Saturday, September 5, 2015
Um senhor cá de casa dixit: noivas "diferentes"
Tenho de adorar a minha família. É uma grande fonte de inspiração e de grandes verdades. E um dos senhores cá de casa, com tanta paciência para bridezillas como eu (sou muito dada à maioria das "coisas de rapariga", mas como já expliquei não há simpatia para a tonteria de fazer de um Sacramento, ou pelo menos de uma união legal que devia ser para a vida, um circo) sai-se com este chiste:
«Há noivas mesmo patetas. Dizem às amigas "o meu vestido é diferente, vais ver"... e depois sai um cai cai igual aos outros todos!».
E acrescento eu, pouco apropriado para casar em certos locais e às vezes menos favorecedor para a noiva. Não sei de onde veio este hábito de o vestido ser "diferente", de dar nas vistas - a ideia é ser um vestido característico, elegante, clássico, que se leva uma vez. Há oportunidades de usar vestidos exóticos em mil outras ocasiões: este convém ser intemporal, realçar os pontos fortes da noiva (que só por ser a noiva, já chama a atenção que chegue) e pronto. Tão pouco percebo a febre dos vestidos cai cai. Há alguns que ficam bem , outros que não, mas regra geral não é o modelo mais democrático para todas as silhuetas, nem o mais confortável (já que se usa durante muitas horas e sendo pesado, tende a escorregar) e de qualquer modo já há tantos que era preciso muita engenharia para conseguir fazer um "diferente".
Talvez algumas queiram por tudo um "vestido de princesa" mas não aguentem ter tanto pano vestido, logo precisam de destapar onde é possível?
E no entanto, fossem só os cai cais o desastre não era grande: é que tenho ouvido modernices de bradar. E eu que julguei que já se tinham inventado todas as extravagâncias casamenteiras...
De casais que fazem o reenactment da cerimónia uns dias depois (ou após a Lua de Mel, quando voltam bronzeados) para criar um álbum encenado que fique mais bonitinho - prova irrefutável de que há homens com paciência de Job- a outros que se separam antes de o vídeo do casório estar pronto, há de tudo.
Em todo o caso, demasiada preocupação com a boda e as toilettes parecem-me sinal de preocupação insuficiente com o que realmente importa...
Para eles e para elas: elegância é estar adequado.
A verdadeira elegância no vestir é algo um pouco difícil de precisar, mesmo tendo os conhecimentos certos. Vê-se e sente-se à distância, pela qualidade dos materiais e do corte das roupas, mas está muito associada ao porte da pessoa e à forma como faz brilhar o que traz vestido. Há quem tenha um ar "dispendioso" mesmo com o trapinho mais descontraído e quem pareça deslocado ou pouco à vontade (a) quando se veste "bem".
Continuo a acreditar na velha máxima que rezava "uma senhora ou um cavalheiro
notam-se sempre, mesmo com uma camisa amarrotada ou um casaco velho". Isto porque - pondo de parte o ar de cada um (a) , que conta muito- há ocasiões para tudo e roupas para as diferentes ocasiões. Dentro dos mais variados estilos e respeitando os diversos dress codes, há roupa elegante para ir trabalhar, sair à noite, para praticar desporto, para ocasiões sociais e formais, para estar no campo ou na praia, para uma volta descontraída na cidade ou no parque, e assim por diante.
É importante ter este conceito em mente já que há quem, quando tenta adoptar um visual mais polido e alinhado (por razões pessoais ou profissionais) pense, erradamente, que tem de estar sempre demasiado formal, vulgo "emperiquitado": cai-se então na caricatura e no ridículo, além de se ficar com um aspecto pouco natural e desconfortável.
É o caso das mulheres ainda jovens que querendo ser tomadas a sério, adoptam tailleurs pesados e vestidos "de senhora" quando até aí andavam de ténis ou micro saias todos os dias (e que levam saltos altíssimos e finos para um evento num relvado) ou de homens que passam a andar sempre de blazer, até para um churrasco numa cottage na montanha!
Isso não é estar bem vestido: para passear no campo, no meio da lama e das ervas, finalizando o dia com uma "patuscada" que envolva levantar fumo, é mais elegante um bom par de galochas, um sports jacket ou uma parka e uma camisola de lã espessa, do que parecer demasiado rígido num casaco inadequado, andar em ânsias porque uma silva pode deixar um arranhão no tecido, ou ainda, no caso das senhoras, atrasar toda a gente por causa de uns saltos altos que se enterram no caminho!
