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Wednesday, October 21, 2015

Guardá-lo ou "rifá-lo"? Uma pergunta basta para ficar com uma ideia.


Os homens são umas criaturas encantadoras: pelo menos ao início, quando tudo é lindo, só declarações de amor e demonstrações de devoção. Parecem capazes de beber os ares pela mulher que lhes tira o sono; eles não caminham nem guiam, eles voam e mostram-se dispostos a enfrentar dragões e matar mil homens pela sua dama. Junta-se a isso uma cara bonita e uma figura desempenada, e cada um no seu género- o cavalheiro elegante, o intelectual romântico, o aventureiro rebelde- com as suas lindas palavras ditas por uma voz grave e os olhos cintilantes de emoção, parece um herói de romance. 

Se alguém disse que não há nada mais belo do que uma mulher atingida pelas flechas do Cupido (pois a noção de se sentir amada faz-lhe brilhar os olhos e tinge-lhe as faces) talvez nunca tenha reparado na beleza varonil de um homem apaixonado. O olhar de aço, a postura determinada de quem se sente capaz de qualquer coisa...até os seus disparates e fanfarronadas soam bem a um coração sensível. E a alma feminina, mesmo a da mulher mais racional, mais prática, tem sempre algo de sonhador.



Todas sabemos, porém - até à mais ingénua jovem basta escutar as amigas que já passaram por isso - que ora pela ordem natural das coisas, que acalma as paixões mais veementes e mesmo os verdadeiros amores, ora porque alguns sabem ser falsos, como qualquer ser humano mal formado - que isso não basta. É preciso algo mais, a responsabilidade, uma impressão (ou certeza interior) de solidez futura.

Por isso importa avaliar bem isso antes que a fascinação e o entusiasmo toldem o julgamento: a hombridade, a decência, a palavra, a bondade, o altruísmo, o sentido prático ...que muitas vezes se revelam em pequenos gestos espontâneos.


O jogador de rugby Dimitri Szarzewski: um "deus" no Estádio, mas homem de família fora dele
                     
 Mas além de tudo isto, há um raciocínio muito simples que ajuda uma mulher a perceber quem tem diante de si. Independentemente de o cavalheiro em causa ser um dandy, um atleta, um estudioso, um artista, um  executivo orientado para os resultados, etc...

Basta pensar: em caso de crise, calamidade ou cenário apocalíptico, ele seria homem para a ajudar na sobrevivência? Se o acha capaz de liderar uma equipa ou pelo menos ser um elemento valioso, atribua um ponto extra. 

                                               

Como agora a série recomeçou, voltemos ao Darryl Dixon de The Walking Dead: é desde o início um membro imprescindível para o grupo de sobreviventes: forte, valente, habituado a caçar, discreto e capaz de planear estratégias e cumprir ordens. Mas apesar de ser aparentemente um homem rude, pouco refinado e de pouquíssimas falas, é sensível que chegue para para proteger um bebé indefeso, que outros considerariam um empecilho. Não basta ter coragem para dar tiros: é preciso valentia para colocar o próximo  em primeiro lugar.

Então, uma mulher pode comparar o seu pretendente, ou potencial namorado/marido ao Darryl. Não importa se ele cresceu no campo ou na cidade, que meios possui, se é mais sofisticado ou menos: ele tem coragem? Tem sentido prático? Importa-se com os outros? Sente-se segura ao lado dele? Se sim, fantástico.



Mas se sente que, pelo contrário, em qualquer fim do mundo literal ou figurado, tomar conta da ocorrência seria tarefa sua, pense duas vezes. Uma mulher a sério não precisa de um homem para se desembaraçar, mas ninguém quer carregar um trambolhozinho cheio de fanicos em situação de emergência, muito menos ter a seu lado um egoísta, um medricas que só pensa em salvar a própria pele e não quer saber dos outros. 

Pessoas assim não só são más para elas próprias em situação de guerra, catástrofe, etc- porque não sabem trabalhar em equipa e acabam por pagar o preço - como colocam em perigo todo um grupo. E na vida quotidiana, com as crises de todos os dias, o "grupo" é o casal ou a família.



