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Wednesday, November 5, 2014

4 "amizades" que gente séria deve evitar como a peste.



Pessoas simpáticas tendem a ser educadas com toda a gente; depois, é natural que na era da internet e do networking a rede de "conhecidos" se alargue. No entanto, há monstrinhos sociais que servem mal para conhecidos e muito menos para amigos: são caixas de Pandora e só trazem complicações. Aqui fica uma lista resumida das amistades peligrosas:

1- O rapaz "amiguinho e bonzinho"



Sabem aquele mocinho tímido, se calhar um pouco inadaptado socialmente, que vos segue para toda a parte, vai convosco às compras, faz de ombro e está sempre disponível? É uma espécie de melhor amigo gay, só que...sem o ser. 

Embora possa haver amizades 100% desinteressadas entre pessoas do sexo oposto, casos em que um rapaz e uma rapariga são apenas compinchas como dois irmãozinhos, diz quem sabe que situações dessas são raras

90% das vezes a amizade é unilateral e o rapaz que vos trata fraternalmente pode ter um problema de não saber sair da friend zone. Ou seja, confunde as leis da atracção e alimenta um sentimento platónico, acreditando que em algum momento *de carência* a grande amiga o verá como outra coisa, apesar de ter todas as provas em contrário. 

O problema? É que primeiro, ele dá todos os sinais errados, logo a rapariga em causa não se apercebe que o pode estar a magoar sem necessidade; depois,  ninguém é assim tão bonzinho. Obviamente o "amiguinho" de serviço não faz nada sem segundas intenções: pode mesmo espalhar intrigas ou minar relacionamentos só para tentar ver a amiga sozinha e carente. Afinal o "bonzinho" tem motivo, meio e oportunidade para causar danos.
 
  Quem é capaz de se aproveitar das fraquezas alheias é capaz de tudo! 

Na sua cabecinha, os favores que faz são realmente...favores e ele trata de os contabilizar. Isso é tudo menos amizade. A dada altura vai sentir que lhe devem alguma coisa, que como muito aturou tem direito a ser recompensado passando a um nível seguinte que só existe na sua imaginação.

 E quando se vê rejeitado, das duas uma: ou fica de rastos (se for um pateta, mas boa pessoa) ou fica ressentido (se não for assim tão boa pessoa) e vira-se contra a pobre coitada. De ressabiado, é capaz de tentar estragar-lhe a reputação ou arruinar os relacionamentos dela com pessoas que ele vê como "rivais" usando a informação privilegiada a que teve acesso como grande amigo.
 Em última análise, é arrepiante pensar que se chorou no ombro de quem estava mortinho por se aproveitar disso. 

NOTA: Isto também acontece no feminino, embora mais raramente. Mas quando sucede, dão-se casos assustadores estilo Atracção Fatal, o filme. Cuidado!

2- A (o) frenemy


São amiga (o)s desde a Batalha de Aljubarrota e a ligação manteve-se apesar dos solavancos da vida; por vezes, há mesmo uma certa picardia ou rivalidade, mas não deixam de ser próxima (o)s por causa disso.
 Tudo muito lindo e em certos casos alguma competição pode ser saudável, pois ninguém quer ficar para trás: se alguém tem de puxar por nós, que sejam os nossos amigos.

 No entanto, se a pessoa já cometeu uma série de "pequenas" deslealdades (dar-se com pessoas que não podem consigo e não ver nenhum mal nisso ou revelar segredos seus, por exemplo) se nunca está disponível quando é necessário mas aparece magicamente quando lhe dá jeito, se some do mapa quando arranja amigos novos e só reaparece quando tudo lhe corre mal ou faz pequenas coisas que magoam sem pensar duas vezes, se só os problemas dela (e) é que são dignos de registo porque você é a pessoa super forte que nunca precisa de nada, aí há um problema grave.

 A vida não é uma telenovela e amizade só é digna desse título se houver mútuos sacrifícios e igual investimento de parte a parte. Conselheiros, psicólogos, motoristas, personal stylists, palhaços, terapeutas, etc, são profissionais pagos. Se é só para isso que a relação serve, talvez deva encaminhá-la (o) para quem presta esse tipo de serviços...ou pensar em ter com a pessoa uma relação estritamente de negócios. É  a mesma coisa, mas com benefícios e zero envolvimento emocional, capice?

