Imperatriz Sissi

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Saturday, March 5, 2016

A "opressão" do Happy Meal





Uma amiga aqui do salão fez-me chegar uma notícia de deixar uma pessoa indisposta: ao que parece, a Mcdonald’s Portugal  recebeu recomendações internacionais para homogeneizar os brindes do inocente Happy Meal. Ou seja, deixará de haver caixinhas para menino e para menina. 

Depois de quererem proibir aplausos em salas de espectáculos e clássicos da literatura para não ofender os vidrinhos de serviço que vêem opressão em todo o lado, mais esta.

 E nota bene, isto é-nos apresentado de modo assaz parcial como "uma boa notícia" sem nos deixarem sequer formar opinião sobre o assunto. Em modo "engulam o sapo como se fosse um Happy Meal!".

A mudança vem no sentido de promover a suposta "igualdade de género", ou na linha de pensamento/febre "género é uma construção social" que está a tomar o mundo de assalto .
 Tenho-me arreliado com ideias extremas dessas que começam a enraizar-se no Brasil,nos E.U.A- e mais perto,na louca Suécia onde tudo é possível- mas não julguei que chegasse cá tão depressa. Nós portugueses fiamo-nos que nada nos chega graças a Nossa Senhora de Fátima que lá vai pondo a mão por baixo, mas a coisa está tão preta que já não digo nada.

Passo a citar: "Nos EUA, onde a distinção terminou em 2014, existem “instruções para falar do nome dos brinquedos sem qualquer referência a género. Esta directiva está no manual de treino”, explica a sede europeia da empresa num comunicado enviado ao Diário de Notícias (DN).(...). Catarina Marcelino, secretária de Estado da Igualdade, considera a prática de separar brinquedos por sexo “uma atitude discriminatória que reforça os estereótipos de género” e nega a existência de brinquedos só para meninos ou só para meninas."

Mind you, eu não vejo nada de mais se um rapaz engraçar antes com as miniaturas da Barbie ou uma rapariga com as tartarugas ninja. Eu tinha irmão e primos, logo brincava ocasionalmente com carrinhos, action men e armas, tal como eles se associavam uma vez por outra às Barbies e jantarinhos -para não falar das brincadeiras "neutras" como legos, Pinipons, consolas ou estojos de química. Tive alguns amigos rapazes que preferiam as bonecas e guess what, só um saiu tão gay como se pode ser; os outros cresceram hetero todos os dias. E das marias rapazes que conheci, suspeito que só uma joga na equipa do arco-íris. Como diz o povo, olha que grande coisa!

Brinquedos são brinquedos, é irrelevante e assim como assim a criançada (que é inocente, se a deixarem ser)  não discrimina tanto como se pensa. Com tanto drama sério que as crianças atravessam, a preocupação dos políticos deste mundo é com os "estereótipos de género" e a discriminação que possam sofrer no recreio (não se aflijam, a pequenada arranja sempre por onde pegar: se não é porque o Manel é "amaneirado" ou a Maria "arrapazada",é por outra coisa qualquer; faz parte da vida e o mundo é uma selva, mesmo) .



Mas a verdade é que (pondo de parte que os estereótipos de género funcionaram durante séculos e o mundo andou direito) a maioria dos rapazes -a maioria,atenção -prefere instintivamente brinquedos"masculinos" e vice-versa. Os rapazes lá de casa tinham a minha bonecada à disposição, brincavam com isso se andássemos em grupo, mas se estivessem sozinhos preferiam os carros, os jogos de construção e os soldadinhos ou Transformers. E nós,meninas, podíamos brincar à vontade com tanques de guerra ou super soakers, mas no Natal deixávamos esses pedidos para os rapazes (às vezes em modo "pede o guloso para o desejoso"- eles recebiam e nós experimentávamos uma vez por outra,mas não nos passaria pela cabeça desperdiçar um presente da  lista com isso).

 E pergunto,onde está o mal disso? Onde está o mal de ser norma os rapazes agirem de forma masculina e as raparigas cultivarem a feminilidade? Assim como não há necessariamente nada de errado em fugir à norma e ser a maria rapaz que prefere o Megano ao Pequeno Pónei ou o rapaz que gosta mais de pentear bonecas. São a excepção à regra? Sim,e porque não? Há que ensinar o respeito pela individualidade e diversidade; o bom e e velho "cada um é como cada qual". Não querer normalizar gente como se normaliza a fruta, ou baralhar as ideias das pessoas não sei em nome de que agenda política. 