E assim são estas almas na vida real, nos relacionamentos: incapazes de se comprometer (ou ainda que digam da boca para fora que estão comprometidos, na hora H não sabem escolher lados, defender a pessoa de quem gostam contra terceiros ou ser responsáveis com as contas) sempre prontos a obter mais dando o mínimo, a dar o dito por não dito, muito amigos de se defender culpando os outros, de mudar de ideias, de atraiçoar quem for necessário para o seu proveito próprio, de prejudicar os outros ou a si mesmos só para demonstrar que mandam ou têm razão, etc.

Escolha um Darryl Dixon e estará sempre bem acompanhada...ainda que não haja zombies  por perto (esperemos!).




Tuesday, October 20, 2015

A "suave" violência psicológica



Num livro/filme que não aprecio por aí além - graças às liberdades criativas tomadas com factos históricos - mas que tem umas ideias e frases que dão que pensar, há uma cena que me ficou sempre. A mãe de Ana Bolena (que era filha do Duque de Norfolk, logo conhecia os caprichos da corte) avisa o marido, Tomás, de que os favores do Rei não vão durar. Que todos aqueles privilégios desaparecerão tão depressa como surgiram. "Estes aposentos pertenciam ao Duque de Buckingham, o amigo mais íntimo do Rei, que agora tem a cabeça numa estaca". O marido, que era um self made man ambicioso, logo estava deslumbrado com tudo aquilo, responde espantado: "mas ele cometeu Alta Traição". E a sensata mulher (adoro cada cena de Kristin Scott Thomas nesse filme) replica: "E o que é isso? Alta Traição é tudo o que o Rei quiser!"

E há de facto pessoas assim, como o Rei Henrique VIII, com quem nunca se sabe como proceder para não cair no seu desagrado. Tal como nos campos de concentração, não há uma maneira de saber "se fizer assim e não fizer assado, tudo correrá bem". Isto é muito comum nas relações pautadas por qualquer tipo de violência, física ou psicológica. E claro, o Rei Henrique era exactamente assim com todas as suas mulheres. Não só era o marido - era o soberano. E era temperamental. Com um poder quase absoluto.



 Isto para chegar ao que nos traz cá hoje: por vezes tenho receio de que se confundam ideias que defendo aqui - um retomar do papel tradicional e da dignidade da mulher (cujo lugar é onde ela quiser: em casa, no mundo do trabalho ou até fora do feminismo) - com uma mulher que se deixa pisar. Não nos enganemos. 

Acreditar na igualdade de direitos e deveres perante a Lei, mas crer firmemente nas diferenças biológicas e psicológicas entre os sexos, é acreditar que o homem, como mais forte, deve defender com unhas e dentes quem tem a seu lado ou ao seu cuidado. 

Uma coisa é o homem que se faz respeitar, que não é um capacho (e se vamos por aí, há mulheres a exercer violência, principalmente emocional, e não é pouca). Outra é o cobarde, que não em outro nome, que fere, por dentro ou por fora, a mulher por quem diz, ou acha, estar apaixonado. E olhem que apesar do que se possa dizer dos meios mais antiquados, mais "machistas", alguns dos piores agressores são indivíduos muito modernos, todos feministas, todos pelos direitos das mulheres...gente cruel há-a em toda a parte.

 Nestes casos, minhas queridas amigas, recordo o que disse este fim de semana: nunca se pode tolerar a crueldade, seja ela física ou psicológica, e nisto não há excepções. E invoco o exemplo da mulher do ciumento no Decameron: "Nem te aconselharia a um tal atrevimento de me pores as mãos em cima; pela cruz de Cristo, partia-te a cara" (sou contra a violência, mas auto defesa é um dever).




Que volto a dizer, uma mulher tem de ser como as cordas do piano: delicada, mas de aço.

  Hoje vive-se um pouco o pânico, a paranóia, de ver violência na menor altercação. Um murro na mesa? Violência. O homem, para ser meigo, tem de ser um efeminado. Não creio nisso, antes pelo contrário; a tudo se aplica o bom senso e o discernimento. Mas é verdade que se o exagero se instalou, é porque a agressividade e a crueldade começam de facto aos poucos. É uma má palavra aqui, um safanão ali, ditos ácidos à frente dos amigos hoje, uma cena de ciúmes amanhã, um insulto agora outro mais tarde, um abuso mais adiante, um estalo, uma ameaça acolá e às vezes, em casos mais dramáticos, dá em sovas e tareias...ou no piorio que vem nos jornais. Nasce da falta de respeito, da desconsideração pela outra parte, e vai criando raízes. E no caso das mulheres, floresce por uma mistura de tolerância que lhes é inata e síndroma de Estocolmo

O homem que maltrata psicologicamente, o homem que não mede a força, o homem que bebe, o namorado ciumento patológico, o que não se importa de fazer chorar, o que inventa jogos de poder no firme propósito de torturar a cara metade, o que não entende que "não" não é "nim"...para todos há desculpas.

