Julgam elas! Eu adoro a Maga Patalogika. Adoro cabelo preto, sempre adorei. Mas a verdade é que esta cor não cai bem a toda a gente.
Logo, não percebo esta moda que se vê por aí de há uns dois anos a esta parte. Começou com as WAGS ( marias chuteiras/ namoradas de jogadores da bola) que fartas de descolorir as extensões, e procurando uma cor igualmente chamativa e provocante, trocaram o louro queimado pelo preto escorrido.
Ora, não se pode dizer que WAGS sejam exemplo para alguém.
Mas como é costume, meio mundo ( não a melhor metade, claro) foi a correr copiar.
Uma amiga, cabeleireira nos subúrbios, confessou-me que as cores que mais se gastam naquele salão são o preto e o preto-azul. É um ver se te avias.
Não sei como as góticas deste planeta estão a reagir a esta invasão, mas não deve ser bonito de se ver!
Vamos ao que interessa:
O mal do preto é que (tal como o louro platinado e outras cores dramáticas) exige que quem o usa tenha uma pele fantástica e esteja sempre com o cabelo imaculadamente limpo, o brushing feito, a maquilhagem impecável e roupas elegantes, de bom corte, sem muito ruído visual. Não permite grandes casualidades, ar de cansaço, a pele a brilhar nem fatiotas berrantes de ar baratuxo. Ah: também fica péssimo com logótipos e strass.
Ou seja, para suportar o preto com estilo é preciso ter carradas de estilo. Depois, o preto - seja asa de corvo, azulado ou qualquer outra nuance - é uma cor arriscada, que não vai bem com todos os tons de pele.
Pode resultar em peles claras + olhos claros, peles morenas + olhos claros, e peles douradas + olhos escuros, por exemplo, mas ainda assim precisa de ser bem calculado. O menor erro do colorista estraga o efeito.
Para muita gente - morenas ou louras de pele clara e olhos escuros, por exemplo - o que resulta é um castanho muito escuro, que parece mesmo preto, e não dá aquele ar de marylin manson mergulhado num balde de azeite durante dois dias.
Por fim, há a questão da textura: a tinta preta, em cabelos muito finos ou muito frisados, dá um aspecto "mordido" e mole ao cabelo, que fica parecido com graxa. Nada agradável.
Mas o pessoal não quer saber disto para nada e atira para o cabelo a primeira coisa preta que lhe aparece, de preferência com extensões enormes, desfrisagem japonesa, botas brancas, calças rasgadas e pele torrada pelo solário, com um grão terrível.
Um look de bruxa? Fantástico. Mas de bruxa má dispensa-se, obrigadinha!