O politicamente correcto consegue estragar tudo. Até uma simples ida ao Mac para enfardar hamburguers provoca macaquinhos no sótão destas almas...



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Etiquetas: feminazis, opressão

As coisas que eu ouço: o taberneiro de Aljubarrota


Ontem, a passeio, parou-se num estabelecimento afamado à beira da estrada nacional lá por terras de S. Nuno Álvares Pereira: daqueles restaurantes/tabernas que ninguém dá nada por eles se não for por indicação dos connoisseurs batidos no asfalto - segredos que no quesito de sabores valem mais do que o Guia Michelin inteirinho. 

Por meio-tostão, dez pratos do dia à escolha confeccionados com esmero em panelões por ases de touca na cabeça e avental (se calhar dignas descendentes da boa Brites de Almeida, a Padeira valente) e servidos por um mulherão simpático capaz de arrumar sete castelhanos à pázada sem tir-te nem guar-te; um vinho verde à pressão rico e doce a borbulhar no jarro, capaz de deliciar o exigente Jacinto de A Cidade e as Serras; e uma data de sobremesas como só uma cozinheira pode fazer, que isto chefs são chefs, cozinheiras são cozinheiras e cada qual no seu lugar. 


Quando se trata de petiscos, convém que não haja híbridos nem burguesices: ou verdadeiro luxo - nada de arranjos de prato insípidos a fingir de "cozinha de fusão"- ou o mais genuíno, capaz de enfartar brutos.

Estávamos a fazer a devida honra às caçarolas quando o proprietário, risonho taberneiro do tipo mais puro que fazia rir a clientela com os seus ditos desbocados (tratava todos por "filhos", fossem velhos ou novos) partiu um pires com estrondo, desatando a barafustar.

E depois de ameaçar os clientes que se tinham rido "ai estás-te a rir? Vai-te sair mais caro na conta!" começou a contar um pouco para um,um pouco para outro, um pouco para o ar, que tinha saído de casa com a sensação de que o dia não lhe ia correr bem, não.

"É que anda sempre um mocho lá ao pé de minha casa...e hoje o sacana passou mesmo à minha frente, atravessou-se-me diante do carro ficou-se a olhar para mim!"


Achei a maior das graças à superstição do homenzinho, eu que adoro mochos e corujas...mas ele continuava.

"Vai-me acontecer alguma, ai vai. Olhem...se eu for desta para melhor, rezem-me dois Padres-Nossos por alma!".

Ah povo autêntico o nosso, que à Fé Católica dos seus antepassados junta a misteriosa crendice...e isto de noite! A uma pessoa mais urbana e modernaça do que eu,havia de parecer que tinha viajado no tempo.

Mas um freguês mais desenvolto lá tornou:"olha-me este! A pedir que lhe rezem por alma enquanto está vivinho da silva! Reza tu,que ainda vais a tempo! Uma pessoa tem de rezar enquanto cá anda...".

E estava coberto de razão...de modo que despachei, de uma assentada, um belo jantar, um serão curioso e uma discussão de Doutrina. No meio disso tudo só gostava de ter encontrado o tal mocho,mas esse, nem vê-lo.


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Etiquetas: as coisas que eu ouço

Friday, March 4, 2016

Um sentimento pouco Cristão:"não vou com a tua cara"



Esta semana, antes de  jantar, alguém disse de um actor qualquer que muito inocentemente, a fazer pela vida, anunciava não sei quê na televisão (batatas fritas, creio): não suporto este tipo! Não o conheço,não vejo os programas dele, mas acho-lhe cara de filho da mãe e se o encontrasse ia ter vontade de lhe dar um soco.

A veemente afirmação não tinha nada a ver com o homem ser bonito ou feio (cara mais normal, não pode haver) nem com o seu talento/profissionalismo ou falta dele, dados que não era possível avaliar já que não se assistiu ao trabalho da criatura salvo nos tais anúncios.

Trata-se de uma embirração humana e legítima,mas sem explicação: o sentimento de "não vou com a tua cara". 

