Recomenda-se:

Netscope

Friday, December 25, 2015

Desconstruindo o mito da curiosidade feminina



As mulheres são, por tradição, consideradas curiosas. Ou como sofrendo do pior tipo de curiosidade!

 Não a curiosidade científica, que permite trepar pelos factos fora, dissecá-los e 
decompô-los afastando o acessório até chegar a uma conclusão importante, com potencial utilidade para o progresso da espécie humana; mas uma curiosidade mesquinha, pueril, cujo processo de raciocínio é vagamente semelhante mas desnecessariamente intrincado, e que nunca visa nada de relevante ou construtivo mas apenas a bisbilhotice, a desconfiança, o cortar na casaca alheia ou o procurar de pretextos para azucrinar o companheiro...isto quando não se trata de uma curiosidade inata, inútil, "porque sim".

Há imensas frases jocosas sobre o assunto, e outras que afirmam que uma mulher desconfiada faz melhores investigações do que o FBI. A associação entre mulher e curiosidade/mania de complicar/mexerico criou não poucas complicações ao longo da História.



E no entanto, se é verdade que a mulher possui um espírito inquisitivo e a capacidade de ver além, às vezes além do necessário, fazendo mil associações de ideias por coisas de nada, para o bem e para o mal (o que tende a agravar-se quanto mais inteligente uma mulher é) não creio que seja verdade isso de elas serem mais curiosas do que eles . Tão pouco mais mexeriqueiras.

Infelizmente, tenho visto casos sem conta de homens extremamente intrometidos e dados ao boato, ao rumor, à bisbilhotice. Se isto tem a ver com os meninos em causa serem menos varonis, de terem um comportamento mais beta do que alfa, é irrelevante para aqui. Eles adoram mexericar - seja gabando-se das suas conquistas fáceis (as avós avisavam mil vezes sobre isso) , faltando à velha máxima "a gentleman won´t tell" seja, se forem uns crápulas, a difamar a ex que lhes partiu o coração. Há imensos casos graves - potenciados pelas redes sociais - que não me deixam mentir.



Mas pondo de lado comportamentos acanalhados desses, há muito bons rapazes que são, passe a expressão, uns cuscos de primeira água. Discrição não é com eles. Quem tem irmãos saberá disso: se lhes pedem isto ou aquilo, são capazes de fazer orelhas moucas; se lhes contam ou lhes perguntam como correu o dia, o mais provável é erguerem os olhos do telemóvel passado um longo bocado com um "hein?" de quem caiu à Terra naquele momento. Mas experimentem falar, do outro extremo da casa, sobre algo que vagamente lhes interesse, é é vê-los surgir como por magia a perguntar "o quê, o quê?" como uma vizinha bisbilhoteira.

De igual modo, não há nada mais desesperadamente curioso do que um homem apaixonado. É pior que um gato perante um brinquedo que mexe ou um bichito no jardim, capaz de se pôr em guarda horas a fio. Se ele está mesmo interessado, tudo sobre a mulher amada é importante e aí sim, monta-se uma operação de investigação de fazer corar a CIA.

 Não só perguntam informações a quem for preciso como conheço uns quantos que admitem, sem problema e como se não tivesse mal nenhum, com aquela sinceridade infantil de que só os homens são capazes,  ter googlado a futura namorada. E as vezes que consultam o perfil da eleita nos facebooks da vida? E as perguntas indiscretas até sobre coisas que no fundo preferem nunca ficar a saber? Certo.


Depois... é quase impossível falar ao telefone à vontade com um homem por perto, principalmente se for para dizer bem deles. É que não aguentam. Desafio qualquer mulher a tentar ligar aos pais ou às amigas para elogiar o namorado/noivo/ marido, mesmo que o faça numa loja de carros ou de engenhocas na esperança de que ele se mantenha entretido ao longe. Pois sim. Põem-se a rondar com ar de quem não quer a coisa, mortinhos por dar fé de tudo. E nem falemos do que fazem por ciúmes - olhem que sei de mais homens do que mulheres capazes de surripiar o telefone da cara-metade  sem remorso algum para lhe ler as mensagens; fora os que, tendo meios para isso, não hesitam em mandá-la espiar. E há mais exemplos, but I rest my case.