Em particular, a violência psicológica é subtil e matreira- mas não menos devastadora. Uma mulher de personalidade, forte, com boa auto estima, pode dizer "quando um homem me bate, bate-me uma vez"- e cumpri-lo. A bofetada é assim uma coisa muito eloquente, muito explícita. Não há melhor sinal de alarme para sair porta fora.


 Mas embora não haja dois dramas iguais nem seja a minha especialidade, atrevo-me a dizer que  agressões verbais ou psicológicas têm mais que se lhe diga. Porque afinal, não parece tão mau, não é? Pode ter sido uma má impressão, um dia não. Foi dos ciúmes, ele adora-me e perde a cabeça, é produto do meio/cultura dele, não é defeito é feitio,  é um querido quando não está fora de si, ele é um brincalhão, expressa-se assim e às vezes não vê os limites. E quando se vai a ver, até o amor próprio mais saudável está baralhado, abalado, de pantanas. 

Desculpa-se o indesculpável para manter...já nem se sabe o quê. À espera que tudo volte ao que era no início, do próximo pedido de desculpas, da próxima reconciliação romântica, dos projectos sonhados em comum. Mas a verdade é que uma vez o comboio descarrilado, é quase impossível- ou porque as estatísticas provam que tende a piorar, ou porque, como um dos homens mais importantes da minha vida costuma dizer "um homem assim não volta a ser como no início, porque o que ele era a princípio não passava de fachada. O que ele mostra agora é o que ele realmente é". 












Mas o mundo ganhou todo juízo, ou anda tudo a concordar comigo, ou...


Bom, não sei mas é reconfortante ver a citação acima. Não ouço esta rádio -ouço pouca rádio, por motivos que um dia conto- porém quer-me parecer que esta, que costumava ser toda modernaça, anda a educar o povo, o que é óptimo para variar.  As ceroulas do demo são não só a coisa mais reveladora fisicamente falando, mas também a mais eloquente que há. Quem as confunde com calças (volto a dizer, calças de malha não são necessariamente leggings) e gosta de as usar, ou ver na rua, está apresentado(a). In leggings veritas, minha gente.


Monday, October 19, 2015

Quando é que uma mulher tem sapatos a mais?


Ontem fizeram-me essa pergunta enquanto punha em ordem parte dos meus e respondi automaticamente: "quando não prestam". 

E é a pura verdade, pois além de  "quantos sapatos tem?" ser uma pergunta bastante atrevida para se fazer a uma rapariga e a que é difícil responder, o excesso - ou não - varia consoante o espaço disponível, as necessidades, gostos, hábitos, estilo de vida e orçamento de cada uma.
Assim, "quando não prestam" é o melhor critério. Já se sabe que há vários tipos de sapatos na vida de uma mulher, aqueles que é sensato ter sempre à mão ou comprar com mais frequência, os que permitem caminhar sem estragar bons momentos e os que são à prova de erro quando se trata de favorecer a figura. O que não nos faz felizes não deve ter lugar, nem os sapatos que cronicamente magoam. Tal como as pessoas que só causam aborrecimentos por muito elegantes que sejam, devem sair de cena para não voltar, ainda que isso cause uma certa pena...


Os sapatos ai -Jesus que já estão para além de toda a reparação, por muito bons amigos que tenham sido, também merecem reforma. E de resto, tudo o que tenha sido um mau investimento: os pares muito datados ou que sejam - e pareçam - de fraca qualidade, pois uma Senhora também se conhece pelo calçado, os sapatos dizem muito de quem os calça e se um vestido modesto passa, sapatos com mau ar arruinam imediatamente um visual.

Logo ao calçado - como a tantas áreas da vida -  pode aplicar-se esta máxima infantil, mas eficaz: não presta. E se não presta e está a ocupar um espaço que faz falta para tantas outras coisas, guardar para quê?