Chanel dizia que elegância é renúncia (o velho e sábio "menos é mais, que assegura um visual polido e clean) mas elegância também é adequação. Quem está adequado ao local e à assistência sente-se à vontade consigo mesmo e com o ambiente, e o à vontade - sem excessos nem atrevimentos - é um grande "quê"...
Depois, nunca é demais realçar que para ter um visual adequado, com certa sofisticação, não é preciso transformar-se noutra pessoa. Embora toda a gente deva ter em casa alguns coordenados para traje formal ou social, não é obrigatório adoptar um estilo preppy/clássico (e dandy, no caso dos homens) para se estar bem vestido.
Gostos não se discutem; é possível usar um estilo hipster, hippie, vintage, punk, streeetwear, edgy/fashionable, etc e estar elegante. Porém, tratando-se de visuais "alternativos" ou com certas fantasias, cair em erro torna-se mais fácil.
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| Este "personal trainer das estrelas" consegue um visual elegante dentro de um estilo muito casual, recorrendo a materiais luxuosos, peças de bom corte e elementos simples. |
Algumas normas para isso são comuns ao trajar feminino e masculino, como vimos aqui e aqui: ter bons básicos, limitar o ruído visual, garantir que todos os "trapinhos" que se tem em casa, mesmo que tenham custado pouco, sejam de certa qualidade...
Por fim, uma ressalva para eles: como a roupa masculina - por muito que se invente - acaba por ter menos variantes do que a feminina, mais fácil se torna aos homens cultivar uma elegância intemporal; construir um guarda roupa que, mais pormenor menos pormenor, lhes possa ficar igualmente bem daqui a uns bons anos. Há uma altura na vida de um homem em que, por mais descontraído que se seja, convém deixar de vestir como um rapazinho. Um senhor também se conhece pela roupa e pelo calçado...
Independentemente do gosto, estilo de vida e personalidade de cada um, convém conhecer o que é correcto ou não. Há detalhes que dependem do gosto pessoal e outros que são inapropriados ou dão imediatamente um aspecto deselegante.
Assim, há que evitar as gaffes que muita gente tenta fazer passar por moda: t-shirts decotadas ou em V (porque não fazem mesmo sentido), as t-shirts demasiado justas (muito menos se a intenção é mostrar os músculos) logótipos visíveis, ténis demasiado desportivos fora do ginásio (sim, mesmo com jeans...) sapatos formais (como os Oxford) com t-shirts e/ou jeans, jóias e bijutaria, jeans com gravata, calças brancas de linho fora da praia, bonés fora de contexto, roupa de praia/campo de basket/ginásio quando não se está em nenhum desses sítios...o bom senso deve estar acima das tendências, e decerto há atletas e artistas da MTV que não são para copiar, de todo.
Friday, September 4, 2015
E sobre a triste questão dos refugiados, por aqui só há duas coisas a dizer.
As imagens a que ninguém fica indiferente confundem e confrangem a alma: entre o impulso humanitário e o raciocínio "podia acontecer connosco, aquela criança podia ser o meu filho/primo/vizinho"- que devia ser automático, obrigação mesmo numa cultura que mal ou bem, é fortemente influenciada por valores Cristãos, as questões (legítimas, mas de triste resolução) sobre como responder de forma concertada ao apelo de tanta gente numa Europa já fragilizada pela crise e as atitudes vergonhosas a que temos assistido, é uma combinação aflitiva e trágica. É tentar encontrar sentido no meio do desconcerto.
Primeiro, talvez me fique mal dizer isto, mas seria esperar muito encontrar humanidade para quem vem de fora numa União Europeia que cada vez é menos humana para com os próprios europeus. Quando dívidas, números e brios económicos se sobrepõem ao mais básico bem estar de famílias, de idosos, de crianças, em que políticas erradas geram tantas tragédias privadas em Portugal, na Grécia e assim por diante, talvez seja ingenuidade a mais contar com muito calor humano. Os bons valores de antigamente, o dar pousada a peregrinos, de "onde comem dois comem três e amanhã Deus dará", salvo seja, a obrigação de acudir a quem sofre como qualquer um de nós poderia sofrer (digo muitas vezes que as pessoas tendem a tomar a paz por garantida) tem sido, mercê da eterna "crise dos euros" mas sobretudo de uma fortíssima crise de valores, substituída por uma atitude de "já não temos para dar aos nossos, quanto mais!". Depois há, por parte de quem toma atitudes violentas e xenófobas, o esquecimento de um detalhe: "refugiado" é, ou pretende-se que seja, uma questão temporária. Estas pessoas, gente normalíssima, preferiam mil vezes estar na terra delas.