O tempo é demasiado precioso para ser gasto com pessoas egoístas e sem bússola moral.

3- O (a) "amigo (a)" comprometido (a)



Aqui aplica-se novamente o que foi dito acima: amizades 100% desinteressadas entre pessoas do sexo oposto são raras. 
Se já se conhecem há muitos anos e têm por hábito trocar impressões é uma coisa;outra muito diferente é dar conversa ao cavalheiro que se queixa constantemente da namorada/noiva/mulher só para testar o seu poder de atracção sobre as outras. 

Isso é contribuir para uma forma ligeira - mas não menos grave - de infidelidade e fazer uma grande figura de ursa.

Se não há qualquer má intenção da sua parte, pode ver-se injustamente num sarilho.

Se há, é uma atitude muito feia e que não compensa. 

O nosso instinto diz-nos sempre o que é certo e o que é errado, e a velha lei do não faças aos outros o que não gostarias que te fizessem a ti nunca falha. 

 Num caso desses, uma amiga verdadeira não dá outra resposta que não seja mandá-lo resolver as coisas com a legítima. É com ela que ele tem de conversar- o resto é pura malandrice!

Mesmo que não haja nenhum interesse da parte da confidente, uma mulher séria tem de ter a coragem para pôr fim a esse tipo de conversinha, para não ser confundida com certo tipo de pessoa...

Alimentar essa proximidade não só é falta de respeito pela outra mulher (que não está lá para se defender) como é falta de respeito por si mesma (está assim tão desesperada por conversar?). 
 Primeiro, um amigo sincero não sujeita uma amiga a mal entendidos: se a namorada souber pode levar a mal e descarregar na ingénua que fez de ombro - porque do fazer de ombro com segundas intenções, então, nem vale a pena falar...

Segundo, ainda que lhe passe pela cabeça que ele seria um belo partido caso as coisas dêem para o torto com a namorada (atitude de vilã, mesmo) ou ele a faça sentir-se especial por a escolher como confidente, é tão certo enfiar um barrete como três e dois serem cinco: quem age assim com uma mulher faz o mesmo com todas, não respeita ninguém. O mais provável é continuar com a namorada em público e manter entreténs privados que nunca iria assumir.  Se ele quisesse mesmo estar consigo estaria consigo, não andava aos cochichos pelos cantos nem a colocava em situações desagradáveis. Quem tem intenções sérias não recorre a esquemas.
 Por isso já se sabe: nem como amiga, nem como outra coisa.

Nota: se um cavalheiro se encontra nesta situação de ombro amigo, então está a ser posto na friend zone. Dificilmente vai levar a algum lado. Quer mesmo perder tempo com isso e pior, arriscar-se a levar um soco se o legítimo souber? Think again.

4- O contacto profissional (ou mentor) da treta



Este espécime sempre existiu - principalmente em certas áreas profissionais. Na era das redes sociais tornou-se mil vezes pior, porque feicebuques e companhia facilitam esse tipo de aproximação, mas eventos de trabalho ou relacionados são igualmente território fértil para isso.
 Ou seja, uma pessoa entra em contacto consigo de uma forma aparentemente inocente, apoiando-se na sua posição de director disto, produtor daquilo ou especialista daqueloutro

Se calhar  vai dizer que o seu trabalho/livro/pesquisa/tese/apresentação/disco *inserir caso específico* é a coisa mais fantástica que viu nos últimos tempos, e que adoraria colaborar consigo ou dar-lhe um impulso na carreira.

E você não vê mal nenhum nisso, porque pode sempre ser um contacto interessante e convém manter boas relações com colegas da mesma área, vale? Hoje em dia o networking é valioso, e não é o que se conhece mas quem se conhece and all that jazz.

Só que vai-se a ver e a alminha em causa fala de tudo menos de trabalho: acha-se no direito de fazer aproximações inapropriadas, elogios que não são para ali chamados, etc, etc. 