Dois bons rapazes: o complexo "Gannicus" e o complexo "Oenomaeus"


As características mais importantes num homem são as 3 "ades": hombridade, lealdade e responsabilidade. São realmente uma trindade que rima, pois podíamos considerá-las indissociáveis.

Nenhum homem é leal se não tiver hombridade, nem pode ser assim se não se responsabilizar pelos seus actos - ou mesmo, se não se responsabilizar pelos outros, sacrificando-se pelos que ama se for necessário. Há dias chegou-me um vídeo que, embora visto pela perspectiva de um pastor protestante, explica muito bem essa ideia: o verdadeiro homem não é o mais fanfarrão, nem o mais brutamontes, nem o mais forte fisicamente ou que tem mais "sorte" com o sexo oposto, mas o que possui a capacidade de se responsabilizar.


As mulheres são educadas, de certa forma, para se sentirem fascinadas pelos "maus rapazes" (que representam uma farsa de masculinidade) mas para ficarem com o "bom rapaz" - que é previsível e aparentemente, responsável, sendo que muitos são apenas capachos - o que também não é, de todo, ser homem.


 Mas falemos de bons rapazes, de homens honrados, bondosos, cumpridores, trabalhadores e fiéis. Uma vez que homens são seres humanos, e como tal cheios de nuances, há diversos tipos de bons rapazes: o bom rapaz que é assim porque é religioso, o rapaz que é assim porque foi educado dessa maneira, o bom rapaz que é assim porque é introvertido, o bom rapaz que é carinhoso e constante por natureza, etc, etc. É muito bom rapaz junto!


 Distingamos então dois tipos - aparentemente opostos - de homem honrado, cada um com as suas virtudes e defeitos. E perdoem-me por voltar a uma série já vista e revista, mas quando gosto de alguma coisa gosto mesmo e esta tem paradigmas para quase tudo (afinal, com tanta personagem bem escrita a morrer constantemente, tinha de haver muito por onde escolher, ou não teria durado quatro temporadas).




Para quem não viu Spartacus ou não gostava do programa, um resumo rapidinho: Gannicus e Oenomaeus eram dois escravos, gladiadores campeões e melhores amigos. Ambos tinham bom coração e um grande sentido de honra, dever e lealdade. A certa altura, porém, desentenderam-se porque, por um acidente que escapou à vontade dos envolvidos, acabaram apaixonados pela mesma mulher.

1- Oenomaeus, o bom rapaz de raiz




Oenomaeus, o doctore (treinador) representava o homem honrado por excelência: sóbrio, bem comportado, firme, digno, de poucas falas, cheio de auto domínio, um pouco austero e disciplinador até. Fiel à casa que o adoptou e que deu sentido à sua existência, tornando-o célebre e respeitado, vestia totalmente a camisola da sua equipa e levava muito a sério os homens sob o seu cuidado.

Este género encontra-se muito nos militares, nos homens de meios tradicionais ou que possuem sentimentos religiosos, entre intelectuais e assim por diante...

São pessoas de valores muito vincados, de moral bem clara. Este homem faz o tipo que se for atleta segue um regime sem prevaricar, o parceiro de absoluta confiança nos negócios, capaz de se prejudicar para não faltar ao seu dever, à palavra dada ou à sua reputação. É capaz de se deixar matar pelas pessoas de quem gosta. 

Com a mulher que escolhe - e não escolhe qualquer uma - é quase sempre o companheiro perfeito. Embora pareça frio e distante, isto deixa de acontecer quando se apaixona, mas terá sempre alguma dificuldade em exteriorizar de forma tão romântica como a cara metade gostaria. Escusado será dizer que é fiel (muito dificilmente cede ou alimenta qualquer proximidade que ponha os seus votos em causa) e que exige igual fidelidade e perfeição da pessoa ao seu lado. 


Com toda a sua nobreza de carácter, um "Oenomaeus", no entanto, pode pecar por outros lados: primeiro, pela ingenuidade. Quem não faz o mal, não vê o mal, logo este rapaz facilmente é enganado por rumores e intrigas. Sendo tão fiável, crendo na bondade de toda a gente, às vezes demora a abrir os olhos e a saber em quem confiar e perante uma suspeita alarmante, entra em pânico. E se desata a suspeitar, torna-se dificílimo fazê-lo confiar e abrir-se. Segundo, pela rigidez e frieza: não ser capaz de exteriorizar o que lhe vai na alma dificulta muito a comunicação, logo, qualquer relacionamento. Por fim, como coloca a parceira num pedestal - o que raramente é boa ideia -cria uma imagem idealizada dela, ressentindo-se se, com ou sem razão, a vê embaciada. Em suma, seria o homem ideal se não fosse a fragilidade interior e a atitude "holier than thou".