Ora, no outro dia estava eu numa pequena sessão de leitura com alunos de Religião e Moral sobre Mitologia e temas relacionados, quando vieram a talhe de foice a maçã, a caixa de Pandora e Eva no Paraíso. Tanto no Génesis como no mito grego, a Humanidade perde-se por culpa da curiosidade da mulher. 

Pandora, porque não aguentou e abriu a malfadada caixa. Eva, porque não resistiu a saber a que sabia o fruto, e que poderes mágicos teria afinal (a vaidade também ajudou, já que a Serpente a lisonjeava, mas enfim). E no entanto...Adão também foi curioso, ou não? A atitude viril, isenta de bisbilhotice mórbida, seria berrar "ai desgraçada, que foste tu fazer?" e atirar com o fruto por ali fora, horrorizado. Mas não. Adão também queria saber se o fruto proibido era bom. Adão era um abelhudo. Como tantos homens hoje.


Ada Lovelace: curiosa sim - primeira programadora de computadores!
Estávamos isto, e conforme se ia falando, concluí que (ao contrário de outras características emocionais ou intelectuais a que a mulher pode ser mais propensa, como a capacidade de verbalizar) a curiosidade será igualmente intensa nos dois sexos. Simplesmente, ao longo dos tempos a maioria das mulheres estava mais concentrada nos bastidores ou na esfera doméstica. Era menos sujeita a estímulos exteriores, a grandes novidades, ao contrário dos homens que viajavam de um lado para o outro e tinham guerras para combater, logo andavam entretidos com coisas que não permitiam deter-se muito em minúcias. Não creio que grandes mentes femininas como Santa Hildegarda de Bingen, Santa Catarina de Siena , Santa Teresa de Ávila, Madame Curie ou a Condessa de Lovelace sofressem de curiosidade mesquinha ou tivessem vagar para mexericos, pois aplicavam o seu espírito curioso, inerente ao ser humano não importa o sexo, a colocar outro tipo de hipóteses.

A ociosidade é oficina do diabo, já se sabe. E embora o trabalho doméstico esteja longe de se comparar a não fazer nenhum, se a mente se ocupa essencialmente do que está à frente dos olhos, a tendência para esmiuçar aparece...seja algoritmos, questões teológicas ou a vida do próximo.

Thursday, December 24, 2015

Gatos: vamos lá ver se a gente se entende.



Uma coisa é a dona ser tolerante, toda fofinha e zen e quase new age em modo "deixa a vida correr, deixai um gato ser um gato" no que concerne ao conflito gatos-árvores de Natal, e acreditar nessa ideia de que a bicharada espatifar os enfeites faz parte e empresta outra graça à festa. 

(Até se tentou, por descargo de consciência embora já sabendo que não ia funcionar, dar-vos umas bolas que sobraram a ver se se entretinham. Não se pode ser mais amiguinha nem mais cool, hein?).



 Mas brincarem com os despojos, vulgo bolas, sininhos e anjinhos, toda a noite pela casa fora, com aquele barulho treca-treca -PAM-PUM-troc-troc-treca-treca, isso é que já é demais. Já sou crescidinha para acreditar que tal chinfrim é o Pai Natal e o Menino Jesus a estudarem os cantos à casa, para ver a melhor forma de deixarem os presentes sem serem detectados, e o único efeito da vossa algazarra é não deixarem ninguém pregar olho. Seus grinches fofos e peludos! Ou gremlins. Que seria uma palavra mais ilustrativa. Oh well.


Wednesday, December 23, 2015

Receita da semana: trio maravilha para um cabelo impecável




Já sabem que às vezes gosto de recomendar combinações de produtos com marcas, preços e propósitos diferentes que por qualquer razão, juntos funcionam. São coisas que acontecem quando é preciso dar uso aos cosméticos que se vão comprando.

E recentemente, descobri sem querer uma mistura que resultou às mil maravilhas para dar ao cabelo aquele efeito difícil de conseguir. Ou seja, a combinação perfeita entre volume e ultra macieza. You know, quando as madeixas ficam soltas, brilhantes que se fartam, aveludadas de alto a baixo, sem pontas rebeldes nem aqueles fiozinhos eléctricos,  mantêm a forma que vocês lhes deram ainda que o penteiem, prendam e voltem a soltar? E o melhor: sem muito trabalho (a seguir fiz apenas um brushing normal sem usar ferro nem fixadores, só com um pouco de qualquer sérum  nas pontas por descargo de consciência) e a manter-se impecável para o dia seguinte.