Pior ainda - pessoas deste género não costumam desistir nem que saibam ipso facto que o objecto do seu interesse doentio é comprometido ou casado, logo não adianta puxar desse argumento. 

Tentar contornar a questão ou mudar de assunto, limitando a conversa a temas 100% profissionais, vai dar ao mesmo: por muito que lhe custe admitir, criaturas destas não estão interessadas no seu trabalho, nem a (o) tratarão de igual para igual.

 Quem começa uma conversa de forma pouco profissional só tem um objectivo em mente. O único remédio é cortar imediatamente  o contacto. Na dúvida, guarde as conversas escritas, porque nunca se sabe...mas felizmente pessoas assim são cobardes e embora se sintam humilhadas pela tampa categórica, raramente se atrevem a uma vingança aberta; por isso quanto mais cedo melhor. A velha frase "quando se dança com o diabo, as melhores piruetas não valem de nada" é bem verdadeira.

Nota: Escusado será dizer que há mentores diabólicos de ambos os sexos e todas as orientações. Se parece inapropriado, é porque provavelmente é.


Sal e arruda em "inimigos fofos" destes...







Tuesday, November 4, 2014

Limpeza, como dizia a Nana de Zola.



No romance supracitado *que agora está para ali tão bem arrumado que não dou com ele e também consigo encontrar online para vos reproduzir o trecho que eu queria* há uma cena muito gira em que a cocotte Nana se vê numa camisa de onze varas: dois admiradores cruzam-se ao mesmo tempo em sua casa.

  Como a beldade é temperamental e já está pelos cabelos com as tolices de ambos os cavalheiros, trata de os pôr na rua com a ajuda da criada, gritando que a limpeza vai ser completa.


Pois eu acho que toda a gente tem os seus momentos Nana, em que a paciência se gasta e embora arriscando perder algumas coisas boas, mais vale mandar tudo para o espaço.


 Chega-se a uma altura da vida em que já não se tem tolerância a fretes: bem bastam aqueles que por questões de trabalho ou obrigações sociais não se podem de todo evitar; não há necessidade de ser profissional, engolir sapos ou fazer vista grossa em qualquer outra situação.


De igual modo, na dita altura da vida também já não há paciência para ter em casa cacarecos que não servem para nada, roupa de que não se gosta e não favorece no armário, sapatos que magoam os pés, livros que nunca lemos, receitas que nunca experimentámos, maquilhagem que nunca usámos, amigos que não são para as ocasiões (a não ser que a ocasião lhes convenha) conhecidos com quem não se fala desde o tempo dos Afonsinhos, invejosos, ressabiados, números de telefone inúteis, pessoas que sabemos perfeitamente que não são leais e muito menos relações tóxicas


Não importa o motivo porque se eternizaram na nossa vida - cobardia, preguiça, esquecimento, procrastinação, coração mole, medo de ferir sentimentos, receio de melindrar a parente afastada que ofereceu aquele bibelot horroroso: se não ajuda e só complica, good riddance. Ou como diz uma boa amiga minha, quem quiser acompanhar acompanha, quem não quiser que não atrapalhe.





Elizabeth Taylor dixit: as coisas do Mundo valem muito pouco.


 Kim Kardashian - e eu que nunca pensei que um episódio com jeito viesse de tal personagem -  teve ocasião de conversar com a lendária actriz quando ela ainda estava entre nós.

 A estrela de reality shows sentou-se com a beldade de olhos violeta numa entrevista para a Harper´s Bazaar - o que só prova a que extremos pode ir a graciosidade (e paciência!) de uma verdadeira Senhora.

  Afinal Liz Taylor não precisava disso para nada, mas condescendeu responder às perguntas (algo ingénuas e tontas) de Ms. Kardashian, e fê-lo com grande gentileza. Até prometeu seguir Kim de volta no Twitter "Yes, of course I'll follow you, love", ressalvando, no entanto, que é preciso ter cuidado com as redes sociais: "os fãs hoje sabem demasiado sobre as estrelas e isso estraga o sonho". 

Acho que o conselho entrou por um ouvido e saiu por outro, mas vá.