2- Gannicus, o mau rapaz que é bom




No início da série Gannicus era uma superstar, uma espécie de Cristiano Ronaldo com espadas lá do sítio, sem saber o que era o medo e capaz das proezas mais loucas. Um temerário bem disposto com mais coragem do que miolos e um certo complexo de auto-destruição, que só pensava em vitórias sangrentas na arena, copos atrás de copos e mulheres de má vida. A única coisa verdadeira para ele era a amizade, mas até isso foi posto em causa graças à sua maneira tresloucada de ser. Gannicus só mostrou o seu verdadeiro potencial quando, em nome da devoção aos amigos e para pagar uma dívida de consciência, pôs a sua coragem - e a inteligência, que  possuía mas não usava muito - ao serviço de uma causa maior do que ele. 

Isso, e ao encontrar uma boa mulher, de coração mais puro e inocente, que o fez ver no sexo oposto algo mais do que brinquedos.


 Gannicus representa o rebelde de coração de ouro; aquele que pode ser reformado. Aquele que muitas mulheres julgam - quase sempre, erradamente -  ver em cada bad boy que encontram. É o herdeiro playboy que decide assentar, o rapaz da banda que se cansa da vida de estúrdia, o artista incompreendido e boémio, o ganda maluco que escala o Evereste e salta em pára quedas, o aventureiro que não pára em lado nenhum, etc. E que quando se apaixona, zás: opera-se uma mudança radical. Torna-se um homem de família, que põe as suas qualidades ao serviço de um bem maior.

Claro que um homem-Gannicus tem muitas virtudes, ou vantagens. É corajoso, divertido, seguro de si, fascinante, envolvente, masculino, vai e faz em vez de hesitar, junto dele tudo parece seguro e simples ...e claro, sabe lidar com mulheres. Tanto disparate no passado, tanto mulherio, teve de lhe ensinar alguma coisa...incluindo que há mulheres para a diversão, e mulheres para levar a sério. 


Além disso, como no fundo é um coração de manteiga capaz de dar a camisa a um pobre, há uma candura nele que surpreende. O que noutras pessoas pareceria vicioso, nele é natural e até tem graça.


 Mas o mau -rapaz-que -é - bom tem dois problemas. O primeiro é que é um espécime raríssimo. Quase sempre um homem farrista, bebedolas, mulherengo, indomável, brutamontes, que pensa só em si mesmo (e nem para si é bom, pois anda constantemente envolvido em sarilhos ou actividades perigosas) tem dificuldade em mudar. 


As pessoas são como são, e a sua essência não se altera facilmente a não ser que elas o queiram de todo o coração. E mesmo assim não é simples. Old habits die hard.  Apliquemos aqui a metáfora da barraca: podemos tirar o rapaz da rebeldia, mas não a rebeldia do rapaz. Quem nunca ouviu casos de mulherengos que prometiam modificar-se, só para conquistar a mulher que desejavam? E muitos até eram sinceros- naquele momento, claro. 


O rebelde honrado e de palavra, capaz de se responsabilizar, não é uma aberração - não faltam casos felizes por aí. Porém, ao conhecer um em potencial é preciso ter muita serenidade, muita objectividade, muita cabeça fria e dar tempo ao tempo para perceber se é verdadeiro.


O segundo problema é a bagagem: ainda que ele seja um homem sério e de palavra apesar das doidices do percurso, para muitas mulheres (principalmente se forem mais ingénuas ou conservadoras) não é fácil lidar com um passado cheio de aventuras, de esqueletos no armário, e confiar.  Não só os ciúmes-fantasma se podem instalar (o que é injusto pois o que lá vai, lá vai) como há o receio legítimo - mas que não pode existir numa relação - de que o passado se repita.



Moral da história: mesmo entre os homens bons, não existe homem perfeito. Mas onde há bom coração, amor genuíno, sabedoria feminina para distinguir o trigo do joio e , da parte deles,  as 3 "ades", nada é irremediável.














