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Wednesday, November 19, 2014

Sejamos Joyful, que cai sempre bem.



 É sempre agradável receber novidades de marcas que admiro e aprecio, por isso fiquei muito contente por ser convidada a conhecer a nova fragrância ESCADA: Joyful.

A ESCADA é uma daquelas griffes de confiança que conhece a medida exacta entre a opulência e a elegância. O nome continua a evocar luxo e a joi de vivre de um mundo despreocupado que já não existe, mas soube transportar-se do high glamour que o celebrizou para uma interpretação actual e despretensiosa.

É inevitável vestir uma peça ESCADA de seda ou lã tão macia como uma pluma, de corte impecável, e não se sentir transportada para um cenário magnífico. É a marca ideal para usar num dia em que precisemos de evocar confiança e boa disposição, de nos sentirmos sofisticadas e subtilmente poderosas, de forma leve, feminina e...feliz. Quando estamos alegres nada nos intimida, tudo parece possível. E uma das formas mais simples de transportar connosco essa sensação é através de um perfume.

Dizem que uma mulher verdadeiramente elegante é a que encontra beleza no mundo à sua volta, que sabe estar em toda a parte, brilhar sem chamar a atenção sobre si e fazer os outros sentirem-se bem consigo próprios.

 A ESCADA resume essa ideia na mensagem de apresentação de Joyful: sorria para o mundo e ele sorrirá de volta.


"Delicado e leve como o orvalho", este é um perfume floral com acordes frutados que combina notas de magnólia, peónias cor de rosa, musgo, sorvete de groselha negra, tangerina, melão, violeta, ciclâmen e frésia rosa, envoltas em favo de mel e sândalo.


Um perfume luminoso que celebra a positividade, espontaneidade e confiança, ESCADA Joyful é inspirado pela beleza dos #Joyfulmoments - instantes alegres e pequenas oportunidades que transformam os nossos dias: receber uma boa surpresa, um bouquet de flores frescas, uma mensagem carinhosa, uma linda manhã de sol depois de uma semana de chuva.

 Criado para transmitir simplicidade, feminilidade e felicidade, Joyful é um perfume discreto  para o  dia a dia, quando não queremos impor a nossa presença nem fazer uma afirmação, mas comunicar elegância de forma suave. Por vezes, fazer-se leve é a melhor maneira de abrir a porta às coisas boas da vida.





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Tuesday, November 18, 2014

Dos elogios baratos


 Apesar de certos exageros que se têm visto e publicado por aí, um galanteio ou elogio bem educado não encerra automaticamente más intenções.

 Mas há seres de calças muito desesperados - e muito superficiais - que julgam que as mulheres são todas como eles: vaidosas e burrinhas. E de facto há muitas assim, lamento reconhecê-lo. Conheço algumas - mulheres aparentemente normais, com uma carreira e estudos, bonitas que chegue para não precisarem de pescar elogios - com quem um cavalheiro não tem chance nenhuma se não puxar de bajulação manhosa. Elogios de bimbo, portanto. Raparigas assim derretem-se à menor menção à sua extraordinária beleza, por mais copy/paste, meloso e rústico que seja o elogio. E depois arrependem-se e pior, pagam umas pelas outras. Na era da igualdade e dos social media mede-se tudo pelo mesmo e nivela-se por baixo...

 Deixem ver se consigo explicar a diferença entre um elogio decente e um elogio barato.

Não custa muito. Vamos supor o cenário mais simples: um caramelo que nunca viram mais gordo e com quem terão conhecidos em comum (pois suponho que as minhas amigas não dão conversa a completos estranhos) aproxima-se.  Pessoalmente (numa reunião social qualquer) ou por mensagem (numa rede social qualquer). 



 Antes de prosseguir, uma ressalva: não é por seleccionarem muitíssimo as companhias (evitando associarem-se ainda que remotamente a quem prive com, sei lá, porteiros de antros, personal trainers de esquina e bailarinos de danças do engate) e por se apresentarem de forma modesta que ficam livres de elogios melosos ou sinistros.

