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Wednesday, December 17, 2014

As coisas que eu ouço: piropos, ou uma beldade sem sentido de humor não é nada


Uma Senhora muito minha amiga, distintintíssima como já não se fazem, foi uma beldade de parar o trânsito na sua juventude - estilo Penelope Cruz, mas para mais linda. Hoje, já com os seus setentas, continua encantadora porque como costumo dizer, quem foi bela sempre o será desde que se cuide.
 E como além de bonita sempre foi uma mulher de espírito, recentemente decidiu pregar uma partida ao médico que a acompanha. Foi à consulta e queixou-se: "Sr. Doutor, acho que estou a ficar surda! Cada vez ouço pior!".
 E como se o bom doutor lhe fizesse todos os testes e instasse que a sua audição estava em perfeitas condições, a Tia M. retorquiu:

"Não está a compreender, Doutor. São os piropos!  O problema é que já não ouço os piropos!"


Moral da história: quem se queixa furiosamente de que todos os piropos, bons e maus, deviam ser proibidos por lei, não viveu nos anos 60 quando as mulheres ainda sabiam ser mulheres, ou nunca recebeu muitos elogios...

Tuesday, December 16, 2014

6 Coisas que animam uma mulher instantaneamente


Com o Inverno quase à porta - mas aparentemente já instalado - é fácil ficar melancólica ou irritadiça. Never fear, porém: há sempre pequenas alegrias à mão de semear que levantam em segundos a moral das tropas.

1- Uma camisola de caxemira básica (preta, cru ou branca)

Não há nada simultaneamente mais quentinho, macio e reconfortante do que caxemira (a não ser talvez um gatinho persa). Ao contrário de outras malhas, que podem provocar comichão, irritação ou fazer transpirar este pequeno luxo não incomoda ninguém, dá uma sensação de bem estar imediata e tem um efeito "boa cara" mesmo se estivermos pálidas ou indispostas,  especialmente se for em cores neutras. 100% caxemira é o ideal, mas peças com mistura de outros materiais orgânicos, como algodão ou seda, também são muito agradáveis. 


2 - Uma mensagem carinhosa pela manhã

Não é preciso dizer mais nada - por muito que o dia franza o sobrolho, receber boas notícias de quem se espera dá outra cor à rotina.


3 - Um bom par de saltos altos

Calçar um par de sapatos estável que eleve a figura (e permita caminhar com confiança, escusado será dizer) faz-nos sentir mais elegantes, poderosas e ajuda a enfrentar qualquer desafio que o dia reserve. Quanto mais desanimadas estivermos, mais fabuloso deve ser o calçado - dentro do razoável, claro, porque sapatos espampanantes em plena luz do dia parecem estranhos e podem dar mau ar mesmo que sejam caros - ou denunciar insegurança, o que ainda é pior.

4 - Caldinhos e chocolate quente

Quem cresceu numa família à moda antiga falará pelos benefícios que estas duas beberagens têm para o corpo e a alma. Curam tudo, até corações partidos. As senhoras de outro tempo é que se sabiam mimar...e o que é doce nunca amargou.


5 - Maquilhagem bem feita

Nem em excesso, nem inexistente - apenas o bastante para mostrar ao mundo a sua melhor cara e ficar com um aspecto cuidado. Não esquecer as mãos- se tem de tratar dos assuntos com elas porque ninguém mais o fará ou mostrar as garras ao universo, convém que estejam apresentáveis.


6 - O bâton perfeito

Separei-o da maquilhagem porque funciona praticamente sozinho. Nude, encarnado ou rosa, se descobrir o tom certo para si não precisará de muito mais para iluminar o rosto. É a  forma mais prática e barata de resistência aos maus dias. Se serviu de manifesto patriótico durante a II Guerra Mundial, imagine o que não fará por si, que tem aborrecimentos bem menores...







Dúvida existencial do dia: o Baile da Dona Ester



Não sei lá porquê ontem dei por mim a cantarolar a velha cantiga 7 e pico, que me lembro de ouvir por aí em pequena. Sempre achei muita graça à letra, que me intriga como tantas outras músicas do antigamente...


No Baile da Dona Ester

Feito a semana passada,
Foram dar com o Chauffer,
A dançar com a criada.