 De qualquer modo Kim estava mais interessada em saber dicas sobre fama e jóias (e se estivesse interessada noutras coisas até seria esquisito); podia ter feito imensas perguntas interessantes, mas focou-se nos aspectos mais superficiais e materialistas de uma vida tão cheia como a de Elizabeth Taylor. Felizmente classe e sabedoria não se compram, e a actriz aproveitou a deixa para dar algumas lições preciosas a todas as mulheres:

Quando questionada sobre o diamante Krupp, e se o tamanhos das pedras importa:

"A dimensão [de um diamante] importa, mas importa igualmente o tamanho da emoção por trás dele".

Sobre se ainda estaria casada com Richard Burton, caso ele estivesse vivo:

"Era inevitável que nos casássemos de novo, mas isso não está em aberto" (o que são pedregulhos comparados com um amor destes?)

Resposta à *que raio de * pergunta de Kim Kardashian "A Elizabeth é o meu ídolo, mas faltam-me seis maridos e algumas grandes peças de joalharia. Que devo fazer?"

"Nunca planeei ter um monte de jóias nem uma série de maridos. A vida aconteceu-me, como a toda a gente. 
Fui supremamente afortunada na vida por ter conhecido o amor, e é claro que fui a guardiã temporária de algumas coisas incríveis e lindas; mas nunca me senti mais viva do que quando via os meus filhos encantados com qualquer coisa ou do que quando assistia à actuação de um grande artista, nem mais rica do que quando passava um grande cheque para o combate à SIDA. Siga a sua paixão, siga o seu coração e as coisas de que precisa virão".

Assim se dão lições e se passam testemunhos com grande elegância. Ser um ícone não é para todas, mas meio caminho andado para a felicidade estará na consciência da nossa insignificância enquanto mortais, na preocupação com os outros em primeiro lugar e na certeza que do mundo nada se leva a não ser as emoções e experiências

Se a Rapariga Mais Bela do Mundo sabia que não somos nada, não há desculpa para todas as outras.


Monday, November 3, 2014

Coitada da Victoria´s Secret, ou de como certas mulheres nos envergonham a todas.





No seguimento do post de ontem, e de outros relacionados com o malfadado #skinnyshaming, acontece isto. Sem querer bater no ceguinho, há que chamar a atenção para o facto de estarmos a assistir a um delírio generalizado.

É que parece que ninguém tem coisas sérias de que se ocupar: nem as mulheres (que supostamente terão mais que fazer) nem os meios de comunicação, senão fazer caça às bruxas.

 Resumo da situação  ridícula: a Victoria´s Secret lançou um soutien a que chamou Body/Corpo - porque tem "corpo" para segurar tudo no lugar, certo? É um soutienzito, coitado, não um manifesto político.

 A Victoria´s Secret, que tem um posicionamento muito vincado, pôs as modelos do costume, os seus "anjos", a publicitar o soutien, MAS - movimento ousado numa época que mais parece uma ditadura - acrescentou o slogan "The Perfect Body" por cima das ditas modelos.

 É caso para dizer, como o povo que nunca se engana, ai filha o que tu foste fazer.

 As mulheres mais "cheiinhas" zangaram-se imenso e não só andam por aí a protestar em bikini mostrando o que o Senhor lhes deu com cartazes sob o mote #iamperfect, como fizeram circular uma petição que conta com 17 mil assinaturas, exigindo um pedido de desculpas e a alteração da campanha. Já agora...




 É curioso que nunca ninguém se zangou com a Victoria´s Secret por mostrar estas manequins nos seus desfiles -a polémica vem apenas de se classificar as mesmas como tendo o corpo "perfeito". 

Alguns artigos tentam restaurar o equilíbrio lembrando que nunca, em sociedade alguma, TODA A GENTE foi considerada "linda", que padrões de beleza sempre existiram e que ninguém tem o direito de insultar ninguém, mas a histeria continua.


Sim, mostrar o dedo é um verdadeiro manifesto.


 Bom, eu não sei se o corpo de Adriana Lima, Lily Aldrige e companhia será "perfeito", nem interessa. São corpos com tudo no lugar mas para mim o corpo "perfeito" era e será o de Raquel Welch, enquanto para outras pessoas a definição pode ser diferente; em última análise cada mulher pode procurar a perfeição dentro do seu tipo. 