 Há elogiadores baratos em todas as esferas da sociedade (alguns bem nascidos e com obrigação para saberem comportar-se) e com todo o tipo de gostos. Alguns preferem mesmo incomodar mulheres com o ar mais sério deste mundo, porque consideram isso (e mesmo a resposta mais torta) um desafio à sua técnica.

 E por fim, não têm de se mostrar "disponíveis" nem solteiras para os receber. Basta andarem na rua sem ser de burka, ou estarem num local físico ou virtual em que haja mais gente. Ser comprometida ou casada ajuda a evitá-los, mas não há garantia: há quem tenha tão pouca vergonha que já está a elaborar a corte mal a cara metade do alvo se distrai.

 Conheço não poucas raparigas que foram perseguidas por admiradores chatos, e só se livraram deles quando puseram o irmão ou namorado a berrar-lhes com maus modos. Aparecer com o irmão ou namorado não era o suficiente. Engatatões têm muito pouco medo e ainda menos vergonha...

 Exemplo de elogio decente: não me leve a mal o atrevimento, mas acho-a muito bonita e parece-me que temos gostos em comum

De preferência, dizer algo como isto depois de começar por uma conversa NORMAL, tipo investir nem que seja dez minutos a tratar a outra parte como um ser humano pensante e avaliar se a pessoa é solteira e está (ou não!) para conversas. 

E se disser "lindíssima", aqui cabe a cada uma olhar para o espelho e ver se isso é plausível ou não. Se o elogiador for sincero, dirá decerto mais qualquer coisa QUE NÃO FAÇA CORAR para suportar esse argumento, vulgo cabelo bonito, lindos olhos ou coisa que o valha.

 Quem de facto quer travar conhecimento respeita as distâncias óbvias e é delicado, não atira coisas que estão reservadas aos íntimos. 


Vade retro.

Exemplo de elogio barato: Linda!  (sem mais nada) ou que sonho! Ou ainda (blhec, blhec, blheeeeec) ÉS TÃO LINDA!

 Primeiro, o "tu" demonstra logo ali - a não ser no caso de alunos do mesmo liceu - uma aproximação não requisitada. Tratar por "tu" uma desconhecida, que não se sabe se está receptiva ou não a abordagens e de quem não se sabe os hábitos sociais, é uma forma de a reduzir a um cromo de catálogo. As pessoas não estão disponíveis só por estarem no mesmo espaço ou na mesma rede social. Presunção e água benta, anyone?

 Segundo, o mais certo é uma mulher com dois dedos de testa estar-se marimbando para os sonhos dele. 

 Terceiro, linda é a coisa mais rápida que se diz antes de passar à próxima feliz candidata caso o alvo não esteja pelos ajustes. Como 50% das mulheres são inseguras e ouvem poucos elogios, acham eles, então têm 50% de hipóteses de ter sorte. Not.

 Há ainda os elogios baratos rebuscados, da parte de quem acha que sabe escrever ou tem certos pergaminhos, e que vão desde falar em "*qualquer coisa* sensuais" (se alguém vos chamar "sensuais", fujam) ou a mencionar a vossa "ousadia e irreverência" (quando a vossa profile picture vos mostra sentadas com uma saia abaixo dos joelhos) tudo isto não solicitado nem encorajado.

 O mais curioso é que muitos atiram o barro à parede quando é óbvio que não terão sorte nenhuma - pois a pessoa que é alvo da sua corte não tem nada em comum com eles. Nem o perfil, nem os hobbies, nem a vida social, nem a idade. Devem gostar de coleccionar pontapés, ou são adeptos das teorias de vendas "são precisos 100 NÃOS para ouvir um sim".

Tanto anúncio de emprego para comerciais sem resposta, e eles a maçar as almas. 








Não sei o que é mais perturbador...



...se é o mulherio ir todo em romaria ver essa coisa deslavadinha das 50 Shades of Grey, se é o filme estrear no Dia de S.Valentim.

 Há dias, as senhoras do costume foram aos arames (nada de novo: elas vão aos arames por tudo e por nada) porque um cientista que trabalha para o bem da Humanidade vestiu uma camisola com figuras de bonecas feita por uma amiga dele. E fizeram o pobre coitado pedir DESCULPA em lágrimas pelo facto, prova de que o "cada um veste o que quer" só se aplica às serigaitas que gostam de andar pouco vestidas na rua e receber louvores por isso.

