Recomenda-se:

Netscope

Wednesday, November 26, 2014

A bela Arlene Dahl...e os seus conselhos para mulheres poderosas.


                  "Blondes may have more fun, but redheads never have regrets." 

Arlene Dahl


Arlene Dahl, nascida em 1928, é uma actriz, cronista e autora de livros sobre temas como  beleza, comportamento e astrologia.
 A beldade ruiva alcançou notoriedade nos anos 50 e tornou-se uma especialista em cosméticos e assuntos femininos, lançando vários livros, produtos de beleza e linhas de lingerie. Era tão bonita, mas tão bonita, que as meninas brincavam com bonecas de papel para cortar fatiotas inspiradas nela:


Pelo caminho, teve seis maridos (continua casada e feliz com o sexto) três filhos (entre os quais, o actor Lorenzo Lamas) seis netos e um bisneto.

  Apesar do percurso sentimental algo tumultuoso (casar seis vezes é obra!) Arlene foi sempre uma mulher feliz e descontraída, que não parecia levar os cavalheiros demasiado a sério. O seu primeiro marido foi aquele que considero um dos homens mais bem parecidos (de sempre!) de Hollywood, o Tarzan Lex Barker:


Faziam um casal belíssimo, mas Arlene, que andava entretida a namoriscar Jack Kennedy  e Robert Hutton e a divertir-se como nunca, só casou com ele por recomendação da amiga Joan Fontaine, que lhe disse "este homem está apaixonadíssimo por ti - devias parar de o entreter". O conselho não se provou muito feliz, porque a união durou pouco "ele era o homem mais bonito que alguma vez vi e um ser humano maravilhoso, mas não tínhamos nada em comum". Mal feito, digo eu! Porque depois levou décadas a acertar, prova provada de que não há amor (marido, neste caso) como o primeiro.

 De qualquer modo, concorde-se ou não com o modus operandi da actriz, a verdade é que ao contrário de muitas colegas suas ela sempre soube lidar com o sexo oposto, levou a sua vida adiante sem dramas mantendo a reputação de uma senhora (pelos padrões de Hollywood, vá) e sabia um par de coisas sobre relacionamentos:

 Take each other for better or worse, but not for granted. 




Há dias deparei-me com um livro dela, escrito nos anos 60 (disponível na Amazon) com conselhos de personal styling e relacionamento: Pergunte sempre a um Cavalheiro: chaves para a Feminilidade. Parece que o manual ainda é um tesouro vintage para muitas jovens americanas, que o herdaram das estantes das avós. 

Bom, este é o tipo de obra que deixa as feministas de carteirinha à beira de um ataque (não vale a pena ligar a isso: elas têm fanicos por tudo e por nada, mesmo) porque, bem...Arlene perguntou aos colegas de Hollywood e a celebridades do jet set internacional (do verdadeiro, mind you) o que é que realmente lhes agradava numa mulher, e juntou os seus próprios conselhos. O resultado é muito curioso e se há uma ideia por outra que faz menos sentido nos dias que correm, a maior parte - evitar a ostentação e os sapatos de plástico, por exemplo - é intemporal.



 Como tantas mulheres inteligentes ao longo da História, Arlene defendia que a chave para o poder feminino não está em querer ser igual aos homens nem na canseira de tentar derrubar um status quo que existe desde a noite dos tempos, mas em usar a feminilidade, a subtileza e a diferença a seu favor. A velha fórmula que agora não cai lá muito bem dizer em voz alta para não ser acusada de bota-de-elástico, vulgo deixá- los achar que este é um mundo de homens porque eles não fazem nada sem nós, mesmo ou seja, na cooperação entre os sexos (ou batê-los amigavelmente no próprio jogo, se preferirem).

 Dicas do género "todas as mulheres têm uma audiência para a sua feminilidade, e não convém desprezá-la; convém estar sempre no seu melhor, pois nunca se sabe quem está a ver", evitar "uma voz estrídula" ou coisas irritantes como "falar à bebé" e conselhos como este, do Xá do Irão (sic) " a aparência de uma mulher reflecte a posição do homem que está ao seu lado e quanto mais elegante ela é, maior o elogio que ele recebe" fazem sempre falta, eu acho.