Ou seja, se demos guarida a um vizinho porque a casa dele ardeu mas a falta de espaço começa a fazer-nos confusão, se calhar será mais eficaz ajudá-lo a reconstrui-la quanto antes para que desampare a loja do que discutir sobre o assunto ou fazê-lo sentir que não é bem vindo.
O que me leva ao segundo ponto - particularmente no caso da Síria. Este rapazinho disse tudo: se acabarem com a guerra, os sírios voltam para casa e problema resolvido.
Também o jovem militar português que - haja homens - pegou em armas contra o Estado Islâmico falou bem, dizendo que às vezes não se vai lá com negociações nem alternativas pacíficas. Com Hitler, lembra ele, não teria resultado. Travam-se muitas guerras estúpidas, é uma infeliz verdade, mas há ocasiões em que o confronto se torna um mal necessário; em que é preciso usar a força para proteger os inocentes dos maus da fita.
Sendo que entre os tais grupos rebeldes o ISIS é o que mais brado dá e mais provocações tem feito, em nome de que agenda da conspiração, ou política correcta e fofinha, é que ninguém age? Em nome de quem é que estes arruaceiros que queimam pessoas vivas, raptam mulheres e destroem monumentos são tratados com a condescendência dada a um gang de miúdos que para aí anda a grafitar paredes?
Se ninguém fizer nada, receio bem que mais dia menos dia tenhamos à porta não as vítimas a pedir ajuda, mas os agressores. E o problema deixará de ser dos "outros"...
Ouvido há pouco nas notícias: ó meninas, por amor da santa.
O testemunho da ex namorada de um homem suspeito de matar várias mulheres, transmitido há instantes na televisão, é daquelas coisas que me fazem encaracolar os nervos.
Já se sabe que uma mulher carente (ou uma que dá largas à carência, que é normalmente o verdadeiro problema) tem mais facilidade em se deixar levar por contos do vigário. A quem está desesperada, tudo parece bom. E claro, predadores têm um faro apuradíssimo para detectar pessoas frágeis. Não que apenas mulheres (e homens) carentes, de meios pouco estruturados ou vulneráveis emocionalmente caiam nas garras de gente de má rês. Mas que é um factor de risco, é. Como diz o povo, "onde os vilões acham mole, carregam".
Mas tenho para mim que uma mulher que é mãe deve ter o triplo das cautelas, por mais solitária que se sinta; revestir-se do triplo da dignidade; não pensar só na SUA solidão ou nas suas hormonas; saber, mais do que as outras, exercer a nobre arte de saber estar sozinha a não ser que alguém de muito merecimento apareça com boas e comprovadas intenções.
Desta feita a mulher em causa era independente e vivia do seu ordenado sozinha com o filho. Aparece então o infame que começa a esperá-la à porta do emprego como um perfeito stalker (primeiro sinal de alarme; nenhum homem bem intencionado começa uma relação nestes termos ou pressiona demasiado para iniciar um namoro; se parece esquisito, geralmente é mesmo esquisito).
Passo seguinte, desata a cobri-la de mimos prematuros, a convidá-la para sítios onde ela nunca tinha ido- e aqui achei graça à ingenuidade dela- "levava-me aos concertos do David Carreira e do Quim Barreiros" - é certo que gostos são gostos e lá por um homem levar uma mulher à ópera não quer dizer que não seja má peça na mesma, mas um concerto do Quim Barreiros não é exactamente o programa mais romântico nem respeitoso. As coisas tendem a terminar do mesmo modo que começam e encontros em lugares menos apropriados, escondidos ou onde se use certa linguagem nunca são boa pista. De qualquer modo, demasiadas (e repentinas) atenções podem ser um mau indicativo, logo segundo sinal de alarme.
E terceiro sinal de alarme, muda-se para casa dela, porque era de outra cidade e morava numa pensão. Hello, minha senhora, se um homem cai das nuvens, ninguém o conhece de lado nenhum e está logo disposto a mudar-se para sua casa, algo não bate certo. Até porque caso corra mal, não é tão fácil pô-lo fora como fugir de casa dele. Para não falar que um homem de brio não aceitará uma solução dessas assim, sem mais nem menos.
E neste caso, tratava-se mesmo de alguém já condenado por tentativa de violação e homicídio de uma menor.
Claro que a partir daí começou um inferno - de ameaças de morte a ela e ao filho a tirar-lhe o dinheiro, etc - com o costumeiro medo (que não deixa de ser compreensível) de se queixar às autoridades.