Em defesa dessa teoria, os chineses acreditam no feng shui do rosto e por cá, os antigos tinham ideias semelhantes. A avó, por exemplo, era grande crente em dados de profiling que me transmitiu por osmose, como "cuidado com os rapazes que tenham sobrancelhas de ciumento" (espessas e unidas). E no tempo dos Tudors e mais além, acreditava-se que pele e cabelo claro traduziam um temperamento mais dócil, por oposição ao cabelo negro ou pele morena, sinal de mau feitio. Isto sem esquecer certas teorias forenses do estudo das feições, hoje oficialmente descartadas como preconceituosas.




E lamento dizer isto, mas há alguma verdade no assunto - principalmente se a implicância for de facto inexplicável e imparcial, ou seja, não motivada por aquela pessoa ser parecida com alguém que nos tenha causado dissabores. Quando sem motivo aparente não simpatizo com a fronha de alguém, raramente me engano. É que até sou dada à paz,não vejo o mal em todo o lado; logo se me dispara o ordinarómetro ou o sacanómetro (detector de sacanas) geralmente há motivo...

 Dou-vos dois exemplos: a senhora mãe sempre teve pó a Sean Penn. Por mais que lhe digam que é um grande actor e que se ele arriava na Madonna a culpa não há-de ter morrido solteira, acha-lhe cara de rufia de bairro ou de vândalo do liceu a quem apetece dar um estalo, e nada feito.

Depois, eu própria: além de dada à paz, sou toda pela diversidade na beleza e perfeitamente capaz de elogiar a formosura feminina (tenho outros defeitos, mas competição gratuita não é comigo). E no entanto, tendo mesmo assim a embirrar com certas almas, famosas ou não- no sentido de não as achar nada de especial, vulgo "se fosse homem,não olhava para esta serigaita duas vezes".



Ora, sem ver novelas nem dar atenção às idas e vindas de protagonistas, há tempos reparei numa destas "namoradinhas" que de repente ficam na moda, vendida ao público como uma beldade. E eu cá comigo, sem conhecer a pequena que não se pode dizer que seja feia, que não me lembra rigorosamente ninguém conhecido nem me fez mal nenhum, sempre lhe achei um ar de colega de escola irritantezinha, ou de sopeirita, ou do tipo nacional que Eça de Queiroz descrevia, com certo desprezo, como "trigueirota, miudinha e morena que nem um velho pataco". Daquele moreno que é mais lama do que bronze...

Depois vesguita, um certo quê de sonsa atrevida, de quem não parte um prato mas escangalha a cristaleira toda. E dali a uns meses, a imprensa cor de rosa tratava de confirmar a minha impressão...a rapariguinha portou-se meeeesmo mal.

Neste caso tinha razão,mas às vezes quem vê caras não vê corações. E não esqueçamos que sendo uma liberdade inalienável embirrar com caras, há sempre quem possa não ir com a nossa por mais injusto que isso seja. É um direito parvo, mas temos de o respeitar.
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Etiquetas: A tonteria nossa de cada dia

Um tipo esquisito de inveja





A inveja é capaz de ser o sentimento mais overrated, mais inflado e exagerado por aí. Quem não é invejado, tem a mania que sim. Quem é criticado, mesmo que a crítica seja justa, atira quase sempre "tens é inveja". 

Basta ver que qualquer bruxa de jornal se anuncia especialista em retirar "inveja e mau olhado" e a quantidade de frases ridículas passadas nas redes sociais em homenagem às "invejosas" (que são assim um papão como o patriarcado; ninguém sabe muito bem a identidade exacta do bicho). É que apesar de haver poucas coisas tão desagradáveis como lidar com um verdadeiro invejoso - especialmente se esse invejoso é um suposto amigo- bem diziam os antigos, "antes inveja do que pena!". 

Ser alvo de inveja -mesmo inveja imaginária - faz com que o maior falhado se sinta importante. Não esqueçamos que o melhor antídoto para a maioria dos casos de mal de inveja é ser discreto...