  Se muitas mulheres na política, por exemplo, seguissem o conselho de evitar falar como canas rachadas (e nos últimos dias, foi complicado ouvir as notícias com tantas comentadoras a tentar fazer-se ouvir aos guinchos) seriam levadas mais a sério. Digam o que disserem, a feminilidade e elegância impõem sempre respeito.

E no fundo, qual é o problema de tentar perceber aquilo que agrada ao sexo oposto? As autoras de revistas actuais escrevem exactamente o mesmo tipo de artigos - o problema é que, como acham que sabem tudo, perguntam umas às outras ou raciocinam sozinhas lá na sua cabeça em vez de indagar junto do público alvo, além de inverterem o jogo de uma forma totalmente prejudicial às mulheres. As revistas de hoje dizem
 "esfalfe-se, conquiste-o!" enquanto autoras como Arlene aconselhavam "faça isto e valorize-se para que eles a queiram conquistar a si" o que é muito menos cansativo...e mais digno. E acrescente-se, Arlene tinha uma carreira e nunca precisou de homem nenhum para lhe pagar as contas...

 Qual dos dois modelos de comportamento é mais (olha a palavra da moda) EMPOWERING para as mulheres? Julguem vocês...









Tuesday, November 25, 2014

Liszt, o namoradeiro assustadiço.


  Aqui vos confesso que na minha adolescência tive um fraquinho por Franz Liszt.  
Em certa ocasião, a loja de música onde comprávamos os instrumentos lá para casa ofereceu -nos de brinde um retrato dele e eu fiquei encantada...mas creio que se o tivesse conhecido, me limitaria a apreciá-lo da plateia. Sempre tive horror aos homens namoradeiros, por mais carismáticos que fossem.

O lendário pianista e compositor foi uma combinação rara de génio musical e talento para os negócios: a meio da sua carreira tornou-se tão rico que já não precisava de actuar para viver: fazia-o apenas para angariar fundos a favor de causas nobres.
 Era um ser humano complexo, de grande coração e espiritualidade (chegou a receber Ordens Menores da Igreja Católica) mas simultaneamente, um homem do mundo.



 Filho de um músico de origem alemã ao serviço de um Príncipe Húngaro, cedo se revelou uma criança prodígio, tendo os fidalgos com quem privava assegurado a sua educação musical. Mais do que isso, ter crescido nesse meio facilitou-lhe uma certa altivez de maneiras que mais tarde o haveria de impor nos salões de forma singular: exigia respeito às audiências mais aristocráticas (algo invulgar nos artistas desse tempo) e atrevia-se a fazer coisas que seriam impossíveis a outros músicos, como recusar actuar para a Rainha de  Espanha uma vez que a rígida etiqueta impedia que Sua Majestade lhe fosse apresentada, ou não começar a tocar até que o Czar Nicolau I parasse de conversar com a pessoa na cadeira ao lado. 

 O público surpreendia-se com tanta ousadia, mas adorava-o. Em especial, as mulheres adoravam-no - e ele correspondia-lhes plenamente.


 Alto, elegante, louro, bem parecido, de olhos tristes e penetrantes - com a aura fatalmente misteriosa dos homens húngaros - é muito confuso tentar enumerar os relacionamentos sérios e as dúzias de casos amorosos de Franz Liszt.

 A sua relação mais longa e profunda foi com a Princesa Carolyne von Sayn-Wiitgenstein, que abandonou tudo por ele e com quem esteve para casar, mas ao longo da sua vida as mais belas, bem nascidas e famosas mulheres da Europa caiam-lhe aos pés: a escandalosa bailarina Lola Montez (de quem Liszt fugiu a bom fugir...coberto de razão, honra lhe seja feita) a Princesa-jornalista italiana Cristina Belgiojoso, a excêntrica Baronesa "a Gata Negra" Olga von Meyendorff, a Condessa Adèle de la Prunarede, a Condessa polaca Olga Janina (que ameaçou matá-lo quando o affair terminou) e a linda cortesã Marie Duplessis (a célebre Dama das Camélias) foram apenas os mexericos mais conhecidos.