Até que- a sorte às vezes vem disfarçada de maldição - o malandro começa outra relação com a menina do supermercado, que conhecia o casal mas não se importou de se envolver com um homem comprometido. Como muitas que se sentem lisonjeadas por roubar o estafermo alheio, em vez de pensarem "um sujeito que faz isto à outra vai fazer-me a mesmíssima coisa".
A namorada maltratada aproveitou a deixa para nunca mais lhe abrir a porta, apesar das ameaças.
Ao saber que o ex ia mudar-se com a nova companheira para o Norte, ainda tentou avisá-la dizendo que ele a tinha feito comer o pão que o diabo amassou.
Mas a outra, julgando "tu tens é ciúmes" entrou em modo competição feminina e respondeu "o problema é meu".
E foi mesmo problema dela, porque a pobre coitada acabou assassinada e abandonada numa mata...
Ninguém está livre de cair nas mãos de um facínora. Porém o juízo, a sensatez e as lições de dignidade feminina que as avós tanto inculcavam não são só uma questão de "moral" , "reputação" ou "elegância", nem mera receita para a felicidade conjugal. Às vezes ter esses princípios e valores bem presentes pode prevenir coisas graves como esta. O desespero, a credulidade, a insegurança e a competição femininas são território fértil para atrair más pessoas. E desgostos que se podiam facilmente evitar com um pouco de prudência.
Thursday, September 3, 2015
Menino não entra: 10 coisas que as mulheres fazem melhor sem eles
Sem subscrever aquela horrível máxima "uma mulher precisa tanto de um homem como um peixe precisa de uma bicicleta" há actividades que é melhor mesmo deixar para quando "eles" estão ausentes. Se há situações em que ter ao lado o pai, cara metade ou irmão facilita imenso, há outras, que, bem...não vale a pena pedir a um homem que faça o trabalho de uma mulher.
1- Compras
Há cavalheiros que são uns amores, amigos de fazer vontades, uns anjos de paciência, até gostam e ainda por cima são capazes de oferecer presentes já que lá estão (conheci alguns assim, incluindo o meu querido avozinho). Mas há que ter consciência de que esses espécimes são raros entre a população masculina hetero...
Confesso que actualmente, eu própria não tenho paciência para longas maratonas a correr lojas, por isso dá-me muita pena ver os pobres coitados com cara de sofrimento. Depois, entre as reacções que dão vontade de rir ("não demoramos, pois não?") as autoritárias ("temos uma hora para despachar isto!") queixinhas ("doem-me os pés...quero sair daqui para fora!") apressadas ("fica bem, fica; podemos pagar e sair?") de desespero ou ainda, em casos limite, de forretice com o dinheiro alheio ("tanto por umas botas?? ") o mais certo é ninguém se divertir.
Por isso, nesses dias mais vale não os arrastar, ter um momento "amigo não empata amigo" deixá-los voar felizes para qualquer antro masculino (estádio, stand de autómoveis, clube...) e ir sozinha, ou levar as amigas.
2- Exercício
Há casais que estabeleceram uma rotina juntos e funcionam bem (e modalidades, como a corrida, que se prestam mais a ter companhia) mas se não é um hábito, se calhar será boa ideia pensar duas vezes antes de o introduzir no maravilhoso mundo do seu fitness.
Primeiro, porque ninguém parece exactamente glamourosa a exercitar-se, por mais roupas de ginástica sexy que se inventem; depois porque caso o rapaz não seja propriamente um atleta, vai fazer uma figura menos que lisonjeira e ficar atrapalhado.
E se é - ainda que ele jogue rugby e você faça pilates - poderá, com a melhor das intenções, dizer que a menina não está a alongar como deve, que aquele movimento não foi bem executado... ou ficar ferido nos brios e esforçar-se o triplo em algo que não está habituado só para não parecer mais fraco que uma mulher. Um casal amigo tentou e acabou com ela a ser atingida por um peso na testa. Deixou uma marca tipo queimadura que durou uma semana...
3 - Rotinas de beleza
No tempo das nossas avós estava mais presente a ideia de que há coisas que um homem não deve saber como se fazem. Ou seja, cultivar uma beleza natural em casa (não custa nada lavar a cara, dar um jeito ao cabelo e passar um bálsamo nos lábios antes de lhe aparecer) e deixá-los acreditar que as coisas mais elaboradas são trabalho divino.
A verdade é que eles preferem não saber, e se há gestos que até são bonitos (escovar o cabelo, retocar o rosto) a tudo o que envolva rolos na cabeça, longas maquilhagens, máscaras, ceras e manobras pouco favorecedoras com cheiro a amoníaco é melhor aplicar a máxima "a ignorância é uma bênção". Assim como assim - a não ser que tenha um namorado/marido cabeleireiro ou maquilhador profissional - eles só atrapalham.