Depois fiquei cá a pensar que - embora já se saiba que mesmo as festas dadas por gente  do mais respeitável às vezes descambam e se tornam mucho locas, basta ter visto uma ou duas - o Baile da D. Ester só pode ter sido um dos mais épicos, ou dos mais descontrolados, que a boa sociedade cá do burgo já viu.

 É que não basta o pessoal doméstico não estar a ser muito profissional (cá para mim a criada só podia ser a Celestine de Octave Mirbeau, a Juliana d´O Primo Basílio ou a Criada Malcriada e o chauffer era o famoso Ambrósio, numa de vingança por andar sempre à cata de Ferrero Rochers) como falta a luz, os distintos convidados  não têm maneiras e atiram-se à mesa que nem uns alarves, há alguém que escorrega no soalho e vai para o hospital e (aqui é que é pior) uma senhora  bebe além da conta, dá um mau jeito e parte a coluna vertebral. 



É muito escândalo para uma festa só e o mais estranho, tudo num serão antes das dez ...a não ser que (dúvida número 1) o eram p ´raí 7 e picos, 8 e coisa, 9 e tal se refira às horas da manhã. Nesse caso foi regabofe toda a santa noite e aí está explicado.

 Ainda assim, isso não esclarece como é que convidados que a julgar pela descrição já não iam para novos fazem tantos estragos. E aí entra a minha dúvida número 2: alguém minou o beberete com cogumelos mágicos, só pode. Mas quem? O Ambrósio? O filho rebelde da Sra. D. Ester que, obrigado a assistir a um Baile maçador quando queria era estar no Bairro Alto fez isso para se entreter? Ou o mordomo que não entra na canção mas que nestas estórias é sempre o culpado? Podemos ainda lançar a dúvida número 3: alguém queria assassinar um ou mais dos convivas...

 Foi uma pena Hercule Poirot não participar no Baile e deixar-me entregue às minhas teorias...

Moral da história: não dar uma festa desse género sem a presença de um famoso detective.

Monday, December 15, 2014

Para insultar alguém sem motivos nem criatividade?



Plim,  é só chamar-lhe snob. Ou peneirento ou fútil, que vai dar mais ou menos ao mesmo. Até porque a definição de snob é tão abrangente que cabe em qualquer parte; é uma espécie de geleia real dos insultos, dá para pôr em todo o lado.

 Snob, quando usado a esmo, serve para acalmar um ressentimento, um ressabiamento, uma raivinha. Se alguém embirra com outrem gratuitamente ou está zangado com pessoa das suas relações sem grande razão de queixa, zás: chama-lhe peneirento, snob, fútil e cheio de mania; e como isso tudo é um bocado difícil de medir ao certo, desabafa sem contar uma mentira descarada aos olhos de quem está.

Snob pode aplicar-se com justiça à pretensão bacoca no sentido mais literal que se convencionou dar à palavra ("sem nobreza" ou seja, alguém que se dá ares), mas também aos bons snobismos - a uma pessoa com algum mundo e sofisticação, com sentido artístico e de gosto, que é impassível, selectivo,não concede mostrar emoções em público  e sabe apreciar as coisas boas na vida sem, no entanto, se apegar a elas.


Seria a simpática Senhora do Ferrero Rocher uma snob?

 Há os snobs ridículos -até porque snobismo existe em todas as camadas da sociedade, até nas aldeias mais remotas onde a senhora Felismina, que tem alguns bens, não deixa casar o filho senão com a filha do Presidente da Junta. Ou nos bairros complicados onde o gangsta mor pode viver numa espelunca, mas tem de andar de Mercedes. O jornalista Pierre Daninos, no seu livro Snobíssimo! cita "não há ninguém mais snob do que o pessoal doméstico". Os novos ricos, os pretendentes a esse estatuto, os alpinistas sociais, certos hipsters ou pseudo intelectuais e toda uma vaga de burguesinhos muito urbanos, super materialistas, trendy e postiços que aderem a todas as modas e se comprazem na ostentação caem lindamente nessa categoria.