 Mas um dos maiores apertos em que Liszt se viu terá sido quando a sua amante (e mãe de três filhos dele), a Condessa-escritora Marie d´Agoult, que tinha deixado marido e prole para viver com ele, se travou de razões com a sua "amiga" (e por sua vez, amante de Fréderic Chopin) - a famosa autora George Sand


George Sand e Marie d´Angoult
Cansada de ver a excêntrica George Sand a enganar Chopin, fazendo olhinhos a Liszt e sentada por baixo do piano enquanto ele tocava, a Condessa, reverdida de ciúmes, desafiou a escritora para um duelo - um duelo à unhada!
 Enquanto as duas se esgatanhavam literalmente por causa dele, numa cena muito pouco condizente com a dignidade feminina que seria de esperar de mulheres inteligentes, Liszt (que media quase 1,90!) em vez de as separar com a racionalidade masculina que lhe competia...ficou escondido dentro de um armário até que ambas se acalmassem.

Aqui fica mais uma prova de que quanto mais namoradeiro é o cavalheiro, menos homem é...a relação com a Condessa terminou ali. Não se sabe se por causa da atitude descontrolada dela, se à conta do pouco cavalheirismo dele.

 Mas Liszt não aprendeu a lição e já na terceira idade, continuava a conquistar belas jovens, ressalvando no entanto "nunca seduzi uma donzela". Com a sua alergia ao confronto, não admira que quisesse evitar sarilhos maiores...


Inspiração: Irving Wallace, a Vida íntima de gente famosa








Michael Kors dixit: nada para vestir (e 9 dicas para evitar essa doença).



Segundo o criador americano conhecido pela sua abordagem simples e luxuosa, a razão de muitas mulheres terem armários cheios de roupa e nada de jeito para vestir pela manhã não é nenhum mistério:

«70%  da sua roupa devia ser "carne e batatas", e 30% "guarnições e gulodices" - ou seja cores, padrões, brilhos e acessórios. Demasiadas mulheres invertem esta proporção e depois não percebem porque é que não se sabem vestir".

Não podia estar mais de acordo: já comentei por aqui que a falta de bons básicos é o mal de imensas mulheres, e em particular de muitas portuguesas.

 Conheço não poucas que gastam bastante em extras - como bijuteria ou mais uma camisola de malha brilhante - e têm pouquíssimos conjuntos de confiança, que sejam fáceis de usar e favoreçam a sua figura. Como evitar isto? A fórmula de Kors é clara: 70% de básicos de boa qualidade, 30% de "peças-tendência" e acessórios (colares, pulseiras, carteiras, lenços).

Também é útil lembrar que:

1- Se sair à rua sem roupa vai presa...mas ninguém a multará se andar sem colares ou pulseiras. Parece uma parvoíce, mas se tiver este mantra em mente quando vai às compras evitará dirigir-se aos expositores de bijuteria  antes de procurar e experimentar o vestido que lhe está realmente a fazer falta. Concentração é tudo!

2- Os acessórios são uma parte importante do guarda roupa, mas não tanto como algumas revistas da especialidade fazem crer. É impossível dar-lhes utilidade se não tiver roupa suficiente: e por roupa entenda-se peças que lhe sirvam na perfeição (as calças que comprou quando pesava menos quatro quilos não contam) com os devidos ajustes feitos (bainhas, botões no lugar, etc) e devidamente organizadas. É impossível vestir-se rápido se não faz a mínima ideia daquilo que tem (ou não) no closet e do que está ou não operacional.

3- É preferível ter menos "jóias", chapéus, lenços e carteiras, mas de boa qualidade: sempre que possível, opte por materiais nobres. Para evitar distracções, compre os acessórios à parte (pela internet, quando viaja para locais exóticos ou em lojas especializadas) e não por impulso. Não precisa de quatro statement necklaces do mesmo estilo que se vão partir num ápice.  Além disso, de nada vale ter muitos acessórios sem conhecer bem o estilo predominante (e no caso dos colares, o tipo de decote mais frequente) do seu guarda roupa. Isso só cria confusão.