4- Levar trabalho para casa
Teses, relatórios, artigos, apresentações...ele vai tentar ajudar, claro. E vai meter colherada. Se calhar sugere uma frase ou outra, diz que a formatação não está bem feita e entra em modo eu é que sei, o que convida logo à resposta torta "é o meu trabalho, não preciso de sermões". O que é normal acontecer quando se está stressada, e se alguém levou trabalho para casa é porque anda com falta de tempo, logo não se sente com muita paciência. Há quem consiga trabalhar bem em equipa nestas circunstâncias, mas...
5 - Quaisquer circunstâncias que a deixem descabelada, em preparos pouco apresentáveis
6- Qualquer coisa vagamente masculina ( se por orgulho se rejeitou a ajuda deles)
Se fez ponto de honra de montar aquela estante sem ajuda, ou de mudar um pneu, usar o berbequim para pendurar uns quadros...então desembarace-se mesmo sozinha e quando não houver homens por perto. Eles vão tentar vir em seu socorro. E rir-se da estante que abana por todos os lados, o que é amoroso, mas irrita. Ou pede ajuda, ou manda fazer, ou morde o pó da derrota e perde com fair play. Eles adoram ganhar, por isso mais vale deixá-los. Assim como assim diz-se que as mulheres que não precisam de ninguém para coisa nenhuma não têm tanto sex appeal...
7 - Incidentes (lagarto, lagarto) que envolvam doenças, cortes, etc
A não ser que ele seja médico, enfermeiro, socorrista ou tenha um sangue frio fora do vulgar. É que é raro haver um que não se aflija ao ver sangue ou lidar com remédios e hospitais. É paradoxal como os homens sempre foram à guerra, mas se arrepiam todos com essas coisas. Faça a sua melhor cara, tape o desastre e peça-lhe que vá pôr o carro a funcionar ou buscar ajuda, antes que ele a contagie com o seu pânico.
8- Preparar aquela receita ultra secreta da sua avozinha
Principalmente se o senhor em causa (seja namorado, pai, marido...) é chef, ou sabe cozinhar, ou sabe preparar qualquer coisita mas tem a mania que é chef. É que vai dizer que ele é que sabe trinchar um frango, que a receita que está na sua família há gerações ficava mesmo bem era com umas passas e umas especiarias, que o forno está quente e é perigoso, que devia fazer assim e assado...peça-lhe que ponha a mesa, que vá comprar bebidas ou ingredientes para aquela sobremesa fantástica que ele aprendeu nos anos de faculdade ou com os compinchas da tropa/caça/futebol, e até já.
9 - Vestir-se
Salvo se ele for um personal stylist ou tiver um gosto irrepreensível, peça-lhe só uma opinião quanto ao resultado final.( Caso o envolva muito no processo, pode ouvir o que não quer ou sair com a primeira coisa que vestiu, por pior que seja, porque ele só pensa em despachar-se). Os homens não têm muito olho para detalhes, mas são excelentes a perceber se algo é apropriado ou atraente, portanto mais vale contentar-se com isso. Depois ainda há os que não percebem do assunto mas acham que sim, tipo Kanye West. A esses não convém mesmo dar liberdade para opinar muito...
10- Limpezas e arrumações na mesma divisão
Concordo absolutamente que se ambos têm emprego (e não contam com ajuda doméstica a tempo inteiro) devem cooperar em casa. Porém, quando dividem tarefas, convém que se dividam MESMO - incluindo geograficamente. Cada um para seu lado! Ou seja, ele lava a louça na cozinha e ela arruma o quarto no andar de cima, ele trata do jardim e ela reorganiza a casa de jantar, ela faz as camas e ele põe a roupa na secadora que está na lavandaria na cave, etc. Porquê? Porque um homem sozinho desembaraça-se lindamente, mas se está ao pé de mulheres entra em modo bebé grande e começa a ser um maçador de primeira: de pedir que lhe vão buscar uma água ou um sumo porque ele está muito ocupado a esfregar as paredes a dar sentenças do estilo "não é assim que se aspira as carpetes" passando por "segura a pá enquanto eu varro o lixo" ou "chega-me um paninho", quando damos por nós andamos à volta deles e perde-se metade do tempo.Com "ajudas" assim...
Às armas, ou melhor: ao chinelo!