Aqui D´El Rei que a camisa, camisinha, camisola ou camisolão (nem se vê bem o que era, para ser franca) era objectificante e pior, que uma mulher costurar uma camisola para um homem é voltar aos tempos das cavernas, que o mundo da ciência já é complicado que chegue para as mulheres, etc...



 Conheço umas quantas na área e nenhuma se queixou...portanto acho que era complicado para Madame Curie que trabalhou um bocadinho demais, mas isso foi uma opção individual. Não faço a mínima ideia se Madame Curie tricotava camisolas para a cara metade, creio que não tinha vagar para tal...mas se tricotasse, isso não tirava nem punha às suas descobertas.

   Enfim: se embirrassem porque a camisa era feia ainda se entendia, mas não; ora, a sorte delas é que eu infelizmente não sei costurar ou tricotar nem para salvar a minha vida, senão ia fazer uma data de camisolas para quem me apetecesse só para as arreliar à brava, era certo.

  Mas as mesmas senhoras não disseram nada da tentativa de Kim Kardashain de avariar a internet (ou de ferir os nossos olhos) e aposto, vão todas contentes assistir às 50 Sombras porque acham que é...romântico.



   Já vos disse que 50 Shades of Grey me perturba mais por ser má literatura (e ao pouco que vi, uma seca monumental) do que por qualquer outro motivo. É outro romance de cordel a meter caraminholas na cabeça das desmioladas -  mas se não fossem desmioladas para começar ninguém conseguia pôr disparates lá dentro, por isso mais tolice menos tolice.

  Só é curioso observar a contradição que já detalhei aqui e aqui: estas mulheres criaram (e estão empenhadas em continuar a criar) um mundo em que um homem quase tem de pedir desculpa pela sua existência, quanto mais agir como um.

 Os recursos para isso vão de uma cultura de medo generalizada e pouco razoável (que em vez de criar uma consciência do que é correcto e decente para ambos os sexos coloca qualquer ser de calças como um agressor em potencial) à boa e velha atitude da mulher predadora, que toma todas as iniciativas,detesta o cavalheirismo e tem  mais truques na manga (aprendidos nas revistas) do que uma cortesã de gabarito.



 Fizeram (ou deram o seu melhor para fazer) dos homens uns autênticos bananas, uns efeminados de primeira. Não admira agora que andem exaustas e suspirem pelo mesmo "homem Alfa e super dominante" que tanto condenam, capaz de lhes tirar algum trabalho dos ombros para variar, de as levar no seu cavalo branco (neste caso, cinzento) e fazê-las desmaiar de emoção como nos filmes antigos.

 Mas como chegámos aos extremos mais ridículos, o Rhett Buttler de outros tempos - masculino, assertivo, despachado - tornou-se num Mr. Grey.


Passámos disto...a isto. 


 Ou seja, um macho Alfa encapotado e doentio com cara de bebé que, incapaz de agir como um Homem em plena luz do dia, se faz muito santinho e só consegue soltar os seus demónios numa masmorra secreta. Na companhia de mulheres inseguras, apagadas, sem uma migalha de auto estima (não esqueçamos que as 50 Sombras começaram por ser uma fanfiction de Crepúsculo, franchising com a heroína mais enjoada de todos os tempos).

  Ora, o que cada um faz em privado (desde que não prejudique nem incomode ninguém e não obrigue os outros a saber dos seus pecadilhos que eu não gosto de gente indiscreta) não são contas do meu rosário, mas atenção: se um cavalheiro jovem, bem parecido e aparentemente escorreito SÓ consegue relacionar-se de uma ÚNICA maneira e essa maneira envolve chicotes e masmorras dia sim dia sim, isso não tem nada de romântico: é SINISTRO.

 Mr. Grey devia ver um terapeuta, no mínimo, em vez de andar por aí a passear-se como o epíteto de homem ideal. Then again, quem suspira por Mr. Grey é que anda mal - ou tem as prioridades um bocadinho trocadas.






Monday, November 17, 2014

I´m afraid of no ghost.