Candice Swanepoel é linda, alta e elegante, Scarlett Johansson, dentro de outro tipo físico, é igualmente linda e esguia. Kristina Hendricks, mais "redondinha", é lindíssima. 


 O que interessa é que uma marca tem o direito de escolher as modelos que  achar melhor. Se mostrassem raparigas com ar famélico e doente isso seria mau, mas não é o caso: a VS usa MODELOS, não actrizes nem it girls, nas suas campanhas. E as modelos - fora casos como Kate Upton - não são a comum das mortais. 


Não, minha querida, a menina não é perfeita: é tola.

 Não são necessariamente mais "bonitas", mas tal como os atletas, a realidade delas não é a de toda a gente. Como os judocas olímpicos, as modelos que já são naturalmente altas e esguias são obrigadas a vigiar o peso e as medidas. É o seu trabalho, simplesmente. Muitas delas, se as virmos na rua, são raparigas altas e magras com uma cara bonitinha, mas não viram cabeças. Têm imperfeições como toda a gente, o resto é ilusão: maquilhagem, cabelos, luzes, edição de imagem...truques.

Então porque é que levam isto tão a sério? Porquê esta raiva, esta inveja? Não só isto diminui todas as mulheres, como dá uma imagem ao mundo de que todas elas são umas fúteis desocupadas com ar e vento na cabeça.

 Tanto reclamam que não querem ser valorizadas só pelo corpo, mas depois é o que se vê: não se preocupam com mais nada, e pior: se uma "magra" insulta uma gordinha, cai o Carmo e a Trindade. Se uma "gordinha" insulta uma "magra" está a lutar pela democracia da imagem corporal. 

Bonito. Estamos entregues às desmioladas.

Menos é mais, nunca é excessivo lembrar.

Via Cosmopolitan

Ontem caí na asneira de ir ao supermercado (coisa que geralmente evito fazer ao Domingo) e como de costume escolhi o centro comercial mais pequenino da cidade, que não tem lojas-boas-para-passeio-domingueiro, logo só costuma lá andar quem mora nas redondezas.

Mas ai de mim: não sabia que havia uma super-mega- promoção qualquer e que por isso apareceria lá meio mundo, quase tudo clientela fora do habitual.

  Já se sabe que ajuntamentos são coisas parte aterradoras, parte fascinantes de observar: é que aparece sempre gente rara.

Os meus olhos viram, além das típicas leggings e calções (que já nem vale a pena analisar) uma quantidade impressionante de:

- Collants pretos opacos fora de época (porque 50% da população feminina torce para que venha um bocadinho de fresco que seja para usar micro saias sem mostrar a celulite);

- Vestidos de renda ou cetim sintéticos mais próprios para uma festa do que para ir às compras;

- Botins e sapatões altíssimos de veludo-a-fingir-camurça...com fivelas ou tachas douradas, a acompanhar os ditos vestidos;

- Carteiras de poliéster-a-fingir-pele com correntes, em cores estranhas.

- Casacos e mangas de crochet e renda, a "cobrir" costas e braços demasiado grandes para as ditas mangas e casacos.

Nada disto é confortável, nem bonito. Não é que não se possa tirar partido de toda a roupa que se tem no armário dando mais do que um uso a certo tipo de peças, mas a chave está no equilíbrio. Há uma linha muito ténue entre criatividade e possidonice.


Para evitar faux pas, convém sempre recordar que:

1- Um tecido barato é muito difícil de disfarçar, principalmente de dia quando nem todos os gatos são pardos. Mas se gostar mesmo do vestido, ao menos que se use com sapatos de qualidade.

2- Há quem consiga adaptar vestidos de festa para sair à rua, mas não é uma coisa fácil de fazer: de qualquer modo se a ideia é "simplificar" o ar festivo do vestido, pode usar-se um perfecto de couro e botins ou sapatos pretos, de aspecto casual e nunca demasiado altos. Assim dará um aspecto edgy ao visual sem cair no ar "compras após casório d´aldeia".