De todo o modo,podemos definir vários tipos de inveja: a tal inveja imaginária, delírio de quem é vaidoso e gosta de lançar aos outros a culpa dos seus problemas; a inveja verdadeira (como a do Iago de Shakespeare) que pode ser declarada ou encapotada, mas visa destruir o que se ambiciona em outrem ou mesmo essa pessoa, em modo "se eu não tenho,tu também não hás-de ter"; a inveja branca, ou inveja da boa, que quase sempre é bem intencionada, vulgo "que bom, és tão sortuda, também quero" e que é uma fonte de inspiração ou motivação para conseguir igual ou melhor. 



Mas ainda - e este é o tipo de inveja mais estranho -a inveja-despeitadinha. Que é um híbrido entre a inveja verdadeira encapotada e a inveja branca. 

Ou seja, um invejoso despeitadinho não deseja mal. Não quer tirar nada a ninguém. Até é capaz de ficar contente pela sorte de um amigo. Só que fica triste por não ter tido a mesma sorte. MESMO triste. MUITO triste. PROFUNDAMENTE triste.

A pontos de preferir desaparecer para não ver de perto aquilo que lhe causa incómodo. Não é um ressabiamento furibundo e reverdido: é um despeito de extrema melancolia.

 Não é que quem sofre disso deseje que o vizinho se estampe no novo Ferrari - mas vai recusar todos os convites para dar uma volta nele. O sentido de suposta injustiça, de pensar "porque é que ele é tão afortunado e eu não?", de comparação com os outros, é igual ao da inveja comum. Só que menos virulento, menos abespinhado, cheio de auto-comiseração e de "sai-me da frente que eu não quero ver isto nem ser desagradável contigo; Deus te faça muito feliz, mas onde eu não assista".

Penas que não se vêem, coração que não sente. 

É compreensível, é humano, mas não deixa de ser um pecado de orgulho...nem de entristecer quem, muito ingenuamente, tenta partilhar o bocado de felicidade que lhe coube...
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Etiquetas: amizade, gente rara, inveja

Thursday, March 3, 2016

Dizer a verdade sem ofender, à moda d´Os Maias



A boa literatura é a segunda melhor escola desta vida para ganhar um bocadinho de espírito mundano. Basta prestar atenção às obras imortais  para tirar óptimas lições de bem viver...incluindo algumas que nos livram de apuros sociais.

 Já aqui vimos a fórmula de Jane Austen para mudar de assunto sem parecer malcriada quando alguém menciona uma rapariga ou senhora com quem não se simpatiza nem um bocadinho. 

E n´Os Maias podemos tirar ideias do diálogo abaixo, para quando não nos é permitido responder com sinceridade a perguntas do tipo "gosta do meu vestido/carro/relógio/artigo para o jornal?" (que é medonho mas é da sua chefe super melindrosa...).

De maneira que é jantar de cerimónia. O Castro Gomes não me disse nada; mas que te parece, achas que vá de casaca?...
- Sim, atira-lhe casaca, e uma boa rosa na lapela.
O Dâmaso olhou-o, pensativo.
- A mim tinha-me lembrado o hábito de Cristo.
- O hábito de Cristo... Sim, põe o hábito de Cristo ao pescoço, e põe a rosa na botoeira.
- Será talvez de mais, Carlos!
- Não, fica bem ao teu tipo.

"Fica bem ao seu/teu tipo"ou "vai bem ao seu/teu tipo" é a resposta perfeita, que salvaguarda tudo. Pode ser usada de forma mordaz, de elogio invertido, como o Carlinhos a disse (pois estava arreliado com o arrivista Dâmaso e dava-lhe jeito que ele parecesse ainda mais ridículo do que já era). 

Porém,também pode empregar-se sem maldade alguma, para não cair na complicada indelicadeza de balbuciar "eu não usaria nem que me pagassem, mas não te está mal".

Também serve para dizer a mais pura das verdades sem insultar,como se fosse : com o mau gosto que tu tens, está mesmo perfeito para ti.

Ou ainda, para explicar sem elaborar muito, quando uma toilette, atitude ou frase não faz de facto o nosso estilo, mas naquela pessoa até funciona.

E mais algumas aplicações que agora não me ocorrem: "fica bem ao seu/teu tipo" é um básico. É o creme Nívea, os blue jeans, a vaselina, a camisa branca das frases. Mais prática e versátil não há; convém estar sempre na ponta da língua...