Demónio com cara de parvo, a ver se assusta alguém.

Ontem apanhei por acaso este remake de um clássico dos anos 80 e como apesar dos efeitos especiais modernaços (que estragam sempre tudo) queria saber como aquilo acabava, deixei-me ficar a ver.

 Já disse por aqui que medo é coisa que não me assiste lá muito, para mais quando se trata de ficção - só não gosto de disparates estilo Saw porque torturar seja quem for não é de todo my cup of tea - por isso se estiver a passar um que tenha uma história curiosa, acaba sempre por me prender. Os meus preferidos são os dos anos 70/80 que eram menos espectaculares, mas muito mais sinistros. 

 É que os filmes "novos" caem todos nos mesmos truques: invariavelmente, alguém fica com os olhos completamente pretos (isso não é assustador, é só feio que dói) e aparece um demónio ou monstro que suja tudo com baba preta, ou sangue preto, ou qualquer outra coisa preta e pegajosa que parece alcatrão, e faz uns guinchos terríveis produzidos em computador, seguidos de umas piruetas igualmente computorizadas.

 Palavra de honra que há meses vi um filme de Chupacabras que mais parecia um filme de desenhos animados, e só achei graça à parte em que o chupacabras mais novo ficou fechado no microondas, dando um estouro a seguir.

   De resto, são filmes sem o mesmo ambiente dos antigos, mas com os mesmos clichés:

- Há sempre uma cave escura com imenso espaço e uma data de compartimentos mas que ninguém utiliza e que por isso é arrepiante que se farta, onde invariavelmente mora alguma coisa maligna. Não sei se os americanos têm todos caves ou se não sabem o que fazer com elas, mas está visto que é impossível acontecer-me qualquer coisa digna de filme: tenho sempre tralhas para guardar na cave e volta e meia viro-a do avesso para lá caberem mais algumas, logo nenhum monstro ou força do Mal de juízo se vai esconder em domínios que me pertençam. Privacidade para monstros? Nenhuma.

- Invariavelmente, uma vítima corre para um lugar fechado, isolado, baixo, apertado ou simplesmente desvantajoso para se esconder do monstro/demónio/psicopata, com zero possibilidades de fuga ou contra ataque. Para morrer num filme de terror é preciso ter uma noção nula da lógica. Ou não ter instinto de sobrevivência, de todo.

- O ataque de zombies/demónios/vampiros/medo-que-anda-de-noite-e-ninguém-sabe-o-que é costuma ser desencadeado porque algum chico esperto mexe num artefacto de ar sinistro, ou abre um grimório (para os despistados, um livro de feitiços) de meter medo ao susto e decide lê-lo. Em voz alta. Até aí enfim, eu que não resisto a volumes poeirentos também era capaz de dar uma olhadela, MAS se um livro avisa "atenção que eu espoleto forças malignas que arrancam olhos às pessoas" e nem sequer tenta enganar os incautos prometendo a quem aplicar as suas fórmulas vida eterna, riqueza ou super poderes, é capaz de ser mau negócio brincar com ele. Para quê? Ná, se fosse comigo acabava no caixote do lixo ou quando muito, na feira de velharias mais próxima. Não, pensando bem se fosse mesmo assustador e com ilustrações feias era mesmo capaz de ir parar à lareira.

 Ou os argumentistas destes filmes são gente muito imprudente que coloca as personagens a fazer o que eles próprios fariam, ou julgam que o público não deve muito à inteligência, ou eu dava uma boa Caça Fantasmas.

O dia dos Infiéis Defuntos


Por vezes há andaços que se propagam com o ar ou não sei: e um não muito frequente, mas que sucede, é os defuntos (leia-se, os ex de cada uma e os ex das amigas) levantarem-se da tumba e darem sinal de si, pelos mais variados motivos e todos ao mesmo tempo, que até parece que está o Apocalipse Zombie para começar.

São os Infiéis Defuntos, mesmo que a infidelidade não fosse o motivo de se finarem simbolicamente. 