  Depois há os snobs aceitáveis porque têm panache, espírito e talento para fazer o que bem lhes dá na gana sem se importar com o que o mundo pensa deles: podem ser um pouco rebeldes, imperturbáveis e mostrar tédio à vontade...é o caso de Oscar Wilde, Baudelaire, Karl Lagerfeld e tantos outros que, como o Duque de Norfolk, estão tão certos do seu lugar no mundo que não precisam de se maçar com aparências.

 Por isso, se alguém vos chamar snobs ou fúteis sem que vocês tenham sido efectivamente mauzinhos para eles, não se amofinem: ou a pessoa não viu muita coisa na vida, ou está de certo modo a fazer-vos um elogio.

Quando as mulheres chatas pegam num conto de Fadas, dá nisto.


Há algum tempo que eu desejava ver Maleficent, para avaliar se o sururu quanto à história às avessas tinha razão de ser e porque, como já vos disse, A Bela Adormecida é um dos meus contos (e filmes da Disney) preferidos. A escolha de Angelina Jolie para o papel também me agradou, até pela belíssima maquilhagem da MAC. Quanto à Aurora em versão adolescente eu estava preparada de antemão...e a contar com um príncipe igualmente pirralho. Já lá vamos.

 *Alerta SPOILERS!: se ainda não viram Maleficent  parem de ler aqui, porque eu vou contar o final e depois não quero cá reclamações.*


Vamos deixar uma coisa clara antes de mais: eu não tenho propriamente nada contra saber-se a versão do suposto vilão da história. Primeiro, porque os anti heróis e as personagens dúbias são sempre interessantes, depois porque a verdade tem quase sempre várias faces e aquilo que parece uma grande malfeitoria pode não passar de um assinalável mal entendido. É certo que me desagrada a elasticidade moral que se tem visto nos últimos tempos, em que se relativiza tudo e já não há fronteiras entre o Bem e o Mal, mas às vezes pode ser razoável mostrar os dois lados.


 Dito isto, gostei imenso do filme até à última parte. Cenários mágicos, lindo figurino, efeitos e fotografia, tudo como manda a Disney. Que houvesse um romance entre a Fada Má e o Rei Stefan, pai da Princesa? Fantástico, só foi pena não o terem mostrado mais claramente, que mais parecia amizade que outra coisa (e aqui começamos a interrogar-nos sobre a misandria do conto). O Rei Stefan saiu um bom alpinista social, que parte o coração da Maléfica**. Rouba-lhe as asas para ganhar o Trono.

(**só não percebi porque se chamava ela Maléfica se até então era uma fada amorosa que não tinha feito uma maldadezinha na vida, mas convenci-me de que em pequena seria um terrorzinho e não fiz mais caso do assunto)


 Disso das asas cortadas eu já sabia, até porque não faltaram feministas a gritar pela internet que roubar asas era uma alegoria do abuso e da violência de género, mas adiante: é puxar muito o envelope mas como às vezes há homens mauzinhos que se não roubam asas, fazem bem pior, até aí aguenta-se. E fiquei até ao fim à espera que o Rei se redimisse e o bad romance se resolvesse, até porque o malvado casou com outra mas a Rainha morreu (desprezadinha pelo marido que estava cada vez mais paranóico por causa da Maleficent) logo fazia sentido que se deixassem de amor-ódio e percebessem que eram feitos um para o outro, vivendo felizes para sempre como Rei Virtuoso e Madrasta-Fada boazinha.


 Elle Fanning como Aurora não me convenceu lá muito por parecer...tão nova, e rigorosamente nada com a versão animada. Fofinha, encantadora, sem dúvida. Uma beleza arrasadora como a Aurora de 1959? Ná, a Aurora original tinha mais de Angelina Jolie do que de Elle Fanning, mas talvez não quisessem roubar o protagonismo à heroína (vilã?) da história.

 A forma como a Fada Má se afeiçoa à Princesa que amaldiçoou num momento de raiva e coração partido é plausível, realista e tem muita graça. Foi o que mais me agarrou no enredo. Porém, a partir daí a história escorrega por ali fora.