Via Refinery29

3- Se uma toilette tem rendas, esqueçam-se as aplicações douradas; se o tecido é ligeiramente brilhante acompanhe-se com algo neutro, como uma camisolinha de malha, uma camisa branca ou uma t-shirt preta, e deixem-se outros acessórios (pulseiras, anéis, etc) em casa.  Assim a peça mais chamativa será o centro da atenção no visual, mas a simplicidade das outras dará o factor polido necessário para não estragar tudo.


4 - É verdade que há penteados que funcionam melhor em "cabelo lavado ontem" (ou há dois dias, conforme o cabelo de cada uma e os produtos que usou) mas isso só resulta se o cabelo não parecer sujo. Disfarçar cabelo oleoso com um rabo de cavalo (não disfarça, é ilusão!) e vestir brilhinhos, mini saias e rendinhas é convidar a desgraça. Mais vale lavar o cabelo à pressa, enfiar uns jeans e uns saltos bonitos, pôr um bâton mais vivo e  já está.

5 - Lamento dizer isto, mas quanto mais "redondinha" uma mulher é, menos fantasias a roupa deve ter. Quem quer parecer mais magra deve evitar as coisas que são duvidosas até nas "Olívias Palito" - transparências, crochet muito aberto,tecidos que se colem ao corpo...para quê? Peças bem cortadas e tons sólidos, que revelem ou acentuem só as partes mais bonitas do corpo (o colo, a cintura) prestam um serviço muito melhor e emagrecem. 50% das mulheres parece muito mais gorda por causa da roupa que veste.

6 - Saltos altíssimos e instáveis a imitar Louboutins são um disparate para o dia, principalmente se forem de qualidade duvidosa. A maioria nem sequer "emagrece" as pernas - limita-se a esborrachá-las porque obriga os músculos a fazer esforço para os segurar. Se tem mesmo de ser, guarde-os para noites de festa ou se está mortinha por usá-los porque "foram tão baratinhos mas são tão engraçadinhos", simplifique o resto do visual e evite juntar qualquer outra peça de ar baratuxo ou festivo.



7- Nada contra uma carteira mais acessível, desde que seja em tecido. Napa é o fim, principalmente se tiver enfeites e aplicações!

8 - Quanto aos collants pretos super quentes, há pouco a fazer: ou se prescinde de usar peças tão curtas até que venha o frio, ou pelo menos que o resto da toilette seja neutro (tops de algodão de manga comprida, um bonito saco de cabedal, bons tecidos) e que cabelo e maquilhagem estejam no lugar, com pouco fru fru.

Ou como dizia Coco Chanel, antes de sair de casa 
veja-se ao espelho e retire um acessório! (Ou dois ou três, digo eu...)









Sunday, November 2, 2014

Oh Keira cale-se, que é tão bonita.

Via net-a-porter


Quando certas mulheres de hoje em dia querem ser levadas a sério e passar por inteligentes, atiram um monte de palavrões de fazer corar as pedras da calçada com umas ideias de igualdade pelo meio, julgando (sem razão) que fazem uma bonita figura e (aqui têm razão) que os média vão achar muita gracinha.

Puxar da cartada da mulher-zangada-com-o-mundo é garantia de audiências: foi o caso da entrevista super malcriada e sem grande sentido de Keira Knightley à revista da Net-a-Porter. Super adequado: uma pessoa vai para descontrair um pouco a ver imagens e roupas bonitas e leva com agenda política que é uma alegria...eu que a achava tão elegante não podia estar mais desapontada.




 Nunca as editoras da revista escreveram tanto asterisco para disfarçar palavrões, estou certa...e o pior é que o discurso da actriz  não tem pés nem cabeça, ponta por onde se lhe pegue. A pobre jornalista limitou-se a abordar o tópico dos contos de fadas, já que a actriz faz tantos papéis de época e tem todo o tipo físico para isso.

 Vai ela responde isto, em modo regateira da praça de mão na anca:

“I left [FAIRY-TALES] behind. Why should you WAIT for some f***ing dude to RESCUE you?”

 e continua por ali além, por ali além, com argumentos sem jeito nenhum (que até parecia que a moça tinha andado a beber uns copos) sobre o drama que é pôr uma filha no mundo, e que ter uma filha rapariga é um acto político, ec, etc. Calma, Keira, calma, ninguém disse que uma mulher não é capaz de se desembaraçar sozinha, é só que é simpático que um cavalheiro ajude; é caso para uma resposta tão torta? E de onde é que saiu a política no meio disso tudo?