  4- Nas écharpes e cachecóis, opte por uns quantos em tons básicos, quentes e frios (para darem com tudo) num tecido aceitável e quanto às carteiras...há 10 carteiras de que uma mulher realmente precisa. Se tiver todas estas de uma marca de confiança, em tons neutros e/ou nas cores que a favorecem, evitará perder a cabeça com mais uma clutch que estava em promoção...e que para lá fica a ganhar pó.

5- Comprar básicos pode não parecer tão divertido porque as peças essenciais não brilham, não são muito coloridas...mas é uma questão de hábito. Se se acostumar a distinguir umas calças bem cortadas e de bom tecido, "caçá-las" todas as estações para comprar mais um par porque está sempre a precisar delas torna-se uma emoção! Nada faz uma mulher sentir-se tão bonita como vestir o que realmente cai bem no seu corpo. Depois de ter os básicos de que precisa aí sim, pode divertir-se a criar coordenados diferentes mudando os acessórios.

6- É preferível ter um guarda roupa completo para todas as situações a uma superabundância de roupa e sapatos.

7- De novo, cuidado com os sapatos divertidos e baratinhos. Mais dicas aqui, aqui e aqui.

8-Mesmo nas peças-tendência (padrões e modelos passageiros) que devem ser um investimento menor, não compre nada que não vá na perfeição ao seu corpo e às suas cores. Ainda que tenha a silhueta de um Anjo da Victoria´s Secret, há certos comprimentos e cortes que não vão fazer nada por si -  e quanto mais cedo se aceitar essa ideia, mais fácil se torna. Por vezes é uma diferença de poucos centímetros, mas é a distância entre estar fabulosa ou estar sem graça. 
  Se as saias se usam mais curtas, descubra qual é a altura de bainha que lhe fica bem e não condescenda noutra, principalmente se o tecido é extravagante: vai odiar ver-se naquilo, por mais bonito que pareça na montra.  Se a cor ou padrão da moda a faz parecer mais larga ou macilenta do que é na realidade use-a numa carteira, mas não no corpo ou junto ao rosto.

9 - Num visual, pode haver uma peça central (o vestido, o casaco...) e um acessório que chame a atenção. Mais do que isso é arriscado, portanto...faça as contas aos "fru frus" de que realmente precisa, e invista antes no que de facto é uma necessidade. Focar-se na utilidades das coisas é uma boa receita para evitar compras disparatadas e "limpar" o visual. Less is more.






Monday, November 24, 2014

Do assunto da semana: o "subir na vida"...mal.




pun·do·nor |ô| 
(espanhol pundonor)
substantivo masculino
1. Sentimento de dignidadebrio. = AMOR-PRÓPRIOHONRA
2. Recatodecoro. = PUDOR


Este post não se trata de fazer política de bancada (deixo a política para quem trata disso e quem me conhece ou me lê o blog com frequência sabe ou adivinha quais são as minhas simpatias) de fazer coro e muito menos de prever ou dar palpites sobre se é verdade ou mentira. Há que aguardar calmamente o desenrolar da história, esperando que não seja mais uma que, à moda dos brandos costumes, fique envolta em nevoeiro.

 Escrevo isto porque o exemplo serve para governo de todos. 

Para o caso, é irrelevante se o nosso ex Primeiro-Ministro é culpado ou não das muitas artimanhas que lhe têm atribuído: haja o que houver, a vergonhaça já ninguém lhe tira...e enquanto Povo, acho que agradecíamos não ter de passar por uma destas.

Tenho dito por aqui incontáveis vezes que a honra é um conceito fora de moda - se antigamente certas pessoas não eram recebidas em certos sítios por muito sucesso ou fortuna que tivessem, hoje verifica-se o contrário. Um malandro tem lugar em toda a parte, ou quase, desde que seja um malandro rico e bem sucedido...por isso, poucos se importam de ser malandros ou de passar por tal.

  No século XIX chegava-se ao extremo de pensar que era preferível ir para a cadeia por homicídio do que por roubo, pois qualquer homem honrado podia perder a cabeça mas não ficava sem a sua reputação por causa disso; hoje está-se no exagero oposto: a reputação vale muito pouco. Importam os resultados, o arrivismo, a abjecta arte de se safar, de embolsar, de ser um figurão, um espertalhão, um chico esperto, um pato bravo. 