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Etiquetas: boas maneiras, Eça de Queirós, jane austen

Lista de escárnio e maldizer #1: 14 coisas que TODAS as serigaitas têm de ter

Porque a criatura tem mais que se lhe diga que garras às cores...

Há dias um amigo cá do blog comentava à mesa connosco, levando as mãos à cabeça ante o panorama que lhe ia pelo mural das redes sociais: desesperadas de um raio, cambada de mulheres da luta! 

Riu-se tudo, claro, até por ser um homem a indignar-se com o assunto; e rapidamente se apurou que certas pessoas -entre as quais as serigaitas ou flausinas - devem ser produzidas em fornada. Ou como diziam os antigos, "são todas farinha do mesmo saco, todas amassadas na mesma gamela e lêem todas o mesmo livro"(salvo seja...).É que TODAS se parecem. 



Têm os mesmos gostos, hábitos, formas de falar e até traços fisionómicos. Sem querer cair em repetições do que já se brincou por aqui com o tema, foi possível apurar 14 itens que são comuns a todas as alminhas deste género. Deve ser algum código de conduta obrigatório ou não sei, até porque só vejo estas pessoas de longe (e não, não é aconselhável chegar perto delas para fazer um estudo mais fundamentado nem que a National Geographic ou a Universidade de Oxford paguem a peso de ouro)...

 Ora vejamos:


1- Bijutaria barata 



Os brincos grandes e os statement necklaces de metal ranhosos são especialmente populares. Nenhuma toilette de lycra e viscose fica completa sem algo que BRILHE.

2- A maquilhagem da praxe



 Lápis de contorno preto, à anos 80, a afundar bem os olhos, e bâton (ou mais comum, gloss, por motivos óbvios) rosa-serigaita nacarado, magenta-flamingo, "stramberry" (elas escrevem assim; julgo que é um cor de vinho arroxeado e medonho) ou rosa choque.

3- Nail art e tatuagens de mau gosto


 Já dito e repetido, porque sem isso não vivem. Além das garras do demo, a tramp stamp, claro, é obrigatória, embora muitas jurem que não sonhavam o que isso era quando fizeram a tatuagem (não nascemos ontem, sabem?). De manchas de tigresse a plumas passando por frases do estilo "nunca deixes de SORRIR" ou "por mais que a vida te atire pedras, constrói o teu castelo", não raro com erros de ortografia -principalmente se o rasgo poético for escrito na língua de Shakespeare. E claro que ter rabiscos na pele obriga a comprar sempre trapos que os mostrem bem. Até o vestido de noiva (já lá vamos...) precisa de aberturas de modo a exibir os gatafunhos.

4- Frases motivacionais



Para todos os momentos: as de engate, as de "beijinho no ombro" e as de ressabiamento, para quando o amancebamento ou casório relâmpago dá para o torto. Geralmente em brásileiru, com erros e na terceira pessoa, ex "quando o mundo diz que é impossível, ELA faz acontecer".

5- Migas

 Sem miguxas para trocar elogios e "mimos" como "lindona, gata, gostosa, pega (e nomes piores) ou- muito na moda - "GUERREIRA",uma serigaita fenece como um vampiro ao sol.

6- O auto proclamado estatuto de "GUERREIRA"



 Sendo que "guerreira" normalmente traduz a rapariga que ao fim de muita one night stand e/ou de muita caça ao homem  lá acabou mãe solteira e consegue a proeza de (com imeeensa ajuda das avós da criança) ir criando o pequeno ou a pequena (que trata invariavelmente por "meu príncipe" ou "minha princesa") e ao mesmo tempo, continuar a não faltar a uma festa de kizomba e puxar o cabelo às rivais sem lascar uma unhaca de acrílico. É que é preciso lutar muito para ser uma mulher da luta. É uma canseira.

7- Aparelho nos dentes



Ou porque está na moda e agora é mais acessível (em suaves prestações mensais, logo fácil de pagar com as gorjetas do bar da cachaça ou salão) ou porque muitas não foram geneticamente abençoadas e pronto, é giro pôr uns elásticos às corzinhas e SORRIR, SEMPRE. Fica fofo, mesmo que não remedeie grande coisa. E para fazer pendant, pode sempre usar-se um piercing de brilhantes num dente, a condizer com o do nariz e os brilhinhos nas unhas. Há que BRILHAR (verbo muito usado por todos os salões de beleza da esquina, se ainda não repararam).