Um Infiel Defunto não tem de ter sido coisa séria, e mesmo a rapariga menos namoradeira pode ter um ou dois na sua lista:  pode ser um ex namorado, ex noivo ou ex marido, mas pode também ser simplesmente um ex pretendente. Sim, por vezes até o Gonçalo do liceu, aquele pequeno giríssimo que vos ofereceu um peluche piroso (mas que ainda está guardado!) no Dia de S. Valentim, que nunca passou disso e agora está gorducho e careca, coitado, dá um ar da sua graça.

 É assim um surto colectivo de remorso/culpa/solidão aguda/nostalgia/epifania/etc.

 São os que aparecem com as conversas lamurientas sobre o passado, vulgo "ai, porque é que não resultou? Entre nós é que seria perfeito!"; os que surgem com a mesma conversa mas em modo Mea Culpa, estilo "não funcionou porque eu fui um anormal!" (olha a novidade, amigo). Isto com olhos de Bambi e motivado por a) medo de ficarem para tios b) intenções pouco honestas c) reflexão que resulta em realmente analisarem que só fizeram asneiras, que deram cabo das únicas hipóteses de felicidade, que foram uns parvalhões e vocês eram realmente os amores das vidas deles.

 São os que ou nunca se conformaram e que agem de forma passivo agressiva, fingindo-se muito vossos amigos e dando palpites sobre a vossa vida ou fazendo mexericos que vocês vêm a descobrir through the grapevine. E aqueles trágicos - relacionamentos que acabaram mesmo mal para os dois lados e ainda vão tentando dinamitar tudo à sua volta. Algures entre estes aparecem os que não jogam com o baralho todo ou não têm vida própria, por isso copiam tudo o que vocês fazem, gostam e frequentam, levando ao complexo "esta cidade é pequena demais para nós os dois!".

 O resultado disto tudo é as sobreviventes juntarem-se num bunkerzinho a partilhar os disparates que cada uma viu/soube/ouviu, a analisar o caso e a concluir "não sei o que fiz mal, mas acho que só saí com idiotas".



Sunday, November 16, 2014

Ó pernas, para que te quero...mas calma!




Facto: a menina esforça-se imenso no ginásio e é uma pena não tirar partido uma vez por outra de algumas silhuetas que realçam as pernas propostas pelos designers  - principalmente se é jovem e/ou tem um ar jovem.

 Mas como vulgaridade e elegância jamais andarão juntas, quando se trata de chamar a atenção para a parte inferior do corpo é preciso algum cuidado e sobretudo, muita atenção às proporções. A ideia será sempre alongar a figura,  jamais atarracá-la: a moda das pernas roliças enfiadas em roupa justíssima, estilo Nicki Minaj, Kardashian e por aí fora, pode estar na berra, pode ter acabado com a ditadura exagerada das pernas de alicate, mas nunca será elegante nem para tomar ao pé da letra.

 Como então, conseguir o desejado meio termo? Aqui ficam algumas dicas para usar de forma sensata três "mostradores de pernas" - as cuissardes, a mini saia e os calções.

Mini saia:


- Exige pernas esguias q.b.

- Se não consegue inclinar-se ou dobrar-se sem mostrar mais do que deve, troque de saia; uma maneira de evitar esse aborrecimento é assegurar, na hora da compra, que a saia ou vestido é ligeiramente mais comprido atrás - um cuidado que as marcas mais acessíveis às vezes esquecem!

- Escolha sempre uma saia cuja bainha termine na parte mais magra da perna; se isso implica usá-la  bastante acima do joelho, reserve-a para o Inverno, combinada com collants opacos.

- Não abuse dos saltos altos: além de parecerem vulgares, vão forçar os músculos e fazer a perna parecer mais larga do que é na realidade. Quem tem pernas altas e magras pode mesmo optar por sapatos rasos (loafers, botas acima do joelho, botins, sabrinas ou oxford shoes); se pretende ganhar altura, um salto médio ou um compensado ligeiro fazem o truque sem deixar o visual demasiado provocante.

- Brinque com camadas ou aposte em decotes fechados, casacos com algum volume e blazers, para um visual preppy (a.k.a, betinho) que desconstrói o ar demasiado sexy e acresccenta o chic necessário.