Vive-se muito o conceito burguês de que não é guardando castidade e honestidade que se vai a parte alguma, e isso está enraizado de tal maneira que quem é honesto e procura evoluir limpamente é alvo de descrédito (se teve tanto êxito é porque herdou, roubou ou subiu na horizontal)  ou de de desdém (é um palerma) . Ou em muitos casos uma pessoa recta não chega mesmo a lado nenhum, porque não pactua com a podridão do sistema.

 Ser "esperto" desde que venha acompanhado de contas bem recheadas e de um lugar de destaque (o velho "ele embolsa, mas ao menos faz") é quase motivo de admiração - até que se seja apanhado, claro. Isso tudo só vale se a esperteza for tanta que o malandro consiga escapar sempre; caso assim não seja a populaça, sempre volúvel, exerce o seu direito de passar o figurão de bestial a besta.

  Voltando ao caso, independentemente de as alegações serem verdadeiras ou falsas, José Sócrates nunca pareceu importar-se com isso: as sucessivas acusações de tirar licenciaturas ao Domingo ou de se aproveitar disto ou daquilo nunca o fizeram parar e escavar para restaurar o seu bom nome. Não sei o que pensava, mas uma pessoa honrada não anda por aí contente e feliz com o seu bom nome manchado. Ir para Paris com uma situação privilegiada e ter todos os confortos não importa a quem dá valor à sua reputação, se não puder caminhar de cabeça erguida. E não são os luxos nem as condecorações que permitem a alguém caminhar na rua de queixo levantado sem riscos de lhe atirarem injúrias.

  Ora, para o nosso ex Primeiro Ministro, sempre pareceram mais relevantes os fatos italianos (pessoalmente acho que devia ter optado pela alfaiataria inglesa, mas gostos não se discutem) as férias extravagantes, todas as ostentações de mau gosto, por muitas suspeitas que isso levantasse. É de facto um homem do seu tempo - dos tempos bem duros que atravessamos. Se não é corrupto, vaidoso nem egocêntrico, infelizmente para ele contribuiu para essa imagem. No mínimo, é um temerário.

  Se assim não fosse, poderia ter evitado estas maçadas com um percurso mais discreto, mais claro e mais limpo.

 Face ao estado das coisas, esta é uma excelente ocasião de atirar carapuças: não a Sócrates que enfim, lá está ocupadíssimo e eu não bato num homem ferido, mas a todos os que defendem e praticam a abjecta arte de subir na vida.

 A bajulação, os compadrios, os malabarismos, a corrupção, os cordelinhos, a ambição desmedida, o subir de forma horizontal ou torta, o virar de casacas e as batotas, o arrivismo e o alpinismo muitas vezes não compensam. 

Ainda que a honra não valha um pataco para certas pessoas, ser apanhado - ou acusado publicamente de tal - é sempre desagradável. E Deus não dorme. Ao menos que tenham medo das consequências, já que pundonor não lhes assiste.





25 coisas que uma mulher apaixonada sabe (mesmo quando não está tudo bem)


Nesta vida há três tipos de amor romântico: os amores de ocasião que estavam à mão (que as pessoas com um mínimo de sensibilidade evitam como a peste) as paixões demolidoras (que duram pouco) e o amor verdadeiro, que ao contrário do que se diz por aí não é algo morno, calmo, racional e chato, que dura só porque funciona. O amor verdadeiro pode, sim, começar por, ou ter, uma fase de paixão demolidora. E incluir momentos tão devastadores como um furacão. Só que também tem outras coisas; milhares de infinitos pormenores que o fazem durar...e nem sempre esses aspectos são bonitinhos e perfeitos. Um amor verdadeiro tem defeitos, desilusões, sofrimentos e problemas como qualquer relação. Mas possui uma força que o torna diferente- resulta porque, por qualquer motivo, as qualidades e defeitos dos membros do casal lá se combinam para tolerar ou superar o que seria impossível noutro relacionamento.

Aqui ficam 25 exemplos, sem nenhuma ordem especial. Sintam-se à vontade para acrescentar os vossos:


1- A forma como se conheceram foi provavelmente um pouco esquisita ou inesperada - mesmo que não tenha surgido um amor à primeira vista explosivo, olhando para trás sente que houve uma espécie de campo magnético que vos puxou um para o outro; a recordação dos vossos primeiros encontros e conversas está envolta numa atmosfera de mistério, encanto ou estranheza.