Eu ainda sou do tempo - e não foi há muito- em que a mania de ser todo yo!ma man, de fazer de mitra ou de guna ou coisa que o valha, ter muito swag e gingar por aí com os manos e as calças ao fundo dos rins era como o outro. A garotada fazia isso porque ouvia hip hop e queria parecer mazona e durona; uns porque andavam com os putos do bairro a fazer tropelias, outros a fingir que sim porque nem lá tinham nascido, até eram de umas famílias do mais compostinho que se pode, uns betinhos de primeira e não andavam em tais companhias; se apanhassem um dread à séria (não sei se é isso que lhes chamam agora) ficavam cheios de medo e lá lhes caíam as calças aos pés para fugir mais depressa, mas enfim.
Não eram os modos mais cavalheirescos, além de ser coisa de poseur, mas aturava-se. Entretanto (malhas que as redes sociais e as hashtags tecem) começam a chegar-me imagens de meninos que se portam - e tiram selfies - assim:
Uma mistura entre gestos à gangsta, modos "à bairro", todos durões, todos bué da maus, ´tás a ver...e uns modos amaneirados e ameninados. Bracinho estendido e torcido a fazer "V" e beicinho ou duckface. Estilo "sou gangster mas também sou fofinho", ou será mais uma moda estilo beijinho no ombro (blhec)? Uns todos musculados e invariavelmente sem t-shirt a fazer isso, outros magrinhos e meio corcovaditos, mas todos nesses preparos, que não sei se é a imitar o Justin Bieber nem o que significa.
Já tinha reparado nisto quando escrevi este post sobre a falta de testosterona que para aí anda e o cavaleiro andante dos tampax (que também faz essas caretas) mas entretanto notei que era praga.
No entanto, posso não conhecer as causas, mas o remédio sei eu: era chinelo e/ ou colégio militar, já.
Aparecesse um rapaz da minha família nessa figura e não lhe faltaria que fazer: um veja-se-atina-menino ou abre-a-pestana-boy-que-isto-aqui-não-é-um-filme de deixar tudo em pratos limpos.
Era calçado para engraxar, pátios para varrer, louça para lavar, descascar batatas e se calhar cavar o jardim porque já se sabe, um jardim é uma canseira constante e um hobbie adequado a pessoas de bem, além de não haver melhor terapêutica para estas coisas do que, como diz o povo, uma enxada na mão de manhã à noite. Até podia convidar os manos, aproveitar o gingar do swag para dar impulso às pás e aos ancinhos ao som da música. Depois ia fazer caridade, começando por doar aquelas vestimentas horrorosas para serem vendidas para reciclagem a favor de alguma organização solidária e se isso não resolvesse, vai de boot camp, que nada forma um homem nem endireita as costas e cura gingados como a disciplina militar.
Andam uns portugueses a combater o ISIS e outros armados em maus que fazem beicinho. Gangsta pé-de-salsa. Francamente.
Não eram os modos mais cavalheirescos, além de ser coisa de poseur, mas aturava-se. Entretanto (malhas que as redes sociais e as hashtags tecem) começam a chegar-me imagens de meninos que se portam - e tiram selfies - assim:
Uma mistura entre gestos à gangsta, modos "à bairro", todos durões, todos bué da maus, ´tás a ver...e uns modos amaneirados e ameninados. Bracinho estendido e torcido a fazer "V" e beicinho ou duckface. Estilo "sou gangster mas também sou fofinho", ou será mais uma moda estilo beijinho no ombro (blhec)? Uns todos musculados e invariavelmente sem t-shirt a fazer isso, outros magrinhos e meio corcovaditos, mas todos nesses preparos, que não sei se é a imitar o Justin Bieber nem o que significa.
Já tinha reparado nisto quando escrevi este post sobre a falta de testosterona que para aí anda e o cavaleiro andante dos tampax (que também faz essas caretas) mas entretanto notei que era praga.
No entanto, posso não conhecer as causas, mas o remédio sei eu: era chinelo e/ ou colégio militar, já.
Aparecesse um rapaz da minha família nessa figura e não lhe faltaria que fazer: um veja-se-atina-menino ou abre-a-pestana-boy-que-isto-aqui-não-é-um-filme de deixar tudo em pratos limpos.
Era calçado para engraxar, pátios para varrer, louça para lavar, descascar batatas e se calhar cavar o jardim porque já se sabe, um jardim é uma canseira constante e um hobbie adequado a pessoas de bem, além de não haver melhor terapêutica para estas coisas do que, como diz o povo, uma enxada na mão de manhã à noite. Até podia convidar os manos, aproveitar o gingar do swag para dar impulso às pás e aos ancinhos ao som da música. Depois ia fazer caridade, começando por doar aquelas vestimentas horrorosas para serem vendidas para reciclagem a favor de alguma organização solidária e se isso não resolvesse, vai de boot camp, que nada forma um homem nem endireita as costas e cura gingados como a disciplina militar.