Em pessoas menos alma-aflita ou com um cabelo mais crespo do que eu até acredito que durasse mais do que isso, mas acho que dia-sim-dia-não é o limite para o cabelo estar sempre impecável.

Pois bem, anotem a receita: falei-vos há tempos do super amaciador baratinho-mas-de-efeito-dispendioso da marca espanhola Amalfi, que podem encontrar no Jumbo, em bazares e em lojas como a Espaço Casa ou a De Borla. A marca tem outros cosméticos igualmente bons, nomeadamente estes champôs variados:




O alisante, de abacate (verde, à esquerda) é quanto a mim dos melhores champôs efeito liso do mercado. É que o brushing fica feito sem canseiras, enquanto o diabo esfrega um olho. Mas desta feita usei a versão de keratina (já me falaram na embalagem grande, que tem também máscara e amaciador, mas desta vez usei o desta colecção):




Depois, como andava lá em casa um amaciador Herbal Essences Hidratação Profunda que tinha de gastar e eu tenho um fraquinho por cheiro a coco, vai de o usar como se fosse uma máscara. Regra geral confio na Herbal Essences, especialmente nas fórmulas mais hidratantes, e gosto sempre de ter alguma coisa da marca para quando apetece usar. É só deixar repousar um bom bocado no cabelo. Rematei com o condicionador em spray de volume da Gliss, que como tenho insistido por aqui, é a minha marca de eleição. Convém deixar o condicionador ser absorvido pelo cabelo antes de passar o pente.

Foi só secar/escovar, et voilà: brushing ultra rápido, cabelo super hidratado sem ficar pegajoso, efeito acabadinho-de-sair-do cabeleireiro. Já testei a combinação mais do que uma vez e resultou sempre bem, por isso achei que gostariam de saber para evitar aquelas correrias "tenho de passar no salão porque não se faz nada do meu cabelo" nestas Festas. 





Abby Sciuto dixit: o melhor discurso de Natal dos últimos anos


"You know what's infectious during the holidays? Optimism. Optimism is infectious. Optimism and... joy... joy and... Kindness. Courtesy. And charity. Generosity. And gratitude. Selflessness. Compassion. Forgiveness. Forgiveness is huge.  And faith...faith is infectious. Life isn't always perfect, you know? But sometimes things work out for the best if you just have faith".


Não vejo NCIS: Investigação Criminal com aquela frequência, mas já vou acompanhando a série com agrado há alguns anos (com muita pena minha, não consigo mesmo achar graça à versão Los Angeles, em que entra a nossa simpática compatriota...). Textos muito bem escritos e personagens interessantes, entre as quais a adorável cientista forense Abby Sciuto, a única capaz de derreter o carrancudo-mas-coração-de-manteiga chefe Gibbs.

 Aliás, as personagens femininas brilhantes e fortes, mas delicadas e sem estereótipos, como a ex-agente da Mossad Ziva David e Abby, são uma razão de peso para ver a série. E a menina Abigail, cheia de contradições (é gótica, mas esfusiantemente alegre; genial, mas não chica-esperta; excêntrica, mas social e emocionalmente funcional; de mente analítica, mas Católica devota; bicho-do-mato, mas sempre preocupada com os outros) é -  a par com a Penelope Garcia de Mentes Criminosas -  uma das minhas personagens de TV preferidas. Acho-a muito divertida e um óptimo modelo de comportamento para as raparigas.

Ora ontem, antes de jantar e às voltas com uns aperitivos de camembert que decidiram  pregar-me partidas, reparei neste discurso que a menina dos puxinhos, irritada com o pessimismo de um colega de trabalho, disse de rajada, comparando o espírito de Natal a uma forma boa de doença contagiosa. E como muitas coisas atiradas da boca para fora ( que é quando frequentemente saem as citações mais inspiradas), disse belas verdades sem pegajozices nem xaropices. 


 Tudo o que ela mencionou é verdade e não se aplica só nas Festas. O entusiasmo, a alegria e o optimismo são contagiosos, tal como o desânimo é um hábito que se entranha e acaba por infectar quem está à volta. A bondade, a gentileza, cortesia e generosidade também: ver  bondade e delicadeza nos outros eleva os sentimentos de quem está por perto. São coisas que pegam muito pelo exemplo e por imitação. Tal como o altruísmo, compaixão e a capacidade de perdoar, que é poderosíssima. 