2- Os olhos dele são os mais doces do mundo, e a menina sabe lá por dentro que mais ninguém a vai olhar  daquela forma. Por vezes não é um olhar devorador ou de adoração: é algo mais delicado, como a atenção que um artista dá à sua obra e que se traduziria por fazer festas com os olhos - mesmo quando estão zangados.

                                                          
3- Ele não tem medo de lhe gastar o nome por tudo e por nada, e você adora a forma como ele o pronuncia.



4- A voz dele é música para o seus ouvidos..mesmo que ele seja envergonhado ou desafine. Já deu por si a ouvi-lo cantarolar sem que ele perceba.



5- Nada lhe parece tão seguro nem tão forte como o ombro dele.



6- Não é preciso muito para lhe acelerar as batidas cardíacas - basta o toque mais casual quando caminham ao lado um do outro, quando ele a ampara para não tropeçar nos paralelos ou pormenores insignificantes, como as camisas dele acabadas de sair da lavandaria. Afinal, ele é o homem mais sexy à face da terra, certo? Mas ele também não precisa de grande coisa para se sentir fraco ao pé de si. São os detalhes que o encantam - a forma como você solta o cabelo, usa o bâton, ou como a sua cintura parece pequenina para o braço dele. Coisinhas.



7- Ele não sente medo de ter o coração ao pé da boca, e você adora isso. Está zangado? Verbaliza. Tem saudades ou está arrependido de uma asneira? Volta atrás. Tem ciumes? Marca território. E com o tempo, você pôs de lado a maior parte das relutâncias femininas para fazer outro tanto. Nenhum de vós é demasiado orgulhoso: primeiro porque há prioridades, segundo porque nem vale a pena. Já se sabe como as arrelias acabam e mais vale passar depressa à parte boa.



8- Têm imenso orgulho um no outro. Mesmo quando o outro é trapalhão ou faz tolices.



9- Nos momentos maus, chega a recear que estejam a puxar pelo pior lado um do outro, tal é a influência mútua que exercem; mas no resto do tempo, sabe que aquele cliché "ele 
faz-me querer ser uma pessoa melhor" não é um lugar comum. É mesmo verdade, primeiro porque ele a faz extremamente feliz e isso lhe dá vontade de ser mais bondosa ou mais espiritual, segundo porque quer que ele se orgulhe de si e isso fá-la empenhar-se mais nos seus projectos e na sua aparência. E com ele passa-se o mesmo.




10- Dizem coisas um ao outro que não permitiriam a nenhuma outra pessoa: alcunhas que só verbalizam entre vocês, porque mais ninguém ia entender. Discussões que raiam o disfuncional mas que funcionam, passe o pleonasmo, porque...bem, são as vossas.



11- Ainda que não o admitam, seguem à risca as menores recomendações de estilo um do outro. Você diz que ele devia usar aquele modelo de casaco ou comenta que acha muito masculino uma sombra de barba? Dali a uns dias, lá está ele a usar como se tivesse sido ideia dele. Ele sente-se incomodado com aquele decote ou elogia uma determinada cor? Você fica feliz por lhe fazer a vontade. O amor elimina muitas pequenas teimosias e ceder torna-se uma uma alegria, não um sacrifício.



12- Adoptam os jargões, opiniões e raciocínios um do outro, e nem é de propósito.

13- Já sobreviveram às discussões mais mirabolantes, a umas quantas separações rocambolescas...e nada disso vos assusta. Há uma segurança interior que não se sabe de onde vem, mas está lá.