Andam uns portugueses a combater o ISIS e outros armados em maus que fazem beicinho. Gangsta pé-de-salsa. Francamente.
Wednesday, September 2, 2015
5 detalhes que as roupas actuais não têm (e que evitavam muitos faux-pas!)
Já se sabe que não se pode pedir qualidade de couture em pronto a vestir, principalmente quando falamos de fast fashion. No entanto, as roupas de antigamente tinham alguns detalhes engenhosos que hoje faltam - até em marcas de luxo - e que poupavam muitos embaraços. Em alguns artigos de alta costura actuais esses pormenores ainda se vêem, mas é mais comum
encontrá-los nas peças vintage - tanto couture como nos vestidos elaborados por boas modistas.
E no entanto, não estamos a falar de nada que tornasse a produção muito cara. Principalmente tendo em conta o "efeito luxo" instantâneo que acrescentam a qualquer trapinho. À falta de visão por parte das marcas, é sempre possível pedir à costureira que faça essas alterações: pode não ser prático mandar fazer isso em peças que se tenha em grande quantidade, mas que compensa, compensa .
1- Molas entre os botões da camisa
Qualquer menina ou senhora com um busto minimamente acentuado percebe esta: é um desafio manter os botões que incidem sobre o peito devidamente fechados! Por esse motivo ando sempre a bater na tecla das pregadeiras, mas às vezes um alfinete mal colocado, ou que não tenha o formato certo, pode não garantir a necessária "privacidade"... e pronto, lá se vê um pouco da lingerie ou algo mais, cruzes. Contra isso, além de mandar apertar bem as casas dos botões, convém aplicar umas molas entre eles nessa zona: problema resolvido. Como camisas são algo que quase toda a gente tem em grande número (ou devia, pela versatilidade que permitem) não dá muito jeito mandá-las adaptar todas. Não custava nada que já viessem assim, não era? Pois...
2 - Forros em condições
Já se sabe que a maior parte das roupas - especialmente vestidos e saias - assentam melhor se forem forradas, de preferência com um tecido macio que deixe a pele respirar. Principalmente se falarmos de saias ou vestidos de material vaporoso, fino ou muito maleável (como certas malhas) que adere à pele, revelando demasiado, mostrando certas gordurinhas de quem as tem ou criando volume onde ele não existe. Infelizmente, roupa bem forrada não é a norma actualmente. Arrepio-me quando vejo mulheres com vestidos de malha colados às coxas, a aumentar desnecessariamente uma data de centímetros ou a expor em grande detalhe os contornos da roupa interior. Um spanx é um remédio aceitável e aconselhável, mas nem sempre resolve tudo. Colocar forros não é das alterações mais acessíveis ou fáceis, mas vale a pena pensar nisso se gosta muito de uma peça, ou investiu bastante nela, mas não cai como deveria.
3- "Chumbos" nas saias rodadas
Um antigo (e baratíssimo) truque muito comum em saias e vestidos vintage, para evitar o indesejado "efeito Marilyn": pequenos pesos, vulgo "chumbos de cortinado" inseridos estrategicamente sob o tecido! Sua Majestade Isabel II, invariavelmente impecável, pede sempre à sua costureira que não se esqueça deste "salva modéstia" que lhe permite sair de helicópteros ou assistir a paradas em dias ventosos sem o mínimo risco ou constrangimento. É útil pensar nisso para saias amplas, mas leves ou pouco consistentes.
4 - "Respiradouros" em vestidos justos
Esta artimanha só a vi mesmo em vestidos de alta costura e tive de fotografar para vos mostrar. Trata-se de uma abertura sob a axila, que não se nota, para evitar quaisquer apertos ou manchas indesejadas em vestidos de mangas justas feitos de tecidos porosos, caros e difíceis de limpar, como certas sedas. Truques semelhantes são utilizados em roupas de desporto ou militares (sob a forma de fechos ou aplicações, nessa zona, de pano com pequenos buracos).
5 -"Segura-alças" de lingerie
Vestidos e blusas com formatos exóticos ou desconfortáveis, que dificultem usar roupa interior adequada, são de evitar o mais possível, mas às vezes torna-se difícil manter as alças da lingerie no lugar até com decotes relativamente comuns (como o "Bardot", shoulder-to-shoulder ou coração). Isto acontece com frequência em vestidos de noite, cujos tecidos são mais pesados e /ou escorregadios. Contra isso, há dois remédios: coser sob o vestido um soutien especialmente bom, na posição certa, que suporte e não descaia (o que requer uma costureira com o poder de cálculo de um engenheiro). Mais fácil e prático ainda: mandar fazer umas pequenas presilhas por dentro dos ombros da peça, que prenda as alcinhas do soutien no lugar. É remédio santo e só exige uns centímetros de tecido e umas molas minúsculas.