Sunday, October 18, 2015

"Não és homem para mim!" - Conselhos de um Padre para evitar o marido errado.


Costumo dizer que quando se trata de pedir conselhos - nomeadamente sobre algo tão delicado como o aspecto amoroso - algumas das fontes mais fiáveis são a avó (porque é mãe duas vezes mas tem o distanciamento da experiência, além de ser mais tolerante, logo menos emocional) o irmão (pelos motivos já enunciados aqui) ou um Sacerdote. Isto para quem tem Fé, embora eu ache cá comigo que os Padres são bons conselheiros para qualquer pessoa. Afinal, orientar as almas é o seu trabalho.

Juntei à minha biblioteca este livrinho engraçadíssimo, e tendo passado os olhos por ele senti que tinha de partilhar convosco algumas ideias escritas pelo Padre Pat Connor,que admite sem reservas "os padres, como é bem sabido, nunca hesitam em meter o bedelho em assuntos sobre os quais aparentam saber muito pouco"



Cá por mim sempre acreditei que um cardiologista não precisa de ter sofrido um enfarte para saber como o tratar e que com os Padres passa-se o mesmo quando se trata de amores, mas que sei eu...

Ficam então algumas directrizes do autor, o Padre Pat Connor, acerca do homem errado. Do homem com quem nenhuma rapariga deve pensar em perder o seu tempo, quanto mais considerar o até que a morte nos separe. Sejam as minhas amigas desse lado Católicas, Protestantes, Judias, Muçulmanas, Budistas, etc... ou abertamente descrentes, isto é ouro puro (e bom senso).

- O amor pode ser cego, mas o casamento funciona como uma ida ao optometrista.

- Nunca case com um homem que não a apresenta como sua noiva. Se ele está relutante em usar a expressão "nós" ou a apresenta como uma simples "amiga" não está preparado para casar.

Nunca case com um homem que a faz sentir mal consigo mesma.

Nunca case com um homem que a permite espezinhá-lo. É bom ter um capacho em casa, mas não se ele for o seu marido.

- Se o ama, mas sabe que no fundo ele não presta, corra- até não conseguir mais- para longe dele.

- Nunca case com um homem que é rude com os empregados.

- Nunca case com um homem que grita consigo à frente dos amigos.

- Nunca case com um homem que é mais carinhoso em público do que em privado.

Nunca case com um homem que não trata bem o cão dele.

Nunca case com um homem que não consegue dizer "amo-te".´

Nunca case com um homem que manda postais de aniversário às ex-namoradas.

- NUNCA case com um homem que a trata com crueldade- quer esta crueldade seja física, quer emocional. (E nesta não há excepções).

AMEN!









Diz que vem chuva - agarrem-se às botas!




Tommy Hilfiger
E não o afirmo só por hoje - que parece que me andam a virar mangueiras dos bombeiros por cima do telhado e a chuva lá fora lembra uma cortina de água. Ouvi há dias que este Inverno vai ser particularmente chuvoso... e já se sabe que contra isso, nada como botas impermeáveis.

Mas já aqui vimos o paradoxo - o que tem acontecido todos os anos é haver muitos botins (que são lindos, recomendáveis e até impermeáveis, alguns, mas não resolvem tudo quando chove cães e gatos) e montes de botas giras, porém...em camurça. Ainda estou para perceber essa.

 Como quem avisa vossa amiga é e eu sou muitíssimo vossa amiga por isso não quero que ninguém se constipe, fui procurar alguns dos melhores modelos dentro das tendências do momento  para todas as bolsas, de modo a não falhar no quesito botas perfeitas: longas, neutras, elegantes e impermeáveis!

Modelos clássicos em couro ou wellington boots, o que importa é que favoreçam as pernas, sejam confortáveis, protejam da chuva e tenham uma altura estável que permita caminhar à vontade. 

Eis os melhores "todo o terreno" da estação:



Galochas


Botas de montar em borracha pelo joelho, Decathlon

Galochas, Zara

Wellington boots, Aigle

Em pele

 Marc Jacobs
Veronique Branquinho (também disponível em castanho escuro)
MICHAEL Michael Kors

Com pé em couro e sobre o joelho, Zara




Stuart Weitzman

Botas de estilo hípico, Zara

                                               
                                                                Overknee, Stuart Weitzman



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