- Se tem pernas torneadas, fuja dos modelos justos ao corpo.

- Em situações formais, evite os modelos extra curtos:um palmo acima do joelho já é risqué que chegue.


Calções

Sobre eles já se dissertou aqui, e as regras não mudam:

- Em termos de fisionomia, vale o mesmo que foi dito em relação à mini saia: pernas mais fortes exigem duplas cautelas.

- Shorts prestam-se sobretudo a ocasiões casuais.

- Os modelos mais democráticos são os ligeiramente largos na perna e de cintura subida;

- Tal como na mini saia, assegure-se de que a bainha termina na parte mais esguia das pernas (a não ser que sejam exageradamente magras e pretenda ganhar algum volume).

- Se os quer usar com botas ou cuissardes, opte por collants da mesma cor: não só evitará banalizar o visual como as pernas parecerão mais elegantes e compridas.

- Fuja do calçado com brilho e aplicações: os shorts já têm impacto suficiente.

- De novo, acrescente volume na parte de cima, ou opte por tops simples: t-shirts ou camisas brancas de manga comprida, sweatshirts largas (que podem ter aplicações) blazers de colegial, ponchos, capinhas, canadianas (que dependendo do frio, podem cobrir ou não as pernas) ou sobretudos fofos são boas opções para jogar com as camadas...e estar quentinha! Tiritar de frio tira a graça a qualquer toilette e é um atestado de pinderiquice do tipo "quero tanto dar nas vistas que não trouxe casaco". Lembre-se sempre do moderno ditado "só há três criaturas que não sentem frio: os pinguins, os ursos polares e as serigaitas".

- No calçado, aplicam-se as mesmas linhas de orientação da mini saia.


Cuissardes


As botas acima do joelho e mais além são daquelas coisas que não têm meio termo: podem parecer sofisticadas ou muito vulgares. Se forem bem usadas, ninguém dará por elas: só vão reparar que tem uma silhueta muito elegante com umas belíssimas botas! Mas se pelo contrário dão demasiado nas vistas, não estará confortável e vai passar uma mensagem totalmente errada. Sobre isso já se escreveu em detalhe aqui, mas ficam as ideias mais importantes:

- Se as vai usar com saias, escolha uma cuja bainha termine sobre a bota: alonga as pernas e parece chic, não provocante.

- Atenção à estabilidade do salto: calçado que "entorta" as pernas é sempre deprimente, mas neste caso pior um pouco!

- Com jeans skinny ou calças de malha, opte por botas de tom semelhante; se contrastar demasiado vai atarracar a figura.

- Caso tenha pernas um pouco mais fortes, escolha umas botas que terminem logo acima do joelho; todas as outras são demasiado arriscadas.

- Se pretende calçá-las com mini saias ou calções (negócio perigoso, mas não impossível) opte por collants escuros, botas justas à perna (desde que não apertem a pele) e saia ou shorts mais folgados. Um vestido-camisola largo é uma excelente escolha.

- Evite as botas estilo pirata (mais largas na coxa) ou com fivelas: mesmo as versões mais caras costumam parecer algo ordinárias.

- Acompanhe cuissardes com toilettes sóbrias ou de aspecto colegial - sempre com partes de cima compostas e cobertas q.b. As dicas de sobreposições e volume descritas acima para calções e mini saias também se aplicam às botas overknee ou thigh high.

E pronto, com cuidado pode pedir-se pernas a santo Amaro sem dar nas vistas pelas razões erradas...

TIME dixit: "Feminista" é uma das palavras mais irritantes de 2014


Na sua lista de expressões-chatas-como-a potassa-e-que-já-ninguém-consegue-ouvir-sem-irritação, que irá ser votada pelos leitores, a revista TIME teve a coragem de incluir o palavrão F, não sem um pedido de desculpas - porque já se sabe, ninguém pode dizer que não subscreve e aplaude o palavrão sem ser apedrejado. Ficaria muito surpreendida se "feminista" se mantiver a votos, tão delicado o assunto se tornou:

"TIME apologizes for the execution of this poll; the word ‘feminist’ should not have been included in a list of words to ban. While we meant to invite debate about some ways the word was used this year, that nuance was lost (...)".