8- Poliéster! 



Tanto a serigaita provocante, vulgo mulher melancia, como a serigaita que finge de "mulher séria" têm de vestir tecidos sintéticos (esclarecendo: a serigaita que finge de "mulher séria" é do tipo falso e loureiro que faz o piorio mas posa de ingénua e queridinha, logo usa leggings, mas com um vestidito de malha acrílica por cima, estilo professora primária; escolhe umas túnicas ou cai cais de acetato e remata com um lenço feito de petróleo colorido ou um laçarote medonho, para dar um ar "chique") . 

Vestiriam estes trapos que não deixam a pele respirar mesmo com um orçamento milionário e contratando o Tim Gunn como personal stylist, a berrar-lhes aos ouvidos o mau ar que isso dá. É instintivo. Até porque ficava estranho usar sapatões de napa com roupa de seda...

9 - Vestidos de noiva de cai-cai, estilo suspiro



 Decotados e sintéticos, a parecer chantilli de plástico. Tenha a noiva 50 ou 80 quilos, 25 ou 40 anos, seja o casório no civil ou na Igreja, de Verão ou de Inverno, o "vestido de princesa" mas ordinário é obrigatório.

 O que implica encontrar um noivo palerma, ceguinho, um "capitão salva galdérias" disposto a fazer delas "mulheres honestas". Farto de saber a crónica que para ali vai mas cheio de sonhos românticos - e sobretudo, igualmente parolo... porque outro qualquer perdia a cabeça com tanto disparate. Then again, é impossível alguém que não seja do mesmo tipo e do mesmo círculo querer casar com elas.

E assim como assim, o casa-separa é tão frequente [acabando regra geral com uma das partes a fugir para o (a) ex do ginásio ou cachaça club com quem partilhou uma longa e intermitente história de amor com traições e bastardias pelo meio] que o raio do balandrau acaba por não ser tão importante como isso. Muitas vezes é oferecido à próxima "miga" a dar o nó, sem medo que a má sorte se pegue, ou pior- usado numa sessão fotográfica sexy (já lá vamos).

10- Books "artísticos"



 Estas almas adoram posar (ou como elas dizem,"pousar") para a câmara, mesmo que não devam nada à beleza. Porém, por mais que se abuse das caras e bocas em selfies cheias de filtro ou que se peça a uma "miga" com jeito que tire uns retratos provocadores (de salto alto no meio da gravilha com um mini vestido de lycra que mostre as tatuagens) nada supera ter um book de retratos assinados por um fotógrafo profissional, batido nas andanças dos casórios e dos desfiles de bairro. Profissional, mas igualmente mau. Melhor do que isso, só um book pós casório. Sim, isso é triste, mas existe. E é um sucesso.

11- Cabelo preto-graxa ou louro-queimado



Ultra esticado e compridíssimo se for preto, com uma raiz apreciável e pontas espigadas se for louro, normalmente um louro amarelado porque já se sabe, essa cor não é para todas; custa meios e trabalho a manter. Mas como o que interessa é dar nas vistas e nada diz tanto "chegou a serigaita!" como fazer de Pocahontas ou de Cinderela de feira, ficar bonito ou feio é irrelevante. O mau gosto é como a morte e a estupidez: só faz mossa a quem está à volta, ao próprio tanto se lhe dá...

12 - Mascotes

 De preferência se forem um ser vivo. Geralmente vão treinando em bonecos da Hello Kitty e outras coisas cor de rosa e infantis até arranjarem meio de ter um cão pequeno, um coelho ou um gato especialmente pachorrento (coisa rara, felizmente)  alvo ideal para exibir, vestir com roupinhas ridículas, levar para toda a parte sem fazer caso do bem estar do bicho e tirar quantas selfies há. É uma sorte os macacos serem proibidos como animal de estimação, ou nem quero imaginar. Mas o must, o máximo, é ter uma criancinha para isso, um mini me: seja o sobrinho, o primo, a filha da "miga" ou um rebento malcriado fruto de fugaz história de "amor" com banda sonora de novela da TVI, quase sempre fora dos laços do matrimónio. Pobres pequenos.