Deviam lavar-lhe a boca com sabão, no mínimo. É que não só este tipo de linguagem e de argumento vago é falar de barriga cheia (deve ser duríssimo ser linda, rica e bem sucedida num país democrático onde as mulheres fazem o que bem entendem, oh vida madrasta) como  dá razão a quem acha que as mulheres deviam ser vistas e não ouvidas. E em casos destes, é impossível não concordar: caladinha é muito mais bonita. Stay put, woman!







E as mulheres preguiçosas atacam de novo.



Acompanhar os feeds de certas revistas e portais femininos pode ser um teste à paciência de quem gosta de pensar pela própria cabeça: é que a agenda feminazi, extremista e "pró beleza real" está por toda a parte, sempre pronta a apontar o dedo a mulheres que, na sua óptica, não são "reais" - leia-se, todas as que sejam mais magras, ou mais em forma, ou tenham cintura, e assim por diante. 

Raparigas e senhoras que vistam tamanhos pequenos porque nasceram assim e/ou que se esforcem minimamente para manter a silhueta... não são reais na cabeça destas pessoas invejosas, mandrionas e lambareiras que não têm mais em que pensar senão nas formas alheias.

Atenção, repito, todas as mulheres são reais e há mulheres bonitas de diferentes tamanhos e formas- mas é isso que as fanáticas da beleza "real" não querem reconhecer. Simplesmente não suportam quem é mais esguia do que elas, pronto.

 E a obsessão pelo "realismo impossível" é de tal ordem que além de implicarem com a Barbie e quererem impingir às crianças bonecas sem piada nenhuma, logo "reais", andam obcecadas com a silhueta das Princesas Disney, a ver se as fazem engordar uns quilos nos sítios errados. Julgava que mulheres adultas eram demasiado ocupadas para perderem tempo com coisas destas, mas pelos vistos enganei-me. 


Vejam a figura em que querem pôr a Ariel, a Pocahontas e companhia:




 Isto como se a cintura da Pocahontas não fosse perfeitamente razoável e ao alcance da maioria com umas boas aulas de Pilates, ou como se a Ariel e a Jasmine tivessem uma imagem mais positiva depois de umas semanas sem comer fruta, verduras e iogurtes, substituindo isso por uns belos canecos de cerveja e todas as comidas que paralisam a barriguinha. Vivá as princesas modernaças que enfardam e se entornam que nem um marmanjo, isso é que é bonito...

 Depois publicaram, como se fosse grande novidade, a "notícia" de que nos anos 30 as estrelas de Hollywood já eram alteradas por um antepassado do Photoshop:


 Não me contive que não comentasse com o que já disse aqui: que não se trata de as mulheres não serem "perfeitas que chegue", mas de as câmaras, na era do digital pior ainda, serem coisas tramadas que endurecem, alargam, acrescentam sombras e centímetros onde eles não existem: para o fotógrafo transmitir exactamente o que está a ver, ou aquilo que imaginou, pode ser necessário ajustar uma coisa ou outra. Todos os exageros são maus, já se sabe, mas fazer dos retoques o demónio é no mínimo ridículo. E houve quem concordasse comigo, dizendo que não tinha pensado nisso...é que a ideia "a beleza é ditadura" está imposta de tal maneira que já ninguém se lembra, ou atreve, a raciocinar de forma mais razoável e menos extremista...


  • Jessi  My Gosh, retouching is not so much about women not being perfect enough, it´s about cameras being tricky and sometimes not catching what the eye sees.
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    • Ste Rose That's actually quite an interesting suggestion that I'd not considered before, so thanks 
      Unlike · 3 · 9 hrs

Se querem pôr-se feias de propósito força, mas não andem por aí a contaminar as nossas crianças e a fazer lavagens cerebrais aos adultos. Estou como o Sherlock Holmes: WHY CAN´T PEOPLE JUST THINK???


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