14- Mesmo nos momentos mais negros, há um sentimento de pertença. Não sabem o que vai acontecer mas sabem que são incapazes de se odiar um ao outro, de serem indiferentes ou mesmo de retaliações. Isto é verdade mesmo que à frente das pessoas se refiram um ao outro como "aquela ingrata" ou "aquele palerma" (por muito respeito que haja, não mandamos nas emoções). 
 A vontade de arreliar ou fazer ciúmes que acontece noutras relações não se verifica na vossa ou se acontece, é superficial; há tristeza e mágoa, se calhar um bocadinho de raiva, mas não angústia. Num amor verdadeiro o sofrimento é sereno, há uma confiança interior (mesmo que à superfície sintam ciumes ou dúvidas) e você faz orelhas moucas aos conselhos das amigas para "sair e conhecer outras pessoas". Se calhar não é a coisa mais saudável a fazer, mas simplesmente não existe vontade de ver mais ninguém. Ainda que estejam separados, há uma corda interior que vos liga. Pior ainda, você sente que ele vê, sabe e adivinha tudo o que lhe diz respeito. Estranho? Não, porque se trata dele.


15- Falando disso, têm uma telepatia que ninguém percebe. Sabem sempre quando o outro está bem ou mal.

16 -Concordam nas mais pequenas subtilezas - naquelas que importam, e isso nunca deixa de a surpreender.



17- Você acha-o o homem mais interessante, bem parecido, masculino e elegante à face da terra, e não percebe porque diabos ele tem tantos ciumes de si -  pois só se não estivesse no seu perfeito juízo é que olharia para outro lado. Por seu turno, ele considera-a a mulher mais deslumbrante e  mais cativante e por isso não lhe passa pela cabeça que todos os cavalheiros da sala não sintam exactamente o mesmo e não queiram raptá-la à primeira oportunidade. Não é muito lógico, mas é intenso.



18- Sente-se feliz ao lado dele, nem que seja na tarefa mais maçadora.



19- Procuram contacto físico nas coisas mais naturais e subtis. Se estão a ver uma revista juntos, entrelaçam os braços ou encostam o cabelo ou os joelhos um ao outro.



20- Boa ou má, a tensão entre vós é tão grande que se pode cortar à faca ou agarrar às mãos cheias, por muito discretos que sejam. Percebe-se que são um casal mesmo que esteja cada um do seu lado da sala.



21-  Por muito que discutam ao telefone, assim que olham um para o outro têm vontade de rir- e fica tudo bem.





22- Ao lado dele, você sente-se você- totalmente livre, à vontade e confortável. Ainda que tenham de enfrentar provas difíceis ou que ele seja uma pessoa exigente, consigo não é assim. O que sentem um pelo outro dá-vos forças para superar tudo.



23- Tarefas e incómodos que você jurou que nunca ia fazer ou ter por homem nenhum, agora leva-as a cabo de boa vontade. Se ele quisesse ir para a Conchinchina, você considerava essa hipótese. Ele faria outro tanto por si.


24 - Já estiveram separados, mas para vocês "dar um tempo" nunca foi uma desculpa para namoriscar por aí, gozar a  vida de solteiro ou avaliar sentimentos. Foi mesmo para pararem de dar um com o outro em doidos. O amor nunca esteve em causa.



25- Nenhum de vós sabe como a aventura vai acabar. Até pode acabar mal, as desilusões levarem a melhor e ir cada um para seu lado, bata na madeira. Mas ambos sabem lá dentro que são o amor da vida um do outro. Insubstituíveis. Aquela pessoa sobre quem se escreve um romance autobiográfico na velhice, a recordar como eram belos, jovens, apaixonados e como deram tantas cabeçadas

Sunday, November 23, 2014

Stacy and Clinton dixit: vista-se como quer ser tratada.


"Everything that you put on your body tells the world how do you expect to be treated "


Há anos que vou acompanhando o programa de Stacy London e Clinton Kelly, "What not to Wear" .

 Gosto sempre de ver pelo sentido de humor dos dois e pelos bons conselhos, embora enquanto "colega" nem sempre concorde com todas as suas opções: por vezes abusam de certo tipo de peças que não assentam a toda  a gente (como os casacos curtos) e tentam encaixar o "cliente" num estilo demasiado diferente do seu.

 Aposto convosco que alguns a seguir vão a correr para casa para dali a tempos andarem mais ou menos como andavam antes da makeover. Uma mudança de visual é como as dietas: se forem exageradas, o efeito dura pouco. Assim como os nutricionistas aconselham "reeducação alimentar" e não regimes malucos, quando se trata de estilo não basta mudar de fatiota: tem de se aprender a escolher o que favorece e absorver as regras essenciais para não cair no mesmo.