13-Trash TV (e derivados)



 A inspiração para vestir como bonecas da loja dos 300 (e ataviar os amancebados a condizer), estar sempre "pronta para amar e sorrir", falar como carroceiras e partilhar/citar porcarias não nasce do nada.

 É preciso ir beber muiiiita ideia a conteúdos brejeiros como os Jersey Shores, os Big Brothers e as telenovelas xaropentas da TVI. Tudo devidamente acompanhado de revistas do género, do Correio da Manhã, das musiquinhas da Mega Hits e de likes religiosamente feitos (perdão,"metidos") em páginas tipo Cifras, porque ler nem que seja a Cosmopolitan é um esforço titânico. Quando uma serigaita faz o sacrifício de ler é porque uma "miga" com ambições intelectuais lhe disse que as 50 Sombras ou o último best seller de um Pedro Chagas Freitas da vida tem passagens eróticas que arrepiam. Arrepia, sim senhor! Mas é de medo. Só que não ter medo, vergonha nem frio é um super poder das serigaitas, logo não há problema.

14- Inscrição no ginásio



É inevitável. Ou para andar lá até ficar uma mulher melancia de coxa grossa e derrièrre monumental, experimentar todas as danças afro latinas, tirar muitas selfies suadas (blhec) nas aulas de cross fit  e conhecer todos os Carlões e Ricardões (alguns no sentido bíblico do termo) ou - muito comum também-  para nunca lá pôr os pés e queixar-se de que a celulite e as banhas são genéticas, que o que dava jeito era uma lipo aspiração e uns implantes mas...pelo sim, pelo não, participar em todas as colour runs ou run qualquer coisa, nem que seja na categoria de caminhantes. O que interessa é participar! E sorrir. E BRILHAR!




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Etiquetas: dignidade feminina, flausinas, gente rara, maldizer, momento national geographic, serigaitas

Wednesday, March 2, 2016

Medeias, não Julietas




Esta manhã, com a descoberta do corpo de Rodrigo, o jovem desaparecido há uma semana, assistiu-se de imediato à especulação dos sensacionalistas do costume.


 Mas suponhamos que essas teorias estão correctas- e espero sinceramente que NÃO estejam, que para tragédia já basta...

 Partamos do princípio que a mãe do rapaz foi, pelo menos, conivente com o seu homicídio (involuntário, muito provavelmente; uma altercação com o padrasto que acabou da pior maneira) cúmplice da ocultação do cadáver do próprio filho e da fuga do companheiro para o Brasil no próprio dia do desaparecimento do adolescente.

Assumindo que isto é verdade - e não seria o primeiro nem o último caso do género - é monstruoso pensar o que leva uma mãe a colocar um parceiro (e quase sempre, nestas desgraçadas histórias é um parceiro recente) à frente do seu dever e instinto maternal. Ou à frente da voz do sangue, que devia provocar um impulso de revolta e repugnância imediato. Monstruoso ou material para estudo, conforme o quisermos encarar.

Em Romeu e Julieta, a heroína continua a amar Romeu depois de ele matar - acidentalmente, mas pronto- o seu primo Tibaldo. Mas um primo, por muito chegado que seja, não é um filho.




Mal comparado, já que na peça os protagonistas não são pais, tivesse Romeu assassinado Lord Capuleto e não creio que a reacção de Julieta fosse "esconda-se, meu amor! Parta antes que o apanhem!". 

Então, o que move estas mulheres? Amor não pode ser. Quem é capaz de amar não é indiferente à morte da sua prole. Não procura proteger quem mata um ser que ela pôs no mundo. Mas são tantos os casos de "mães" (indignas do nome, vá) coniventes com a tortura e abuso dos próprios filhos às mãos de estranhos por quem se "apaixonam" que algum complexo estranho há-de haver. Decerto move-as uma luxúria doentia e seródia que as emparvece, um extremo egoísmo, uma vontade de provar a si mesmas que ainda são desejáveis e jovens, um medo horroroso de ficarem sozinhas. Conduzem-se de acordo com as hormonas, ao sabor do ventre de mal empregada fertilidade...

 Mas nada têm de Julietas. Quando muito serão Medeias em versão desestruturada e sórdida. Que  Medeia, coitada, ainda tinha alguma desculpa...

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Etiquetas: gente ruim, mitologia, sociedade, william shakespeare
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