 O Príncipe Filipe é, como eu contava, um fedelho. Percebo que a moda seja os protagonistas terem cada vez mais ar de Liceu, mas ao menos que lhe dessem um aspecto mais masculino ou vá lá, cara de quem anda no 12º ano, porque aquele Príncipe não podia mesmo salvar o dia, coitadinho. É claro que o beijo dele não acorda ninguém e tem de ser a Maleficent a tratar maternalmente de resolver o caso, quebrando a maldição que ela própria lançou. E aqui fica dada a sentença: Maleficent não acredita no amor verdadeiro. O único amor verdadeiro é o amor maternal. Bonito, hein?

 Então fica explicado: o Rei é um vilão cruel e capaz de tudo, o Príncipe é um rapazito de cueiros, o único ser de calças bom e decente ( além de bem mais bonito e masculino do que  o Príncipe) é o corvo que muda de forma (de homem a dragão, serve para tudo). Ainda contava que ele e a Fada se apaixonassem um pelo outro, ou que fosse o Corvo a casar com a Princesa já que passou a vida a tomar conta dela, mas nada: o pobre nunca é valorizado e passa o conto como criado da Fada. Misandria, novamente?

O único bom rapaz só serve para as tarefas espinhosas

 No final há um confronto entre a Fada e o Rei Stefan; mas como nesta história Menino não entra, ele continua a ser mau até ao último momento (nem para pai serve) e cai do castelo abaixo ao melhor estilo Disney; a Fada recupera as Asas, Aurora governa o Reino (em parceria com a Fada!) o Príncipe vem à Festa mas não casa com ela (com aquelas carinhas de infantário também seria estranho, admito) e viva o Matriarcado. 

No entanto,  por muito que se defenda a ideia de uma mulher emocionalmente independente, o amor à primeira vista faz parte destas histórias. E às vezes acontece na vida real também. Uma mulher pode ser completa sem um homem, mas não sejamos irrealistas: a vida com amor é muito mais bonita.  Matar o romantismo nos contos de Fadas parece cruel e desnecessário.



 Contos de Fadas servem para moralizar, mas também para sonhar e dar conforto, esperança. Para mostrar às raparigas que às vezes, só às vezes, quando uma heroína é muito bonita por dentro e por fora, o Príncipe não é um mau rapaz. Pode salvá-la e não há mal nenhum nisso, porque qualquer relação pressupõe ceder e abandonar-se a outra pessoa. Sem entrega não pode haver um relacionamento, e é essa entrega que é riscada do mapa em Maleficent. As duas heroínas ficam orgulhosamente sós porque, segundo o conto, não há um único homem que preste à face do Reino: os homens ou são cruéis, ou efeminados, ou submissos.

 Como se não bastasse a realidade, ainda mais esta.


Sunday, December 14, 2014

Este ano há que pedir ao Menino Jesus...



...só meia dúzia de coisitas, porque o materialismo e a ostentação estragam tudo. Mas qualquer presente, seja ele material ou em forma humana, pequeno ou grande, que seja genuíno: carteiras verdadeiras, sapatos verdadeiros, amigos e afectos 100% autênticos.
 Coisas e pessoas contrafeitas, dispensam-se: só servem para fazer monte, para inglês ver, para dizer que lá estão e qualidade, viste-a. Less is more, até no Natal.

Dois erros crassos - e insuportáveis- que os homens cometem.


Quando se trata de mulheres a dissertar sobre a  outra metade da humanidade, acho que os homens sofrem um mau bocado, muitas vezes injustamente.
Por aqui tento ser imparcial e puxar as orelhas tanto das mulheres que nos envergonham a todas como dos exemplares masculinos que não interessam, ou que deixam as mulheres à beira de um ataque de nervos, sendo que a culpa nunca morre solteira: são sempre precisos dois para dançar o Tango, quanto mais não seja um que peca por fazer maldades e o outro que peca por tolerá-las.

 Ao longo dos últimos anos tenho aprendido um bom bocado sobre a Humanidade, e blogar sobre isso é uma maneira interessante de organizar os pensamentos, de fazer quase um estudo comportamental ou antropológico.