Engenhocas, não acham?
encontrá-los nas peças vintage - tanto couture como nos vestidos elaborados por boas modistas.
E no entanto, não estamos a falar de nada que tornasse a produção muito cara. Principalmente tendo em conta o "efeito luxo" instantâneo que acrescentam a qualquer trapinho. À falta de visão por parte das marcas, é sempre possível pedir à costureira que faça essas alterações: pode não ser prático mandar fazer isso em peças que se tenha em grande quantidade, mas que compensa, compensa .
1- Molas entre os botões da camisa
Qualquer menina ou senhora com um busto minimamente acentuado percebe esta: é um desafio manter os botões que incidem sobre o peito devidamente fechados! Por esse motivo ando sempre a bater na tecla das pregadeiras, mas às vezes um alfinete mal colocado, ou que não tenha o formato certo, pode não garantir a necessária "privacidade"... e pronto, lá se vê um pouco da lingerie ou algo mais, cruzes. Contra isso, além de mandar apertar bem as casas dos botões, convém aplicar umas molas entre eles nessa zona: problema resolvido. Como camisas são algo que quase toda a gente tem em grande número (ou devia, pela versatilidade que permitem) não dá muito jeito mandá-las adaptar todas. Não custava nada que já viessem assim, não era? Pois...
2 - Forros em condições
Já se sabe que a maior parte das roupas - especialmente vestidos e saias - assentam melhor se forem forradas, de preferência com um tecido macio que deixe a pele respirar. Principalmente se falarmos de saias ou vestidos de material vaporoso, fino ou muito maleável (como certas malhas) que adere à pele, revelando demasiado, mostrando certas gordurinhas de quem as tem ou criando volume onde ele não existe. Infelizmente, roupa bem forrada não é a norma actualmente. Arrepio-me quando vejo mulheres com vestidos de malha colados às coxas, a aumentar desnecessariamente uma data de centímetros ou a expor em grande detalhe os contornos da roupa interior. Um spanx é um remédio aceitável e aconselhável, mas nem sempre resolve tudo. Colocar forros não é das alterações mais acessíveis ou fáceis, mas vale a pena pensar nisso se gosta muito de uma peça, ou investiu bastante nela, mas não cai como deveria.
3- "Chumbos" nas saias rodadas
Um antigo (e baratíssimo) truque muito comum em saias e vestidos vintage, para evitar o indesejado "efeito Marilyn": pequenos pesos, vulgo "chumbos de cortinado" inseridos estrategicamente sob o tecido! Sua Majestade Isabel II, invariavelmente impecável, pede sempre à sua costureira que não se esqueça deste "salva modéstia" que lhe permite sair de helicópteros ou assistir a paradas em dias ventosos sem o mínimo risco ou constrangimento. É útil pensar nisso para saias amplas, mas leves ou pouco consistentes.
4 - "Respiradouros" em vestidos justos
Esta artimanha só a vi mesmo em vestidos de alta costura e tive de fotografar para vos mostrar. Trata-se de uma abertura sob a axila, que não se nota, para evitar quaisquer apertos ou manchas indesejadas em vestidos de mangas justas feitos de tecidos porosos, caros e difíceis de limpar, como certas sedas. Truques semelhantes são utilizados em roupas de desporto ou militares (sob a forma de fechos ou aplicações, nessa zona, de pano com pequenos buracos).
5 -"Segura-alças" de lingerie
Vestidos e blusas com formatos exóticos ou desconfortáveis, que dificultem usar roupa interior adequada, são de evitar o mais possível, mas às vezes torna-se difícil manter as alças da lingerie no lugar até com decotes relativamente comuns (como o "Bardot", shoulder-to-shoulder ou coração). Isto acontece com frequência em vestidos de noite, cujos tecidos são mais pesados e /ou escorregadios. Contra isso, há dois remédios: coser sob o vestido um soutien especialmente bom, na posição certa, que suporte e não descaia (o que requer uma costureira com o poder de cálculo de um engenheiro). Mais fácil e prático ainda: mandar fazer umas pequenas presilhas por dentro dos ombros da peça, que prenda as alcinhas do soutien no lugar. É remédio santo e só exige uns centímetros de tecido e umas molas minúsculas.
Engenhocas, não acham?
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