teve um retrato em que está tão mal que nem se reconhece que atire a primeira pedra e... como eu costumo dizer, "antes ficar mal num do que ser como certas pessoas, coitadas, que não ficam bem em nenhum". 

Nada a dizer e se alguém merece censura é o editor mauzinho que entre imensos instantâneos que sem dúvida tiraram da actriz foi escolher o pior de todos, já a adivinhar falatório e logo, buzz nas redes sociais.

 Claro que um dos cavalheiros cá de casa atirou de imediato que a Jessica estava deliciosamente bem feita, como diria o Eça - prova provada de que homem que é homem não se rala com mariquices-  e não fiz mais caso do assunto até perceber o sururu que ia nos feicebuques da vida à conta disso. 
Mas o mulherio, ou certo mulherio - aquilo a que o tio Eça, ai que falta que ele faz a este paíschamaria sem dó femeaço,  - tratou logo de fazer desta trica um caso de "fat shaming" (com as ressabiadas a chamá-la gorda e coisas piores) e de "skinny shaming" (com as que gostariam de enfardar à vontade mas não podem a defender Jessica insultando por sua vez as modelos magrinhas de "cabras cocaínadas" e coisas assim). Moral da história: invejinha, teu nome é mulher. Vergonha alheia, imensa.

2 - As feministas francesas estão histéricas com uma estátua gigante evocativa da imagem icónica (e terrivelmente romântica) do beijo no VJ - Day em Times Square: sabem, aquela em que um marinheiro beija entusiasticamente a primeira rapariga gira que apanhou a jeito para comemorar estar vivo depois de uma guerra horrível. Coisas que se fazem após momentos tão maus, mas tão maus, que até parecia mal negar um beijinho a quem tinha andado a arriscar a pele pela pátria.
A escultura foi emprestada por um ano ao Museu Memorial da Normandia para comemorar os 70 anos do fim da II Grande Guerra, mas isso não interessa nada: as embirrentas, que carecem de sentido de humor e de um mínimo de capacidade para sonhar, dizem que
 hão-de tirá-la dali para fora porque "não se assinala a paz com uma imagem de assédio sexual". A enfermeira beijocada em causa, Greta Friedman, nunca se queixou do atrevimento do moço, George Mendonza (abaixo) mas pronto, elas sabem tudo e ai de quem as contrarie.

 Se calhar nunca ninguém as quis beijar assim tão apaixonadamente, daí a birra, e de certeza que não sabem nem sonham o que é uma guerra ou o esforço de guerra que as mulheres americanas e europeias fizeram (muitas delas, a sobreviver a assédio sexual a sério e coisas bem piores). Um beijo é crime, o twerk da Nicki Minaj é libertador. Go figure.


3- Por sua vez, dizem as feministas brasileiras que não convém ao seu país ter uma Primeira Dama "linda, loura, rica e de cabelos lisos"...e explicam esse grave problema com os argumentos escritos abaixo. Letícia Weber tem 35 anos, dois bebés gémeos e é formada em moda, crimes gravíssimos para as Madame Min da vida que só gostam do que é feio.





ÚNICA CONCLUSÃO LÓGICA:


Alguém arranje que fazer a estas desmioladas, por favor.


9 Pequenos truques para se vestir depressa pela manhã.




Estar pronta rápido sem correrias é uma arte e um desafio para todo o ano. Mas nesta época de transição em que ainda não sabemos exactamente o que vestir e há toda uma readaptação à rotina, ao fresquinho que se começa a fazer sentir e - para quem tem crianças - a fazer marchar um pequeno exército em tempo recorde, mais complicado se torna. Eis um punhado de dicas anti stress para estar fantástica com um mínimo de nervoso miudinho. 


1- Adoptar um visual model off duty;

2- Arranjar um charriot para o seu quarto ou closet e ao fim de semana, compor meia dúzia de outfits com peças que combinem entre si e alguns acessórios mais coloridos, ou uma peça mais especial (por exemplo, aquela saia lápis estampada que ainda não vestiu). Deixe-os pendurados e prontos, cada um no seu cabide.  Para fazer isto, dê uma olhadela às previsões meteorológicas para a semana e à sua agenda, de modo a incluir algumas opções para a chuva ou uma toilette para aquela reunião importante. Escolha também uma ou duas carteiras adequadas, caso pretenda mudar rapidamente pela manhã.

3- Um blazer escuro, de boa qualidade, dá um ar mais composto a qualquer visual simples criado à pressa.

4- O trench coat bege abaixo do joelho é sempre o agasalho mais versátil e garante um aspecto polido nas situações menos favorecedoras.

5- Ao chegar a casa, pendure imediatamente os casacos para os manter direitos e livres de manchas e se possível, passe-lhes uma escova de veludo. O mesmo vale para as calças que não vão imediatamente para limpar. Assim não arrisca situações desagradáveis da próxima vez que vestir de olhos fechados o seu agasalho ou par de calças salva vidas (sabe, aquele que vai procurar sempre que não sabe o que há-de pôr).

6- Quando na dúvida, o preto em tecidos fiáveis é sempre chic. Acompanhe com um pouco de cor perto do rosto, em maquilhagem ou acessórios.

7- Se ainda não descobriu as calças clássicas e os jeans da sua vida, trate disso e tenha-os sempre prontos a usar: os modelos mais práticos são os afunilados na perna, porque se prestam à maioria dos calçados, das sandálias às botas, altos ou rasos. É complicadíssimo andar às voltas no armário porque as bainhas foram feitas para saltos mais altos e arrastam pelo chão, ou porque se enrolam sob o calcanhar com sapatos abertos... por isso deixe os flare jeans e as calças boot cut para dias mais calmos.

8 - As camisas de algodão espesso (especialmente as oxford ou brancas) e os tops básicos de manga comprida devem estar sempre à mão. Em dias de pressa, é preciso uma mente sobre humana para calcular o efeito que uma blusa com folhinhos ou uma camisa com aplicações terá no resto da toilette, no conforto ao longo do dia e na sua disposição. Se quer um pouco de cor, aposte numa écharpe que poderá por e tirar.

9- Muitas celebridades e stylists juram por esta técnica: se não escolheu a roupa no dia anterior, ao acordar e enquanto toma o pequeno almoço pense no visual como um todo, na silhueta que lhe apetece usar e na "personagem" que pretende transmitir ao mundo nesse dia. É mais fácil imaginar o rascunho de um look total do que matar os neurónios a tentar coordenar peças isoladamente.





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