"Vamos lá analisar este exemplar perigoso"

 A avó, que por acaso teve um casamento longo e feliz porque sabia ver as pessoas como elas eram e não como gostariam que fossem, sempre disse "os homens são todos farinha do mesmo saco, todos amassados na mesma gamela e lêem todos o mesmo livro"- e se calhar tinha razão. Não é que sejam todos iguais (tal como as mulheres não são todas iguais, graças a Deus): mas partilham certos traços, o potencial está lá. Só muda a forma como aplicam o que lêem no tal livro que todos leram ( se alguém desencantar uma edição, eu quero!). É isso que faz deles melhores ou piores.

 Basta observar com atenção para traçar tipos masculinos, como o Homem Super Ciumento e o Homem Tofu.

Mas depois há características mais subtis, que só se detectam com o tempo (e a ouvir muitas histórias de familiares e amigas ou seja, com uma amostra grande para estudo).

  E existem dois aspectos muito complicados que podem estar escondidos no melhor dos Bons Rapazes, duas coisinhas que estragam o mais belo relacionamento, que tiram a paciência à mais seráfica das mulheres e que podem separar duas pessoas que pareciam feitas uma para a outra

Só faltava mais esta...por isso, meninas cuidado e cavalheiros, pelas alminhas, evitem cair nisto.

1- Ser intolerante, control freak... e picuinhas.

Lá dizia Eça de Queiroz n´O Primo Basílio, que os homens que "se ocupam de criadas, de róis, de azeites e vinagres" são detestáveis. 
Não digo isto literalmente, porque não há mal nenhum num homem que ajuda em casa e cozinha, antes pelo contrário - mas não caber em lado nenhum, reparar em tudo, não deixar uma pessoa sentir-se à vontade na própria casa e obrigar a companheira a pisar ovos, isso sim é mau. Ser mesquinho com as pequenas despesas, não fazer cedências que tornam a outra pessoa feliz, reparar se os pratos estão assim ou os tapetes assado (quando tudo está impecável) implicar com a família, com o periquito e enfim, não viver e deixar viver...ninguém aguenta isso. Aqui também entra inventar problemas onde não os há. Quando tudo está quieto e tranquilo...arranjar razões de queixa, motivos para dizer mal da cara metade ou arquitectar conflitos é MESMO sonhar com ladrões e lançar a discórdia gratuitamente. Ser coca bichinhos é um defeito feminino. Homens a sério são relaxados, tranquilos e não se maçam com coisinhas insignificantes. São firmes quando têm de ser, mas não interferem com miudezas de mulheres.
 Quem não é assim, sujeita-se a ser persona non grata na própria casa ou seja, a deixar a amada a suspirar... pelos dias em que ele desampara a loja para poder respirar à vontade. Mind your own business, homem - é para seu bem, juro.

2 - Frieza e falta de empatia

Uma coisa é ser orgulhoso (nenhuma rapariga gosta de um capacho) outra coisa é ser cruel. 

Quando uma discussão estala, é natural que um ou outro se faça difícil (provavelmente, aquele que tem razão) mas levar isso a extremos ou amuar - se ainda por cima o erro foi seu, pior um pouco -  é intolerável. A velha máxima "nunca vão dormir zangados
inventou-se para alguma coisa. Recusar-se a falar e a resolver uma questão pode levar a brechas irreparáveis. Mas o cúmulo é não ceder um bocadinho e continuar as acusações ou os amuos quando se vê que a cara metade está em sofrimento. Nunca se deve fazer chorar uma pessoa de quem se gosta...mas somos humanos e falhas acontecem. O que é grave é ver o outro em lágrimas, com um grande desgosto, à beira de fazer um disparate...e nem assim recuar. Isto pode suceder por um sentimento de vingança por qualquer coisa do passado, de ciumes ou de controlo mesquinho, vulgo "agora ela há-de andar atrás de mim".
 Isso é assustador, porque só um psicopata não sente empatia com os outros. Pode ser uma questão de "feitio" mas causa cicatrizes muito difíceis de curar. Uma mulher dificilmente esquece momentos desses e os seus sentimentos podem mesmo arrefecer definitivamente depois de cenas assim. E quando isso suceder, vai perguntar-se porquê, sentir-se infeliz e desprezado. Mais: se ela tiver algum sentimento de dignidade, nem todos os dramas do mundo a vão fazer andar atrás de si ... ou de quem quer que seja. Por isso, just don´t.














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