Já a gratidão, essa é como os músculos: tem de ser exercitada...e nesta altura do ano, apesar de a maioria ter mais a agradecer do que a lamentar, é fácil cair na murmuração típica dos tempos que atravessamos. Basta olhar para as notícias do estilo "portugueses apertam cordões à bolsa e compram menos presentes". Mas lá diz o cliché, Natal não é dar presentes; é estar presente. Cada quadra junto das pessoas queridas, ainda que no maior caos natalício, é uma dádiva. Ver um novo Ano é uma dádiva. 

E depois há a Fé. A Fé que é um dom não garantido a todos, que é preciso procurar e treinar. Não é por acaso que os Católicos pedem nas suas orações "dai-me fé, esperança e caridade"- as três virtudes teologais, as mais importantes e tão raras que se crê que é precisa a Graça divina para as obter. Ou seja, explicando num sentido mais geral, são uma espécie de magia. Ora, a Fé, mesmo uma semente de fé pequenininha estilo grão de mostarda, tem mesmo poderes mágicos, daqueles de mover montanhas. 

Tanto a Fé religiosa como a fé de todos os dias, a fé que colocamos nas grandes e pequenas coisas e que permite ter abertura às soluções em vez de ver tudo negro, que deixa vislumbrar além dos monstros e obstáculos que assombram cada dia, que dá a certeza de que há algo maior e melhor à espera, que dá a força para realizar feitos aparentemente muito complicados. Também essa fé é contagiosa - basta olhar para as multidões em Fátima ou, falando de outro tipo de fé mais prática e terrena, para a a euforia dos adeptos num estádio. Fé no bom em vez de fé no pior, fé na solução em vez de fé no omnipresente problema, fé na luz em vez de fé nas trevas. Tudo isso se apanha como a gripe...resta escolher a que contágio se quer estar exposto.






3

Tuesday, December 22, 2015

Sugestão de Natal para "eles": acabar com a ditadura dos ténis



Digo muitas vezes que um cavalheiro se conhece pelo calçado. E que a dada altura da vida, um homem, por muito que não faça o tipo dandy, por mais que o seu estilo de vida o permita e que prefira um look casual deve começar a aceitar que nem sempre é apropriado- nem elegante - continuar agarrado à combinação jeans + ténis+ t-shirts todos os dias que Deus deita ao mundo. Impõe-se um upgrade que estabeleça a diferença entre um homem e um rapaz!

Ora, a tarefa de aprimorar (ou simplesmente actualizar) o guarda roupa masculino (seja de irmãos, filhos, pai, cara metade e até de avós, (o avô adorava quando eu lhe oferecia roupas elegantes) cabe muitas vezes às mulheres da casa, já que muitos não fazem caso disso, são distraídos ou simplesmente demasiado preguiçosos para se aventurar nas lojas. Já aqui falámos que a influência feminina é poderosíssima em questões de gosto, e espero publicar um post detalhado sobre o assunto em breve, abarcando os essenciais do guarda roupa deles. Mas como diz este artigo, a melhor forma de acabar com os faux pas masculinos é ir subtilmente fazendo substituições. "Eles" são criaturas de hábitos e acostumam-se rapidamente a peças melhores (e francamente, mais confortáveis). Depois, a vaidade masculina acaba por falar mais alto e a maioria adopta as novidades sem problemas, ao ver que favorecem e facilitam a vida.


Ralph Lauren

 No entanto, uma das tarefas mais complicadas é exorcizar o reinado dos ténis (que têm o seu lugar e os há bem engraçados, mas estão longe de ser a única opção cómoda, até por causa da chuva). E uma  forma de se fazer essa transição sem muito atrito é começar pelas botas. Chelsea boots, botas do tipo montanha  e outras prestam-se a looks muito informais mas também a combinações um bocadinho mais sofisticadas, além de serem quentinhas, resistentes e não atrapalharem a maioria das tarefas ou hobbies tradicionalmente masculinos - mas também versáteis, de modo a que "eles" não façam cara feia, mas também não façam má figura. Deixo-vos algumas sugestões da Timberland, todas disponíveis nesta nova loja de calçado online com envio super rápido e óptimos preços:


Botas clássicas de atacadores


Chelsea boots


Botas  ´Bradstreet



Recomenda-se uma visita à Escape Shoes nestas Festas...Happy shopping!