A justificação da TIME para colocar a palavra F em tão polémica relação de ditos- a- banir -porque-já-ninguém-os-atura é perfeitamente razoável; é, afinal, a mesma que leva meia dúzia de temerários a dizer que estão fartinhos dela: não há celebridade ou artigo que fale sobre qualquer assunto feminino sem que o palavrão tenha de vir à baila:

"feminist: You have nothing against feminism itself, but when did it become a thing that every celebrity had to state their position on whether this word applies to them, like some politician declaring a party? Let’s stick to the issues and quit throwing this label around (...)".

Escreve-se uma lista das melhores designers de moda de sempre? Pimba, TEM de se realçar que é uma lista de designers feministas (mesmo que as estilistas em causa se tenham limitado a nascer mulheres e nunca tenham dito uma palavra sobre o assunto). Uma actriz dá uma entrevista perfeitamente inócua? Zás, TEM de dizer algures "mas esperem lá, EU SOU FEMINISTA" nem que isso venha totalmente a despropósito e seja totalmente irrelevante, como se tivessem medo de arder na fogueira se não derem essa reviravolta paranóica. A verdade é que - teorias de conspiração à parte - falar em feminismo se tornou uma desculpa barata para audiências e buzz nas redes sociais. 
Declarar-se feminista  tornou-se obrigatório (ou pelo menos de rigueur) para homens e mulheres que tenham amor à sua imagem pública -  e ai de quem discorde, quanto mais não seja do fanatismo e exagero dos "movimentos" actuais. Ainda que se diga "eu não gosto da palavra porque sou pela igualdade" o Carmo e a Trindade caem na mesma.
Famosas como Gwyneth Paltrow, Sarah Jessica Parker, Susan Sarandon,
Demi Moore, Dita Von Teese, Taylor Swift, Salma Hayek, Sofia Vergara ou mesmo Madonna foram criticadas e classificadas de "confusas" por não se identificarem com o rótulo de feministas, apesar da sua imagem de mulheres fortes e independentes.

  O feminismo, ou pelo menos o feminismo dos nossos dias conforme ele se apresenta, afastou-se da única ideia sensata no meio disto tudo (direitos civis e igualdade de oportunidades). 

Diz que luta por todas as liberdades das mulheres (mesmo as piores e as que não fazem falta) - menos pela liberdade de discordar do feminismo. Ou de ter opções de vida mais tradicionais, que deviam ser uma liberdade inalienável de cada uma. 

Valores como a feminilidade, o decoro, a família e a subtileza (que não prejudicam em nada a independência e inteligência feminina) são condenáveis à luz destes movimentos. Tal como a liberdade de acreditar que homens e mulheres são diferentes, cada um com as suas forças e fraquezas, e que deviam caminhar lado a lado, sabendo jogar com os papéis de género razoáveis que existem desde que o mundo é mundo. 

Quanto ao facto de grandes mulheres como Margaret Thatcher não terem precisado de  subscrever ideias feministas ou de serem representadas por elas, isso é perfeitamente posto de lado. O que lhes interessa é a revolução e o berreiro - ainda que haja muitas contradições nesse berreiro.

 Nem falemos dos exageros e terrorismo de certos grupos (que, defenderão alguns, não são a norma) ao vandalizar lugares sagrados e cometer atentados ao pudor achando que assim trazem "empowerment" (outra palavra irritante) às mulheres. Malucos existem em toda a parte e todos os credos, mas a partir do momento em que todo um movimento permite actos de vandalismo ou olha convenientemente para o outro lado, corre o risco de não ser levado a sério.

  Como não gosto de ditaduras de pensamento, aprecio pensar pela minha cabeça e fazer as minhas próprias escolhas, não sou obrigada a ser feminista. ( Veja-se este artigo do Washington Post sobre o assunto...).
 Nem qualquer outra coisa. 

 Se um movimento não compreende esse simples raciocínio ou que a sua liberdade termina onde começa a dos outros (ou das outras) há aqui algo de sinistro... ou de risível. 

 A TIME não devia pedir desculpa por apontar um facto. Afinal estamos em democracia, ou isso de repente é relativo?




  


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