Acredito que uma consulta de imagem, por mais profunda e necessária que seja, deve polir e corrigir o estilo da pessoa, mas jamais alterá-lo completamente. Um punk ou uma maníaca do cor-de-rosa não mudam radicalmente só porque um personal stylist assim o disse...o que se pode fazer é actualizar, adoptar uma base clássica para adequar o todo, aconselhar as peças certas para o tipo de corpo e estilo de vida do cliente e retirar a poluição visual. Há o que é correcto em termos de proporções, harmonia estética e sentido do socialmente apropriado...e os aspectos de gosto, que podem diferir e temos sempre de respeitar.

 Mas aqui a dupla  disse palavras que podiam ser minhas: tudo o que usamos diz ao mundo como esperamos ser tratados.  Convém que uma pessoa se vista de acordo com o nível de respeito que deseja, de modo a que as pessoas saibam que TÊM de a tratar bem.  Atenção negativa é quando alguém é objectificado; atenção positiva é quando se dá nas vistas por boas razões.

Se uma mulher se veste como uma stripper, é porque conscientemente ou não acha que não tem mais nada a mostrar ao mundo senão o corpo, e não espera (ou sente que não merece) ser tratada com mais dignidade do que uma profissional do varão em hora de expediente.



 E quem diz stripper diz rebelde, delinquente ou desleixado. Tudo isso passa uma mensagem e é claro que se pode argumentar que "as aparências não são tudo" mas repito Oscar Wilde, só as pessoas superficiais não julgam pelas aparências; e insisto nas ideias a roupa não faz o carácter, é o carácter que faz a roupa,  "quem não quer ser lobo, não lhe veste a pele"e "não há uma segunda oportunidade para criar uma primeira boa impressão"

 Se pensarmos de forma completamente pragmática,a maior parte da humanidade não tem tempo para tirar segundas impressões; a inteligência, competência ou integridade (ainda que existam por trás de trapos horrorosos) não podem ser demonstradas ao primeiro olhar. 

  E poucas pessoas são caridosas ou sensíveis que chegue para dar uma segunda chance ou mudar de ideias, por mais injusto que isso seja. 

 Resume-se tudo a uma fórmula: cada um que ouça o bom senso e o espelho, ou o mal é só seu...


Beyoncé põe as infernais das leggings onde elas pertencem...



No seu último videoclip, Beyoncé põe as infernais das  leggings (e alguns modelos bem feiinhos, diga-se de passagem) onde elas pertencem: dentro de casa. Ou no caso, num quarto de hotel. (O mesmo vale para aqueles calções-cueca que se vendem na Oysho e companhia e que certas meninas insistem em levar para a rua).



É que as leggings, essas ceroulas do demo (não sei se é um nome lá muito justo, pois sempre ouvi dizer que o Príncipe das Trevas é um cavalheiro bem vestido) têm muita utilidade, sim senhora: são boas para fazer exercício entre quatro paredes e para usar em em privado, para jardinar, limpar ou desabar no sofá a ler ou a ver televisão. São uma daquelas roupas que não são bem pijama, mas quase, assim um lounge wear que se alguém adormecer com elas e com uma camisola não vem mal ao mundo, e até se pode abrir a porta ao carteiro sem parecer que se está de pijama.

  No máximo dos máximos, leggings podem ser usadas numa festa do dito pijama com as amigas -  e foi isso que a cantora fez no seu último vídeo onde até troça da Nicki Minaj num momento que é quase um diz o roto ao nu mas enfim, Beyoncé sempre tem mais classe.

 Ainda bem que ela está a mostrar ao mundo (ainda que de forma subtil, por isso acredito que muita gente não vá entender) o verdadeiro uso dessas não-roupas.

 É que, volto a dizer, na rua usam-se riding breeches, skinnies, jeggings ou quando muito, calças de malha espessa a que muitas vezes as lojas chamam erradamente leggings. A culpa também é das marcas que às vezes deseducam...

Em todo o caso, se o tecido é fino demais, brilhante demais ou com estampados, só tem um lugar: dentro de casa. Já que não me dão ouvidos, pode ser que a cantar percebam.





Textos relacionados:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...