Duas verdades sócio-biológicas do dia

Essa coisa de reparar em modas & elegâncias não é tão superficial como parece, nunca me canso de o frisar. As toilettes e sapatos dizem muito de quem as veste ou calça; e os usos da sociedade no que toca ao vestuário eram tão importantes ou tão pouco que ao longo das épocas, foi havendo leis sumptuárias para determinar quem podia vestir o quê (e quando)...

Isto no sentido de partilhar convosco duas brilhantes conclusões que se tiram de trapos e companhia, a saber:

1- Há uma razão para os homens não terem sido, ao longo dos séculos, as fadas do lar por excelência.

 E olhem que não tem nada a ver com machismo, nem com "jeitinho feminino" (que existe, mas até há homens que são uns ases nas tarefas domésticas e não perdem um ai da sua masculinidade à conta disso) ou com o facto de haver caça para apanhar e guerras para combater (a esse assunto quero voltar hoje ou amanhã), o que dava muito jeito para os livrar de sacudir tapetes, amassar pão e fazer barrelas, tarefas muito apropriadas a quem tem força de braços. Ná. Nada a ver. A explicação para isso é o velho "ele que não toque em nada senão o mal é para mim": ou seja, a impaciência masculina e a mania de serem temerários. Sabem aquele espírito viril mas tolo do "a mim não me acontece nada mesmo que conduza com os copos ou salte em queda livre"que é a causa de tanta multa e cabeça partida, na melhor das hipóteses? Ora, na esfera doméstica isso traduz-se em colocar peças delicadas-  e complicadas de substituir-  como camisas Gucci e gravatas Céline na máquina de lavar/ secadora. Depois de serem avisados. Assim com o ar mais natural do mundo. E ante o quase fanico feminino ao saber do sacrilégio, atalharem com um encolher do ombros "não foi grave, não se estragou nada, eu é que sabia, as mulheres complicam sempre tudo". Moral da história: trabalho doméstico para eles, sim senhor; mas nada que envolva sedas e minúcias.



2-  O traçar da linha entre as mulheres elegantes versus barbies de feira; entre as que têm bom senso e as serigaitas; entre boas e más raparigas; entre as de bom e mau porte; entre as que um homem deve apresentar aos pais e as que...enfim, podia fazer-se com um simples raciocínio. Basta observar como se comportam perante o clássico - mas difícil de usar - padrão tigresse. O mundo feminino podia dividir-se facilmente entre as que sabem usar leopardo como Jackie Kennedy, Grace Kelly ou Audrey Hepburn usavam (num acessório, em sapatos ou no limite, numa peça única como um casaco combinado sensatamente) e as que o usam como coristas em hora de expediente, vulgo em mini vestidos, leggings e outras peças chamativas de má qualidade, combinadas com bijutaria, bilhantes, napa, cabelos espampanantes e menos bem tratados, piercings e outros artifícios.


 Isto quando não tatuam malhas de tigre que até parece uma doença de pele, na tentativa de fazer justiça ao título de "tigresas" que dão a si próprias quando não preferem chamar-se "princesas" (que ironia deliciosa!). Fácil, não é? In tigresse veritas.





Monday, December 21, 2015

Sign of the times: imagens que descrevem o lindo zeitgeist que por aí anda


Porque às vezes uma imagem vale mais que mil palavras, há certos instantâneos e memes a circular por aí que fazem uma melhor análise do tempo que vivemos do que prolongadas teses do mais reputado sociólogo. 

Como este grafitti, pois é só o que falta:


A Mona Lisa não digo que se ponha nestes preparos, mas com a Kardashianização das mulheres tudo é possível.

- Ou este, acerca da efeminização dos homens: 



E este, que vai dar ao mesmo:


Mais este, acerca das mulheres que querem só direitos mas não deveres; que esperam deixar de lado a feminilidade e a dignidade femininas, mas ser mimadas pelo sexo oposto; que exigem "igualdade a martelo", até no que não lhes convém...mas depois se queixam; ou ainda as que são loureiras e sabem agradar até encontrar quem as carregue...para depois se revelarem umas mandonas, egoístas e desarranjadas de primeira, que esperam flores e chocolates mas acham o cúmulo fazer uma simples sanduíche lá em casa:



Caso arrumado.



Textos relacionados:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...